terça-feira, 2 de março de 2010

Conflitos na Amazônia são discutidos durante simpósio internacional promovido pela UEA

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

A partir de amanhã, 03, às 14 horas, o Centro de Estudos Superiores do Trópico Úmido da Universidade do Estado do Amazonas, UEA, promove o simpósio “Amazônia como campo de conflito transnacional”. 

Os pesquisadores vão debater, entre outros temas, os conflitos por recursos hídricos, a realidade das comunidades indígenas e os conhecimentos tradicionais, etc.

Uma mesa redonda vai reunir os conferencistas Alfredo Wagner Berno de Almeida, da UEA; Sérgio Costa, do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Livre de Berlim, LAI-FU; e Rosa Elizabeth Acevedo de Marin, do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia da Associação de Universidades Amazônicas, PNCSA/UNAMAZ.

No dia 4, o evento tem continuidade, com apresentação de projetos dos pesquisadores do Projeto Novas Cartografias e da excursão do Instituto de Estudos Latino-Americanos da FU Berlim. 

Segundo a organização do simpósio, serão debatidos, ainda, temas como a normatização dos conhecimentos tradicionais na Pan-Amazônia; biotecnologia e direitos intelectuais; processo de territorialização e o trabalho escravo contemporâneo no Brasil.

AQUECIMENTO GLOBAL


Aqualta mostra as grandes metrópoles em futuro de Aquecimento Global

Com o Aquecimento global em alta, cresce a apreensão quando a ameaça se volta principalmente para grandes metrópoles como Londres, Nova York e Tóquio. Pensando nisso os designers do Estúdio Lindfors criaram um projeto, batizado de Aqualta, que consiste em ilustrações de Nova York e de Tóquio em um cenário de aquecimento global, hidrologicamente transformado.
O projeto foi lançado no final de 2009 e repercutiu em diversos sites e publicações especializadas, que reproduziram as cenas impensáveis nos dias de hoje.
As imagens mostram gôndolas atravessando a Times Square, crianças pescando em cima dos bancos de cascalho que se acumularam ao lado de arranha-céus inundados e uma rede aérea de balões. Outras figuras exibem passarelas de pedestres e carros que substituem o asfalto coberto pelo mar, passagens de cabo que atravessam a cidade alagada e avenidas inteiras servindo de área de lazer para banhistas.
As imagens caprichadas além de alertarem para o problema das mudanças climáticas, mostram também nas pessoas retratadas uma despreocupação com os transtornos causados pela invasão do mar.
“As imagens são um olhar sobre a adaptação à subida da água, em vez da luta ou resistência a ela”, diz o designer do Estúdio Lindfors, Gretchen Stump.

Preço do etanol cai 16,7% nas usinas, mas apenas 1% nas bombas


Nas últimas cinco semanas, o preço do etanol pago ao produtor caiu, em média, 16,7%, segundo levantamento feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) com base em dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP). Apesar disso, o preço nas bombas caiu apenas 1% no mesmo período.

Um levantamento feito pela Agência Brasil a partir dos preços registrados nas bombas de combustíveis entre os dias 21 e 27 de fevereiro, divulgados nesta segunda-feira (1º) pela ANP, mostrou que em apenas dois estados – Goiás e Mato Grosso – ainda vale a pena abastecer o carro bicombustível com etanol.

De acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, uma das explicações para a diferença entre os reajustes é o aumento da margem de lucro das distribuidoras, enquanto o preço nas usinas caiu. “Enquanto o preço recebido pelo produtor caiu cerca de R 0,24 por litro em São Paulo ao longo de cinco semanas, o que se viu na bomba foi um recuo de apenas R 0,02 por litro.”

A demora no repasse do reajuste para baixo, segundo Rodrigues, prejudica o consumidor, tirando a competitividade do etanol ante a gasolina. Ele disse que, em dezembro, quando o preço do etanol nas usinas era semelhante ao atual, o preço médio para o consumidor em São Paulo era inferior a R 1,60. A média da última semana, de acordo com os dados da ANP, foi de R 1,80.

A redução da oferta de etanol desde o final do ano passado foi causada, principalmente, pelo excesso de chuvas no período de colheita. As precipitações impediram os produtores de cortar mais de 60 milhões de toneladas de cana, cerca de 10% da safra, por falta de condições adequadas para as máquinas colheitadeiras trabalharem.

Para tentar amenizar a situação, o governo decretou a redução da mistura obrigatória do etanol na gasolina, desde o dia 1º de fevereiro, de 25% para 20%, por um período de 90 dias. As usinas, por sua vez, anteciparão para março o período de moagem, que geralmente se inicia em abril. 

Fonte: Agência Brasil

Chamada recebe projetos de fomento à Cadeia do Biodiesel



A seleção de projetos para a chamada Fomento à Participação da Agricultura Familiar na Cadeia do Biodiesel foi aberta na sexta-feira (26). O objetivo é selecionar propostas de entidades privadas sem fins lucrativos que promovam o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar na cadeia de produção de oleaginosas e do biodiesel, de forma articulada com instituições que desenvolvam trabalhos e promovam o desenvolvimento de tecnologias para a agricultura familiar. 

Em todo o País, a estimativa é de que mais de 100 mil agricultores familiares sejam beneficiados. Serão aprovados três projetos, um para cada tema: Apoio ao Cooperativismo, Transferência Tecnológica e Organização da Base Produtiva. Os recursos destinados para os dois primeiros projetos são de R 1,2 milhão para cada um. Para o terceiro são de até R 5,5 milhões. O recebimento das propostas vai até 19 de março.

Arca das Letras entrega 25 bibliotecas para o Cariri


O Programa Arca da Letras entregou 25 bibliotecas para comunidades rurais de nove municípios do estado do Ceará nessa segunda-feira (01). A ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) irá beneficiar comunidades rurais dos municípios Araripe, Salitre, Campos Sales, Porteira, Assaré, Jardim, Mauriti, Crato e Potengi, do território Cariri, no sul do Estado. 

As 25 arcas (móveis-bibliotecas) foram fabricadas no Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), administrado pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará. Os sentenciados que fabricam as arcas têm a pena reduzida e recebem bolsas de trabalho do governo do Estado, dentro do programa de ressocialização.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

A 4ª. Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação foi convocada por Decreto Presidencial de 3 de agosto de 2009, com o título “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável”. Sua realização está prevista para 26 a 28 de maio de 2010. Ela será precedida de cinco conferências regionais (CO, N, NE, S, SE), a ocorrerem até o final de março de 2010. A realização de encontros estaduais e de fóruns de discussão por todo o país devem também ser estimulados como mecanismos de preparação da Conferência.

A Conferência deverá nortear suas discussões segundo as linhas do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional 2007-2010: i) Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; ii) Inovação na Sociedade e nas Empresas; iii) Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas; iv) Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social. 

Sob a ótica da sustentabilidade, a Conferência tratará de amplo leque de temas, a serem definidos por subcomissões e grupos de trabalho constituídos com a participação das comunidades científica e tecnológica, acadêmica, empresarial e governamental, bem como do terceiro setor. Esses comitês buscarão identificar não apenas os temas mais relevantes, mas também estudos já realizados e especialistas que possam desenvolvê-los e aprofundá-los. 

Comparada com as precedentes, a 4ª. Conferência se propõe a agregar a sustentabilidade às discussões anteriores e, além disso, preocupa-se com as estratégias que possibilitem alcançar a estabilidade necessária às ações em ciência, tecnologia e inovação, por meio de uma política reconhecida como de Estado, e não apenas de governo. Por isso, é fundamental que ela se ancore em discussão ampla e aberta com a sociedade, que lhe permita atingir consensos que haverão de contribuir para orientar as iniciativas de governos futuros.

Breve histórico - A 1ª. Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia ocorreu em 1985, convocada pelo primeiro Ministro da Ciência e Tecnologia, Renato Archer, com o objetivo de discutir com a sociedade as políticas para a área, de modo a subsidiar as ações do recém-criado Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). A iniciativa foi de grande importância por restabelecer um diálogo há muito interrompido e por promover e divulgar a Ciência e Tecnologia (C&T), cujo status havia sido elevado ao de Ministério.

Dezesseis anos depois, em 2001, realizou-se uma 2ª. Edição, já com o nome de Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, reconhecimento ao fato de que, pela via da inovação, a ciência e a tecnologia poderiam contribuir para prover a sociedade com novos e melhores produtos, processos e serviços. Foi nessa conferência que se discutiu em profundidade o novo modelo de financiamento, baseado nos Fundos Setoriais, posto em prática a partir de 1999, que viria a ter enorme impacto sobre a ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) do País. 

A 3ª. Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação ocorreu em 2005, com o intuito de demonstrar que C,T&I são ferramentas essenciais e indispensáveis para o desenvolvimento do Brasil. Nela, procurou-se demonstrar sua importância para gerar riqueza e para distribuí-la por meio de mecanismos de inclusão social que têm na educação seu principal pilar. Discutiram-se temas estratégicos, marcos reguladores e cooperação internacional, e foram apresentadas propostas e sugestões que serviram de subsídio para a formulação do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional 2007-2010, ora em execução.