Mostrando postagens com marcador robótica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador robótica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Equipe Brasileira é campeã em competição de robótica realizada no Peru


Equipe formada por dois estudantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) conquista medalha de ouro em concurso de robô.

Dois bolsistas do grupo PET Engenharia Elétrica da UDESC conquistou o lugar mais alto no pódio no concurso de robô de sumô do "18º Congresso Internacional de Engenharia Elétrica, Eletrônica e de Sistemas - Intercon 2011" realizado entre os dias 9 e 12 de agosto no campus da Universidade Nacional de Engenharia em Lima, no Peru.

O Intercon 2011 tem a chancela do IEEE (The Institute of Electrical and Electronics Engineers), que consiste na mais importante instituição mundial voltada à divulgação científica e tecnológica na área da engenharia elétrica. O Iintercon é um dos eventos mais importantes do IEEE na Região 9, a qual compreende os países da América Latina e o Caribe.

A equipe da UDESC participou da competição chamada Robô de Sumo, a qual consiste em uma luta entre dois robôs autônomos realizada em uma arena em formato circular (ringue) cujo objetivo é empurrar o oponente para fora do ringue. Os robôs são equipados com sensores para o reconhecimento do ambiente e de seu adversário e são programados para lutar de forma autônoma. 

Os robôs não podem ser externamente manipulados ou conectados a aparatos como controle remoto, fontes de alimentação, computadores ou outros dispositivos externos. Assim, as estratégias de defesa e de ataque do robô devem ser implementadas em um elemento de controle (microcontrolador) embarcado no próprio robô. A partir dos sinais identificados pelos sensores, o robô deve reagir de forma autônoma, atacando ou se defendendo do oponente. As lutas são disputadas na forma de assaltos (rounds) de 3 minutos cada, sendo vitorioso aquele que vencer dois assaltos (melhor de três).

A competição de sumô do Iintercon 2011 contou com a participação de 28 equipes de 5 países: Brasil, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru. As disputas se deram em 2 etapas, uma classificatória e outra eliminatória. Na etapa classificatória as equipes foram divididas em 7 grupos de 4 equipes e cada equipe disputou três lutas, classificando-se a equipe com mais vitórias. Nos casos de empate foram realizados combates de desempate. A segunda etapa foi um torneio eliminatório (mata-mata) onde o robô PaPaCaPim foi perfeito, não perdendo um único round nas 3 lutas que disputou.

A equipe é formada pelos discentes Cleiton Ferigollo e Kledson Alves, ambos bolsistas do grupo PET Engenharia Elétrica da UDESC-Joinville, e pelos professores André Bittencourt Leal e César Rafael Claure Torrico. Carinhosamente chamado de PaPaCapim, o robô da UDESC consiste em uma plataforma de testes desenvolvida no contexto de um projeto de pesquisa que tem por objetivo desenvolver uma metodologia para a implementação de controle supervisório em microcontroladores. Assim, a lógica de controle do robô, que consiste nas estratégias de defesa e de ataque, foi modelada por intermédio de linguagens e autômatos e o programa do microcontrolador foi gerado a partir destes modelos.

Segundo o professor André Leal, integrante do projeto e tutor do grupo PET Engenharia Elétrica da UDESC, o uso de uma abordagem formal para modelagem da lógica de controle garante um programa minimamente restritivo e sem bloqueios. Além disso, o programa referente à lógica de controle do robô foi gerado automaticamente com auxílio de uma ferramenta computacional desenvolvida pelo professor César Torrico e pelo discente Cleiton Ferigollo. Assim, alterações no programa do microcontrolador podem ser feitas de forma rápida e segura por intermédio de mudanças no modelo formal, e, posteriormente, pela geração automática do programa por intermédio da ferramenta mencionada. Outras aplicações são estudadas pelos pesquisadores da UDESC, dentre as quais estão o controle de eletrodomésticos da linha branca (refrigeradores, freezers,...), controle de Sistemas de Manufatura Integrada por Computador (CIM) e de Sistemas Flexíveis de Manufatura (FMS).

Os integrantes da equipe desenvolveram desde a concepção do projeto mecânico do robô, em software de desenho mecânico, até o desenvolvimento dos circuitos eletrônicos para controle dos motores e a programação do microcontrolador (o cérebro) do robô.

Maiores informações podem ser obtidas no site do Grupo PET Engenharia Elétrica da UDESChttp://www.pet.joinville.udesc.br/.
(Ascom da UDESC)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Robôs saem da ficção científica para a realidade


No final da década 70 quando Bill Gates disse "um dia teremos um computador em cada escritório e em cada casa". Muitos não acreditaram nas palavras visionárias daquele adolescente. Mas o futuro chegou cedo, mostrando que não estamos tão longe de concretizar o que o jovem Gates dizia, já que atualmente, o número de computadores no mundo ultrapassa a escala de 1 bilhão de unidades e deve duplicar até 2014.

A produção de novas tecnologias vem se apresentando tão consistente e promissora que o multimilionário dono da Microsoft, após mais de 30 anos participando dos avanços tecno-científicos, hoje faz uma previsão tão desafiante quanto a que deu no passado, a de que num futuro não muito distante, os robôs serão tão comuns nos lares quanto os computadores.

Se esta previsão é factível ou não, só o tempo nos dirá, mas se depender dos inúmeros grupos de pesquisas que trabalham diariamente para o avanço da robótica, esta aspiração em breve deixará de ser mera ficção. Um bom exemplo deste tipo de iniciativa foi a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), que hoje desempenha papel essencial no desenvolvimento de projetos na área da robótica inteligente e recebe apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Situado em São Carlos (SP), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), o INCT-SEC busca desenvolver tecnologias de ponta para serem adaptadas a fim de criar sistemas robóticos com diversas aplicações. Segundo o coordenador do grupo de trabalho para o desenvolvimento de Robôs Táticos, Fernando Osório, a equipe tem hoje cerca de 100 pesquisadores de diferentes áreas e instituições do País.

"Devido a este perfil interdisciplinar, desenvolvemos pesquisas em robótica nas diferentes frentes como, o uso de robôs para serviços de monitoramento e vigilância, para a exploração de ambientes perigosos, automatização no controle de veículos aéreos e terrestres, entre outras", afirma Osório.

Robótica - O termo robótica foi cunhado pela primeira vez pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov, em 1942, em seu livro Eu, robô (I, Robot). Porém, a ideia de um ser artificial, realizando tarefas para o ser humano fascina os pensadores há muito mais tempo. Foi o grande gênio Leonardo da Vinci, o primeiro a projetar um robô humanóide documentado. No projeto vemos um cavaleiro mecânico com corpo de armadura medieval aparentemente capaz de fazer vários movimentos similares aos humanos, como sentar-se, mover os braços, pescoço e maxilar.

Ninguém sabe ao certo se o italiano chegou a construir o robô em sua época, mas como tantos inventos humanos, os robôs hoje começam a sair do reino da ficção para alcançar a realidade. Segundo Osório, nestas últimas décadas a área da robótica avançou muito, principalmente em função dos novos recursos de hardware e software desenvolvidos.

"Em termos de hardware, os computadores e dispositivos embarcados vêm sendo constantemente modernizados, tendo assim maior capacidade de processamento, consumindo menos energia e tendo muito mais autonomia. Além disto, novos dispositivos, mais baratos e poderosos têm surgido no mercado, como por exemplo, sensores infravermelho, laser, bússola eletrônica, GPS, acelerômetros, câmeras de vídeo, e toda uma série de novos dispositivos avançados que vem permitindo a criação de robôs cada vez mais sofisticados", pontua o pesquisador.

Fonte: Ascom do MCT