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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Celular será extensão do cérebro, aponta inventor


Um aparelho que reconhece com quem você está falando e lista as últimas vezes que encontrou essa pessoa. Ou que permite conversar em português com alguém que só se comunica em inglês. E que, de quebra, armazena e reproduz filmes.

Mais e mais, todas essas funções estarão agregadas num único e velho conhecido: o celular. É o que sinaliza Irwin Jacobs, um pioneiro dessa tecnologia. Ele inventou o CDMA, um dos mais importantes padrões de transmissão dos celulares. Criou a Qualcomm, empresa que é a maior desenvolvedora mundial de chips para aparelhos móveis.

Ex-professor universitário, Jacobs estabeleceu-se há anos na lista das pessoas mais ricas do mundo (a revista "Forbes" estima sua fortuna em US$ 1,6 bilhão). E, sobrevivente de uma forma rara de câncer na glândula parótida, diz não ser possível afirmar com segurança que a tecnologia móvel é segura para a saúde - neste ano, a OMS listou o celular como um possível agente cancerígeno.

Folha - Em que sentido o mundo móvel é diferente da internet tradicional?
Irwin Jacobs - Mais e mais pessoas vão acessar a internet com dispositivos móveis. Especialmente em países em desenvolvimento, muitos jamais terão aquela conexão doméstica de internet.

Como a tecnologia móvel pode mudar a educação, e que velocidade terá isso?
Acho que na próxima década os tablets vão fazer muita diferença. Ainda temos que aprender como organizar melhor o texto eletrônico, mas certamente será mais fácil manter os livros atualizados e ter materiais diferentes.

E será mais personalizado. Se tiverem problemas, os alunos poderão buscar mais informações, mais vídeos, o que seja, e, assim que tirarem a dúvida, irão adiante.

Alguns Estados americanos estão abolindo a escrita cursiva. Não faz mesmo diferença se as crianças souberem escrever apenas num tablet?

As pessoas ainda vão escrever de alguma forma, em letra de forma ou cursiva. Mas, sim, vamos escrever cada vez mais num aparelho. É muito mais importante para a educação o acesso que as crianças terão a tanta informação, estar exposto a tudo o que está acontecendo no mundo. É preciso aprender como organizar isso, como filtrar, no que confiar. É uma educação completamente diferente do que simplesmente aprender a escrever em cursiva.

Certa vez lhe perguntaram se não estaríamos "exportando" nosso cérebro para o celular, e o sr. disse que isso é bom. Poderia explicar?

Há muita informação que carregaremos conosco todo o tempo. Eu mesmo nunca fui bom em guardar frases e nomes. O próximo passo, que tem se desenvolvido rapidamente, é ter uma câmera nos seus óculos ou talvez algo no seu ouvido que, quando uma pessoa for falar com você, vai lembrá-lo dos últimos contatos que vocês tiveram. Para alguns, seria uma bênção. Hoje em dia é difícil haver um jantar com muitas pessoas em que você não tire seu celular para buscar uma ou duas coisas que você não compreendeu de pronto.

Por outro lado, o celular talvez esteja dando mais poder às pessoas, como vimos no mundo árabe. A China agora quer controlar o acesso wi-fi. É possível?

China e outros países vão sim tentar controlar o acesso. Isso provavelmente vai ser uma batalha perdida [para esses governos]. O crescimento econômico e a questão educacional vão exigir que a internet esteja amplamente disponível. Um dos próximos passos é ampliar a comunicação de pessoa a pessoa, em distância curta. Daí chegaremos a um ponto que um governo não pode controlar.

A OMS acaba de dizer que o celular pode provocar câncer. Isso vai afetar a indústria?

Acho que não, a menos que exista uma prova. Temos que continuar a monitorar isso, é sempre uma preocupação. Mas creio que a probabilidade de encontrarmos algum perigo será cada vez menor. Há dois fatores. Um é que existem cada vez mais estações, o que significa que é necessário menos potência para irradiar. Mas o outro lado da moeda é que, se você está baixando muitos dados, precisa de mais potência. Eu próprio me sinto confortável, nem penso duas vezes em usar o celular ou aconselhar as pessoas, mas sempre advirto que não há maneira de provar que algo é seguro.

Há algo que a indústria possa fazer para reduzir o risco?
Buscar mais eficiência significa usar menos energia. A lei de Moore ainda vale? [diz que a capacidade de processamento dos chips dobra mais ou menos a cada dois anos]

Ainda vale, e acho que continuará válida por mais algumas gerações. O poder de processamento dos celulares tem evoluído de maneira incrível. A maior parte das coisas que fazemos será feita num aparelho que carregaremos conosco. Em algum momento poderemos querer uma tela maior. E quando entrar na sua casa ou num quarto de hotel, você poderá transferir os dados para aquela tela. [Mas] a inteligência estará no celular.

Muita gente argumenta que a realidade aumentada é uma moda que não será útil para as pessoas. O sr. concorda?

Estamos indo para um ponto em que eu posso falar em inglês num celular e você pode me ouvir em português. Com a realidade aumentada, se você vai para um país onde não pode ler as placas, aponta o telefone para elas e o aparelho traduz. Você pode ir a um restaurante e traduzir o cardápio.

Há quem diga que Zuckerberg [fundador do Facebook] não tinha noção do tamanho do que estava criando ao fazer uma rede social em Harvard e do poder do botão curtir. É assim que funciona a inovação?

Você começa a pensar qual o tamanho do mercado que tem e passa a reduzi-lo para construir um negócio. Sempre me lembro que a AT&T e os Bell Labs inventaram o celular. Daí contrataram uma consultoria para estimar quantos assinantes poderia haver no ano 2000. E a resposta foi: 1 milhão. Porque na época era um aparelho grande e caro. Com isso eles decidiram não entrar no negócio de celulares, apesar de terem a tecnologia. Se você acredita em algo, ainda que outros zombem de você, eu diria para fazer o teste das 4h. Se você acorda às 4h e a sua ideia continua fazendo sentido para você, então corra atrás.

Em algum momento os aparelhos eletrônicos voltarão a ser produzidos nos EUA?

Acredito que sim. Os custos trabalhistas têm tido muita importância, mas, se você pensar, a produção está cada vez mais automatizada. Teremos pessoas muito mais bem pagas, mas menos pessoas. Isso permitirá que as fábricas voltem. Acredito também que o preço da energia subirá muito. O custo de mandar um celular da Ásia para os EUA provavelmente ainda é baixo, mas, para muitas outras coisas, como carros, isso se torna muito caro com o aumento da energia.

A Foxconn anunciou investimentos no Brasil. Esse movimento faz sentido para o sr.?

O Brasil tem impostos muito altos para importados. Com o tamanho do Brasil e com a melhoria econômica, faz sentido produzir no país. Baixa o preço.

'Experiência no Brasil foi difícil', afirma empresário americano. Irwin Jacobs guarda algumas más lembranças do Brasil. A Qualcomm investiu na Vésper, uma operadora de telefonia fixa. O plano era usá-la como plataforma para comunicação móvel, mas o governo brasileiro vetou. "Tivemos muitos problemas, foi muito difícil", diz ele. O controle da empresa acabou repassado à Embratel.

De certa forma "invisível", sua tecnologia (chips para celular) está presente na grande maioria dos aparelhos em uso no Brasil. Aos 77 anos, Jacobs já não acompanha o dia a dia da empresa como antes - passou o cargo de presidente para seu filho Paul.

Ele começou sua trajetória como professor do MIT. Em 1985, criou a Qualcomm. Uma das primeiras tecnologias que desenvolveu, focada em rastreamento de dados, foi usada no Brasil numa associação com o ex-piloto Nelson Piquet -a empresa presta serviços como localização de caminhões.

Mas o passo mais importante de Jacobs ocorreu quando convenceu operadoras de telefonia da Ásia a usar o CDMA, tecnologia que ele havia criado. A partir daí, a Qualcomm entrou no mercado americano de telefonia móvel e se expandiu pelo mundo.

Nunca conseguiu, porém, emplacar na Europa, onde o padrão GSM dominou. Com a chamada tecnologia de terceira geração (o 3G), a empresa recuperou o passo, já que o padrão utilizado inclui algumas de suas patentes.

Com 21 mil empregados e sem ter nenhuma fábrica de chip - todo seu trabalho se concentra no desenvolvimento do processador -, a Qualcomm faturou no ano passado US$ 11 bilhões.
Fonte: Folha de São Paulo

 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Reformulamos o Plano Nacional de Banda Larga, dobramos a velocidade inicial prevista e mantivemos a meta de vender por R$ 35"


Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, desta quinta-feira (21), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, explicou o Programa Nacional de Banda Larga, que tem como objetivo levar a internet de um megabit por segundo para 70% do lares brasileiros. Leia abaixo trechos da entrevista, editada pelo Em Questão.

Economia 

Existem estudos internacionais que mostram que o PIB aumenta em torno de 1,4% com o crescimento de 10% da população que acessa a internet. Hoje, a maioria dos países já estão trabalhando com metas bem mais ambiciosas, e nós, aqui no Brasil, também queremos trabalhar com essas metas. Neste ano, reformulamos o Plano Nacional de Banda Larga, dobramos a velocidade inicial prevista, que era de 512 kilobits, no ano passado, para um megabit por segundo, e mantivemos a meta de vender por R$ 35. A maioria das pessoas sem internet declara que não tem porque é caro. O valor de R$ 35 tem uma aceitação de aproximadamente 70%. A pessoa fala: “Isso aí eu acho que dá para pagar”. Então, trabalhamos com esse valor. Fizemos uma revisão, também, nos termos de regulação das empresas de telefonia, porque achamos que internet tem a ver com isso também. Nossa meta para 2014 é chegar a cinco megabits. 

Preço internacional

A internet com velocidade de um megabit por segundo, em março, custava em média, no Brasil, R$ 70,85. Isso em média, porque tem lugar que já oferecia a R$ 39,90, principalmente em grandes capitais. No interior os preços são muito maiores. No Amazonas, chega a R$ 400 por mês. Com esse acordo que fizemos vai cair pela metade o preço. Isso, em termos internacionais, é razoável. Nos Estados Unidos, um megabit custa, hoje, US$ 42; perto de R$ 70, também. 

Prazo de implantação

As empresas alegaram que teriam de formar atendentes de call center e adequar os sistemas, portanto foi dado um prazo de 90 dias, a partir do dia que foi assinado o Plano, em 30 de junho. Já está quase completando 30 dias. Isso não quer dizer que precisam esperar 90 dias para oferecer. Em 90 dias, no máximo, terá que oferecer, e há um cronograma que vai gradativamente incorporando cidades. Além disso, estamos fazendo outras ações. A Telebras foi reativada e está vendendo internet no atacado para provedores. Então, isso já começou. 

Redes

Paralelamente à oferta de internet no varejo, tem que se construir redes. Temos um plano até 2014, que vai demandar R$ 7 bilhões. Mas tem mais uma série de outros investimentos que poderemos ter que fazer, da ordem de R$ 10 bilhões. Por exemplo, queremos construir, pelo menos, mais um cabo submarino internacional. Mas já tem proposta, por exemplo, de construir um para a América do Norte e outro para a Europa, com o objetivo de atender a demanda internacional. Isso é absolutamente importante para que a internet tenha condição de ser atendida, porque hoje 27% dos domicílios tem internet. Se você pular para 70%, como queremos fazer, até o final de 2014, significa que vai precisar de rede e de investimento. 

Copa do Mundo

Para a Copa do Mundo, vamos precisar de internet muito mais rápida, com velocidades de 50 a 100 megabits. Além da internet pessoal, precisaremos de escala industrial para emissoras e jornais. Essa infraestrutura vai ficar como legado porque, depois da Copa, não será desmontada. As cidades que serão sede da Copa serão as primeiras a contar com internet ultrarrápida. 

Área rural

Estamos preparando licitação especial, que deverá ser feita até abril do ano que vem, onde está prevista a cessão de um canal de radiodifusão de 450 megahertz, que será repassado com a finalidade exclusiva de atender telefonia e internet na área rural. 

TV e rádio digitais 

Discutimos por meses qual seria o modelo de TV digital. Adotamos o modelo japonês, com algumas adaptações, que é chamado hoje de nipo-brasileiro. As televisões são produzidas aqui, os conversores são produzidos aqui, e ainda estamos exportando. Praticamente todos os países da América do Sul já adotaram esse modelo e tem países da África também discutindo. E elimina o chuvisco, o sinal de má qualidade que chegava na casa das pessoas. Hoje melhorou tremendamente isso. Já o modelo de rádio digital terá que melhorar o sinal e queremos ter garantia que a indústria também terá condição de produzir aqui os equipamentos, receptores e transmissores.

Fonte: Secom

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Seminário do FNDC pede debate público sobre o marco regulatório das comunicações


Representantes de mais de 60 entidades e movimentos sociais participaram, nos dias 20 e 21 de maio, do seminário “Marco regulatório: propostas para uma comunicação democrática”, realizado no Rio de Janeiro. O evento, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), delineou propostas e encaminhamentos a serem defendidos junto ao governo federal, Congresso Nacional e na sociedade visando a definição de um novo marco regulatório das comunicações no Brasil. A “Carta do Rio de Janeiro” sintetizou os posicionamentos aprovados no evento.

Celso Schröder, presidente da FENAJ e coordenador do FNDC, conta que as propostas aprovadas no seminário serão sistematizadas por uma comissão eleita no evento. “Nossa referência são as propostas aprovadas na 1ª Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) e a partir delas será elaborado um documento mais denso para dialogar com o governo federal”.

Segundo ele, a ideia é ampliar o debate com a sociedade sobre a proposta de novo marco regulatório das comunicações que está sendo elaborado no Ministério das Comunicações antes do envio da proposta ao Congresso Nacional. “Definições de políticas públicas para as comunicações necessariamente precisam passar por uma esfera pública de debates, caso contrário corre-se o risco de aprovar projetos que representam apenas os interesses do governo e da iniciativa privada, divorciados dos anseios da maioria da sociedade”, defende.

Para o presidente da FENAJ as resoluções da 1ª Confecom, construída com os movimentos sociais e com empresários que não se recusaram a participar daquele processo, não podem ser negadas. “Agora é a hora do governo apresentar suas propostas”, finaliza.

Veja, a seguir, a íntegra da “Carta do Rio de Janeiro”


Carta do Rio de Janeiro

Nós, militantes de entidades e movimentos sociais reunidos no seminário “Marco regulatório: propostas para uma comunicação democrática”, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, afirmamos a importância de o Governo Federal iniciar o debate público sobre um novo marco regulatório para o setor, com a apresentação de um anteprojeto de lei a ser amplamente discutido com a sociedade brasileira.

Entendemos que a sociedade já deu uma significativa contribuição ao debate com a realização da I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009. As mais de 600 propostas ali aprovadas representam demandas de um conjunto significativo de cidadãos e cidadãs e entidades da sociedade civil, do poder público e do setor empresarial, e devem ser utilizadas como referência neste debate.

Este novo marco regulatório deve abranger todo o setor de comunicações, dando conta do processo de convergência e estabelecendo regras que afirmem a liberdade de expressão e o direito à comunicação de toda a população, buscando garantir a pluralidade e a diversidade informativa e cultural.

Entre os pontos abordados, devem estar os artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que afirmam princípios fundamentais, mas seguem até hoje sem regulamentação. Deve ser previsto um processo regulatório amplo, a ser aplicado por um órgão regulador com significativa participação social.

Destacamos que este debate não pode ser feito sem o pleno envolvimento da sociedade brasileira, representada em toda a sua diversidade. De sua parte, as entidades participantes deste seminário se colocam a tarefa de organizar suas propostas em um documento que sintetize e aprofunde as referências da I Conferência Nacional de Comunicação, a fim de compartilhar esse acúmulo com o conjunto da população. Entendemos que, neste momento, esta é a principal tarefa posta para o Ministério das Comunicações, juntamente com políticas que garantam a universalização da banda larga, que não será feita sem a definição deste como um serviço a ser prestado em regime público.

Reafirmamos que o amplo debate público de texto apresentado pelo Executivo, por meio de consultas e audiências públicas, permitirá o aperfeiçoamento da proposta, que chegará ao Congresso Nacional amadurecida para discussão e aprovação pelo Legislativo.

Rio de Janeiro, 21 de maio de 2011


Entidades participantes do seminário

• Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (Aneate)• Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária - Abraço• Associação das Rádios Públicas do Brasil- Arpub• Rádio UFSCar• Artigo 19• Blogueiros Progressistas - Rio• CP Rio Produções• Câmara de Vereadores de Sapiranga-RS• Campanha Ética na TV• Central Única dos Trabalhadores (CUT) Nacional• CUT-RJ• Centro de Cultura Luiz Freire / Mov. Nac. Direitos Humanos• Conselho Federal de Psicologia CFP• CineBrasil TV• Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada (Ciranda.net)• Clube de Engenharia• Cojira-DF• Cojira-Rio/SJPMRJ• Comitê Regional pela Democratização da Comunicação do Ceará• Conselho Regional de Psicologia 14ª Região/MS• Emerge / Universidade Federal Fluminense• Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão – Fitert• Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)• Federação Regional das Associação de Moradores de Itaguaí /RJ• Fórum de Comunicação Democrática do Sul Fluminense• Humanitas - Direitos Humanos e Cidadania• Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - Idec• Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social• Movimento Enraizados / Estimativa• Movimento Mega Não• Novelbiz• Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ• Núcleo Piratininga de Comunicação• Rádio Resistência FM Comunitária• Rádio Sideral FM 98,7• Radioclube de Queimados• Rede 3setor• Rede de Mulheres em Comunicação• Riosoft• Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro• Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do RJ• Fórum de Comunicação Democrática do Sul Fluminense• Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais• Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira/SJPMRJ)• Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo• Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará - Sindjorce• Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro• TV Comunitária de Niterói/Comunicativistas• Unirr - União e Inclusão em Redes de Rádio.

Fonte: FENAJ

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Seminário internacional debate os modelos regulatórios de comunicações


O Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias terminou na quarta-feira (10), em Brasília (DF). Durante os dois dias do evento, foram debatidos os impactos das mudanças tecnológicas dos últimos anos nos rumos das comunicações eletrônicas (telecomunicações e radiodifusão). Palestrantes de todo o mundo destacaram as experiências, os avanços e as limitações dos processos regulatórios das comunicações. O seminário é promovido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

“Aprendemos aqui, porque o seminário mostrou, em todas as exposições, feitas por alguns dos mais renomados especialistas representando agências com uma longa trajetória, uma longa experiência em regulação. Este cenário mostrou que aqui se qualificou o debate público”, afirmou o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, no encerramento do seminário.

O primeiro palestrante do segundo dia de seminário foi o diretor adjunto do Conselho Superior do Audiovisual (CSA), Emanuel Gabla, sobre a regulação das comunicações na França. Após, o diretor Internacional do Ofcom (Office of Communications), Vincent Edward Affleck, ministrou palestra sobre a experiência da regulação no Reino Unido.

A pesquisadora da Universidade de John Hopkins University, Susan Ness, realizou palestra sobre a regulação da comunicação nos Estados Unidos. “Os Desafios da Argentina para Regulação das Comunicações", foi o tema da palestra do diretor de Supervisão e Fiscalização da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA), Gustavo Bulla.

Entre os participantes do seminário, entidades da sociedade civil e empresarial, parlamentares, representantes de órgãos governamentais, acadêmicos, especialistas e a imprensa.

Para assistir as palestras, acesse o portal do seminário:www.convergenciademidias.gov.br

Fonte: Agência Brasil

domingo, 6 de junho de 2010

Ipea divulga panorama das telecomunicações no País


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta nesta segunda-feira (7), em São Paulo o comunicado do Ipea sobre Desafios e Oportunidades do Setor de Telecomunicações no Brasil. O estudo apresenta o processo global de liberalização comercial nas telecomunicações, com suas consequências no Brasil e as novas atribuições dos setores públicos e privados no setor. Esse é mais um dos estudos lançados este ano pelo instituto, como parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro.

Os efeitos da privatização nas telecomunicações, como aumento do acesso da população aos serviços de telecomunicações e a concentração do mercado em alguns grupos econômicos, em sua maioria, estrangeiros, são abordados no estudo.

Também faz parte do Comunicado a posição do Brasil em diversos indicadores de evolução dos serviços de telecomunicações em relação ao resto do mundo. As disparidades regionais e entre a zona rural e urbana quanto à cobertura das redes de telecomunicações também estão no estudo.

A interface das políticas públicas e os gargalos do setor são analisados em relação aos potenciais impactos dos investimentos na infraestrutura de telecomunicações no País. Por último, são apresentadas algumas perspectivas que servem de insumo para a elaboração de cenários futuros das telecomunicações no Brasil.

Farão a apresentação o coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, Carlos Campos Rodrigo Abdala, técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto, e Cláudio de Almeida Loural, pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações.

Série - O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: Inserção internacional soberana; Macroeconomia para o pleno emprego; Fortalecimento do Estado, das instituições e da Democracia; Infraestrutura e logística de base; Estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; Proteção social e geração de oportunidades; e Sustentabilidade ambiental.

Após a publicação de todos os comunicados sobre os temas, será compilada uma coleção que terá dez livros. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e outras pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo, entre outras.

Fonte: Agência Ipea

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Questões geográficas e demográficas entram no debate da 1ª Confecom

As questões geográficas e demográficas também dizem respeito à comunicação. Esta foi a percepção na Conferência Estadual de Comunicação do Amazonas (Conecom-AM), que teve sua abertura nesta terça-feira, dia 17, assim como aconteceu nos estados de Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. O incremento do uso do correio fluvial e a expansão do sinal de rádio e TV para áreas distantes foram algumas soluções levantadas no evento do Amazonas – as Conferências Estaduais de Comunicação são preparatórias à 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), que acontece entre os dias 14 e 17 de dezembro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. 

Na Conferência Estadual de Comunicação do Rio Grande do Norte (Conecom-RN), a liberalização das regras para as rádios comunitárias foi um dos temas mais citados na abertura. Na Conferência Estadual de Comunicação do Maranhão (Conecom-MA), foi levantada a necessidade de melhoria da infraestrutura de serviços básicos de comunicação.

A constituição de conselhos municipais e estaduais de Comunicação é um dos temas que prometem despertar mais interesse na Conferência Estadual de Comunicação do Rio Grande do Sul (Conecom-RS). Já na Conferência Estadual do Amapá (Conecom-AM), chamou a atenção a participação: mais de 200 pessoas se inscreveram, somente pela internet, para o evento. Há expectativa de que igual número ainda se inscreva, uma vez que continua aberto o credenciamento.

Em todas as Conferências Estaduais de Comunicação, os grupos de trabalho debaterão temas ligados aos três eixos temáticos da 1ª Confecom: Cidadania: direitos e deveres, Produção de conteúdo; e Meios de distribuição. Também serão eleitos os delegados para representarem seus estados na 1ª Confecom. As Conferências de Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul terminam nesta quarta-feira, dia 18. O evento no Amapá segue até a quinta-feira, dia 19, quando começam as Conferências de Mato Grosso e Sergipe.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Conferência debate Meios de Comunicação

Acontecerá em Brasília, entre os dias 14 e 17 de dezembro, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom). A partir do tema central “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital” se desenvolverão outros três eixos-temáticos: “Produção de Conteúdo”, “Meios de Distribuição” e “Cidadania: direitos e deveres”. 

Representantes da sociedade, das empresas e do poder público terão oportunidade de encaminhar propostas para o avanço da cidadania na era digital. Quem quiser participar do evento precisa ser eleito delegado em uma das Conferências realizadas em sua Unidade da Federação. Os delegados vão representar a sociedade civil organizada e as entidades da sociedade empresarial do setor de comunicações. O número de delegados de cada unidade federativa será proporcional à sua representação na Câmara dos Deputados. Mais informações no endereço: www.confecom.com.br

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Acordo entre governo, movimentos sociais e empresários garante a Confecom

Após longas conversas nesta terça-feira (25/8), representantes do governo federal, movimentos sociais e setores do empresariado que permanecem na construção da 1ª Conferência Nacional de Comunicação chegaram a um acordo para dar continuidade ao processo. A Comissão Organizadora Nacional volta a se reunir na próxima semana para definir o Regimento Interno da Conferência e readequar seu calendário.


O acordo definiu que a 1ª Confecom será composta por 1500 delegados (300 a mais do que os representantes do governo federal pretendiam). Deste contingente, 40% serão representantes de movimentos sociais, 40% do empresariado e 20% do Estado (governo e Congresso Nacional), conforme o governo propunha.


Para contemplar os segmentos dos movimentos sociais que viam na proposta de regra para aprovação de questões referente a temas “sensíveis” um privilegiamento ao empresariado, foi também incorporado um adendo. Permanece a proposta do governo de quórum de votação de 60%, mas com a exigência de votos em todos os três setores. “Isto é positivo, pois evitará que nas questões mais polêmicas o voto fechado entre governo e empresários, por exemplo, atropele os interesses dos movimentos sociais”, explica o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, que participou da reunião.


Também presente na reunião, o coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Celso Schröder comemorou o acordo. “Foi uma demonstração de maturidade e responsabilidade de todos os que permanecem na construção desta conferência. Este acordo garante que a 1ª Confecom vai se realizar e gestar políticas públicas mais consistentes para a comunicação no Brasil, com a participação da sociedade”, avaliou.


Com o desbloqueio do debate, a Comissão Organizadora Nacional da Confecom volta a se reunir na próxima terça-feira (01/09), às 10h, em Brasília. A reunião transcorrerá durante todo o dia, pois seu objetivo é finalizar o debate e aprovação do Regimento Interno da Conferência, além da readequação de seu calendário.


Fonte: FENAJ