
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Indústria Farmacêutica que Descobre Fármacos: Produção de mitos ou medicamentos de fato?

Para escrever o livro, Dra. Angell se fundamentou em documentos oficiais, artigos acadêmicos e reportagens de jornais e revistas de relevo internacional. Todas as suas denúncias possuem um embasamento científico. Ao mesmo tempo em que aponta os problemas, Marcia Angell apresenta propostas de como a indústria farmacêutica pode ser reformulada.
Em seu livro, Dra. Angel revela que os laboratórios farmacêuticos precisam ocultar a origem "pública" de seus medicamentos, para desviar a atenção de seus maiores gastos, que são referentes ao marketing e administração. Informações importantes a respeito dos números da indústria farmacêutica são mantidas sob sigilo, principalmente porque o custo com P&D, por ser dedutível do imposto de renda, é inflado por outras atividades.
Segundo Márcia Angell, o mito do P&D* é melhor forma encontrada pela indústria farmacêutica para justificar os altos preços dos medicamentos e o conseqüente monopólio das patentes. Devido à crise da inovação, atualmente os laboratórios farmacêuticos contratam "exércitos" de especialistas para vasculhar instituições acadêmicas e pequenas empresas de biotecnologia em busca de medicamentos para licenciar.
PROPOSTA: Aprovar uma legislação que exija uma auditoria na "caixa-preta" dos custos da indústria farmacêutica que descobre fármacos para a concessão de novas patentes.
STF adia mais uma vez julgamento do diploma
Paulo Pimenta, que é jornalista formado, mostrou-se indignado com o julgamento do fim de diploma para profissão. Ele disse que, além da desregulamentação da atividade profissional, o tema interessa somente ao poder econômico. “Significa impor barreiras para a educação e limitar a qualidade do ensino superior”. Para o petista, a não obrigatoriedade do diploma significa o fim das faculdades de jornalismo, da pesquisa e da reflexão acadêmica. “Acontece no momento em que as tecnologias inovam, são complexas, e precisamos ter profissionais qualificados que, do ponto de vista dos aspectos humanos e do direito ao contraditório, tenham em sua formação conhecimentos básicos que permitam o exercício desta profissão a partir de princípios éticos fundamentais”, disse. O deputado citou pesquisas segundo as quais 74,3% da população é a favor do diploma de jornalista.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) também defendeu a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. “Derrubar a exigência de formação superior específica em jornalismo é algo que não interessa à sociedade brasileira. A população tem direito de receber informações apuradas por profissionais com formação apropriada. Dizer que o diploma ameaça a liberdade de expressão é uma falácia”, disse.
Melhora o acesso à educação no Brasil
terça-feira, 9 de junho de 2009
Jornalistas acompanham julgamento com manifestação

Jornalistas, professores e estudantes de Jornalismo realizam manifestação em defesa da formação específica e de nível superior para o exercício da profissão nesta quarta-feira, dia 10, em Fortaleza. O ato será a partir das 11 horas ao lado da Assembleia Legislativa do Ceará, no cruzamento das avenidas Desembargador Moreira e Pontes Vieira. Parlamentares cearenses também estão sendo convidados a participar e a se manifestar em favor da regulamentação da profissão de jornalista.O julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista, foi incluído na pauta da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia 10 de junho. A sessão será transmitida ao vivo, a partir das 14 horas, na sede do Sindjorce (Rua Joaquim Sá, número 545, Dionísio Torres). As diretoras Déborah Lima (presidente) e Fátima Medina (ação sindical) acompanham o julgamento em Brasília.O diretório acadêmico Liberdade de Expressão, do curso de Jornalismo das Faculdades Cearenses (FAC), realiza manifestação com faixas e panfletagem em frente à faculdade (Av. João Pessoa, 3884 - Damas) nesta terça (dia 9), a partir das 18h30min. “Os atores que querem derrubar o diploma são os mesmos que disseminam na sociedade argumentos falaciosos de que a obrigatoriedade cerceia a liberdade de expressão. O que eles não dizem é que o jornalismo tem como principal função informar, para que o cidadão ou a cidadã forme sua opinião”, diz a nota que está sendo distribuída pelo DA da FAC.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Portadores de doença grave têm direito a isenção de impostos
Lula cria mais duas alíquotas de Imposto de renda
OS DOIS LADOS DA MOEDA

IVANALDO XAVIER
A vida as vezes nos reserva experiências que não estamos esperando e também nos coloca em situações vexatórias, inglórias e engraçadas. Existem situações permeadas por fatos lamentáveis, mas que vêm recheada de humor. É o típico humor negro ou a famosa tragicomédia. Tais situações nos revelam que, na realidade, a vida tem essa faceta, dois lados de uma mesma moeda: tristeza e alegria ou vice-versa.
Na verdade, ou seria puramente mentira, tudo na vida tem os dois lados. Depende agora de quem está lendo: se concorda ou discorda do que estou afirmando. É simplesmente a confirmação do que estou dizendo. Tudo tem dois lados. Existem duas verdades para um mesmo fato, mas somente uma corresponde fielmente ao fato. Contudo, nenhuma delas é mentira. Parece complicado, mas não é. Isso se chama “mito da objetividade” e está presente em todas as matérias jornalísticas.
Mas, fugindo um pouco do sério e voltando ao humor, na realidade das pessoas também existe a relatividade que nos coloca frente aos dois lados da vida, que às vezes chega a ser cruel e até preconceituoso. Senão vejamos: um pobre desprovido de beleza é feio, já um rico tem uma beleza exótica (rico nunca é feio); um pobre com estranhas manias é doido e um rico é excêntrico; um pobre que rouba é ladrão e um rico é cleptomaníaco. Existem mil exemplos que poderíamos citar aqui, somente para ilustrar os dois lados da vida. A riqueza e a pobreza são apenas mais dois lados da mesma moeda. Apenas, um é cruel.
Na verdade (mais uma verdade de dois lados?), se a vida é um jogo de cara ou coroa, alguma coisa nesse jogo está errado, pois quando a maioria da população nasce e a moeda é jogada, quase sempre cai com o lado da pobreza virada para cima, como se a moeda estivesse viciada pelo lado ruim da vida e sempre insistisse em cair do mesmo lado, quebrando um pouco essa coisa que nos diz que a vida tem sempre dois lados. Se isso é verdade, existem mesmo um lado viciado.
No trabalho, o pobre do operário, quando faz bem as tarefas que são de sua obrigação, recebe o rótulo de esforçado e o chefe, quando todos os seus subordinados ou a sua maioria são “esforçados”, recebe logo o rótulo de competente. Pobre correndo é ladrão e a polícia procura logo parar para averiguações e rico correndo é atleta praticando cooper. Pobre pedindo desconto é mesquinho e rico é comedido. São os dois lados de uma cruel moeda, que começo a suspeitar, tem na realidade um só lado e essa realidade é que pode ter dois lados, quem sabe? Na verdade, as moedas é que existem aos milhares, mas estão nas mãos de poucos.
No mundo em que a moeda de um lado indica a grande riqueza de poucos e do outro a miserável pobreza de muitos, alguma coisa está errada e precisa urgentemente de uma solução para que volte ao equilíbrio, pois uma demora maior pode provocar outras distorções mais graves e distúrbios sociais mais profundos do que os que já existem.
Na realidade, essa tragicomédia somente serve aos interesses de uns poucos abastados e demonstra a miserável situação de uma maioria: o lado podre da moeda nunca recebeu polimento e já está corroída pela abundante falta de caráter de homens (os dois gêneros) públicos que têm na mentira a sua verdadeira profissão e são, na verdade, uma moeda também de dois lados: o lado bonito que se apresenta para pedir voto e o lado sujo, que trabalha na surdina em busca de seus próprios interesses monetários. Vamos aprender a olhar sempre os dois lados da moeda.
domingo, 7 de junho de 2009
“Uma garrafa de vinho é um ser vivo...
...que reage ao mundo que lhe rodeia”.
Por um triste acaso, ou infelicidade das circunstâncias, o cinema nunca teve pretensões suficientes em mostrar um pouco mais sobre o vinho, ou mais ainda, sobre seus apreciadores, amantes, degustadores... Essa divina arte de poucos, e para poucos, será devidamente homenageada neste sábado, dia 13/06, às 19:00h pelo Cineclube Mossoró. Orgulhosamente faremos a exibição do filme SIDEWAYS – Entre Umas e Outras. Como sempre, ao fim do filme realizaremos o costumeiro debate sobre o filme e suas impressões causadas.