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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Provas canceladas do Enem disponibilizadas na web

O ministro da Educação, Fernando Haddad, adiou a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por vazamento da prova. As provas canceladas estão sendo disponibilizadas na página do Ministério na internet (www.mec.gov.br) para serem utilizadas como exercício. Os mais de 4,1 milhões de estudantes inscritos serão comunicados sobre a alteração da data e demais mudanças. 



Na quarta-feira, 30, uma jornalista do jornal O Estado de S. Paulo informou ter sido procurada por duas pessoas que queriam vender a prova impressa. Ela conseguiu descrever parte das questões e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela elaboração das provas, confirmou que eram verdadeiras. O MEC pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito. 


Criado em 1998, o Enem tem o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica e é utilizado como critério de seleção para aqueles que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, cerca de 500 universidades já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular. 


Este ano, com proposta reformulada, o Enem será integrado por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Novo texto sobre financiamento estudantil é aprovado na Câmara

O projeto de lei que muda as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi aprovado na Câmara dos Deputados. A principal mudança se refere à diminuição dos juros do financiamento – de 6,5% para 3,5% ao ano. A proposta segue para aprovação no Senado Federal.

Os juros de 3,5% ao ano – abaixo da inflação – valerão para os novos contratos e para o saldo devedor dos contratos já financiados. Além disso, pelo novo texto, o prazo de financiamento subirá para até três vezes o tempo do curso. Antes, era de duas vezes. Isso significa, por exemplo, que o estudante de um curso de quatro anos terá 12 anos para pagar o empréstimo.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, as novas regras do Fies vão permitir que mais pessoas tenham acesso à educação superior. “A mudança tem o objetivo de trazer maior justiça social. É um subsídio estatal para que o estudante possa se graduar”, disse.

Outra novidade é a permissão para que o aluno recorra ao Fies sempre que necessitar. Ainda de acordo com o texto, os egressos dos cursos de licenciatura e medicina que atuarem como professores da rede pública ou como médicos do programa Saúde da Família poderão pagar o financiamento com o exercício da profissão. Com isso, reduzirão 1% da dívida a cada mês trabalhado.

O texto foi aprovado na forma de substitutivo ao projeto de lei nº 4.881/09, do deputado Gilmar Machado (PT-MG), no qual foi apensado o projeto originário do executivo, nº 5.413/09.