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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Angelo Padilha é nomeado presidente da Cnen


Engenheiro de materiais, Angelo Padilha iniciou suas atividades profissionais no Instituto de Energia Atômica (IEA), atual Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

O professor Angelo Fernando Padilha é o novo presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclerar (Cnen). Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (20). Atuando em pesquisa, desenvolvimento e inovação de materiais para reatores nucleares há mais de 35 anos, Padilha é natural de Novo Horizonte, em São Paulo, tem 59 anos, é casado e pai de dois filhos.

Formado em engenharia de materiais na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em 1974, Angelo Padilha iniciou suas atividades profissionais no Instituto de Energia Atômica (IEA), atual Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), unidade da Cnen em São Paulo, onde permaneceu por 13 anos.

Em 1977 obteve o mestrado na Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) e em 1981 cursou seu doutorado com bolsa da Cnen na Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade de Karlsruhe, na Alemanha. Sua tese abordou os materiais para o elemento combustível do reator rápido regenerador alemão SNR-300.

Em 1988 foi contratado como docente pela Poli, onde obteve os títulos de professor livre-docente e professor titular. Orientou cerca de 40 dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas na Poli, no Ipen, na Unicamp e na Alemanha. Padilha também foi pesquisador visitante no Centro Nuclear de Karlsruhe, no Instituto Max Planck de Stuttgart, na Universidade do Ruhr de Bochum e professor visitante na University of Wales Swansea, no Reino Unido.

Pesquisador do CNPq há quase 20 anos, recebeu vários prêmios científicos nacionais e internacionais, coordenou vários projetos de pesquisa e desenvolvimento, foi consultor de várias empresas e assessor de diversas agências de fomento. Na área nuclear, fez parte da equipe que projetou o primeiro reator nuclear brasileiro de potência (para propulsão nuclear), foi consultor técnico da INB - Indústrias Nucleares do Brasil e do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTM-SP).

Fonte: Ascom da Cnen

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cientistas esperam que próximo presidente resolva gargalo da inovação tecnológica


Um antigo gargalo no setor de ciência e tecnologia que, segundo cientistas e pesquisadores, impede a interação entre as universidades e as empresas privadas na produção de novas tecnologias para o país, terá que ser resolvido pelo próximo presidente da República.

Para Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC - que congrega mais de dois mil pesquisadores, professores e estudantes - o próximo ocupante do Palácio do Planalto deve estimular a criação de institutos capazes de promover essa integração.

Segundo ele, as universidades federais e estaduais são as principais produtoras de pesquisa no país. Porém, poucos experimentos conseguem sair dos laboratórios e chegar ao setor privado para agregar valor a matérias-primas ou inovar os produtos e processos.

Raupp cita, como exemplo bem-sucedido dessa interação, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo o presidente da entidade, a Embrapa consegue interagir com a academia e os agricultores, tornando-se um dos pilares para o agronegócio brasileiro ganhar competitividade no cenário mundial.

"Pode ser uma empresa ou um sistema de instituto voltado a intermediar as demandas do setor privado com o que é produzido nas universidades.", disse o físico. De acordo com ele, um dos entraves é a atual legislação, que precisa ser alterada para propiciar tal prática.

O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, defende mais incentivos fiscais para estimular a inovação dentro das fábricas. "É preciso facilitar a participação do pesquisador nos programas de desenvolvimento de pesquisas no setor privado", afirmou o matemático.

Atualmente, as leis do Bem e da Inovação e outras medidas legislativas concedem benefícios fiscais para quem investe em inovação e desenvolvimento tecnológico, como isenção no Imposto de Renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Guilherme Marco de Lima, defende os projetos de parcerias a longo prazo e reclama que os atuais mecanismos de financiamento para a inovação não acompanham o ritmo do processo da iniciativa privada.

"As datas de muitos editais [com recursos para financiar desenvolvimento tecnológico], por exemplo, não coincidem com o período de formulação de projetos das empresas", disse.

Outro desafio, segundo Lima, é que haja fomento para todas as fases de inovação de um produto, desde o estudo até chegar ao consumidor. A Anpei tem 166 associados, sendo empresas, entidades e pessoas físicas.

Atualmente, cerca de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil - vão para a produção científica e tecnológica, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em outros países, como Japão, esse percentual é superior a 2%. O Brasil responde por 2,7% da produção científica mundial, ocupando a 13ª posição no ranking internacional.

Fonte: Jornal da Ciência/Agência Brasil