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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Celular será extensão do cérebro, aponta inventor


Um aparelho que reconhece com quem você está falando e lista as últimas vezes que encontrou essa pessoa. Ou que permite conversar em português com alguém que só se comunica em inglês. E que, de quebra, armazena e reproduz filmes.

Mais e mais, todas essas funções estarão agregadas num único e velho conhecido: o celular. É o que sinaliza Irwin Jacobs, um pioneiro dessa tecnologia. Ele inventou o CDMA, um dos mais importantes padrões de transmissão dos celulares. Criou a Qualcomm, empresa que é a maior desenvolvedora mundial de chips para aparelhos móveis.

Ex-professor universitário, Jacobs estabeleceu-se há anos na lista das pessoas mais ricas do mundo (a revista "Forbes" estima sua fortuna em US$ 1,6 bilhão). E, sobrevivente de uma forma rara de câncer na glândula parótida, diz não ser possível afirmar com segurança que a tecnologia móvel é segura para a saúde - neste ano, a OMS listou o celular como um possível agente cancerígeno.

Folha - Em que sentido o mundo móvel é diferente da internet tradicional?
Irwin Jacobs - Mais e mais pessoas vão acessar a internet com dispositivos móveis. Especialmente em países em desenvolvimento, muitos jamais terão aquela conexão doméstica de internet.

Como a tecnologia móvel pode mudar a educação, e que velocidade terá isso?
Acho que na próxima década os tablets vão fazer muita diferença. Ainda temos que aprender como organizar melhor o texto eletrônico, mas certamente será mais fácil manter os livros atualizados e ter materiais diferentes.

E será mais personalizado. Se tiverem problemas, os alunos poderão buscar mais informações, mais vídeos, o que seja, e, assim que tirarem a dúvida, irão adiante.

Alguns Estados americanos estão abolindo a escrita cursiva. Não faz mesmo diferença se as crianças souberem escrever apenas num tablet?

As pessoas ainda vão escrever de alguma forma, em letra de forma ou cursiva. Mas, sim, vamos escrever cada vez mais num aparelho. É muito mais importante para a educação o acesso que as crianças terão a tanta informação, estar exposto a tudo o que está acontecendo no mundo. É preciso aprender como organizar isso, como filtrar, no que confiar. É uma educação completamente diferente do que simplesmente aprender a escrever em cursiva.

Certa vez lhe perguntaram se não estaríamos "exportando" nosso cérebro para o celular, e o sr. disse que isso é bom. Poderia explicar?

Há muita informação que carregaremos conosco todo o tempo. Eu mesmo nunca fui bom em guardar frases e nomes. O próximo passo, que tem se desenvolvido rapidamente, é ter uma câmera nos seus óculos ou talvez algo no seu ouvido que, quando uma pessoa for falar com você, vai lembrá-lo dos últimos contatos que vocês tiveram. Para alguns, seria uma bênção. Hoje em dia é difícil haver um jantar com muitas pessoas em que você não tire seu celular para buscar uma ou duas coisas que você não compreendeu de pronto.

Por outro lado, o celular talvez esteja dando mais poder às pessoas, como vimos no mundo árabe. A China agora quer controlar o acesso wi-fi. É possível?

China e outros países vão sim tentar controlar o acesso. Isso provavelmente vai ser uma batalha perdida [para esses governos]. O crescimento econômico e a questão educacional vão exigir que a internet esteja amplamente disponível. Um dos próximos passos é ampliar a comunicação de pessoa a pessoa, em distância curta. Daí chegaremos a um ponto que um governo não pode controlar.

A OMS acaba de dizer que o celular pode provocar câncer. Isso vai afetar a indústria?

Acho que não, a menos que exista uma prova. Temos que continuar a monitorar isso, é sempre uma preocupação. Mas creio que a probabilidade de encontrarmos algum perigo será cada vez menor. Há dois fatores. Um é que existem cada vez mais estações, o que significa que é necessário menos potência para irradiar. Mas o outro lado da moeda é que, se você está baixando muitos dados, precisa de mais potência. Eu próprio me sinto confortável, nem penso duas vezes em usar o celular ou aconselhar as pessoas, mas sempre advirto que não há maneira de provar que algo é seguro.

Há algo que a indústria possa fazer para reduzir o risco?
Buscar mais eficiência significa usar menos energia. A lei de Moore ainda vale? [diz que a capacidade de processamento dos chips dobra mais ou menos a cada dois anos]

Ainda vale, e acho que continuará válida por mais algumas gerações. O poder de processamento dos celulares tem evoluído de maneira incrível. A maior parte das coisas que fazemos será feita num aparelho que carregaremos conosco. Em algum momento poderemos querer uma tela maior. E quando entrar na sua casa ou num quarto de hotel, você poderá transferir os dados para aquela tela. [Mas] a inteligência estará no celular.

Muita gente argumenta que a realidade aumentada é uma moda que não será útil para as pessoas. O sr. concorda?

Estamos indo para um ponto em que eu posso falar em inglês num celular e você pode me ouvir em português. Com a realidade aumentada, se você vai para um país onde não pode ler as placas, aponta o telefone para elas e o aparelho traduz. Você pode ir a um restaurante e traduzir o cardápio.

Há quem diga que Zuckerberg [fundador do Facebook] não tinha noção do tamanho do que estava criando ao fazer uma rede social em Harvard e do poder do botão curtir. É assim que funciona a inovação?

Você começa a pensar qual o tamanho do mercado que tem e passa a reduzi-lo para construir um negócio. Sempre me lembro que a AT&T e os Bell Labs inventaram o celular. Daí contrataram uma consultoria para estimar quantos assinantes poderia haver no ano 2000. E a resposta foi: 1 milhão. Porque na época era um aparelho grande e caro. Com isso eles decidiram não entrar no negócio de celulares, apesar de terem a tecnologia. Se você acredita em algo, ainda que outros zombem de você, eu diria para fazer o teste das 4h. Se você acorda às 4h e a sua ideia continua fazendo sentido para você, então corra atrás.

Em algum momento os aparelhos eletrônicos voltarão a ser produzidos nos EUA?

Acredito que sim. Os custos trabalhistas têm tido muita importância, mas, se você pensar, a produção está cada vez mais automatizada. Teremos pessoas muito mais bem pagas, mas menos pessoas. Isso permitirá que as fábricas voltem. Acredito também que o preço da energia subirá muito. O custo de mandar um celular da Ásia para os EUA provavelmente ainda é baixo, mas, para muitas outras coisas, como carros, isso se torna muito caro com o aumento da energia.

A Foxconn anunciou investimentos no Brasil. Esse movimento faz sentido para o sr.?

O Brasil tem impostos muito altos para importados. Com o tamanho do Brasil e com a melhoria econômica, faz sentido produzir no país. Baixa o preço.

'Experiência no Brasil foi difícil', afirma empresário americano. Irwin Jacobs guarda algumas más lembranças do Brasil. A Qualcomm investiu na Vésper, uma operadora de telefonia fixa. O plano era usá-la como plataforma para comunicação móvel, mas o governo brasileiro vetou. "Tivemos muitos problemas, foi muito difícil", diz ele. O controle da empresa acabou repassado à Embratel.

De certa forma "invisível", sua tecnologia (chips para celular) está presente na grande maioria dos aparelhos em uso no Brasil. Aos 77 anos, Jacobs já não acompanha o dia a dia da empresa como antes - passou o cargo de presidente para seu filho Paul.

Ele começou sua trajetória como professor do MIT. Em 1985, criou a Qualcomm. Uma das primeiras tecnologias que desenvolveu, focada em rastreamento de dados, foi usada no Brasil numa associação com o ex-piloto Nelson Piquet -a empresa presta serviços como localização de caminhões.

Mas o passo mais importante de Jacobs ocorreu quando convenceu operadoras de telefonia da Ásia a usar o CDMA, tecnologia que ele havia criado. A partir daí, a Qualcomm entrou no mercado americano de telefonia móvel e se expandiu pelo mundo.

Nunca conseguiu, porém, emplacar na Europa, onde o padrão GSM dominou. Com a chamada tecnologia de terceira geração (o 3G), a empresa recuperou o passo, já que o padrão utilizado inclui algumas de suas patentes.

Com 21 mil empregados e sem ter nenhuma fábrica de chip - todo seu trabalho se concentra no desenvolvimento do processador -, a Qualcomm faturou no ano passado US$ 11 bilhões.
Fonte: Folha de São Paulo

 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Funcionário de presídio não poderá levar celular para o trabalho


Proposta que proíbe a entrada, nas cadeias e penitenciárias, de funcionário portando celular ou qualquer outro aparelho de comunicação não autorizado pode ser votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em reunião marcada para quarta-feira da próxima semana (4). A medida visa impedir que presos tenham acesso a aparelhos que permitam a comunicação com detentos de outras unidades prisionais ou com o ambiente externo.

De acordo com o texto, o funcionário que for pego utilizando, guardando, portando ou fornecendo esses aparelhos, sem autorização, dentro do estabelecimento penal, estará sujeito a pena de três a sete anos e meio de reclusão. A mesma pena será aplicada ao preso que for pego com qualquer tipo de arma, ainda que de fabricação caseira.

As medidas constam de substitutivo da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) a dois projetos que tramitam em conjunto: o PLS 197/06, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), e o PLS 7/08, do senador Romeu Tuma (PTB-SP). A relatora explica, na justificação da matéria, que o uso de telefone celular para comandar e articular ações criminosas a partir dos estabelecimentos penais é prática "conhecida e corriqueira no Brasil". Para ela, "a sociedade precisa se proteger do uso que detentos fazem de aparelhos de comunicação e de armas, ainda que caseiras, dentro dos estabelecimentos penais".

No substitutivo, que altera a Lei de Execução Penal (7.210/84) e o Código Penal (Decreto-lei 2.848/40), Kátia Abreu aproveitou parte da redação dos dois projetos que tramitam em conjunto. O PLS 197/06, do senador Magno Malta, "proíbe a entrada, nas cadeias e penitenciárias, de funcionários portando aparelhos celulares ou quaisquer outros aparelhos de comunicação". Já o PLS 7/08, de Romeu Tuma, prevê punição quando o detento for pego com qualquer tipo de arma, "mesmo que de construção caseira".

A matéria será votada na CCJ em decisão terminativa e, se aprovada, segue para análise na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado

domingo, 6 de junho de 2010

Cientistas responsabilizam celular por desaparecimento de abelhas, diz site


O desaparecimento de abelhas que alarmou a Europa e a América do Norte está sendo creditado, por alguns cientistas, ao crescimento do uso dos celulares, segundo o site do jornal britânico “Daily Telegraph”.

De acordo com o site, a Grã Bretanha teve uma queda de 15% na sua população de abelhas nos últimos dois anos.

Pesquisadores da Universidade Punjab dizem que a radiação dos telefones celulares é um fator chave no desaparecimento e alegam que isso está envolvendo nos sentidos de navegação das abelhas.

Segundo o “Daily Telegraph”, os cientistas fizeram um experimento durante três meses e compararam a situação das abelhas que estavam coexistindo com os celulares com as que não estavam.

As que estavam no ambiente com radiação de celular tiveram uma queda dramática no tamanho de sua colmeia e redução do número de ovos postos pela abelha rainha.

As abelhas também pararam de produzir mel.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Comunicação: País alcança mais de 175 milhões de linhas móveis


Com aumento de 0,94% em relação a dezembro do ano passado, o Brasil teve, em janeiro, 1.639.892 acessos do Serviço Móvel Pessoal (SMP), registrando 175.599.260 habilitações no Brasil. Conforme o divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o crescimento foi o segundo na série histórica, ficando atrás apenas do certificado na mesma época em 2008, quando tiveram mais de 1,8 milhões de linhas móveis. 

Dentre as regiões, a Norte foi a que teve maior desenvolvimento nos últimos 12 meses, registrando um aumento de 21,85%. Porém, a região é a segunda com menor número de habilitações, registrando 72,1 para cada 100 habitantes. O crescimento de janeiro tem densidade de 91,33 acessos. Estes números equivalem a um indicador que é utilizado internacionalmente para demonstrar o número de acessos em serviço em cada grupo de 100 habitantes. 

Segundo os dados da Anatel, do total de habilitações 145.083.416 acessos são pré-pagos, restando 17,38% linhas pós-pagas. E a tecnologia que predomina o País é a GSM, o equivalente a 88,61%.

Fonte: Portal Brasil