quinta-feira, 4 de março de 2010

Hora do Planeta 2010 – Você vai apagar as luzes?


A Hora do Planeta é considerado o maior movimento voluntário de alerta para as alterações climáticas, que conquistou o mundo e moveu inúmeros cidadãos comuns, empresas, governos e organizações civis em torno de uma voz comum.
O movimento teve início em 2007, na cidade australiana de Sidney. A intenção foi, na altura, alertar de forma simbólica – apagando as luzes por uma hora – a população australiana para a necessidade de protegermos o Planeta contra os efeitos das alterações climáticas. Dois milhões de pessoas desligaram as suas luzes. A expectativa inicial era de reduzir 5% do consumo de energia elétrica da cidade durante os 60 minutos do evento. O resultado, porém, foi o dobro do esperado: 10,2% de redução no consumo. Em 2008 mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo participaram na Hora do Planeta.
As expectativas para a Hora do Planeta 2009 eram elevadas, mas foram superadas e muito por todo o mundo. Durante uma hora mais de 4 mil cidades, das quais 11 cidades portuguesas, em 88 países, 21 mil empresas e o estrondoso número de 1 200 milhões e pessoas em todo o mundo deram o seu voto ao Planeta
Neste ano a Hora do Planeta acontecerá no dia 27 Março 2010 das 20H30 às 21H30.
No lançamento da contagem regressiva para a Hora do Planeta 2010, em Chengdu, na China, Mei Lan, a ursa panda que voltou recentemente para a China após uma missão diplomática em Atlanta (EUA), foi designada como Embaixadora Mundial da Hora do Planeta. No Ano Internacional da Biodiversidade, o panda também simboliza a importância de protegermos ecossistemas e espécies em todo o planeta. 
Confira abaixo as novidades para 2010:
* A Nova Zelândia já conseguiu envolver 16 embaixadores nesta a causa, nestes inclui-se Helen Clark , actualmente Coordenadora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento;
* A CN Tower e a Auckland SkyTower juntamente com outros 13 edifícios e monumentos emblemáticos das Filipinas já estão em contagem decrescente para se apagarem por uma hora;
* Na Suécia, o IKEA já aderiu à Hora do planeta 2010 e 84 escolas suecas já formalizaram o seu apoio ao evento;
* No Canadá, a Coca-Cola ofereceu à WWF Canadá $1 milhão de dólares em doação de espaços de cinema e publicidade;
* Na China, as ajudas pro bono corporativas também já estão a ser negociadas e conta-se com a parceria dos oito mais conceituados CEO’s (Canon, CapitaLand, IKEA, Nomura, TCCC, Wal-mart, PWC e Vanke) para ajudarem na edição e impressão de anúncios a promover o apagão global;
* O Governo Escocês também já formalizou a sua adesão à Hora do Planeta 2010.

Una-se à Hora do Planeta 2010 e marque a diferença!
Fonte: Ambiente Brasil

Câmara cria comissão especial para avaliar PEC do diploma


O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), criou a Comissão Especial que vai avaliar a Proposta de Emenda à Constituição 386/09. De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o projeto restabelece a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.

A Comissão Especial será composta por 18 membros titulares e 18 suplentes, que serão indicados pelos partidos. Como autor da proposta, Pimenta será um deles. Ele explica que a comissão apenas foi criada, mas para ser instalada, depende da indicação dos nomes pelos partidos, o que deve acontecer em breve. “É rápido, acredito que em uma semana ela esteja funcionando”, explica o deputado.

Após a instalação, a comissão vai avaliar o mérito da proposta e recomendar ou não a sua aprovação. Caso seja aprovada, ela será encaminhada para o Plenário para ser votada. A expectativa do deputado é que ainda no primeiro semestre deste ano a PEC entre na pauta de votação. “A gente tem que correr para tentar colocar no primeiro semestre. A nossa expectativa é essa”, afirma, lembrando que este ano tem eleição.

O presidente da Federação Nacional de Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, está “positivamente surpreendido” com a velocidade da tramitação do projeto na Câmara e trabalha para acelerar a instalação e funcionamento da comissão. “Foi um passo importante, parece que agora vai. Nós estamos procurando as lideranças partidárias para que a comissão comece a funcionar o mais rápido possível”.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Iluminação artificial pode ser prejudicial para plantas, insetos e metabolismo humano


Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Um estudo sobre o impacto da iluminação artificial sobre o meio ambiente revelou os efeitos da luz sobre a biodiversidade. Segundo o pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia, IEE, e do Laboratório de Estudos Evolutivos do Instituto de Biociências, IB, da Universidade de São Paulo, USP, Alessandro Barghini, as luzes artificiais geram poluição astronômica, liberando dióxido de carbono em excesso.

Em março, Barghini lança o livro “Antes que os vaga-lumes desapareçam”. O título faz referência ao efeito sobre os vaga-lumes. As fêmeas começam a brilhar quando a iluminação reduz e como as luzes artificiais são muito fortes, as fêmeas não piscam e deixam de atrair os machos para reprodução.

A obra reúne as informações levantadas pelo pesquisador em sua tese de doutorado, em que analisou os efeitos da iluminação sobre espécies vegetais e insetos. “No caso da luz artificial, a radiação ultravioleta pode ser muito maior que a do Sol, cujas ondas são filtradas pela atmosfera, por isso algumas luminárias halogênicas possuem anteparos de vidro para filtrar a radiação”, destacou Barghini. 

A ação sobre o metabolismo humano foi apontada pelo pesquisador, devido à dificuldade de percepção e adaptação à escuridão. “Todas as espécies se adaptaram a escuridão, embora os seres humanos só dêem conta dessa percepção após uma ou duas horas em ambiente não iluminado”, disse.

A trajetória dos insetos que se orientam pelas luzes noturnas pode ser prejudicada. A floração de algumas árvores também pode ser afetada. “Alguns pássaros nas grandes cidades cantam a noite toda devido a presença da iluminação pública”, destacou.

Apesar dos pontos negativos elencados pelo autor, alguns efeitos benéficos também podem ser destacados. Há necessidade de uma avaliação sobre o modo de exposição.
*Com informações da Agência USP.

Minc defende o uso de alternativas energéticas para proteger Caatinga

O Ministério do Meio Ambiente anunciou na terça-feira (2) os primeiros dados do monitoramento do Bioma Brasileiro da Caatinga. De acordo com o ministro Carlos Minc, o principal fator de desmatamento da Caatinga é o energético, o uso da mata nativa para fazer lenha e carvão.

“Não haverá solução para a defesa da Caatinga sem mudar a matriz energética, com o uso de energia eólica, de pequenas centrais hidrelétricas e do gás natural”, afirmou o ministro.

A taxa anual de desmatamento da Caatinga entre 2002 e 2008 foi de 2.763 quilômetros quadrados (km²), com emissão média de 25 milhões de toneladas de carbono.

Segundo dados do ministério, a maior parte do carvão é usada em siderúrgicas de Minas Gerais e do Espírito Santo, no polo gesseiro e no cerâmico do Nordeste e também em pequenas indústrias que usam lenha e carvão. Outra fonte de desmatamento é a pecuária, principalmente a bovina, que está associada ao corte raso da Caatinga.

O ministro informou que, desta quarta (3) até sexta-feira (5), serão discutidas, simultaneamente em Juazeiro do Norte e em Petrolina (Pernambuco), soluções para combater o desmatamento e investir no uso sustentável da Caatinga.

Entre as medidas que serão defendidas está a criação do Fundo Caatinga, proposto pelo Banco do Nordeste do Brasil, e de um fundo de combate à desertificação, proposto pelo Banco do Brasil.

“Nós pleitearemos que o Fundo de Mudanças Climáticas, que tem R$1 bilhão, assinado pelo presidente Lula no final do ano passado, tenha metade de seu valor destinado ao Nordeste, região que será mais afetada pelas mudanças climáticas”, disse Minc.

A Caatinga é um ecossistema existente apenas no Brasil e abrange os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e da Bahia, além do norte de Minas Gerais, ocupando 11% do território nacional. A flora desse bioma tem 932 tipos de plantas e a fauna, 148 mamíferos e 510 aves. (Fonte: Agência Brasil)

terça-feira, 2 de março de 2010

Brasileiros têm oportunidade de cursar graduação ou pós-graduação oferecidas pelo governo e IES francesas



Incentivando a estadia de estrangeiros no País, a França dispõe de uma série de programas de bolsas de estudos. As vagas são disponibilizadas pelos governos federal, estadual e municipal, e também por Instituições de Ensino Superior do País. O portal Universia divulga seis opções de bolsas para graduandos e pós-graduandos com inscrições abertas.

Segundo conteúdo do Portal, as oportunidades são oferecidas por instituições como Thales Academia, Emile-Boutmy, Ile-de-France, Universidade de Grenoble e Universidade da Bretanha, além da Prefeitura de Paris. Cada programa possui requisitos próprios de seleção. Mas, em geral, os candidatos devem comprovar bom desempenho acadêmico e apresentar o projeto de estudos a ser desenvolvido na França. Conhecimentos intermediários na língua francesa também são exigidos.

Mais informações sobre oportunidades de estudos na França podem ser encontradas no endereço becas.universia.net/BR/beca.do?beca=37104. Outras informações sobre programas de bolsas de estudo e financiamentos estudantis estão no Canal Mobilidade, em www.universia.com.br/mobilidade.

Proteger baleias combate efeito estufa, dizem cientistas


Cientistas dos Estados Unidos disseram que proteger as baleias pode evitar que milhões de toneladas de gás carbônico acabem indo parar na atmosfera - algo que intensifica o efeito estufa.

Segundo os estudiosos da Universidade do Maine, um século de caça às baleias no mundo pode ter liberado para a atmosfera mais de 100 milhões de toneladas de gás carbônico.

As baleias estocam este gás em seus corpos gigantescos e, quando são mortas, grande parte da substância pode ser liberada.

Para o cientista Andrew Pershing, que calculou a estimativa, baleias são as "florestas do oceano" e protegê-las pode ter impacto semelhante ao de programas de reflorestamento.

"Baleias, como qualquer animal ou planta do planeta, são feitas de muito carbono. E quando você mata e remove uma baleia do oceano, está removendo gás carbônico deste sistema de estocagem e possivelmente enviando para a atmosfera", disse.

Lâmpadas - Pershing destaca que, principalmente no início da caça à baleia, os animais eram fonte de óleo para lâmpadas, que era queimado e liberava o gás carbônico diretamente na atmosfera.

Para conseguir chegar à estimativa de emissões causadas pela caça à baleia, o cientista e sua equipe do Instituto de Pesquisas do Golfo do Maine calcularam a capacidade anual de estocagem de gás carbônico dos cetáceos, enquanto elas cresciam.

Em seus cálculos iniciais, a equipe estimou que cem anos de caça liberou uma quantidade de gás carbônico equivalente à queima de 130 mil quilômetros quadrados de florestas temperadas.

Pershing destacou que esta quantidade ainda é relativamente pequena quando comparada aos bilhões de toneladas de gás carbônico produzidas pela atividade humana a cada ano.

Programa de reflorestamento - Pershing acrescentou que simplesmente deixar grandes grupos de baleias crescerem, pode "sequestrar" o gás de efeito estufa em quantidades que podem ser comparadas às de alguns programas de reflorestamento que ganham e vendem créditos de carbono.

"Quando as baleias morrem (por causas naturais), seus corpos afundam, então elas levam o gás carbônico para o fundo do oceano", disse. "Se o lugar onde elas morrem é fundo o bastante, será estocado fora da atmosfera, talvez por centenas de anos."

O cientista sugeriu ainda que um sistema parecido de créditos de carbono pode ser aplicado a baleias para proteger e aumentar os números destas populações.

"Você poderia usar estes créditos como um incentivo para reduzir a pesca ou promover a conservação de algumas destas espécies", acrescentou, afirmando que a ideia dos créditos de carbono pode ser aplicada também a outros animais marinhos como tubarões brancos e atum.

Os pesquisadores da Universidade do Maine revelaram suas estimativas de liberação de carbono pela caça às baleias na reunião Ciências do Oceano, em Portland, Estados Unidos. (Fonte: Folha Online)