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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"O petróleo é nosso para a educação, ciência, tecnologia e inovação", defende presidente da SBPC


Subscreva o abaixo-assinado na internet em
abaixo para apoiar essa iniciativa.

A presidente da SBPC, Helena Nader, permanece em busca do apoio de todos para a defesa de uma fatia carimbada dos royalties provenientes da exploração do petróleo da camada do pré-sal para fomentar a área científica e assegurar o desenvolvimento do País.

"O petróleo é nosso para a educação, ciência, tecnologia e inovação", defende Helena, que quer seu apoio nessa mobilização. Clique no link e participe:http://www.peticaopublica.com.br/?pi=PL8051. Até agora quase 18 mil já subscreveram o documento.

O abaixo-assinado é uma iniciativa da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências (ABC) para sensibilizar membros do executivo e legislativo sobre a importância de se garantir recursos para as áreas de educação e de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) nos Contratos de Partilha e no Fundo Social do pré-sal. O documento foi encaminhado à presidente da República, Dilma Rousseff, a ministros e a todos os parlamentares do Congresso Nacional.

Confira abaixo a petição pública:
A Câmara dos Deputados deverá colocar em votação no início de outubro o PL nº 8.051/2010 que determinará as regras de partilha dos royalties provenientes da exploração de petróleo na camada do pré-sal.

A SBPC e a ABC vêm por meio desta chamar a atenção de Vossa Excelência para a importância de se garantir recursos para as áreas de educação e de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) nos Contratos de Partilha e no Fundo Social. Lembrando que reservas de petróleo são finitas, a grande questão que se apresenta é o que vamos fazer com esse dinheiro: gastar em despesas correntes ou investir na construção do futuro?

As entidades apoiam a proposta da relatoria, que será apresentada pelo deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ), para retomar as receitas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Marinha relativas aos royalties dos atuais Contratos de Concessão. Será uma forma de corrigir um grave equivoco, gerado com a aprovação da Lei nº 12.351/2010 (artigo 49) que causou perdas de R$ 1,3 bilhão/ano na principal fonte de financiamento de pesquisa na área de petróleo e gás natural: o fundo setorial CT-Petro.

O impacto dessas perdas, se confirmadas, será sentido a partir de janeiro de 2012, quando o CT-Petro terá uma redução de cerca de 72% de suas receitas, somando uma queda de arrecadação de cerca de R$ 12,2 bilhões até 2020. Serão prejudicadas tanto as pesquisas científicas como o desempenho tecnológico do País na área de petróleo e gás.

Além disso, a SBPC e a ABC defendem que se reserve pelo menos 7% para as áreas de C,T&I nos Contratos de Partilha, como forma de estimular outros setores da economia. O mundo de hoje abriga duas características principais - inovação tecnológica e sustentabilidade - que exigem dos países produção científica e tecnológica de ponta e educação de qualidade.

O Brasil possui hoje uma respeitável produção científica (2,69% do total mundial), que é reconhecida internacionalmente e nos coloca na 13ª posição no ranking internacional do setor. No ano passado, foram formados 12 mil doutores e 41 mil mestres - o que representa um contingente considerável de recursos humanos. Tal estrutura pode ajudar a alavancar a economia brasileira em seus mais diversos setores, a exemplo do que ocorreu nas áreas de petróleo e gás, agronegócio e no setor aeroespacial.

Também defendemos um percentual de 30% para educação e C,T&I do total de recursos dos royalties de partilha destinados aos estados, municípios e Distrito Federal. Estima-se que esse percentual gere cerca de R$ 3,97 bilhões - quantia que possibilitaria dar um salto na qualidade do nosso ensino, especialmente na educação básica.

Lembramos a Vossa Excelência que uma distribuição estratégica dos royalties, que contemple às áreas de educação e C,T&I, representa uma oportunidade histórica de inserir o Brasil na era da economia do conhecimento, enterrando de vez o passado de subdesenvolvimento.

(Jornal da Ciência)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tendências tecnológicas da Petrobras são destaque em novo evento do INT


Carlos Tadeu Fraga apresentou algumas das diretrizes das pesquisas tecnológicas e investimentos da empresa.

Inaugurando o novo ciclo de palestras Ideias & Tendências, que traz reflexões sobre temas estratégicos do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), na semana passada, o gerente executivo do Cenpes/Petrobras, Carlos Tadeu Fraga, apresentou algumas das diretrizes das pesquisas tecnológicas e investimentos da empresa.

Fraga destacou que o investimento em P&D da Petrobras atingiu média de U$ 872 milhões nos últimos três anos, impulsionando a atividade de instituições de pesquisa tecnológica como o INT, que tem liderado importantes projetos em parceria com o Cenpes. O gerente executivo também parabenizou o Instituto pela clareza na formulação da sua estratégia, que viabiliza a contribuição em muitas áreas comuns ao foco atual da Petrobras.

"Não se faz pesquisa sem investimento e bons laboratórios", afirmou Fraga, anunciando perspectivas de mais investimentos em novas redes de pesquisas e nos talentos, que precisam suprir novas demandas surgidas em função da exploração do Pré-Sal, ou mesmo na melhor recuperação do petróleo dos demais poços. Outros desafios incluem o investimento em biocombustíveis, nanotecnologia e pesquisas para dar novos usos para o petróleo.

Fraga destacou que a Petrobras foi uma das poucas empresas de energia do mundo a ter reservas de petróleo e gás natural aumentadas na última década, passando de 10,4 para 16 bilhões de barris equivalentes. O faturamento da companhia também foi vultuoso, crescendo 4,3 vezes no mesmo período. O impulso da empresa - frisou o gerente executivo - passou pela superação de barreiras tecnológicas, alavancadas pelo Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que estrategicamente desenvolveu sua infraestrura e competência ainda na década de 1960, antes das primeiras descobertas de petróleo na Bacia de Campos, em 1974.

Com a descoberta do Pré-Sal, em 2006, relatou Fraga, a Petrobras reformulou suas estratégias e passou a investir em patamares mais altos de infraestrutura e desenvolvimento tecnológico. Uma marca foi o investimento de US$ 700 milhões na nova unidade do Cenpes, inaugurada no final do ano passado. Com esse insumo e o desenvolvimento dos negócios, a empresa passou a exigir como contrapartida de seus grandes fornecedores que passassem também a criar seus centros de pesquisas no Brasil, fato inédito no hemisfério Sul. O resultado tem sido a criação de um novo parque tecnológico, que inclui algumas das principais empresas internacionais ligadas à atividade petroleira, como GE, Halliburton, Schlumberger e Baker-Hughes, FMC Technologies e Cameron.

Nesta nova era, o Cenpes também começa a articular 50 redes temáticas de tecnologia, incluindo uma segunda geração de pesquisas que incluem fatores humanos, como os estudos de ergonomia em postos de trabalho liderados pelo INT. Carlos Tadeu Fraga frisou que a empresa está ainda aberta a propostas para a criação de novos grupos voltados para a inovação. "Saimos da visão de que nosso mundo é o laboratório, e passamos a ver o mundo como nosso laboratório", concluiu o gerente executivo do Cenpes.

O diretor do INT, Domingos Naveiro, concluiu a palestra inaugural do ciclo Ideias & Tendências manifestando a importância da parceria com a área de inovação da Petrobras, e a disposição do Instituto em ampliar a agenda comum de objetivos e projetos.

O Ideias & Tendências trará convidados de setores diversos, incluindo empresas, universidades, institutos de pesquisa, governo, terceiro setor, imprensa, artistas e intelectuais, criando um fórum propício a novas ideias e à compreensão das tendências do mercado, da política, da sociedade e do conhecimento em geral. O foco principal do novo evento é subsidiar os objetivos do mapa estratégico institucional do INT.

Fonte: Ascom do INT