Mostrando postagens com marcador financiamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador financiamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Universidades ainda exigem fiador para o Fies

Só 20% das instituições que atendem alunos pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), programa de crédito educativo do Ministério da Educação (MEC), aderiram ao sistema que põe fim à exigência de fiador para alunos de baixa renda. Dados do MEC mostram que a dispensa de fiador é realidade só em 272 das 1.362 instituições privadas que participam do novo Fies.

O fim da exigência foi anunciado em outubro de 2010 pelo então presidente Lula. A medida faz parte da reformulação do Fies, com o intuito de aumentar o número de universitários. Ela beneficia estudantes com renda familiar de até um salário mínimo e meio: justamente o público que, segundo o governo, mais tem dificuldade para conseguir fiador.

A baixa adesão preocupa o MEC. Terça-feira, o ministro Fernando Haddad tratará do assunto com donos e dirigentes de universidades e faculdades privadas, em encontro que discutirá também o programa Universidade para Todos (ProUni).

O MEC avalia que a adesão poderia ser maior e espera que o problema seja falta de informação por parte das instituições. Segundo o MEC, se forem consideradas só as mantenedoras (donas de uma ou mais faculdades), o grau de adesão é ainda menor: 141 (16% do total).

O setor privado, porém, nega qualquer resistência a acabar com o fiador para alunos de baixa renda. Isso é feito por meio do chamado Fundo Garantidor. As instituições de ensino abrem mão de 7% do valor a que teriam direito. Em compensação, não correm risco de inadimplência e atraem para seus cursos alunos que, sem Fies, não conseguiriam pagar os estudos. O diretor-executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), Rodrigo Capelato, diz que a iniciativa do governo atendeu a uma antiga reivindicação do setor.

Segundo ele, a baixa adesão é reflexo de problemas operacionais do Fies, semelhantes aos que ocorreram em janeiro com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu):

- Não tenho dúvida de que quase 100% das instituições vão aderir ao Fundo Garantidor - disse Capelato na quarta-feira (2/2). Ele reclamou de dificuldades de acesso, ano passado, ao sistema eletrônico do Fies pela internet.

Criticou ainda a falta de informações no momento em que o crédito é concedido aos estudantes e afirmou que há atrasos no pagamento das mensalidades por parte do governo.

Estudantes que foram a agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil nas últimas semanas também enfrentaram dificuldades. Os dois bancos exigiam idoneidade cadastral, recusando o empréstimo do Fies a universitários incluídos na lista de devedores do SPC ou da Serasa. A Defensoria Pública da União em São Paulo recebeu cerca de 200 denúncias e acionou o MEC e os dois bancos, os únicos que atuam como agentes financeiros do Fies.

O argumento é que uma liminar concedida pelo Tribunal Federal Regional da 1a- Região impede esse tipo de exigência. Por meio do MEC, a Caixa informou que deixou de exigir a idoneidade. O Banco do Brasil informou que exige idoneidade cadastral por determinação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do MEC.

"Nenhuma orientação relativa à suspensão da exigência de idoneidade cadastral foi repassada pelo FNDE ao banco", diz nota divulgada pelo BB. (Demétrio Weber)

Fonte: O Globo

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Banco do Nordeste quer triplicar investimento em inovação


Para 2011, a meta para o volume de recursos a serem aplicados no financiamento à inovação é de R$ 300 milhões. Para atingi-la, a Área de Políticas de Desenvolvimento do Banco do Nordeste já definiu um conjunto de ações que incluem a proposição de diretrizes específicas para estimular as contratações no FNE-Inovação, a identificação de mecanismos diferenciados de financiamento, a articulação com as áreas negociais e com o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) e a participação dos agentes de desenvolvimento.

De acordo com Carlos Pinto, o ano de 2011 vai marcar o início de uma fase de melhoria no desempenho inovativo regional, por meio do apoio financeiro do Banco à geração de progresso tecnológico.

Banco do Nordeste investiu R$ 104,2 milhões em inovação tecnológica em 2010

No ano passado, o Banco do Nordeste contratou R$ 104,2 milhões em operações de crédito relacionadas à inovação tecnológica, no âmbito dos programas FNE-Inovação, FNE-Serviços, entre outros. Somente no Ceará, os valores contratados atingem a cifra de R$ 31,7 milhões.

Segundo o gerente do Ambiente de Políticas Territoriais, Ambientais e de Inovação do BNB, Carlos Alberto Pinto Barreto, os resultados expressivos reforçam a imagem do Banco como instituição que prioriza a promoção de atividades e empreendimentos inovadores, inclusive aqueles relacionados ao segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). "Por meio desse tipo de atuação, o Banco busca apoiar a melhoria contínua da competitividade e estimular a abertura de novas oportunidades de mercado para empreendedores e empresas da Região", afirma Carlos Alberto.

Resultados esperados

Ele explica que o nível de competitividade de uma empresa depende muito mais do investimento na inovação dos seus produtos, serviços e processos, em conformidade com os novos paradigmas tecnológicos, do que, por exemplo, na manutenção de uma estratégia única de concorrência por preços.

"As inovações possibilitam o acesso a novos clientes, mercados, parcerias, competências e modelos de negócios. Elas podem tornar os negócios mais competitivos pelas possibilidades de redução dos custos de produção e de agregação de valor aos produtos e serviços. Além disso, empreendimentos que inovam reduzem o impacto ambiental das suas atividades e podem explorar oportunidades criadas pelas tecnologias limpas", complementa.

Porto Digital

Ainda de acordo com o gestor, a Instituição também adquiriu quatro cotas, no montante de R$ 2 milhões, do Fundo de Capital Semente do Recife (FCS), cujo objetivo é investir em empresas inovadoras de pequeno porte, que integram o Porto Digital do Recife, considerado o maior e melhor parque tecnológico e habitat de inovação do país, em número de empresas e faturamento.

Estes empreendimentos abrangem 14 municípios da Região Metropolitana do Recife e apresentam expectativas de crescimento extraordinário, remunerando o capital investido a taxas substancialmente superiores à média do mercado de capitais. Os principais setores a serem apoiados são Tecnologia da Informação, Biotecnologia, Eletro-eletrônica e Metal-mecânica.

Fonte: Portal do BNB