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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Governo federal lança medidas específicas área de Ciência e Tecnologia


Medidas do governo federal buscam estimular inovação na cadeia produtiva dos complexos industriais de Saúde, o de Tecnologia da Informação e Comunicação (TI) e o de Defesa (uniformes para forças armadas). Com intuito de estimular a inovação na cadeia produtiva da área de Ciência e Tecnologia (C&T), o governo federal anunciou na semana passada um pacote com seis medidas específicas que integram à nova política industrial, batizada de Brasil Maior.

Ao Jornal da Ciência, o secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, informou que o Estado poderá pagar até 25% a mais sobre o preço de produtos de três complexos industriais ou de empresas que tenham centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil.

Um dos complexos é o de Saúde, que abrange fármacos e equipamentos. Outro é o de Tecnologia da Informação e Comunicação (TI), como banda larga, TV digital e programas de inclusão digital. E, por sua vez, o de Defesa (uniformes para forças armadas).

A medida é permita por decreto regulamentando a Lei 12.349, de 2010, a qual estabelece regras para compras governamentais e estipula a margem de preferência de até 25% nos valores de licitação.

Citando a importância das medidas, o ministro Aloizio Mercadante disse que o setor de saúde, embora seja uma área de alta tecnologia, ainda é dependente de importações, acumulando déficit de US$ 12 bilhões anuais. E a indústria da Defesa segue a mesma tendência. Com as medidas anunciadas, Mercadante avalia que dos dois segmentos podem adquirir capacidade própria de tecnologia e de produção. Já os estímulos destinados à área de TI, segundo o ministro, devem impulsionar "o nosso plano nacional de banda larga".

Para ele, essas medidas são implementadas com atraso no Brasil."Estamos trazendo um instrumento que os Estados Unidos têm há muitas décadas, igualmente países da Europa", disse o ministro que participou do 4º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado em São Paulo no dia 03 deste mês.

As compras governamentais serão realizadas por editais ou por encomendas diretamente às instituições de pesquisa. O governo regulamentou o Artigo 20 da Lei de Inovação permitindo fazer contratação de produtos ou de processos tecnológicos diretamente às empresas.

Outra medida é o aumento de flexibilidade às normas de apoio às Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). Ou seja, as fundações de apoio _ até então restritas a apoiar apenas uma ICT pela Lei de Inovação e pelo marco regulatório _ poderão apoiar outras ICTs. "Dado o crescimento do número de instituições científicas e tecnológicas privadas sem fins lucrativos poderemos dar apoio mais significativo a essas instituições, melhorando a capacidade científica no Brasil", explicou Elias.

Soma ainda ao arcabouço a concessão de bolsas de estudo a 75 mil jovens e a pesquisadores no exterior. Além disso, o governo desonerou a folha de pagamento para o setor de software, pela Medida Provisória 540/11, e adicionou R$ 1 bilhão ao crédito de subvenção da Finep, para R$ 5 bilhões este ano.

Para Elias, o impacto das medidas será decisivo para impulsionar a área de ciência e tecnologia em curto, médio e longo prazos. "As compras governamentais e as encomendas (diretas) surtirão impacto direto sobre a cadeia produtiva e principalmente na produtividade das empresas locais", disse ele. Reiterando as palavras da presidente Dilma Rousseff, ao anunciar o pacote de medidas, Elias declarou que "o governo está dando uma demonstração clara de que a indústria é decisiva para o processo do desenvolvimento brasileiro.

Diante do aumento de empresas beneficiadas pela Lei do Bem, criada em 2005, Mercante afirmou que o governo tem elevado em 38% as desonerações fiscais para os R$ 8 bilhões atuais, beneficiando 875 empresas por ano. É considerado um crescimento acentuado, uma vez que em 2005 os benefícios atingiam apenas de 100 a 200 empresas, segundo o ministro.

Industriais aprovam pacote de medidas, mas querem mais - O pacote de medidas anunciado pelo governo para estimular a área de Ciência e Tecnologia é considerado insuficiente para atender as necessidades inovadoras da indústria. A avaliação é do diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi. Para ele, mais importante do que as medidas, entretanto, é a decisão do governo de reconhecer a indústria como um patrimônio nacional.

Para Lucchesi, a medida mais importante, anunciada até agora, para estimular a inovação industrial é a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) nos moldes da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que alavancou o agronegócio nacional. Segundo ele, a Embrapii pode ajudar o setor industrial a inovar e agregar valor aos produtos fabricados internamente.

Para criar um ambiente propício à inovação das empresas, o diretor da CNI destaca a necessidade de o Brasil implementar a agenda sugerida pela CNI. Dentre os dez pontos inovadores que constam da agenda, ele destaca a necessidade de atrair novos centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de empresas estrangeiras, hoje liderados pela China e Estados Unidos. E o apoio à internacionalização de companhias nacionais e suas respectivas atividades de P&D. Além disso, Lucchesi defende melhorias na infraestrutura e na cultura de propriedade intelectual no País e mais ênfase à formação de recursos humanos qualificados em engenharia, "ciências-duras" e ensino técnico.

Indústria de software - Ainda que reconheça a necessidade de se avançar mais nas políticas de Tecnologia da Informação (TI), o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), Gérson Schmitt, disse que as medidas anunciadas são positivas e representam um avanço na compreensão do Estado sobre a importância estratégica da competitividade em TI. Ele faz um elogio à desoneração da folha de pagamento da indústria de software e às políticas de margem de preferência e de medidas de compensação nas compras públicas.

Ajustes necessários - Schmitt diz, porém, ser necessário fazer um ajuste no artigo 7º da Medida Provisória 540 em que substitui a cobrança de imposto da folha de pagamento pelo recolhimento de 2,5% sobre o faturamento bruto. Assim, beneficiando empresas de software com mão de obra intensiva. Na prática, ele quer o benefício de desoneração da folha de pagamento seja restrito a empresas fabricantes de software e às prestadoras de serviços da área de TI, pois são grandes geradores de emprego. Por outro lado, ele quer que empresas de tal setor - menos geradoras de emprego - como as que atuam nos processos de comercialização, distribuição ou operações (processamento de dados) sejam retiradas da lista desse benefícios. Isso porque elas serão penalizadas pelo novo tributo que incidirá sobre o faturamento bruto, por conta da nova base de cálculo tributário. Trocando em miúdos, a medida beneficia empresas geradoras de emprego, mas onera as que geram pouca mão-de-obra.

"Para quem não tem mão-de-obra intensiva, a medida não é adequada", explica Schmitt.

Baseado em estudo do International Data Corporation (IDC), Schmitt informa a existência de cerca de 80 mil empresas do setor de software no Brasil, das quais 50%, aproximadamente, representam a cadeia comercial. Nesse caso, ele avalia que metade das empresas do setor pode ser prejudicada. Segundo ele, a ABES, que representa 1,1 mil empresas de tal setor, já encaminhou proposta à Comissão de Ciência e Tecnologia (C&T) da Câmara para corrigir o artigo quando avaliar a MP 540.

Ele defende ainda a importância da indústria de software ser eliminada da bitributação ocasionada pela incidência do Imposto Sobre Serviço (ISS), dentre outras medidas. (Viviane Monteiro)

Fonte: Jornal da Ciência, edição impressa - para assinantes

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Para Mercadante, Brasil Maior pode impulsionar inovação


De acordo com o ministro, financiamento do governo em inovação aumentou 
5 vezes em um ano.

O Brasil ocupa a sétima posição no mundo no setor de produção de tecnologias da informação e comunicação. Com as medidas do Plano Brasil Maior, o País pode dar um salto em termos de valor agregado e inovação. A avaliação é do ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, que participou do lançamento do plano, anunciado pela presidente Dilma Roussef, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (2).

O Plano Brasil Maior, do governo federal, estabelece uma política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior para o período de 2011 a 2014. A estratégia é focar no estímulo à inovação e à produção nacional para alavancar a competitividade da indústria nos mercados interno e externo. Nesse contexto, o País se organiza para dar passos mais ousados em direção ao desenvolvimento econômico e social. O plano busca aproveitar competências presentes nas empresas, na academia e na sociedade num esforço de geração de emprego e renda.

Para o ministro Mercadante, o conjunto de medidas "tem que estar associado à visão de longo prazo". De acordo ele, o País será competitivo se tiver capacidade de inovar, se mudar a cultura passiva diante da tecnologia. "Para isso, precisamos também de parcerias criativas entre o Estado e o setor privado. Falo isso porque podemos ampliar o esforço do Estado brasileiro", disse.

A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2011-2014 (ENCTI), do MCT, constituirá a base dos estímulos à inovação. O plano se apoia em três programas voltados para o ensino técnico profissionalizante e de estímulo às engenharias: Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec); Plano Nacional Pró-Engenharia; e o programa Ciência sem Fronteiras, recentemente lançado pelo MCT e pelo Ministério da Educação (MEC).

De acordo com Mercadante, o Ciência sem Fronteiras permitirá a atração de pesquisadores do exterior de alto nível, que conduzirão o Brasil a um salto estratégico de inovação tecnológica. Outros setores que serão beneficiados, segundo o ministro, são o de patentes e de inclusão digital. Ele lamentou que, no mundo, dois terços das patentes venham do setor privado, enquanto no Brasil a maioria é do setor público.

Sobre a inclusão digital, ele disse que o Programa Nacional de Banda Larga permitirá que quase 70 milhões de estudantes tenham acesso ao computador com internet. Para o ministro, o salto de qualidade no sistema educacional será com conteúdo e equipamentos nacionais. "O Brasil está preparado para dar esse salto e nós vamos dar o poder de compra para a inclusão digital nas escolas. Esse poder de compra pode permitir que a gente tenha uma indústria de semicondutores que só 20 países têm e uma indústria de displays que só quatro países do mundo possuem", disse.

Para a presidente Dilma Rousseff, é urgente garantir condições tributárias e de financiamento adequadas ao estímulo dos investimentos produtivos, e que estimulem a geração de empregos. "A indústria nacional tem em mim uma aliada, uma parceira consciente das dificuldades, mas também das potencialidades do nosso setor produtivo", disse. Segundo ela, este é o momento certo de agregação de valor na indústria nacional, de desenvolver tecnologia e inovação.

Finep - Sobre o conjunto de medidas anunciadas para alavancar a indústria nacional, Mercadante destacou o fortalecimento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), entre as medidas do governo que colocam a ciência e a tecnologia como eixos fundamentais do desenvolvimento.

"Hoje estamos mais uma vez fortalecendo a Finep que é um grande instrumento de fomento à inovação. Tivemos, no ano passado, R$ 1 bilhão para a subvenção econômica e de crédito da Finep. Este ano, tivemos no primeiro semestre mais R$ 3 bilhões e, agora, a presidente [Dilma Rousseff] está adicionando R$ 2 bilhões", afirmou o ministro.

"Portanto estamos falando de R$ 5 bilhões, cinco vezes mais do que os valores do ano passado. Isso mostra claramente o compromisso de aprofundar os esforços em direção da inovação", acrescentou o ministro.
(Agência MCT e Agência Brasil)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MDIC divulga detalhes do Plano Brasil Maior


Conheça o detalhamento das medidas da nova política industrial que acaba de ser divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

De acordo com o material de divulgação, a desoneração é um projeto piloto que se estenderá até o próximo ano e terá medidas acompanhadas por um Comitê, formado por governo, sindicatos e setor privado. O plano conta com o regime especial de tributação para o setor automotivo. O incentivo tributário terá como contrapartida investimento, agregação de valor, emprego, inovação e eficiência. Conforme o plano, estão assegurados os regimes regionais e o acordo do Mercosul.

IPI reduzido - O governo decidiu estender por mais 12 meses a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre bens de capital, material de construção, caminhões e veículos comerciais leves. As informações já constam de um site especial do programa feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo o MDIC, outro estímulo ao investimento e inovação é a redução gradual do prazo para devolução dos créditos do PIS/Cofins sobre bens de capital. O prazo que era de 12 meses passará para apropriação imediata. Em relação ao financiamento ao investimento, o governo decidiu estender o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES até dezembro do próximo ano. O orçamento do PSI será de R$ 75 bilhões e serão mantidos os focos em produtos de bens de capital, inovação, exportação e pró-caminhoneiro. Serão incluídos também componentes e serviços técnicos especializados e equipamentos TICs, ônibus híbridos, Proengenharia e Linha Inovação Produção.

Será ampliado o capital de giro para micro, pequenas e médias empresas com novas condições de crédito e prazo. O orçamento passará de R$ 3,4 bilhões para R$ 10,4 bilhões. Segundo o documento, consta a informação de que a taxa de juros é de "10 a 13% ao ano" e o prazo de financiamento de 24 para 36 meses.

Inovação e crédito - De acordo com o Plano Brasil Maior, o BNDES oferecerá uma linha de crédito de R$ 2 bilhões para ampliar a carteira de inovação este ano. A taxa da linha será de 4% a 5% ao ano. Está prevista também a ampliação de orçamento e condições de acesso aos programas setoriais na renovação de programas como Profarma, Pro-aeronáutica e proplástico. Prevê também o financiamento para redução de emissões , com o apoio ao desenvolvimento tecnológico e à comercialização de bens de capital para linha de equipamentos dedicados à redução de gases de efeito estufa.

Importados - O Plano Brasil Maior prevê ainda a modernização do marco legal do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Com isso, o Inmetro ampliará o controle e fiscalização dos produtos importados. Também será ampliado o escopo de certificação do Instituto e implementada a "Rede de Laboratórios Associados para Inovação e Competitividade". Com a modernização do marco legal do Inmetro, o documento com as medidas do Plano Brasil Maior, prevê que haverá maior facilidade em parcerias e mobilização de especialistas externos. 

Produtos nacionais - O governo anunciou, dentro do programa Brasil Maior de política industrial, a regulamentação da lei nº 12.349/2010, que prevê preferências nas compras governamentais para produtos nacionais. Segundo o divulgado hoje pelo MDIC, o foco será nos setores: complexo de saúde, defesa, têxtil e confecção, calçados, tecnologia da informação e comunicação. Com a regulamentação, será criada uma margem de preferência de até 25% nos processo de licitação para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam às normas técnicas brasileiras. As margens serão definidas considerando geração de emprego e renda; além de desenvolvimento e inovação tecnológica realizadas no País.

Veja a íntegra das medidas do Plano Brasil Maior:

Estímulos ao Investimento e à Inovação Desoneração tributária

Redução de IPI sobre bens de investimento:

- Extensão por mais 12 meses da redução de IPI sobre bens de capital, materiais de construção, caminhões e veículos comerciais leves.

Redução gradual do prazo para devolução dos créditos do PIS-Pasep/Cofins sobre bens de capital:

- De 12 meses para apropriação imediata.
Financiamento ao investimento

Extensão do PSI até dezembro de 2012 (BNDES):

- Orçamento de R$ 75 bilhões
- Mantidos focos em bens de capital, inovação, exportação, Pro-Caminhoneiro.
- Novos setores/programas: componentes e serviços técnicos especializados; equipamentos TICs; ônibus híbridos; Proengenharia; Linha Inovação Produção.

Ampliação de capital de giro para MPMEs BNDES Progeren:

Novas condições de crédito e prazo
- Orçamento: de R$ 3,4 para R$ 10,4 bilhões
- Taxa de juro: 10 a 13% a.a.
- Prazo de financiamento: de 24 para 36 meses
- Vigência prorrogada até dezembro de 2012
- Novos setores incluídos (para médias empresas): autopeças, móveis e artefatos

Relançamento do Programa BNDES Revitaliza:

Novas condições de financiamento ao investimento
- Orçamento: R$ 6,7 bilhões
- Taxa fixa: 9%
- Vigência até dezembro de 2012
- Novo setor incluído: autopeças

Criação do Programa BNDES Qualificação:

- Orçamento de R$ 3,5 bilhões
- Apoio à expansão da capacidade de instituições privadas de ensino técnico e profissionalizante reguladas pelo MEC
- Taxa de juros máxima: 8,3% a.a.

Criação de Programa para Fundo do Clima (MMA)/BNDES:

- Recursos para financiar projetos que reduzam emissões de gases de efeito estufa.
Financiamento à inovação

Novos recursos para a Finep:

- Concessão de crédito de R$ 2 bilhões do BNDES para ampliar carteira de inovação em 2011. Taxa de 4% a 5% a.a.

BNDES: crédito pré-aprovado planos de inovação empresas

- Inclusão de planos plurianuais nas linhas de inovação das empresas do BNDES Limite de Crédito Inovação.

BNDES: ampliação dos programas setoriais

- Ampliação de orçamento e condições de acesso aos programas setoriais na renovação: Pro-P&G, Profarma, Prosoft, Pro-Aeronáutica e Proplástico, quando da sua renovação.


BNDES: Financiamento para redução de emissões

- Apoio ao desenvolvimento tecnológico e à comercialização de bens de capital com selo de eficiência energética do Inmetro e para linhas de equipamentos dedicados à redução de emissões de gases de efeito estufa (Fundo Clima - MMA).
Marco legal da inovação


Encomendas tecnológicas:

- Permitir contratos com cláusulas de risco tecnológico previstas na Lei de Inovação.

Financiamento a ICTs privadas sem fins lucrativos:

- Permitir inclusão de projetos de entidades de ciência e tecnologia privadas sem fins lucrativos na utilização dos incentivos da Lei do Bem.

Ampliar o atendimento das fundações de apoio às ICT:

- Permitir que as fundações de apoio atendam mais de uma ICT.

Modernização do Marco Legal do Inmetro:

- Ampliação no controle e fiscalização de produtos importados.
- Ampliação do escopo de certificação do Inmetro.
- Implementação da "Rede de Laboratórios Associados para Inovação e Competitividade".
- Maior facilidade em parcerias e mobilização de especialistas externos.

Financiamento P&D (Lei nº 12.431):

- Incentivo a investidores de títulos mobiliários de longo prazo e Fundos de Participação voltados para projetos de investimentos em PD&I (redução de alíquota do IR incidente sobre os rendimentos auferidos pelo aplicador).

Desoneração das exportações

Instituição do Reintegro:

- Devolução de créditos de PIS/COFINS até 4% do valor exportado de manufaturados acumulados na cadeia produtiva, que hoje não dão direito a crédito.

Ampliar o ressarcimento de créditos aos exportadores:

- Mais agilidade aos pedidos de ressarcimento de R$ 13 bilhões dos 116 maiores exportadores.
- Processamento automático dos pedidos de ressarcimento e pagamento em 60 dias a empresas com escrituração fiscal digital, a partir de outubro de 2011.
- Escrituração fiscal digital obrigatória, a partir de março de 2012.
Defesa comercial

Intensificação da defesa comercial: antidumping, 
salvaguardas e medidas compensatórias:

- Redução de prazos: de 15 para 10 meses (investigação) e de 240 para 120 dias (aplicação de direito provisório).

Combate à circunvenção:

- Extensão de direitos antidumping ou de medidas compensatórias a importações cujo objetivo seja reduzir a eficácia de medidas de defesa comercial em vigor.

Combate à falsa declaração de origem:

- Indeferimento da licença de importação no caso de falsa declaração de origem, após investigação.

Combate a preços subfaturados:

- Fortalecimento da fiscalização administrativa dos preços das importações, para identificação de casos de subfaturamento.

Aperfeiçoamento da estrutura tarifária do Imposto de Importação com foco na Política:

- Apoiar, no âmbito do Mercosul, a proposta de criação de mecanismo para permitir aumento do imposto de importação.

Aumento da exigência de certificação compulsória:

- Instituição (ou ampliação) de tratamento administrativo para importações de produtos sujeitos à certificação compulsória e fortalecimento do controle aduaneiro desses produtos, mediante cooperação entre Inmetro, Secex e Receita Federal.

Fortalecimento do combate a importações ilegais:

- Acordo de cooperação MJ-MDIC para combater a violação de propriedade industrial e de certificação compulsória

Suspensão de ex-tarifário para máquinas e equipamentos usados:

- Revisão da Resolução CAMEX suspendendo a concessão de ex-tarifário para bens usados.

Quadruplicar o número de investigadores de defesa comercial:

- Ampliar de 30 para 120 o número de investigadores de defesa comercial.
Financiamento e garantia para exportações

Criação de Fundo de Financiamento à Exportação de MPME - Proex Financiamento:

- Fundo de natureza privada criado no BB para empresas com faturamento de até R$ 60 milhões.
- A União é o principal cotista (aporte inicial), mas outras instituições poderão fazer parte do fundo.
- Alimentado com os retornos futuros do Proex Financiamento.
- Aprovação na alçada do BB.
- FGE: sistema informatizado para emissão de apólice on line BB.

Enquadramento automático Proex Equalização:

- Definição de spreads de referência que terão aprovação automática nas exportações de bens e serviços.
- Empresas com faturamento de R$ 60 a R$ 600 milhões continuarão com condições de financiamento equiparadas ao Proex Financiamento.

FGE limite rotativo instituições financeiras - países de maior risco:

- Fundo de Garantia à Exportação com limite de US$ 50 milhões ao ano para exportação de bens manufaturados.
Promoção comercial

Entrada em vigor do Ata-Carnet:

- Facilitação da circulação dos bens em regime de admissão temporária (sem a incidência de tributos).

Estratégia Nacional de Exportações:

- Adoção de estratégia de promoção comercial por produtos/serviços prioritários em mercados selecionados e adoção dos Mapas de Comex por Estado.

Desoneração da folha de pagamento
Projeto piloto até 2012, terá medidas acompanhadas por um comitê tripartite formado por governo, sindicatos e setor privado. Setores intensivos em mão-de-obra:
- Confecções
- Calçados e artefatos
- Móveis
- Software
Regime especial setorial

Automotivo: criação de um novo regime
- Incentivo tributário como contrapartida ao investimento, agregação de valor, emprego, inovação e eficiência.
- Assegurado os regimes regionais e acordo do Mercosul.

Compras governamentais

Regulamentação da Lei 12.349/2010:

- Institui margem de preferência de até 25% nos processos de licitação para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam às normas técnicas brasileiras.
- Foco nos setores: complexo de saúde, defesa, têxtil e confecção, calçados e tecnologia da informação e comunicação.
- As margens serão definidas levando em consideração: geração de emprego e renda e desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País.

Harmonização de políticas de financiamento

Acordo entre bancos públicos para estabelecer condições de financiamento convergentes de incentivo à produção.

Fonte: Agência Estado com MDIC