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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

MEC abre processo de supervisão contra 70 instituições com desempenho insatisfatório em avaliação


Setenta instituições de ensino superior que tiveram desempenho insatisfatório na última avaliação do Ministério da Educação (MEC) irão passar por um processo de supervisão que inclui congelamento de vagas e perda da autonomia para criar novos cursos.

Elas tiraram notas 1 e 2 no Índice Geral de Cursos (IGC) de 2010. O indicador, divulgado na semana passada, mede a qualidade do ensino oferecido por uma instituição em uma escala que vai de 1 a 5. As medidas foram publicadas ontem (22) no Diário Oficial da União. No grupo estão sete centros universitários e três universidades que perderam sua autonomia. Com isso, ficam impedidas de abrir novas vagas ou cursos.

A supervisão também atinge 60 faculdades que apresentaram resultado insatisfatório no IGC de 2010 e já tinham apresentado desempenho ruim nos últimos três anos. Elas terão restrições para receber novos alunos a partir de 2012 - o número de estudantes ingressantes não poderá ser superior ao total de vagas ocupadas em 2011. A lista das instituições incluídas no processo de supervisão pode ser consultada no Diário Oficial.

As medidas têm validade até a divulgação do próximo IGC, em 2012. Se no período elas conseguirem melhorar o desempenho e apresentar um resultado satisfatório na avaliação - o que significa um IGC acima de 3 - as restrições são suspensas. Caso as determinações não sejam cumpridas, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC pode abrir processo para descredenciar a instituição.

Três centros universitários que tinham perdido a autonomia pelo mau desempenho no IGC de 2009 melhoraram a nota e tiveram as medidas cautelares revogadas. O despacho que libera essas instituições para abrir novos cursos e ampliar vagas também foi publicado no Diário Oficial.

Instituições sob supervisão que estejam com pedidos de recredenciamento ou criação de novos cursos em tramitação na secretaria terão os processos suspensos enquanto durar a medida cautelar.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Senado Federal rejeita Projeto que autoriza universidade privada a revalidar diplomas estrangeiros


O Senado Federal rejeitou o projeto de lei que prevê a inclusão de universidades privadas e centros universitários brasileiros no rol de entidades autorizadas a revalidar diplomas emitidos por universidades estrangeiras. Por unanimidade, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou esta semana, terça-feira, o parecer do senador Paulo Bauer (PSDB-SC), relator do Projeto de Lei do Senado (PLS), nº 400/2007, que rejeitava essa proposta de autoria do senador Wilson Matos (PSDB-PR).

Em uma tentativa de dar agilidade aos processos de revalidação de diplomas de cursos realizados no exterior, o projeto do senador Wilson Matos (PSDB-PR) incluía universidades privadas e centros universitários brasileiros na lista de entidades autorizadas a revalidar diplomas de estudantes de pós-graduação no exterior. Pela lei em vigor, apenas universidades públicas estão autorizadas a fazer o reconhecimento desses títulos, cuja fila de espera nas prateleiras desses órgãos é estimada em mais de 22 mil documentos, segundo estimativa de entidades representativas dessa área.

Em seu parecer, o senador Bauer justificou que a revalidação dos diplomas "constitui um poder-dever, exercido por delegação e em nome do Estado brasileiro" e, segundo ele, "a revalidação dificilmente poderia ser vista como prerrogativa de instituições privadas de ensino, como propõe o PLS. Se não houver recursos por parte de senadores esse Projeto será arquivado. (Viviane Monteiro, com informações de Beatriz Bulhões, representante da SBPC no Congresso Nacional)

Fonte: Jornal da Ciência