Mostrando postagens com marcador nova tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nova tecnologia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Finep lança editais para distribuir R$ 67 milhões


Chamadas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) apoiam projetos em aquicultura, produtos médicos, no setor aeroespacial e em telemedicina.
A chamada para apoio a projetos nas áreas de pesca e aquicultura (voltados à implementação, modernização e recuperação de infraestrutura física e aquisição de equipamentos em instituições de pesquisa científica e tecnológica) terá R$ 10 milhões. Serão selecionadas propostas que contemplem uma das duas áreas temáticas: Área 1 (Aquicultura) e Área 2 (Recursos Pesqueiros), observando-se as linhas prioritárias de cada área.
 
Esta chamada é destinada a ICTs, que poderão ser representadas por instituição ou fundação de apoio. Uma mesma instituição interveniente executora poderá se candidatar com, no máximo, dois projetos, sendo um em Aquicultura e outro em Recursos Pesqueiros.
 
Do total de recursos, serão destinados R$ 5 milhões para cada área temática, que poderão ser transferidos para a outra, caso não sejam totalmente utilizados. No mínimo, 30% do total deverão ser aplicados nas regiões Norte, Nordeste, e Centro-Oeste.
 
O prazo para envio eletrônico da proposta é 8 de setembro. A chamada pode ser acessada emhttp://www.finep.gov.br//fundos_setoriais/ct_agro/editais/Aquicultura%20e%20Pesca%209jul.pdf
 
Já o edital para apoiar propostas para cooperação e transferência de tecnologia entre ICTs e empresas direcionadas ao setor de equipamentos e materiais de uso em saúde terá R$ 20 milhões. Os recursos não-reembolsáveis são originários do FNDCT/Fundos Setoriais e do Fundo Nacional de Saúde (FNS).
 
A data final para o envio eletrônico da proposta é 14 de setembro. O edital está disponível emhttp://www.finep.gov.br//fundos_setoriais/acao_transversal/editais/Cooperativos-produtos%20m%C3%A9dicos%202010.pdf
 
Setor aeronáutico
 
O setor aeronáutico terá R$ 23 milhões para projetos tecnológicos. Os projetos de pesquisa, desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação em áreas de interesse do setor aeronáutico devem visar à competitividade nos mercados interno e externo.
 
Podem se candidatar quaisquer órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta de qualquer esfera de governo, ou ICTs, públicas ou privadas, sem fins lucrativos. O valor máximo e mínimo das propostas têm de ser, respectivamente, de R$ 4 milhões e R$ 1 milhão.
 
A data final para envio eletrônico da proposta é 8 de setembro. Veja o edital emhttp://www.finep.gov.br//fundos_setoriais/ct_aero/editais/TECSA%2009jul.pdf
 
Já os setores de telessaúde e telemedicina terão R$ 14 milhões para inovações em produtos, processos e serviços que contribuam para o aumento da qualidade e eficiência das técnicas aplicadas na saúde à distância. Os recursos do Fundo Setorial CT-Saúde fomentarão projetos a serem desenvolvidos de forma cooperativa entre empresas e ICTs.
 
As propostas devem ser encaminhadas, por meio eletrônico, até o dia 4 de setembro. O edital pode ser acessado em http://www.finep.gov.br//fundos_setoriais/ct_saude/editais/Telemedicina%202010.pdf
Fonte: Assessoria de Comunicação da Finep

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Nova tecnologia de baterias armazenará energia na lataria dos carros


Se o estágio tecnológico atual das baterias não é suficiente para fazer deslanchar a indústria dos carros elétricos, talvez a solução esteja em transformar a carroceria dos automóveis em uma gigantesca bateria.

Esta é a proposta de um grupo de engenheiros europeus que está investindo € 3,4 milhões para construir os primeiros protótipos de uma tecnologia que poderá revolucionar a concepção e a fabricação de carros híbridos e elétricos.

Bateria estrutural - Reunidos no Imperial College, de Londres, e apoiados pela fabricante Volvo, os pesquisadores estão desenvolvendo as primeiras amostras de um material capaz de armazenar e liberar energia elétrica e que também é forte e leve o suficiente para ser usado para a fabricação de peças estruturais de automóveis.

Além dos automóveis, os pesquisadores acreditam que seu material inovador, ainda cercado de mistério, mas já patenteado, poderá ser usado na fabricação dos gabinetes da maioria dos equipamentos eletroeletrônicos, como telefones celulares e computadores, que não precisariam mais de uma bateria separada. Isso tornaria esses equipamentos menores, mais leves e mais portáteis.

Pneu de estepe - Na primeira etapa, os cientistas estão usando o novo material compósito para construir o piso do porta-malas do carro, onde é normalmente colocado o pneu de estepe e que hoje é feito de aço.

O local foi escolhido por exigir rigidez do material mas sem comprometer qualquer aspecto de segurança. A Volvo irá usar a peça em carros de testes para avaliação. Somente depois de aprovado o material será usado em outras partes dos carros.

Bateria sem reação química - O material compósito é feito com uma mistura de fibras de carbono e uma resina polimérica e, segundo os pesquisadores, é capaz de armazenar a eletricidade e liberar grandes quantidades de energia muito mais rapidamente do que as baterias convencionais, aproximando-se do rendimento dos supercapacitores.

Além disso, o material não utiliza processos químicos para armazenar a energia, o que o torna mais rápido de recarregar do que as baterias convencionais. A ausência de reações químicas reduz drasticamente a degradação do material pelos constantes ciclos de carga e descarga, o que hoje é o maior responsável pela curta vida útil das baterias.

Carros mais leves - Os carros híbridos atuais possuem um motor de combustão interna, usado principalmente quando o motorista acelera o carro, e um motor elétrico alimentado por baterias, que é acionado quando o carro está em velocidade constante ou de cruzeiro.

O grande número de baterias exigido para dar uma autonomia razoável a esses carros também os torna mais pesados, o que significa que o carro consome mais energia e as baterias precisam ser recarregadas em intervalos menores.

Ao formar também a parte estrutural do carro, o novo material compósito capaz de armazenar energia ajudará a reduzir o peso do veículo. Os pesquisadores calculam que seu uso permitirá uma redução de 15 por cento no peso total do carro, o que deverá melhorar significativamente a autonomia dos futuros carros híbridos.
Carros do futuro armazenarão energia na lataria

Celular fino como um cartão de crédito - Na primeira fase do projeto, os cientistas estão planejando aprimorar seu material compósito para aumentar sua densidade de energia, ou seja, sua capacidade de armazenar mais energia.

As propriedades mecânicas do material serão aprimoradas através do crescimento de nanotubos de carbono na superfície das fibras de carbono, o que também aumentará a área superficial do material, com um ganho adicional na sua capacidade de armazenar energia.

"Estamos realmente animados com o potencial desta nova tecnologia. Acreditamos que o carro do futuro poderá extrair energia do seu teto, do capô ou até mesmo das portas, graças ao nosso novo material compósito," diz o Dr. Emile Greenhalgh, coordenador do projeto.

"As aplicações futuristas para este material não param por aí - você poderá ter um celular tão fino quanto um cartão de crédito, porque ele já não precisará de uma bateria volumosa, ou um laptop que poderá extrair energia de seu próprio gabinete, podendo funcionar por mais tempo sem recarga. Estamos na primeira fase deste projeto e há um longo caminho a percorrer, mas acreditamos que o nosso material compósito é de fato promissor," conclui Greenhalgh. 

(Fonte: Site Inovação Tecnológica)