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terça-feira, 21 de junho de 2011

Museu de Astronomia promove evento na chegada do inverno


Você sabia que o Sol nem sempre nasce no Leste e se põe no Oeste? Que é possível ver as explosões no Sol? O Mast celebra a chegada do inverno com 
atividades no dia de hoje (21). 

Os visitantes construirão relógios, farão observação das manchas solares e conhecerão instrumentos raros e técnicas antigas utilizados para estudar o Sol. "O dia em que o Sol parou" terá toda a programação gratuita a partir de 10h, na Rua General Bruce, 586, em São Cristovão.

"O Solstício de Inverno, que marca a chegada da estação, ocorre quando o Sol nasce e se põe no ponto mais afastado ao Norte dos Pontos Cardeais Leste e Oeste. Neste dia, ele para de se afastar para o Norte e volta a nascer e se por cada vez mais ao Sul. Aliás, Solstício significa Sol parado, em latim. É também neste dia que, no Hemisfério Sul, temos o dia mais curto e a noite mais longa do ano", explica Eugênio Reis, astrônomo da Coordenação de Educação do Mast.

Com a observação do Sol durante este fenômeno é possível medir a hora exata. Pensando nisso, mediadores do Museu construirão, junto com os visitantes, um relógio de Sol, onde as pessoas usarão a própria sombra para determinar o horário. Além disso, será possível medir o comprimento da sombra, ao meio-dia solar verdadeiro, de uma das miras fixadas no campus para determinar a declinação do Sol, a medida da inclinação do eixo da Terra em relação ao plano de sua órbita. Neste período, é observada a maior sombra que um objeto pode projetar sobre a superfície da Terra durante todo o ano.

Em um telescópio especial, chamado Hidrogênio-alfa, quem for ao Museu poderá ver explosões solares. Os visitantes aprenderão também como funciona um Astrolábio, instrumento do Observatório Nacional (ON), recordista em observações do Sol e o último do seu tipo em funcionamento. Em português, o astrônomo italiano Constantino Sigismondi fará uma demonstração do funcionamento do instrumento, dando noções da medição do diâmetro solar.

Sérgio Boscardin, recém doutor em astronomia pelo ON, levará os visitantes para conhecer um Heliômetro, instrumento que mede o diâmetro do Sol e que foi construído por pesquisadores da instituição. Não existe outro instrumento igual a este no mundo e ele foi feito para aumentar a precisão na medição do diâmetro do Sol.

Fonte: Ascom do Mast

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mast tem projeto para valorizar patrimônio de Ciência e Tecnologia no Brasil

 
Com previsão de término para 2013, o estudo pretende pesquisar o patrimônio da C&T no País, levantando conjuntos de objetos de ciência e tecnologia, candidatos a integrar parte de um inventário nacional do patrimônio.

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) desenvolve, desde 2010, o projeto Valorização do Patrimônio Científico e Tecnológico Brasileiro, trabalho realizado sob a coordenação de Marcus Granato, coordenador de Museologia do Mast, e a participação de 14 pesquisadores dos estados da Bahia, de Minas Gerais, de Pernambuco, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, além de 18 alunos de graduação, com colaboração internacional de Marta Lourenço, da Universidade de Lisboa, e Pedro Ruiz-Castel, da Universidade de Valencia.

Com previsão de término para 2013, o estudo pretende pesquisar o patrimônio da ciência e tecnologia (C&T) no País, realizando um levantamento dos conjuntos de objetos de C&T, candidatos a fazerem parte de um inventário nacional do patrimônio.

Além disso, o projeto pretende discutir o conceito de patrimônio de C&T, pesquisar as formas atuais de sua proteção nas leis brasileiras, identificar grupos de objetos para elaborar um primeiro inventário nacional desses conjuntos de objetos de C&T no Brasil, produzir conhecimento sobre grupos de instrumentos a serem selecionados e contribuir para a socialização deste patrimônio, por meio de publicações, palestras e exposições sobre o assunto.

O projeto se desenvolve com apoio financeiro do CNPq e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Alguns resultados já foram apresentados no 11º Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (Enancib), em outubro de 2010. Dados preliminares dos levantamentos de objetos de ciência e tecnologia existentes pelo País registraram a existência de cerca de 35 mil peças, sem contar as coleções das instituições que ainda não têm uma catalogação de seu patrimônio. Como o projeto ainda está em andamento, não há um cálculo preciso do montante de objetos encontrados até o momento, porém os pesquisadores confirmam um aumento significativo em relação aos resultados encontrados em 2010.

Outro resultado importante foi a defesa de uma dissertação de mestrado, no âmbito do projeto e dentro do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (Unirio/Mast), sobre o conjunto de instrumentos científicos existente no Observatório do Valongo (UFRJ).

"Os testemunhos materiais do patrimônio de C&T no Brasil estão, em sua grande maioria, para serem descobertos. O conhecimento atual sobre o tema é restrito e são poucas as iniciativas para seu estudo e dinamização. O estudo dos objetos que fazem parte desse patrimônio pode nos revelar aspectos sociais, econômicos e culturais das sociedades em que foram produzidos e/ou utilizados", relata Marcus Granato, responsável pelo projeto.

Parte do esforço da equipe para socializar os acervos de C&T foi projetar e montar no Mast, em 2010, com apoio do CNPq, do Colégio Pedro II, do Museu Dinâmico de Ciência e Tecnologia, do Museu de Ciência e Técnica da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), do Museu da Escola Técnica e do Museu da Escola Politécnica, a exposição Tesouros do Patrimônio da Ciência e Tecnologia no Brasil.

A mostra reúne 45 importantes objetos que contam um pouco da história da Ciência e Tecnologia no Brasil, oriundas do Museu de Ciência e Técnica da Ufop, o Museu Dinâmico de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o Museu da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Laboratório de Física do Colégio Pedro 2º, além do próprio Mast.

Os interessados em saber mais sobre o projeto Valorização do Patrimônio Científico e Tecnológico Brasileiro podem consultar a página principal do site do Mast, onde o projeto está apresentado na íntegra. Lá estão os currículos dos pesquisadores e alunos participantes do projeto, textos e links relacionados ao tema. Os pesquisadores envolvidos divulgam também os progressos feitos durante o processo de levantamento do patrimônio das instituições visitadas. A exposição Tesouros do Patrimônio da Ciência e Tecnologia no Brasil também tem uma versão online disponível no site do projeto.
 
Fonte: Ascom Mast
 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Unidades de Pesquisa do MCT selecionam diretores


O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) abriu processo de seleção para o cargo de diretor de cinco Unidades de Pesquisa. Podem se candidatar quaisquer pesquisadores ou tecnologistas brasileiros ou naturalizados que atendam aos seguintes requisitos básicos: competência profissional reconhecida; visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica; experiência administrativa e capacidade de promover a agregação entre os funcionários de cada unidade, entre outros.

Os documentos para inscrição ao cargo devem ser enviados até a próxima segunda-feira, dia 21, em papel e via eletrônica, acompanhados de curriculum vitae e de um texto de até cinco páginas, descrevendo projeto de gestão para a unidade interessada.

A seleção, que dá origem a uma lista tríplice encaminhada ao ministro de C&T, é sempre realizada por comitês de especialistas, que buscam identificar, dentre os membros das comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.

Confira os membros dos comitês e o link para os editais de cada Unidade:

Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI)
O Comitê é presidido por Carlos Henrique de Brito Cruz, da Universidade de Campinas (Unicamp), tendo ainda como membros Antônio Montes, do Centro de Tecnologia da Informação (CTI), Cláudio Aparecido Violato, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), José Ellis Ripper, da AsGa S/A e Adalberto Fázzio, Marcelo Knorich Zuffo e Mariano Laplane, da Universidade de São Paulo (USP).

Instituto Nacional do Semiárido (Insa)
O Comitê presidido por Aldo Malavasi, da Biofábrica Moscamed Brasil, Distrito Industrial de S. Francisco (BA/PE), tem ainda como membros Ana Rita Pereira Alves, da Universidade Federal do Pará (UFPA), Maria Norma Ribeiro, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Avílio Antônio Franco, da Finep, Everaldo Rocha Porto, da Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE) e Manoel Barral Neto, do CNPq. O pesquisador Salomão de Sousa Medeiros também foi nomeado representante dos servidores do Insa no Comitê de Busca.

Instituto Nacional de Tecnologia (INT)
O Comitê presidido por Odilon Antonio Marcuzzo do Canto, da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc), é integrado por Carlos Augusto Grabois Gadelha, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Carlos Tadeu de Costa Fraga, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes/Petrobras); João Carlos Ferraz, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Lúcia Carvalho Pinto de Mello, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), e Luis Manuel Rebelo Fernandes, da Pontífícia Universidade Católica (PUC) do Rio.

Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA)
O Comitê é presidido por Eduardo Janot Pacheco, presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), tendo também Beatriz Leonor Silveira Barbuy e Laerte Sodré Júnior, da USP, Clemens Darving Gneidig, do LNA, Kepler de Souza Oliveira Filho e Thaisa Storchibergman, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Furgs), e Ronald Cintra Shellard, do CBPF. http://www.lna.br/tmp/Edital-LNA-2010.pdf

Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast)
O Comitê é presidido por Diogenes de Almeida Campos (DNPM Museu de Ciências da Terra), tedo ainda Márcio Ferreira Rangel, do Mast, Maria Regina Pontin de Mattos, do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do RJ (Inepac), Laerte Sodré Júnior e Marta Silvia Maria Mantonvani, da USP, Silvia Fernanda de Mendonça Figueiroa, da (Unicamp) e Teresa Cristina Moletta Scheiner, da Unirio.http://www.mast.br/Edital_comite_busca_MAST.pdf

Fonte: Jornal da Ciência