sexta-feira, 3 de junho de 2011

Helena Nader é eleita presidente da SBPC


Ela recebeu 826 votos (54,1%).

A biomédica Helena Nader é a próxima presidente da SBPC, para o mandato julho-2011 a julho-2013. Ela recebeu 826 votos (54,1%), contra 599 (39,3%) atribuídos ao físico Luiz Pinguelli Rosa, também concorrente ao cargo. Houve 56 votos em branco (3,6%) e 43 nulos (2,8%). A apuração das eleições na SBPC ocorreu na manhã desta sexta-feira (3), na unidade administrativa da entidade, em São Paulo. O período de votação foi aberto no dia 3 de maio e encerrado em 1º de junho. Os eleitores votaram somente pela internet.

As eleições na SBPC ocorrem por meio de candidaturas individuais, e não em chapas. Para os dois cargos de vice-presidente, os mais votados foram Ennio Candotti, com 734 votos (48,1%) e Dora Fix Ventura, com 640 (41,9%). Os demais candidatos eram Aldo Malavasi (515 votos; 33,7%) e Jailson Bittencourt de Andrade (392; 25,7%).

Candidata única ao cargo de secretário geral, Rute Maria Gonçalves Andrade recebeu 1.325 votos. Já para os três cargos de secretário houve cinco candidatos. Foram eleitos Edna Maria Ramos de Castro (822 votos; 53,9%), Maria Lucia Maciel (742 votos; 48,6%) e José Antonio Aleixo da Silva (693 votos; 45,4%). Gustavo Lins Ribeiro e Sergio Bambi tiveram, respectivamente, 582 e 384 votos (38,1% e 25,1%).

Para o cargo de primeiro tesoureiro, foi reeleito José Raimundo Braga Coelho, candidato único que recebeu 1.290 votos. Adalberto Luís Val, também candidato único para o cargo de segundo tesoureiro, foi escolhido por 1.296 eleitores.

Os novos diretores da SBPC serão empossados no dia 14 de julho, na 63ª Reunião Anual da entidade, em Goiânia (GO). Helena Nader é a terceira mulher a ser eleita para a presidência da SBPC; as anteriores foram Carolina Bori (1987-1989) e Glaci Zancan (1999-2003). Eleita vice-presidente na eleição anterior, Helena ocupa desde março a presidência da SBPC em razão do licenciamento de Marco Antonio Raupp, que deixou o cargo para dirigir a Agência Espacial Brasileira.

Conselho da SBPC terá 11 novos integrantes

Para o conselho, composto por 22 integrantes, houve eleição para a renovação de 50% deles. As candidaturas ocorrem regionalmente, em âmbito de estados da federação. O mandato é de quatro anos.

Para os estados que compreendem a região Norte, em que havia uma vaga, foi eleita Marilene Correa da Silva Freitas, com 77 votos. Antonio José Silva Oliveira recebeu 59.

Para os estados da região Nordeste havia duas vagas. Elas serão preenchidas por Lucia Carvalho Pinto de Melo, que recebeu 176 votos, e por Carlos Alberto Caroso Soares, que teve 114. Rubem Carlos Araújo Guedes, também candidato, teve 107 votos.

A região que compreende os estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, além do Distrito Federal, dispunha de duas vagas. Ana Maria Bonetti e Jaime Martins Santana receberam, respectivamente, 118 e 89 votos e foram eleitos. Com 71 votos, Evando Mirra de Paula e Silva ficou em terceiro lugar.

Também dispunham de duas vagas os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ildeu de Castro Moreira, com 90 votos, e Roberto Lent, com 86, foram os escolhidos. José Monserrat Filho recebeu 77 votos.

Pelo estado de São Paulo, com três vagas, foram eleitos Regina Pekelmann Markus, com 146 votos, Lisbeth Kaiserlian Cordani (132) e Etelvino José Henrique Bechara (132). Bela Feldman Bianco recebeu 116 votos.

Para a região que compreende Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, havia uma vaga, preenchida por Silvia Helena Koller, escolhida por 70 eleitores. Dante Augusto Couto Barone foi votado 60 vezes.


Regionais

Os secretários regionais eleitos nos pleitos estaduais foram os seguintes:

Bahia - Nelson de Luca Pretto
Ceará - Claudia Linhares
Distrito Federal - Ana Lucia Eduardo Farah Valente
Maranhão - Luiz Alves Ferreira
Minas Gerais - Andréa Mara Macedo
Pará - Carlos Augusto Cordeiro Costa
Paraná - Marcos César Danhoni Neves
Pernambuco - Rejane Jurema Mansur Custódio Nogueira
Rio de Janeiro - João Ramos Torres de Mello Neto
Rio Grande do Sul - Maíra Baumgarten

Os resultados detalhados das eleições regionais estarão disponíveis em www.sbpcnet.org.br

Fonte: Ascom da SBPC

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O que comemorar na Semana do Meio Ambiente?


Artigo do professor Heitor Scalambrini Costa.

No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, A criação desta data foi estabelecida pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972 marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.

O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século 20. Porém, foi ainda no séc. 19 que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia. Haeckel foi um naturalista que ajudou a popularizar o trabalho de Charles Darwin.

Este ano a Semana do Meio Ambiente está inserida no contexto global do Ano Internacional das Florestas, declarado pela Organização das Nações Unidas, e a nível nacional em sintonia com a Campanha da Fraternidade realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana.

O tema da Campanha da Fraternidade de 2011 é "Fraternidade e a Vida no Planeta" e está voltada para o meio ambiente. A Igreja propõe como objetivo geral: contribuir para a conscientização das comunidades sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.

Nesta data estabelecida pela ONU, em comemoração ao primeiro grande encontro internacional dedicado à temática ambiental, Gaia não tem muito o que festejar.

No caso do Brasil há uma forte contradição do governo entre o que se prega nos debates internacionais e o que se pratica no dia-a-dia. Somos conhecidos mundialmente até pouco tempo, devido ao setor energético ter praticamente metade do seu atendimento por fontes renováveis de energia, possuindo um eficaz sistema de gestão integrada das usinas hidrelétricas e uso de biomassa. Após a desastrosa privatização desse setor, com seu desmantelamento, os planejadores atuais identificam agora a necessidade de instalação de mega-hidroelétricas na região Amazônica, a instalação de usinas nucleares e de termoelétricas a combustíveis fósseis para atender a demanda futura de energia elétrica em nosso país. Assim caminhamos na contra mão das ações que estão em desenvolvimento em outros países que tem privilegiado as fontes renováveis de energia em suas matrizes energéticas.

Em Pernambuco o momento vivido deve ser analisado criticamente, pois seu atual crescimento econômico obedece a uma mentalidade que tem base na visão do século passado do "crescimento a qualquer custo", ignorando a dimensão sócio-ambiental. Pois então vejamos as ações propostas e em execução, e respondamos a pergunta "O que comemorar na Semana do Meio Ambiente?".

Barragem de Morojozinho - Esta barragem a ser construída em Nazaré da Mata (50 km de Recife), prevê o corte de 6,24 ha de Mata Atlântica, no riacho Morojozinho, no Engenho Morojó. Lembrando que em Pernambuco a Mata Atlântica ocupa menos de 2,5% da cobertura original.

Implantação e pavimentação do contorno rodoviário do Cabo de Santo Agostinho

A chamada "Via Expressa" prevê a ligação viária entre a BR-101 e o distrito de Nossa Senhora do Ó. O principal impacto ambiental é representado pela supressão de vegetação de Mata Atlântica. Dos 11,8 hectares a serem suprimidos, 2,6 ha estão localizados nas margens de riachos, em Áreas de Preservação Permanente (APP).

Usina Termoelétrica Suape II - A construção da usina termelétrica Suape II, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, localizado entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, há 40 km ao sul de Recife. A potência instalada será de 380 MW, e consumirá óleo combustível, uma sujeira só para o meio ambiente. O projeto pertence a um grupo formado pela Petrobras e a Nova Cibe Energia (Grupo Bertin), cujo início de operação comercial está prevista para janeiro de 2012. Estima-se a emissão anual de pelo menos 2 milhões de toneladas de CO², (considerando que para cada tonelada equivalente de petróleo-tep se produz 3,34 toneladas de CO², e que 1 m³ de óleo combustível é igual 0,946 tep).

Previsão de outra Termoelétrica em Suape III - Anunciada em julho de 2010 na reunião do Conselho Estadual de Políticas Industriais, Comerciais e de Serviços (Condic). Esta nova térmica a ser instalada também no Complexo Industrial e Portuário de Suape, consumindo óleo combustível, terá um potencia instalada de 1.450 MW. Estima-se preliminarmente que a emissão anual será de 8 milhões de toneladas de CO² .

Ampliação do Complexo Industrial e Portuário de Suape - Recentemente foi autorizado pela Assembléia Legislativa o desmatamento para a ampliação do Complexo Industrial e Portuário de Suape de 691 hectares (tamanho aproximado de 700 campos de futebol) de mata nativa, sendo 508 de mangue, 166 de restinga e 17 de Mata Atlântica. Inicialmente previsto o desmatamento de 1.076,49 hectares de vegetação nativa, mas foi reduzido devido a pressão de organizações da sociedade civil pelo absurdo proposto.

Governo estadual disputa instalação de usina nuclear - Anunciado que o Estado vai entrar na disputa para receber uma das duas centrais nucleares que o governo federal planeja instalar no Nordeste. É sabido que no artigo 216 a Constituição Estadual, proíbe a instalação de usinas nucleares enquanto não se esgotar toda a capacidade de produzir energia elétrica de outras fontes. Logo, terá que mudada a Constituição Estadual para instalar esta usina em Pernambuco.

Construção de Pequena Central Hidroelétrica (PCH) - Desmatamento de vegetação nativa autorizado pela Assembléia Legislativa de 7,4 hectares visando o alagamento de uma área para a formação do reservatório da PCH de 6,5 MW denominada Pedra Furada, localizada nos municípios de Ribeirão e Joaquim Nabuco, na Mata Sul, distante a 87 km do Recife.

Termope (Termoelétrica de Pernambuco) - Foi iniciada a construção a partir de 2001, como parte do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) do Governo Federal. Entrou em operação em 2004, e esta localizada no Complexo Industrial e Portuário de Suape com potência instalada de 532 MW, e a plena carga consome 2 milhões de m³ de gás natural. Emissões anuais de CO² são estimadas em 1,8 milhões de toneladas (considerando que para cada tonelada equivalente de petróleo se produz 2,12 toneladas de CO², onde .1 m³ de gás é igual a 0,968 tep). O terreno ocupado possibilita a duplicação da usina podendo atingir a potência de 1.064 MW.

A construção de um estádio e da cidade da copa, para a Copa do Mundo de 2014

resultará no desmatamento de uma área considerável do fragmento da Mata Atlântica de São Lourenço da Mata, situada a 20 km de Recife. O projeto da Cidade da Copa prevê uma área de 239 hectares para construção de todos os equipamentos (previstos prédios residenciais e um hospital). O estádio ocupará cerca de 40 ha desse total.

A implantação do Estaleiro Construcap S.A. - Para a instalação desta planta naval, que irá ocupar 40 ha, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) concedeu a licença de instalação autorizando a supressão de 28 ha de mangue (berçário natural de centenas de espécie) na ilha de Tatuoca. Sendo que as atividades típicas desse tipo de empreendimento poluem em todas suas formas, e a mão de obra necessária não é na sua grande maioria, oriunda da comunidade, e seu entorno, com vêm falando os interessados e o governador.

Heitor Scalambrini Costa é professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco.


Fonte: JCEmail

INT e IME desenvolvem novas rotas para produzir bioquerosene de aviação

Derivado do petróleo, com preço alto no mercado internacional, o querosene de aviação virou foco da estratégia de substituição por biocombustíveis em países como o Brasil e os Estados Unidos. O interesse comum das duas nações por desenvolver o bioquerosene foi formalizado em um convênio, assinado em Brasília, em março último, na visita do presidente Barak Obama.

Em todo o mundo várias empresas e centros de tecnologia também buscam caminhos para o desenvolvimento desse novo biocombustível. O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) juntamente com o Instituto Militar de Engenharia (IME) são parceiros em dois pedidos de patentes, que tornam mais próxima essa realidade, com tecnologias inéditas.

Ao contrário da maioria dos outros estudos, que usam o etanol de cana-de-açúcar ou oleaginosas usadas também para produção de biodiesel, esses trabalhos utilizam biomassas que não entram na esfera alimentar, tais como cascas de frutos cítricos.

A descoberta foi feita a partir das pesquisas do estudante de doutorado Flávio dos Reis Gonçalves, desenvolvidas na área de Catálise e Processos Químicos, sob orientação do tecnologista Marco Fraga, chefe dessa área no INT, e do professor Luiz Eduardo Pizarro Borges (IME). Já com os dois pedidos de patentes dos novos processos catalíticos em mãos, o grupo busca agora o apoio de empresas ou setores da aviação civil ou militar, para realização de testes de campo.

Além de não concorrer com a produção de alimentos, Flávio Gonçalves, que defende sua tese de doutorado no próximo dia 16, destaca que a matéria-prima utilizada pode ser obtida de subprodutos de processos industriais envolvendo uma série de biomassas. Ao contrário de oleaginosas mais utilizadas para produção do biocombustível, como o pinhão-manso, o insumo não necessita de novas plantações, nem de estudos ou testes de produção.

O bioquerosene tem algumas características que tornam seu controle de qualidade mais rigoroso que o de outros biocombustíveis. Primeiro, tem fator de risco muito elevado, pois a maioria dos combustíveis tende a congelar nas baixíssimas temperaturas das altitudes a que os aviões são submetidos. Assim como o querosene de aviação tradicional, o biocombustível precisa ter o mesmo ponto de congelamento em níveis inferiores a essas temperaturas. Esses parâmetros já foram testados em laboratório com sucesso. Resta agora apoio de empresas para o teste em aviões. É preciso garantir o funcionamento das turbinas, sem falhas, o que requer um combustível com elevado grau de qualidade.

As vantagens, no entanto, são muitas, além de vir de fonte renovável e sustentável, o processo verde de produção do biocombustível reduz a geração de gases causadores de efeito estufa.

Fonte: Ascom INT

A Saúde Pública adverte: "Inibidores de Apetite" fazem mal à saúde


Entidades da área da saúde dão apoio à proibição de inibidores de apetite. 

Diante da polêmica surgida em relação à proposta de resolução da Anvisa de cancelamento do registro no Brasil da sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol (substâncias utilizadas como inibidores de apetite), as instituições e entidades de saúde pública listadas abaixo se posicionam favoráveis a este cancelamento, com base em consistentes estudos científicos internacionais e na recomendação da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) à Anvisa.

Estes estudos revelaram ausência de benefícios à saúde em longo prazo e aumento do risco de complicações cardiovasculares em usuários destas substâncias e, por conta de seus resultados, órgãos reguladores dos EUA e Europa já cancelaram seus registros.

Ao apoiar a recomendação da Cateme, nos somamos aos que colocam a saúde da população brasileira acima dos interesses comerciais e de mercado.

Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) Sergio Arouca da Fiocruz; Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde - INCQS/Fiocruz; Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec); Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos (Sobravime);
Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco); Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes); Associação Paulista de Saúde Pública (APSP);
Grupo de Prevenção ao Uso Indevido de Medicamentos (Gpuim) da Ufce; Departamento de Farmácia Social da Faculdade de Farmácia da UFMG e Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme).

Fonte: Ascom Fiocruz

Perspectivas da inovação brasileira


Foi lançado hoje (2), na Câmara dos Deputados, o livro Inovações Tecnológicas no Brasil - desempenho, políticas e potencial.

Composto pela Prospectiva Consultoria, em parceria com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o livro, publicado pela editora Cultura Acadêmica, é uma coletânea de análises de gestores na área de ciência e tecnologia sobre a problemática que envolve o desenvolvimento de pesquisa no Brasil, especialmente na área da saúde.

Entre os autores dos artigos reunidos na publicação estão o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, e o professor da Unicamp e membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da Fapesp, Sérgio Robles Reis de Queiroz.

Brito Cruz é autor de um capítulo sobre recursos humanos para a ciência e tecnologia, em que chama a atenção para a baixa inserção de pesquisadores em empresas nacionais. Por sua vez, Queiroz escreveu um artigo sobre atração de investimentos para inovação, em que argumenta que a atratividade do país para pesquisa e desenvolvimento ainda é baixa, mesmo com algumas melhorias realizadas nos últimos anos.

Os organizadores da obra são o professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e diretor da Prospectiva Consultoria, Ricardo Ubiraci Sennes, e o presidente executivo da Interfarma, Antonio Britto Filho.

Foram convidados para o lançamento o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e do presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, Bruno Araújo.

No evento, se realiza o painel Inovação no Brasil em perspectiva comparada, que tem como palestrantes Brito Cruz e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, que também é um dos autores do livro.

Fonte: Agência Fapesp

MEC suspende 11 mil vagas em cursos de Direito de baixa qualidade


Inicialmente a medida vale para o Direito, mas pode ser estendida a outras áreas.

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu cerca de 11 mil vagas de 136 cursos de Direito que tiveram resultados insatisfatórios em avaliações da pasta. A medida está publicada no Diário Oficial da União de hoje (2) e atinge graduações que obtiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) 1 ou 2 em 2009.

O indicador avalia a qualidade do ensino oferecido a partir da nota obtida pelos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a titulação e o regime de trabalho do corpo docente e a infraestrutura. Os resultados 1 e 2 são considerados insatisfatórios, o 3 razoável e o 4 e o 5 bons.

Esse é o primeiro ato da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, criada recentemente. Antes, essa tarefa era compartilhada por diferentes setores do ministério, principalmente pela Secretaria de Ensino Superior. "O ministro resolveu criar essa nova estrutura a partir de uma constatação de que a área de regulação cresceu muito, até por conta da expansão da educação superior no país, e havia necessidade então de se pensar uma estrutura específica para as questões de supervisão", explica Luís Fernando Massonetto, professor da Universidade de São Paulo (USP) que assumiu a secretaria.

Os cursos que sofreram a medida cautelar de suspensão de vagas são todos de instituições privadas. Os cortes variaram entre 15% e 65% do total de vagas ofertadas pela faculdade a partir do resultado do CPC - quanto pior a nota, maior a redução. Também está publicada hoje a autorização para o funcionamento de 33 novos cursos de Direito, totalizando 4,2 mil vagas. Segundo Massonetto, há cerca de um ano o MEC não autorizava a abertura de nenhum curso na área.

"O número de vagas encerradas é maior do que o de autorizadas. E essa é uma tendência para aqueles cursos que já estão com algum grau de saturação. A dinâmica é oferecer novas vagas, retirando vagas ruins do mercado. E nos cursos mais saturados, com uma retirada maior do que daquelas que são recolocadas", explica. 

Segundo o secretário, a intenção é estabelecer um máximo de 100 vagas na abertura de cada curso para garantir a qualidade do ensino. Na avaliação do MEC, há uma relação entre a má qualidade do curso e o número elevado de vagas ofertadas. Inicialmente a medida vale para o Direito, mas pode ser estendida a outras áreas.

"É muito melhor um controle pela expansão gradual das vagas do que a gente ter que tomar medidas para reduzir vagas em instituições que não cumprem satisfatoriamente o seu propósito", defende. A suspensão é uma medida cautelar e pode ser ou não mantida no momento em que o curso passar pelo processo de renovação da autorização de funcionamento. Caso a instituição consiga melhorar a qualidade do ensino, as vagas podem ser "devolvidas".

Além do direito, a pedagogia e a medicina também já foram alvo dos chamados processos de supervisões especiais do ministério. Segundo Massonetto, não há previsão de um novo trabalho específico em alguma área. As medidas para controle de qualidade seguirão os trâmites regulares que preveem, por exemplo, que os cursos sofram redução de vagas após dois resultados insatisfatórios consecutivos nos ciclos de avaliação. A lista dos cursos e instituições afetados pelas medidas pode ser consultada no Diário Oficial.

Fonte: Agência Brasil