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terça-feira, 24 de maio de 2011

Pesquisadores da Uema desenvolvem composto inseticida eficaz no combate à dengue


O mosquito Aedes aegypti, pertencente à família culicidae, 
é o principal vetor da dengue.

A dengue é uma doença infecciosa aguda de curta duração que, causada por um arbovírus do gênero Flavírus, apresenta gravidade variável, existindo sorotipos dos tipos (1, 2, 3 e 4).

No Maranhão, a doença encontra-se disseminada em todo o estado, com distribuição elevada do mosquito na Amazônia Maranhense e na Ilha de São Luís, por constituírem as rotas de maiores fluxos migratórios da população e do escoamento de produtos entre o Maranhão e os estados vizinhos. E por serem áreas onde estão localizados os grandes centros urbanos e econômicos do estado.

O controle da dengue vem sendo um dos maiores desafios da saúde pública do País, e o único modo possível de evitar a introdução de um novo tipo de vírus da dengue é a eliminação do transmissor, o Aedes aegypti, que também pode transmitir a febre amarela.

Visando o controle dessa doença, os professores Adriana Leandro Câmara, Maria Célia Pires Costa, Mamede Chaves e Silva, e a bolsista Paula Eillany Silva Marinho, ambos da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), desenvolveram um projeto de pesquisa intitulado Efeito do Extrato hidroalccólico das folhas do Nim Indiano (Azadirachta indica A. Juss) no controle do Aedes aegypti.

O Nim, cientificamente conhecido por Azadirachta indica A. Juss, originária da Índia, possuidora de propriedades químicas especiais, vem sendo utilizada no controle de insetos, pragas, nematóides, bactérias, fungos, piolhos e carrapatos, na medicina humana e animal, e, ainda, em reflorestamento, dentre outras finalidades.

Os extratos dessa planta têm sido eficazes sobre larvas de insetos do Aedes aegypti, vetor da dengue, assim como do gênero Anopheles, o principal vetor da malária, e do Culex vetor da elefantíase.

Já o extrato hidroalccólico das folhas do Nim Indiano, de acordo com os pesquisadores da Uema, é bastante eficaz sobre ovos e larvas do mosquito. O estudo minucioso desse composto levou esses pesquisadores à elaboração de um Processo de Preparo e Aplicação de Compostos Inseticidas obtidos a partir do Extrato Hidroalcoólico das Folhas do Nim (Azadirachta indica A. Juss) para Eliminação de ovos e larvas do Aedes aegypti. Invenção essa, que os conduziu ao pedido de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Segundo a professora Maria Célia Pires Costa, "o composto inseticida obtido do extrato eliminou 100% dos ovos e 76% das larvas de Aedes aegypti". Ela afirmou ainda que o extrato resultante desta invenção "é um inseticida viável de fácil manipulação e que pode futuramente ser comercializado e utilizado em campanhas de controle do mosquito, objetivando eliminar os vírus circulantes da dengue", destacou.

Fonte: Ascom Uema

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dengue recua e temporada de chuvas demanda medidas preventivas

O número de casos de dengue notificados em todo o País caiu 46,3% entre 1º de janeiro e 1º de agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2008. Houve, também, queda proporcional no número de casos graves (79,2%) e de mortes causadas pela doença (63,2%). 


Porém, segundo dados da avaliação nacional sobre a infestação por larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, dez cidades estão em situação de risco de surto da doença no Brasil. Isso significa que mais de 3,9% dos imóveis pesquisados nesses municípios apresentaram larvas. Dentre os municípios com risco de surto no novo levantamento, quatro estão no Nordeste – Camaçari, Ilhéus e Itabuna (BA) e Mossoró (RN); e outros quatro no Sudeste – Governador Valadares e Ipatinga (MG) e Barretos e Presidente Prudente (SP). Palmas (TO), na região Norte, e Cáceres (MT), no Centro Oeste, completam a lista.


Outras 102 cidades no país estão em situação de alerta – sendo 17 capitais . Nelas, entre 1% e 3,9% dos imóveis analisados registram infestação. É o que revela o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2009, realizado entre outubro e novembro em 163 cidades de todas as regiões e apresentado nesta terça-feira (24). 


A participação da população é fundamental para o combate à dengue. Com o mote “Brasil Unido contra a Dengue”, a Campanha Nacional de Combate à Dengue 2009/2010 ressalta a importância das ações de prevenção. No endereço www.combatadengue.com.br estão disponíveis informações para a população, profissionais de saúde e gestores públicos.


Experiência profissional de trabalhadores informais 
será suficiente para obter certificação


Profissionais informais terão uma nova chance de serem incluídos no mercado de trabalho. Portaria publicada na última segunda-feira (23), no Diário Oficial da União, instituiu a Rede Nacional de Certificação Profissional e Formação Inicial e Continuada (Rede Certific), que oferecerá qualificação e certificado profissional. Quando estiver em amplo atendimento, a rede atingirá 30 milhões de trabalhadores no País.


Quem atua em determinada profissão e pretende obter a certificação baseado apenas na experiência, pode buscar uma das mais de 200 escolas ligadas à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O trabalhador será submetido a testes, aplicados por especialistas. “É um programa voltado para pessoas como um pedreiro, que domina o ofício, mas nunca obteve qualificação profissional”, explica o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Eliezer Pacheco.


Para que um profissional seja certificado, deve atender a pré-requisitos, que envolvam tanto habilidades práticas quanto educacionais. Caso domine o ofício na prática, mas não saiba ler, por exemplo, será encaminhado a uma escola de educação básica. “Depois disso, receberá a certificação profissional”, afirma o diretor de políticas de educação profissional do MEC, Luiz Caldas. Caso o trabalhador manifeste problemas na área prática, o próprio instituto atuará na qualificação.


Certificação - O programa funcionará, primeiro, nas áreas de pesca, construção civil, turismo e gastronomia. A certificação é da competência dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, aos quais cabe estabelecer um calendário próprio para as atividades. Todo o processo de certificação é gratuito. Os institutos federais, além de atuar como certificadores, podem indicar outras instituições capacitadas para desenvolver essa atividade. “Podem ser instituições privadas que dominem uma determinada área de trabalho, desde que a certificação seja gratuita”, ressalvou Caldas. 


Nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Mato Grosso é desenvolvido um projeto-piloto. No próximo ano, a atividade deve chegar a toda a Rede Federal.
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Nota do blog: Apesar dessa redução dos casos de dengue em todo o país, a cidade de Mossoró encontra-se  entre as 10, no país, com maiores possibilidades de ocorrência de surto da dengue, devido às condições encontradas pelos técnicos. Um trabalho rigoroso e uma sensibilização da população deve ser iniciada o quanto antes para que surta seus efeitos antes do próximo período chuvoso começar.