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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Comitiva vai à Ucrânia ver avanços do Cyclone-4


Equipe parte amanhã (2) para visitar fábricas e órgãos ucranianos.

Entre os dias 2 e 9 de julho, uma comissão técnica do Brasil, chefiada pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, visitará empresas, fábricas e órgãos ucranianos. O objetivo é acompanhar in loco os trabalhos de desenvolvimento e produção do veículo lançador de satélites Cyclone-4 e verificar o andamento do projeto que resultou do Tratado de Cooperação assinado em 2003.

O Tratado entre os dois países prevê lançamentos de satélites comerciais, por meio do foguete ucraniano Cyclone-4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Uma das responsabilidades da Ucrânia é o desenvolvimento do foguete. No entanto, o cronograma precisa de avaliação e acompanhamento mais detalhados para suportar decisões importantes a serem tomadas pelas autoridades brasileiras. "Um acordo de cooperação deve ser equilibrado. Com a visita, desejamos saber como a Ucrânia está executando sua parte e verificar meios para equiparar o projeto", afirmou Raupp.

Além de Raupp, a comissão será composta pelos diretores da Agência Espacial Brasileira, Himilcon Carvalho e Nilo Andrade; pelo chefe do Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Petrônio Noronha de Souza; pelo diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Francisco Pantoja; e pelos servidores do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial Mario Niwa, Alvani Adão da Silva, Cristiane Pagliuco e Wladimir da Silva.

Fonte: Ascom da AEB

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ministro se reúne com ucranianos para discutir cooperação bilateral


A expectativa é a de que o primeiro voo do foguete brasileiro-ucraniano 
Cyclone-4 ocorra até dezembro de 2012.

A cooperação bilateral Brasil-Ucrânia foi discutida nesta terça-feira (26) no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Pela primeira vez neste ano, o ministro Aloizio Mercadante se reuniu com os representantes da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) e com o presidente da Agência Estatal Espacial da Ucrânia (Nsau), Yuriy Alexeyev.

Mercadante fez questão de lembrar que o projeto de lançamento de foguetes é estratégico para o Brasil. "Apesar de vivermos em um período de reajuste fiscal os projetos prioritários não terão cortes", explicou o ministro. "Precisamos cumprir o cronograma. Não há mais espaço para erros."

Entre maio e junho, o presidente da Nsau prometeu enviar o cronograma ucraniano para o aporte de recursos no projeto. "Temos o apoio do nosso primeiro ministro [Nikolai Azarov] e do presidente [Vicktor Yanukovich]. O projeto é benéfico para os dois países e os prazos serão cumpridos", garantiu Alexeyev.

Para o Brasil, a parceria garantirá a troca de experiência e de tecnologia na construção de foguetes. A Ucrânia será beneficiada pelo uso da base de lançamento de foguetes em Alcântara (MA). O local é considerado privilegiado por estar próximo à linha do Equador, o que garante boas condições climáticas e um menor custo para impulsionar o foguete até a órbita.

A expectativa é a de que o primeiro voo do foguete brasileiro-ucraniano Cyclone-4 ocorra até dezembro de 2012. Desde 2003, os países já investiram juntos cerca de US$ 170 milhões. Segundo Mercadante, a cooperação pode ser ampliada. "A Ucrânia tem conhecimentos também na construção de satélites. A médio prazo precisaremos de um satélite geoestacionário para ajudar na previsão do tempo e integrar o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres", disse.

Participaram também do encontro, o secretário-executivo do MCT, Luiz Elias, o diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, e os presidentes da ACS Reinaldo Melo e Oleksander Serdyuk.

Fonte: Ascom do MCT

segunda-feira, 28 de março de 2011

Presidente da AEB discute cooperação espacial na Alemanha


O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, chega hoje (28) em Munique, Alemanha, onde se incorpora à comitiva do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) chefiada pelo Brigadeiro Ailton Pohlmann. Até quinta-feira (31) a delegação visita a Agência Espacial Alemã (DLR), onde discute aspectos da cooperação entre DLR e o DCTA em relação ao programa de foguetes de sondagens como o VSB-30.

O VSB-30 é resultado de uma parceria entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Espacial Alemã (DLR), que financiou parte do seu desenvolvimento. O foguete foi desenvolvido pelo IAE para atender ao Programa Brasileiro de Microgravidade, coordenado pela AEB, e ao Programa Europeu de Microgravidade da Agência Espacial Européia (ESA), com o objetivo de substituir os foguetes britânicos Skylark, cuja produção está descontinuada.

O VSB-30 é um foguete de sondagem, de dois estágios, não-guiado, sendo estabilizado por empenas e lançado por meio de trilhos. No seu primeiro estágio, há um propulsor booster, chamado S31 e o segundo com um propulsor S30, de emprego também nos VS-30, VS-30/Orion e Sonda 3. Ambos propulsores são alimentados com propelente sólido composite a base de polibutadieno hidroxilado e têm envelopes-motores feitos em aço SAE 4140.

A massa da carga útil influencia no apogeu e no período de microgravidade, podendo o valor nominal de 400kg variar.

Em fevereiro de 2004, a empresa canadense Bristol Aerospace havia oferecido ao consórcio europeu um voo gratuito do veículo Black Brant, visando o fornecimento dos veículos seguintes, de modo a substituir o VSB-30 e o VS-30. Uma parte dos integrantes do consórcio passou a desejar essa solução, mas a DLR se manteve firme na defesa do VSB-30.

O sucesso do VSB-30 foi ratificado em 2009 quando recebeu certificação do Instituto de Fomento Industrial (IFI) se tornando o primeiro foguete certificado pelo País.

O VBS-30 é lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e do Centro de Lançamento de Kiruna no campo de Esrange, Suécia. Até o momento já ocorreram 10 lançamentos, todos com sucesso. O primeiro VSB-30 foi lançado em 23 de outubro de 2004 na base de Alcântara (MA). Nos próximos dias estão previstos mais dois lançamentos do foguete no Centro de Lançamento de Kiruna.

Fonte: Ascom do MCT

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Estudo sugere órgão espacial único

Com 74 páginas, o documento, que foi elaborado por 50 especialistas, sendo 35 consultores da iniciativa privada e das principais instituições de pesquisa espacial do país, ressalta a necessidade de um programa espacial mais adequado à grandeza territorial e econômica do país e sugere medidas de curto prazo, que devem ser tomadas para que o país possa avançar nessa área.

A associação propõe, entre outras coisas, a fusão da Agência Espacial Brasileira (AEB) e dos órgãos do setor (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, e o Instituto de Aeronáutica e Espaço, o IAE) em uma única agência. Na nova estrutura, a agência faria a condução da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais. Para isso, a AAB recomenda que a agência tenha uma posição supraministerial que, segundo os autores do documento, facilitaria a coordenação e a integração das atividades espaciais e permitiria uma atuação mais ampla.

"A AEB hoje controla o orçamento do programa espacial, mas não tem autoridade dentro do organograma do setor. Hoje, o nosso programa está sem foco, é um conjunto de atividades desconexas, sem metas claras e sem horizonte", afirma o presidente da AAB, Paulo Moraes. O relatório da AAB foi dividido em cinco tópicos: missão, meios de acesso ao espaço, recursos materiais, humanos e financeiros , política industrial e institucionalidade.

Segundo ele, o documento não tem o intuito de criticar nenhum projeto específico. "Nosso trabalho tem o objetivo de se tornar mais uma contribuição para o setor e gostaríamos que ela fosse considerada dentro do processo de discussão e reavaliação do Programa Nacional das Atividades Espaciais, em curso no âmbito da Agência Espacial Brasileira.

Iniciativa similar foi feita também no dia 30 pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, que lançou um estudo sobre a "Política Espacial Brasileira". O estudo faz um diagnóstico do setor no Brasil e propõe medidas de estímulo à pesquisa e à produção espacial no país.

Uma questão crucial que deve ser resolvida no curto prazo, segundo o presidente AAB, está relacionada à perda de recursos humanos do programa espacial brasileiro, que vem se agravando com a elevação da faixa etária dos servidores. "Para a fixação desses profissionais deve ser implantado, num prazo de cinco anos, um plano de carreira, com metas para ascensão tangíveis e política salarial atrativa e perene", conclui o documento da AAB.

A continuidade e a ampliação do programa espacial, na visão da AAB, dependem ainda de fatores como o acréscimo de recursos financeiros e também um envolvimento mais efetivo da indústria nacional. "Nos últimos 30 anos, os recursos orçamentários foram concentrados na infraestrutura e pouco foi destinado para o desenvolvimento e capacitação da indústria brasileira."

As restrições orçamentárias também são apontadas pelo estudo da AAB como grande obstáculo ao avanço do programa espacial no Brasil. A Associação aponta como alternativas para os investimentos no programa os fundos setoriais, como o CT Espacial e o Funtel, subvenções econômicas, financiamentos externos, parcerias público-privadas, acordos de compensação para compras no exterior, além da comercialização de serviços e produtos gerados pelos centros de pesquisa do setor.
(Virgínia Silveira)

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Lançado, no CLA, o foguete de treinamento Orion V3


Como parte das atividades de preparação para o lançamento do foguete de médio porte VSB-30, previsto para acontecer sábado, dia 11, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), foi lançado, às 14h18 de segunda-feira, dia 6, o foguete de treinamento Orion V3.

A atividade, que integra a Operação Maracati II, foi considerada um sucesso e confirmou as possibilidades para o lançamento do VSB-30 no sábado, missão que levará para testes em microgravidade experimentos científicos.

Com cerca de cinco metros de comprimento, o Orion atingiu o apogeu de 104km/s e teve uma trajetória de 316 segundos. Com a atividade, foi possível testar os sistemas de telemetria localizados no Centro de Lançamento de Alcântara, no município de Raposa, e também no Centro de Lançamento Barreira do Inferno, em Natal (RN), que participou do monitoramento das atividades.

Também foi possível fazer a checagem de todos os radares, o que dará mais segurança para o lançamento do VSB-30, operação que tem necessidade da recuperação da carga útil para comprovar a validade dos experimentos que serão testados no espaço.

Inicialmente, as atividades realizadas ontem seriam apenas uma cronologia simulada com possibilidade de lançamento por causa das boas condições meteorológicas. Como todos os procedimentos da cronologia foram bem-sucedidos, o lançamento foi confirmado. A operação de ontem foi orçada em R$ 180 mil e trata-se de uma parceria entre a Agência Espacial Brasileira e a Agência Espacial Alemã.

"Nós tínhamos marcado a data oficial de lançamento para esta terça-feira [hoje], mas percebemos que na cronologia simulada prevista para hoje [ontem], tínhamos possibilidades reais de lançamentos e isso foi confirmado", explicou o comandante da Operação Maracati II, coronel Eudy Carvalhaes da Costa e Silva, acrescentando que, com o lançamento do Orion, as equipes terão mais tempo para se dedicar aos critérios estabelecidos para o VSB-30.

"O VSB-30 é mais trabalhoso, a cronologia simulada dele demora cerca de 10 horas para testar todos os equipamentos e, por isso, é necessário uma série de cuidados para que o lançamento seja um sucesso", disse.

VSB-30

Na segunda parte da Operação Maracati II, prevista para sábado, o foguete VSB-30, desenvolvido por técnicos brasileiros e que integra o programa de Microgravidade da AEB, vai levar para testes cerca de 10 experimentos desenvolvidos por universidades, institutos de pesquisas e alunos do ensino fundamental que fazem parte dos programas desenvolvidos nas escolas pela AEB.

Grande parte dos experimentos são ligados às áreas de tecnologia, biologia e alguns diretamente relacionados ao desenvolvimento de sistemas para atividades espaciais. De todos que serão lançados, apenas um não necessita da recuperação da carga útil para a obtenção dos dados da pesquisa, por causa disso, há uma grande preocupação das equipes responsáveis pelo resgate da carga útil que cairá com um sistema de pára-quedas permitindo assim um maior tempo de flutuação em alto mar e será recuperada por uma equipe composta por um navio e dois helicópteros.

"A carga cairá com um sistema de pára-quedas que é maior e isso permite que a queda seja mais lenta e o resgate tem equipes da Aeronáutica e suporte da Marinha do Brasil", contou o coordenador de operações de resgate, tenente-coronel Lincoln Silva Senra.

Caso não seja lançado no sábado, por causa de condições meteorológicas, a campanha tem até o dia 15 deste mês para conseguir efetuar o lançamento, mas, segundo o coordenador-geral da campanha, coronel Eudy Carvalhaes, existem grandes possibilidades de que a atividade seja realizada no sábado. "Há muitas possibilidades, mas é claro que dependemos de condições de velocidade e direção dos ventos, e essas condições só serão avaliadas no dia da primeira tentativa", observou.

Fonte: O Estado do Maranhão