terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cidade do Sol, de Mossoró, recebe Prêmio Despoluir - Qualidade Ambiental

Promotora Raquel Germano entrega o prêmio ao empresário Gino Costa, da Cidade do Sol/Mossoró

Como uma das empresas de transporte de passageiros que mais se preocupou com a qualidade do meio ambiente, a empresa de transporte de passageiros de Mossoró, Cidade do Sol, foi agraciada com o Prêmio Despoluir - Qualidade Ambiental, por manter seus veículos sempre bem regulados para uma menor emissão de poluentes.

A entrega do prêmio aconteceu no SEST - SENAT da Avenida Prudente de Morais, em Natal, onde reuniram-se empresários do ramo de todo o Nordeste. A Cidade do Sol foi escolhida por manter sempre os seus veículos muito bem regulados visando uma melhor qualidade ambiental para os seus passageiros, para a população da cidade e também para os seus funcionários.

O prêmio Despoluir foi instituído pela Confederação Nacional do Transporte e no Nordeste é executado pela FETRONOR - Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste, que também realiza a inspeção em todos os veículos das empresas que são suas afiliadas e com base no resultado desse trabalho, escolhe as empresas para a concessão dos prêmios.

EUA tentaram impedir programa brasileiro de foguetes


Telegramas revelam pressão americana sobre parceria
entre Brasil e Ucrânia para reconstrução da Base de Alcântara

Ainda que o Senado brasileiro venha a ratificar o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas EUA-Brasil (TSA, na sigla em inglês), o governo dos Estados Unidos não quer que o Brasil tenha um programa próprio de produção de foguetes espaciais. Por isso, além de não apoiar o desenvolvimento desses veículos, as autoridades americanas pressionam parceiros do país nessa área - como a Ucrânia - a não transferir tecnologia do setor aos cientistas brasileiros.

A restrição dos EUA está registrada claramente em telegrama que o Departamento de Estado enviou à embaixada americana em Brasília, em janeiro de 2009 - revelado agora pelo WikiLeaks ao Globo. O documento contém uma resposta a um apelo feito pela embaixada da Ucrânia, no Brasil, para que os EUA reconsiderassem a sua negativa de apoiar a parceria Ucrânia-Brasil, para atividades na Base de Alcântara no Maranhão, e permitissem que firmas americanas de satélite pudessem usar aquela plataforma de lançamentos.

Além de ressaltar que o custo seria 30% mais barato, devido à localização geográfica de Alcântara, os ucranianos apresentaram uma justificativa política: "O seu principal argumento era o de que se os EUA não derem tal passo, os russos preencheriam o vácuo e se tornariam os parceiros principais do Brasil em cooperação espacial" - ressalta o telegrama que a embaixada enviara a Washington.

A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que "embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil".

Mais adiante, um alerta: "Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil".

O Senado brasileiro se nega a ratificar o TSA, assinado entre EUA e Brasil em abril de 2000, porque as salvaguardas incluem concessão de áreas, em Alcântara, que ficariam sob controle direto e exclusivo dos EUA. Além disso, permitiriam inspeções americanas à base de lançamentos sem prévio aviso ao Brasil.

Os ucranianos se ofereceram, em 2008, para convencer os senadores brasileiros a aprovarem o acordo, mas os EUA dispensaram tal ajuda. Os EUA não permitem o lançamento de satélites americanos desde Alcântara, ou fabricados por outros países mas que contenham componentes americanos, "devido à nossa política, de longa data, de não encorajar o programa de foguetes espaciais do Brasil", diz outro documento confidencial.

Sob o título "Pegando Carona no Espaço", um outro telegrama descreve com menosprezo o voo do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Cesar Pontes, à Estação Espacial Internacional levado por uma nave russa ao preço de US$ 10,5 milhões - enquanto um cientista americano, Gregory Olsen, pagara à Rússia US$ 20 milhões por uma viagem idêntica.

A embaixada definiu o voo de Pontes como um gesto da Rússia, no sentido de obter em troca a possibilidade de lançar satélites desde Alcântara. E, também, como uma jogada política visando à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Num ano eleitoral, em que o presidente Lula sob e desce nas pesquisas, não é difícil imaginar a quem esse golpe publicitário deve beneficiar. Essa pode ser a palavra final numa missão que, no final das contas, pode ser, meramente 'um pequeno passo' para o Brasil" - diz o comentário da embaixada dos EUA, numa alusão jocosa à célebre frase de Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, dizendo que seu feito se tratava de um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade. (José Meireles Passos)

Fonte: O Globo

Termelétrica a carvão será inaugurada com promessa de não agredir ambiente


A fase C da Usina Termelétrica Candiota 3 será inaugurada na próxima sexta-feira (28/1), com a presença da presidenta Dilma Rousseff. Localizada na cidade de Candiota, no sul do Rio Grande do Sul, a termelétrica tem capacidade instalada de 350 megawatts e começou a gerar energia no dia 3 de janeiro.

A obra, avaliada em R$ 1,3 bilhão, teve financiamento de US$ 430 milhões do China Development Bank (CDB) e foi construída pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE).

A grande novidade da usina é a utilização de dessulfurizadores, uma tecnologia que reduz os impactos ambientais da termelétrica. Segundo o presidente da CGTEE, Sereno Chaise, a mesma tecnologia será utilizada também nas usinas antigas, muito poluentes. "Hoje, a energia produzida a carvão, desde que se adapte a esses instrumentos, pode ser considerada energia limpa. E a nova usina conta com todos eles. Vai significar agressão zero ao meio ambiente", garantiu.

Dos 350 megawatts instalados, 292 megawatts já foram comercializados em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica, em dezembro de 2005. A pedra fundamental da usina foi lançada em setembro de 2006. A energia gerada pela termelétrica será compartilhada com o Sistema Interligado Nacional, que é coordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Chaise deve aproveitar a inauguração da fase C da usina para anunciar a contratação da empresa que fará os estudos técnicos para ampliação da termelétrica, com a construção da fase D. "Hoje, 46% da energia produzida em todo o mundo é originária do carvão. Aqui no Brasil, esse percentual é de 1,2%. As nossas jazidas de carvão são inesgotáveis. Se fizermos toda nossa energia oriunda a carvão, temos energia para mais de 500 anos. O combustível está aí, os financiamentos internacionais estão batendo na nossa porta. Então, por que não fazer?", disse ele ao defender o investimento.

Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a nova usina traz segurança energética para a Região Sul, onde o potencial hidrelétrico já está esgotado. Segundo ele, a fiscalização dos órgãos ambientais garante a segurança do empreendimento para o meio ambiente. (Sabrina Craide)

Fonte: Agência Brasil

Embrapa vai liderar rede internacional de pesquisa em ingredientes funcionais de frutas


A Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE) será a instituição-líder de uma rede de pesquisa internacional na área de ingredientes funcionais de frutas: a Rede Frutactiva. A proposta de criação da rede foi aprovada pelo Cyted, um conselho que reúne todos os Organismos Nacionais de Ciência e Tecnologia (ONCTS) dos países Iberoamericanos (Portugal, Espanha e os 20 países latinoamercianos). O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é o representante brasileiro no Cyted.

O objetivo da Rede Frutactiva é montar um grupo multi e transdisciplinar que favoreça a interação, a cooperação, a transferência de conhecimentos, metodologias e tecnologias para a caracterização, obtenção e uso de compostos bioativos de frutas tropicais não-tradicionais dos países iberoamericanos. Além do avanço no que se refere ao conhecimento científico, a rede prentende viabilizar a comercialização de ingredientes bioativos que vierem a ser obtidos durante os quatro anos do projeto.

As doenças crônicas causam 60% das disfunções e 49% da mortalidade total no mundo, sendo que 79% dessas mortes são registradas nos países em desenvolvimento. De acordo com o pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical e coordenador da rede, Ricardo Elesbão, há um consenso acerca de que as frutas não fornecem apenas nutrientes, conforme seu uso tradicional, mas possuem ainda ingredientes bioativos com propriedades comprovadas na prevenção de doenças degenerativas.

As frutas contêm compostos antioxidantes que podem ocorrer naturalmente ou ser introduzidos durante o processamento para o consumo. Esses compostos, tais como as vitaminas A, C e E, a clorofila, os fenólicos, os carotenóides a as fibras são capazes de restringir a propagação das reações em cadeia e as lesões induzidas pelos radicais livres, que aceleram o processo degenerativo do organismo.

As espécies de frutas não-tradicionais (acerola, caju, açaí, camu-camu, romã, dentre outras) produzidas na Iberoamérica tropical apresentam-se como uma grande oportunidade para os produtores regionais conquistarem nichos de mercados e atenderem consumidores interessados em produtos exóticos, ricos em compostos (ingredientes bioativos) que possam ter função na manutenção da saúde.

Esses são alguns dos resultados esperados pela Rede Frutactiva, segundo o pesquisador: gerar e consolidar conhecimentos científicos que possam levar a avanços significativos na agregação de valor das frutas em estudo; fornecer subsídios para estudos in vivo (animais e humanos) que comprovem as propriedades funcionais das frutas; aumentar a contribuição social das frutas em estudo às populações locais onde estão disseminadas e políticas públicas voltadas para a nutrição; e fornecer subsídios para a pesquisa de melhoramento, assim como para a indústria que pretenda utilizar extratos dessas frutas para a obtenção de produtos cosméticos e nutracêuticos.

Ainda conforme Ricardo Elesbão, a aprovação de uma rede como esta pelo CYTED sempre tem sido bastante concorrida. O conselho aprova, por ano, apenas um projeto por linha de pesquisa. Essa foi a terceira tentativa dos pesquisadores em quatro anos. A equipe que integra a rede contará com 33 mil euros por ano para promover reuniões, cursos e lançar publicações. "Isso pode representar a liderança do Brasil neste tema durante os próximos quatro anos", afirma Elesbão.

A Rede Frutactiva é composta por 14 grupos de pesquisa (quatro do Brasil, dois do México, dois da Espanha, um do Equador, um de Portugal, um do Peru, um da Colômbia, um da Costa Rica e um da Venezuela) e 12 empresas. Ao todo, 109 pesquisadores dos nove países fazem parte dessa iniciativa.

Fonte: Embrapa

Nova espécie de planta é descoberta no Nordeste


Um estudo coordenado pelo laboratório de Morfo-Taxonomia Vegetal da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) descobriu, recentemente, uma nova espécie de planta, a Gymnannthes boticario. O nome é uma homenagem a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza por ter apoiado o trabalho desde as fases iniciais.

A Gymnanthes boticario não é a primeira referência que a fundação recebe. Ela está no mesmo grupo que o anfíbio Megaelosia boticariana, os peixes Aphyolebias boticarioi e Listrura boticario, além de outra espécie vegetal, a Passifroa boticarioana Cervi

Antes da descoberta, eram conhecidas 45 plantas do gênero Gymnanthes, três dessas endêmicas no Brasil. A planta foi descrita em artigo publicado em dezembro de 2010, no volume 40 da publicação Willdenowia - Anuário do Jardim Botânico e do Museu Botânico de Berlin-Dahlen.

Locais onde as plantas são encontradas

A planta ocorre em áreas arenosas ou pedregosas, com altitudes entre 400 e 900 metros. A altura da espécie é de um a quatro metros, suas flores são pequenas, amarelo-creme e não exalam perfume. Sua ocorrência foi verificada nos estados Pernambuco, Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte.

A espécie foi coletada, pela primeira vez, em 31 de maio de 2006, em Mirandiba, no sertão pernambucano. Em 2007, a pesquisadora Maria de Fátima de Araújo Lucena registrou novos indivíduos no Parque Nacional Serra da Capivara (PI).

Novas populações da Gymnanthes boticario foram encontradas em Pedra Branca (PB), na Serra de Olho d'Água, uma região a 740 metros de altitude. De acordo com a pesquisadora, todos os espécimes já coletados foram encontrados em remanescentes de Caatinga bem preservados, com pouca intervenção humana e, por vezes, de difícil acesso, com vegetação predominante arbustiva e arbórea.

Durante a pesquisa foi feito um inventário florístico da família Euphorbiaceae com necessidade de investigação científica ou cujo conhecimento botânico fosse escasso. Os locais selecionados para o estudo foram as unidades de conservação Parques Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e o Parque Nacional Serra de Itabaiana, em Sergipe, o município de Mirandiba, a região dos Cariris Paraibanos e uma área no município de Porto da Folha (Sergipe).

Resultados

Com os produtos gerados no projeto foi possível identificar o panorama da diversidade taxonômica desse grupo de plantas em algumas áreas do semiárido. Segundo Fátima, foram registradas 28 novas ocorrências de espécies da família para a região Nordeste, além de identificadas populações de espécies raras e a descoberta da nova espécie para a ciência. Também foi realizado extenso levantamento da família nos principais herbários da região, com o objetivo de complementar dados de distribuição geográfica das espécies.

A pesquisa confirmou a necessidade de inventariar novas áreas no bioma Caatinga. "A identificação de áreas e de ações prioritárias, como a pesquisa, tem-se mostrado um valioso instrumento para a conservação e proteção da Caatinga". 

Por apresentarem alto potencial econômico, o gerenciamento sustentável de unidades de conservação e das áreas da Caatinga pode ajudar na manutenção das espécies da família Euphorbiaceae. "Ainda mais porque áreas como aquelas nas quais Gymnanthes boticario foi encontrada estão se tornado cada vez mais raras", conta a pesquisadora.

A Caatinga tem sido degradada pelo manejo inadequado de sua vegetação, exploração de pecuária extensiva e agricultura. "Essa situação coloca em risco a biodiversidade do bioma com número expressivo de espécies raras e endêmicas", revelou a pesquisadora.

A região nordeste do Brasil comporta atualmente 245 espécies da família Euphorbiaceae, distribuídas, com maior frequência, nas áreas de Caatinga. Além dessa expressiva ocorrência, a família contempla um número considerável de espécies com potencial econômico no setor farmacológico-medicinal, industrial, madeireiro, ornamental, na produção de alimentos.

Fonte: Agência Fapeam/blog Eco

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ATENÇÃO

Peço a compreensão dos nossos leitores, tendo em vista que entrarei em recesso durante 15 dias, nos quais não acontecerão novas postagens. Logo que termine esse período, o blog voltará a sua normalidade.

Agradeço pela compreensão,

Ivanaldo Xavier