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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Governo coloca em consulta pública o anteprojeto da Lei da Inovação

O Paraná deu esta semana um importante passo para a criação de uma legislação estadual de inovação que regulamente a cooperação entre setor público, setor privado e academia no incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento cientifico.

O Paraná deu esta semana um importante passo para a criação de uma legislação estadual de inovação que regulamente a cooperação entre setor público, setor privado e academia no incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico. O governo estadual elaborou um novo anteprojeto sobre o assunto e abriu o texto para consulta pública, de forma que a população possa comentar e sugerir mudanças para a versão final. Os interessados em opinar podem acessar o texto no endereço eletrônico da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (www.seti.pr.gov.br), até o dia 31 de agosto.

O novo texto contém avanços significativos em relação ao enviado no ano passado para votação na Assembleia Legislativa. É uma proposta moderna, que prevê segurança jurídica para os participantes e define a política de propriedade intelectual. O Paraná é o único estado das regiões Sul e Sudeste que ainda não aprovou uma lei de inovação - aguardada pela comunidade empresarial e científica porque oferece incentivos para a produção e aplicação de conhecimentos científicos.

De acordo com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, o anteprojeto aproveita o que existe de melhor nas leis federais, estaduais e municipais de incentivo à inovação. Ele explica que um grupo formado por representantes do governo e da iniciativa privada foi instituído para estudar e melhorar o projeto. Para ele, a iniciativa demonstra o esforço de aproximar academia e setor produtivo para que as pesquisas realizadas no Estado resultem em benefícios para a sociedade.

"Seguindo uma determinação do governador Beto Richa, retiramos o projeto do legislativo para aprimorar a redação e escutar a opinião dos maiores interessados no assunto. Finalizamos o documento com avanços significativos", destacou Leal. Segundo ele, após o encerramento da consulta pública as sugestões serão analisadas. As que forem consideradas pertinentes serão incorporadas ao texto, que em seguida será enviado para votação pela Assembleia Legislativa.

A proposta - O anteprojeto de lei institui o Sistema Paranaense de Inovação, integrado por empresas e instituições com atuação na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação - entre as quais o Tecpar, o Iapar, a Fundação Araucária e as incubadoras tecnológicas existentes no estado.

Um dos capítulos do texto trata da construção de ambientes especializados e cooperativos de inovação, aproximando as empresas privadas das Instituições Científicas e Tecnológicas do Paraná (ICTPR), órgãos da administração pública que têm por missão institucional executar, dentre outras, atividades de pesquisa básica ou aplicada. Essas instituições poderão, mediante remuneração, compartilhar laboratórios, equipamentos e materiais com empresas e outras organizações. Entre as instituições paranaenses classificadas como ICTPR estão o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

Júlio Félix, diretor-presidente do Tecpar e responsável pela elaboração do novo texto, explica que não há uma legislação estadual que permite esse intercâmbio de recursos públicos e que as ICTPR trabalham na informalidade. "Isso mostra a importância da aprovação dessa lei. Ela vai preencher um vácuo na área científica e criar um dispositivo legal eficiente que contribuirá para a inovação no Paraná", disse Félix.

A nova legislação prevê ainda a participação do Estado em fundos de investimentos de empresas paranaenses cuja atividade principal seja a inovação tecnológica.

Empresas - A proposta também estabelece mecanismos de incentivo à inovação nas empresas, mediante o compartilhamento de recursos humanos, materiais e de infraestrutura e a concessão de apoio financeiro e de benefícios fiscais. Projetos aprovados pelo órgão concedente poderão ser beneficiados com subvenção econômica, financiamento ou participação societária do Estado. O governo também poderá conceder incentivos fiscais às empresas como forma de promover a inovação - aspecto que, depois da aprovação, ainda terá que ser regulamentado pelo Executivo.

"Inovação demanda investimentos e riscos, mas não garante lucros. É necessário que o governo apóie a inovação para que o Paraná cresça e desenvolva sua área cientifica. O incentivo estadual é inteligente, pois gera empregos, competitividade e fortalece a parceria público-privada", destaca o secretário Alípio Leal.

De acordo com o anteprojeto, ao aplicar as medidas de incentivo o governo deverá dar prioridade a arranjos produtivos locais e a micro, pequenas e médias empresas de regiões menos desenvolvidas, que não possuem capacidade científica adequada.

Propriedade intelectual - A propriedade intelectual dos novos processos, produtos, serviços e modelos criados através das parcerias público-privada deverá ser regulamentada por um convênio assinado pelos envolvidos em seu desenvolvimento. Os mecanismos de proteção e segurança jurídica da lei garantem que os interessados definam em contrato a titularidade do produto e a participação nos resultados da exploração das criações resultantes de parceria.

A lei também trata do resguardo das informações, estabelecendo que não é permitida a divulgação e publicação de qualquer aspecto das criações, resultados de trabalho coletivo, sem antes expressa autorização das ICTPR. A nova legislação também assegura ao pesquisador público que atua na pesquisa público-privada, participação que varia de 5% a 33% nos ganhos econômicos das criações resultantes de contratos de transferência de tecnologia.

Aos alunos matriculados em programas de graduação e pós-graduação que tenham participado do processo de criação também é assegurada participação nos ganhos econômicos resultantes da exploração da criação.

Academia e setor privado - A Lei de Inovação articula e regulamenta a atuação dos três vértices do processo de pesquisa e desenvolvimento: o setor privado, o setor público e a academia. Para o diretor do Centro Internacional de Inovação da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Filipe Miguel Cassapo, a proposta de Lei de Inovação oferece diversos mecanismos econômicos e sociais para fomentar o trabalho conjunto entre as indústrias, universidades e outras instituições de pesquisa. Ele destaca que os incentivos retornam para a sociedade por meio de empregos e desenvolvimento econômico.

"As indústrias estão voltada para uma nova tendência, chamada de economia do conhecimento, que exige a busca pela competitividade, sustentabilidade e produtividade. Nesse aspecto, é primordial que as corporações dialoguem e tenham acesso ao conhecimento criado na academia" disse Filipe Cassapo. Ele diz que no Paraná existem diversas indústrias inovadoras, mas a falta uma política pública de qualidade, que aproxime o setor da academia, impede o desenvolvimento de pesquisas e conhecimento.

O professor Décio Sperandio, da assessoria de planejamento do Ensino Superior da Seti e ex-reitor da Universidade Estadual de Maringá, afirma que a lei será primordial para promover a cooperação da academia com a iniciativa privada, que atualmente encontra um empecilho na falta de regulamentação para a propriedade intelectual das criações. Ele representou as universidades estaduais na discussão para aprimorar o anteprojeto.

"Trabalhamos na informalidade. O projeto é um incentivo para que os professores e alunos atuem em projetos de pesquisa e tecnologia. Nossas universidades têm um grande potencial que precisa ser utilizado", disse Sperandio. Ele afirma que a Lei de Inovação do Paraná será uma das mais modernas do Brasil e que irá melhorar a qualidade do ensino superior do estado.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Seminário no CNPq debate propriedade intelectual


O Conselho promove, em parceria com o Inpi, o seminário Propriedade Intelectual como Instrumento Estratégico de Fomento à Inovação. As instituições divulgam acordo de cooperação.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) promove hoje (10), em sua sede, em parceria com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), o seminário Propriedade Intelectual como Instrumento Estratégico de Fomento à Inovação.

Na abertura do evento, em Brasília, às 14h, os presidentes do CNPq, Glaucius Oliva, e do Inpi, Jorge Ávila, divulgam a assinatura do acordo de cooperação técnica entre as duas entidades que, entre outros objetivos, pretende capacitar os recursos humanos no processo de inserção da propriedade intelectual como ferramenta de inovação tecnológica.

Em seguida o presidente Ávila profere a palestra "A importância da propriedade industrial no contexto do desenvolvimento tecnológico e industrial". Ainda integra a programação a palestra da professora do Programa de Pós-Graduação do mestrado profissional em PI e Inovação do Inpi, Iolanda Margherita Fierro, sobre "O ensino e pesquisa da propriedade intelectual e inovação na pós-graduação".

Fonte: Ascom do CNPq

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

América do Sul lança projeto-piloto de cooperação em patentes


Os institutos nacionais de propriedade intelectual de nove países sul-americanos vão realizar, ainda este ano, um projeto-piloto de cooperação nos exames de patentes. A decisão foi tomada por representantes destas instituições durante reunião entre os dias 24 e 25 de janeiro de 2011, em Buenos Aires, na Argentina. Com a união de esforços, o objetivo é buscar cada vez mais agilidade e qualidade em decisões de patentes.

Esta ação faz parte do projeto de cooperação regional em patentes, chamado de Prosur. Nove países fazem parte do projeto: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai.

O piloto funcionará da seguinte forma: serão selecionados 300 pedidos de patentes, nos campos de biotecnologia e mecânica, que tenham sido apresentados em dois ou mais países, para o exame cooperativo. Examinadores dos países envolvidos trocarão informações de busca e exame relevantes para a decisão final, que continua sendo tomada, soberanamente, por cada país. No futuro, a meta é expandir a cooperação para outras áreas.

Para que o projeto funcione, examinadores de patentes de oito países (com a exceção do Suriname) vão se reunir no Uruguai para definir questões operacionais. Uma coisa é certa: a interconexão das bases de dados será feita por uma plataforma desenvolvida na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), conhecida como "Wipo-Case".

Fonte: INPI