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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Governo define 11 desafios para o País até 2015


Enviado ao Congresso, plano prevê R$ 5,4 trilhões em recursos e medirá resultados segundo os benefícios para os cidadãos 

O Projeto de Lei do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 - Plano Mais Brasil - entregue nesta quarta-feira (31) ao Congresso Nacional, prevê 11 desafios e R$ 4,5 trilhões a serem investidos em 65 Programas Temáticos. Contando com os R$ 890 bilhões para programas de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado, serão R$ 5,4 trilhões até 2015 - 38% superior ao PPA 2008-2011. Deste total, 68,2% são do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social (R$ 3,7 trilhões). Os recursos extra-orçamentários atingem 25%, R$ 1,4 trilhão; e os investimentos das estatais preveem 7%, R$ 370 bilhões.

Uma novidade em relação aos anteriores é o deslocamento do foco da gestão pública em favor dos resultados que beneficiam o cidadão. A partir de agora, cada área do governo mostra no PPA qual o benefício que entregará à população. Por exemplo, o antigo indicador para avaliar os resultados do Sistema Único de Saúde (SUS) era o valor repassado a estados e municípios. Agora, a medição será o aumento da rede de equipamentos e serviços instalados e o maior número de atendimentos prestados.

Área social - O maior volume de recursos, R$ 2,6 trilhões (56,8%), será aplicado na área Social. Em seguida vem Infraestrutura, com R$ 1,2 trilhão (26,3%); e Desenvolvimento Produtivo e Ambiental, com R$ 663 bilhões (14,6%). A rubrica “Especiais”, que inclui gastos com Defesa, melhoria de gestão e política internacional, terá R$ 104 bilhões (2,3%). 

Descontada a Previdência, a área Social prioriza o aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (28%), Trabalho, Emprego e Renda (22%), Educação (17%), Fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (13%), Agricultura Familiar (8%), Bolsa Família (7%) e demais (5%). 

Na Infraestrutura, os setores de Habitação e Energia são os destaques: 32,6% e 25,1% do total, respectivamente. Na sequência está o programa Petróleo e Gás (19,1%), o setor de Transportes, com cinco programas (9,8%), Minerais (5%) e demais programas (8,4%). 

Nos programas associados à área de desenvolvimento produtivo e ambiental a Agropecuária Sustentável, Abastecimento e Comercialização lidera com 33% do valor total, seguido pelo Comércio Exterior (27%), Desenvolvimento Produtivo (15%), Micro e Pequenas Empresas (12%) e demais programas (13%).

Entre os chamados temas especiais, os principais são a Defesa (51%), o Desenvolvimento Regional, Territorial Sustentável e Economia Solidária (42%), a Política Externa (4%) e os demais (3%).

PPA resume os compromissos de um mandato presidencial

O PPA define todas as políticas públicas do governo federal e expressa os compromissos de um mandato presidencial. É a principal ferramenta de planejamento. O PPA 2012-2015 aprimorou o monitoramento e a transparência com a redução do número de programas de 217 para 65. O agrupamento temático de diversas ações reafirma o caráter estratégico do PPA, sem diminuir a oferta de serviços à sociedade.

Os Macrodesafios e Programas Temáticos estão associados a uma Visão de Futuro que define como o Brasil quer ser reconhecido: pelo Desenvolvimento Sustentável; Igualdade Regional e Igualdade Social; Educação de qualidade com produção de conhecimento e inovação tecnológica; sustentabilidade ambiental; ser uma nação democrática e soberana, que defende os direitos humanos, a liberdade, a paz e o desenvolvimento no mundo. 

Plano Plurianual e Lei Orçamentária Anual deixaram de se sobrepor e passaram a ser complementares. O PPA expressa as diretrizes e estratégias para o País, o orçamento demonstra como fazer isso.

Fonte: Secom

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Governo atende pesquisadores e aumenta importância da ciência e tecnologia no Plano Plurianual


O governo federal decidiu que a área de inovação, ciência e tecnologia será um "macrodesafio" do Plano Plurianual (PPA 2012/2015) em elaboração no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

A decisão significa aumento de status para a área e recursos. No final de maio, no Fórum Interconselhos do PPA, realizado em Brasília, a área de inovação era "um dos 20 objetivos do macro desafio Projeto Nacional de Desenvolvimento", lembra a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, que participou da reunião.

Helena e o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, chegaram a mandar em 27 de maio uma carta à presidenta Dilma Rousseff onde manifestavam "apreensão com a constatação de que a ciência, a tecnologia e a inovação não constam entre os macro desafios da proposta do PPA".

De acordo com Ministério do Planejamento, o macro desafio terá como programas temáticos as mudanças climáticas, a política espacial, a política nuclear, a política de desenvolvimento produtivo e a inovação na área de agropecuária. 

"O setor será tratado no próximo plano com a relevância que lhe é devida, representando continuidade e aprofundamento de políticas para o setor implementadas nos últimos anos", diz nota encaminhada à Agência Brasil.

A inclusão da ciência, tecnologia e inovação como macro desafio no PPA (2012/2015) é estratégica. O plano orienta a elaboração dos orçamentos anuais da União. A Agência Brasil apurou que as discussões de valores para cada área do PPA ainda não foram definidas. O governo tem até o final de agosto para enviar a proposta do plano para tramitação no Congresso.
(Agência Brasil