sexta-feira, 4 de março de 2011

Museu promove concurso de vídeo de difusão científica


Inscrições abertas para o Minuto Científico, concurso de vídeos 
de difusão científica latinoamericana e caribenha.

Organizada pelo Museu Exploratório de Ciências (MC), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a premiação será dia 30 de maio, na 12ª Reunião Bienal da Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia na América Latina e no Caribe (RedPop), realizada em Campinas (SP).

Com o tema "Transformação", o concurso aceita trabalhos nas categorias Jovem, para participantes com até 18 anos de idade, e Adulta. Os vídeos com duração entre 60 e 120 segundos, devem ser inscritos em apenas uma das três grandes áreas do conhecimento: ciências humanas e sociais, exatas e tecnológicas e biológicas. Para cada vídeo submetido, o participante deve encaminhar um resumo de até 250 palavras, link da produção no Youtube, declaração de posse e cessão de direitos autorais e ficha técnica da obra.

A inscrição vai até 11 de março, na página da 12ª Bienal da Red Pop (http://www.mc.unicamp.br/redpop2011) e custam US$ 10, ou o seu valor correspondente em reais. Os interessados podem inscrever quantos trabalhos desejar, sendo necessário efetuar o pagamento da taxa de inscrição para cada vídeo enviado.

Os trabalhos serão premiados nas categorias Jovens e Adultos, em cada uma das áreas de conhecimento. Para cada obra vencedora, o prêmio é de US$ 500. Além disso, os vídeos premiados têm garantida a sua exibição nos portais: Revista Fapesp Online, 17ª Mostra Ver Ciências e Museu Exploratório de Ciências.

O Minuto Científico objetiva estimular, localizar e qualificar a produção espontânea, dispersa ou institucional no âmbito da divulgação e difusão científica, que pode ocorrer por iniciativas individuais ou institucionais diversas, tais como, escolas, universidades, museus de ciência e tecnologia, sites, ONGs, centros culturais, empresas de base científica e tecnológica, entre outros.

Organizado pelo MC, associado à Red Pop, o concurso é promovido com apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCT), do Rio de Janeiro

Fonte: Agência MCT

União das instituições de C&T fortalece a Amazônia


Ampliar os investimentos públicos federais em CT&I, estimular uma política pública para a fixação de doutores na Amazônia e atrair para a região empresas com base tecnológica, foram alguns dos pontos debatidos durante o Fórum Regional Norte do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti).

O evento, que aconteceu nesta quinta-feira (3), no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), contou com a participação de representantes das secretarias de Ciência e Tecnologia e das Fap's dos estados de Roraima, Amapá, Rondônia, Tocantins e Amazonas. Durante o encontro, foi discutida a aplicação do Plano Nacional de C&T para a região Norte e foram traçadas as diretrizes de um documento oficial, contendo 15 tópicos, que será entregue ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na próxima reunião do Conselho, nos dias 31 de março e 01 de abril, em Palmas (TO). Este evento contará também com a participação do presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação (CCT) do Senado Federal, Senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

O Fórum foi realizado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas. O titular da secretaria, Odenildo Sena, ressalta que é preciso haver uma maior união entre os estados do Norte para que haja, de fato, desenvolvimento. "Imagine quantas ações poderíamos realizar para a Amazônia somando competências?".

Uma das mais relevantes propostas aprovadas foi a implantação de um fórum permanente e atento de secretários e dirigentes de fundações de amparo à pesquisa da região Norte. "Precisamos inserir um representante do Norte em comitês importantes que definem para onde vão os recursos", ressalta Odenildo, autor da sugestão. Ele destaca ainda que é preciso ocupar espaços já criados, como as parcerias com o CNPq, a Capes e o INCT. "Mas, para isso, precisamos nos fortalecer, nos unir e cuidar constantemente de nossos interesses".

Ele destaca, ainda, a necessidade de efetivar os interesses especificamente da região amazônica. "Todo o mundo se encanta com a Amazônia, mas efetivamente pouca coisa tem sido efetivada e o que tem sido feito é por esforços locais". O Diretor de Ciência e Tecnologia do Estado de Tocantins, Alan Rickson Andrade, também defende a ideia e afirma: "precisamos provocar as instituições federais para que elas possam trazer investimentos para fortalecer a região"; seguido do secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Amapá, Antônio Cláudio Almeida: "precisamos nos fortalecer, unindo esforços para tirar da floresta a sustentabilidade econômica dos estados".

Participação das FAP's

A presidenta da Fapeam, Maria Olívia Simão, salienta que a presença das FAP's num fórum que se discute as temáticas, as fragilidades e as potencialidades da Amazônia é extremamente importante. "Encurta o tempo de debate e confronta diferentes visões, permitindo alavancar cada vez mais ciência e tecnologia na região", disse.

Quanto ao movimento instalado na Amazônia, com o lançamento das FAP's do Amapá, em janeiro, de Tocantins, ainda no mês de março, e, futuramente, a de Rondônia, Olívia destaca que o setor político está enxergando o quanto é estratégico ter "ciência e tecnologia como eixo transversal de apoio ao desenvolvimento sustentável". Para a dirigente da Fapeam, há uma percepção, principalmente na Amazônia, de que o desenvolvimento sustentável só é possível com o conhecimento das riquezas da biodiversidade e da diversidade social da região.

Fonte: Comunicação SECT-AM

Estudo do CGEE e Cepal analisa seis décadas de crescimento econômico


O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) concluiu um estudo inédito sobre o desenvolvimento econômico de 14 países asiáticos e latino-americanos no período de 1950 a 2007. O documento, produzido em parceria com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), contém análise de especialistas brasileiros que permitem compreender, por exemplo, o crescimento acelerado da China, a estagnação da Venezuela e a industrialização da Coréia.

"Padrões de desenvolvimento econômico: um estudo comparado de 14 países" analisa e compara o desenvolvimento econômico das sete maiores economias da América Latina e do Caribe (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela), e seis entre as maiores economias em desenvolvimento da Ásia (China, Coréia, Filipinas, Índia, Indonésia e Tailândia), além da Rússia, único país incluído na análise cujo território se estende até a Europa. O estudo teve duração de aproximadamente um ano e meio.

Os sete latino-americanos avaliados concentram 77% da população e quase 90% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe. Já os seis asiáticos detêm 76% da população e cerca de 40% do PIB do continente. "O documento representa mais que uma base de dados completa, pois contempla uma análise aprofundada desses dados", afirma o diretor do CGEE e supervisor do projeto, Antonio Carlos Galvão. "Pode ser o início de um grande debate sobre economia do desenvolvimento entre especialistas desse conjunto especial de países", diz.


Para o lançamento do livro, com data a ser definida, o CGEE organizará um seminário internacional, em Brasília, com a presença de representantes dos países e tradicionais analistas da economia do desenvolvimento. O estudo comparativo do CGEE e da Cepal analisa as formas específicas com que cada país exibiu capacidade de investir e crescer de forma sustentada ao longo das últimas décadas, ou deixou de fazê-lo por um período longo. O modelo analítico foi concebido com o objetivo de equiparar as distintas bases de dados de forma a permitir a comparação rigorosa entre as 14 nações. A partir deste alicerce único e compatível, tornou-se possível identificar semelhanças e diferenças entre os países.

O estudo, sob a coordenação técnica do economista Ricardo Bielschowsky, da Cepal, distingue três períodos. Primeiro, o de crescimento com industrialização, de 1950 até os anos finais da década de 1970 ou começo da década de 1980. Na sequência, o período imediatamente posterior, até 2002, em que o crescimento com industrialização se restringiu aos países asiáticos (à exceção das Filipinas), e em que o Chile também cresceu pela via do modelo primário-exportador.

Por fim, o período de 2003 a 2007, em que todos cresceram, amparados pela forte expansão da economia mundial. Nesse último período, o crescimento dos latino-americanos e da Rússia foi puxado pelas exportações de commodities, enquanto os asiáticos cresceram utilizando-se das exportações de bens industriais.

Asiáticos mais fortes
O documento mostra que, de 1950 a 2006, o crescimento dos asiáticos foi superior aos latino-americanos. As taxas de expansão dos dois países que menos cresceram na Ásia (Índia e Filipinas) são próximas às dos dois que mais cresceram na América Latina - Brasil e México. Três países asiáticos (China, Coreia e Tailândia) se expandiram a uma taxa média bem superior aos outros. E três latino-americanos (Argentina, Venezuela e Peru) tiveram taxas de expansão modestas em comparação aos demais. No período de 2003 a 2008 todos os países estudados voltaram a crescer de forma mais acelerada.

Utilizando uma metodologia que teve como ponto de partida a coleta de dados internacionais, de órgãos como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o livro revela que os países de maior crescimento do produto foram também os de maior expansão do investimento. Ou seja, é possível verificar uma estreita correlação entre crescimento e ajuste da capacidade produtiva.

O México, país que recebeu bilhões de dólares de investimentos dos Estados Unidos, nos últimos anos se tornou refém dessa situação cômoda. "O país se encontra em uma encruzilhada, pois é muito dependente da economia norte-americana. Os investimentos externos são um fator determinante na história desses países", explica o assessor do CGEE Hugo Paulo Vieira, líder do estudo.


"O Brasil vive uma situação mais confortável que a Venezuela, por exemplo, que depende da produção de petróleo, praticamente seu bem único. Nas últimas décadas, o Brasil harmonizou os investimentos em serviços e indústria. Essa prática trouxe maior equilíbrio para a economia", diz. Por outro lado, lembra Vieira, o Brasil tem capacidade de produção científica, mas dificuldade de gerar riqueza a partir desse conhecimento.

O fenômeno chinês
"A Ásia se beneficiou da expansão japonesa, em um primeiro momento, e do crescimento chinês, nas últimas décadas", afirma Antonio Carlos Galvão. "Além disso, os Estados Unidos patrocinaram a Ásia como nunca fizeram com a América Latina", diz.

Particularmente sobre a China, Galvão menciona que o país constituiu uma exceção no contexto da globalização. Para o diretor do CGEE, os países hegemônicos se beneficiaram diretamente da pujança da economia chinesa e, simultaneamente, fizeram vistas grossas à subversão de princípios de ordem global no país, seja nesses campos da propriedade industrial, das relações monetárias e cambiais, das normas trabalhistas ou outros aspectos. "A China agregou 400 milhões de consumidores em 30 anos. É mais que o dobro da população do Brasil", diz. O desafio deles agora, lembra Galvão, é alcançar a autonomia tecnológica, como ressalta o capítulo dedicado à China.

Na conclusão, é possível identificar três semelhanças básicas entre os países, todas referentes à transformação estrutural. Primeiro, todos passaram por um processo de industrialização. Segundo, todos atravessaram um intenso processo de urbanização, ainda que os latino-americanos o tenham feito antes e de forma mais rápida e descontrolada que a maioria dos asiáticos. E, finalmente, em quase todos os países houve oferta praticamente ilimitada de mão de obra.

"Percebemos, depois das análises, que a inovação é mais relevante em estágios mais avançados de desenvolvimento", afirma Galvão. O economista explica, ainda, que a inovação se encontra sempre associada a uma etapa prévia de realização de expressivos investimentos fixos.

O livro "Padrões de desenvolvimento econômico: um estudo comparado de 14 países" contém centenas de tabelas, gráficos e quadros. O documento está passando por revisão e, quando concluído, deverá ter aproximadamente 700 páginas. Cada país é analisado individualmente por um ou mais especialistas.

Fonte: CGEE

Brasil deve passar Itália e se tornar a 7ª maior economia


O Brasil provavelmente já se tornou a sétima maior economia do mundo. Segundo estimativa de Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,675 trilhões em 2010 corresponde a US$ 2,089 trilhões, tomando-se a cotação média do dólar no ano. Com esse valor, o PIB brasileiro ultrapassa o da Itália no ranking do FMI, que é de US$ 2,037 trilhões.

Ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega,comemorou a nova posição no ranking. "Se considerarmos o PIB a preços de paridade e poder de compra, atingimos R$ 3,6 trilhões, o que nos coloca em sétimo lugar, superando França e Reino Unido." A meta do governo Dilma Rousseff é concluir o seu mandato com o Brasil como a quinta maior economia do mundo.

Agostini ressalva que o ranking do PIB do FMI ainda tem uma estimativa para o crescimento em 2010 da Itália, e não o resultado efetivo do ano. Se a comparação for feita com a estimativa do PIB em 2010, que também é o que ainda consta do ranking,

a Itália está na frente - o tamanho da economia brasileira seria de US$ 2,024 bilhões. Segundo Agostini, o FMI só incluirá no seu ranking os resultados efetivos do crescimento do PIB dos diversos países em abril."Só aí dá para dizer com100%de certeza que o Brasil já é a sétima maior economia", diz.

A estimativa do FMI de crescimento do PIB italiano em2010 é de 1%, enquanto o resultado efetivo foi de 0,1%. É bem possível que o tamanho do PIB da Itália caia quando o resultado efetivo for incluído em abril. Mas pode haver mudanças também no
câmbio médio utilizado para converter para dólares.

No caso brasileiro, apesar de a estimativa de alta do PIB do FMI para 2010 ser exatamente os 7,5%, o valor do PIB no ranking é menor do que o calculado por Agostini por causa do uso de uma taxa de câmbio diferente. Agostini nota que, ao final de 2011, o Brasil deve estar na frente da Itália, já que as expectativas de crescimento brasileiro são maiores. Em termos cambiais, ele espera que tanto o euro quanto o real se valorizem ante o dólar.

Pelas previsões de Agostini, o Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2018, com PIB de US$3,3 trilhões, e atrás de EUA, China, Japão e Alemanha.

Ranking. A alta de 7,5% do PIB em 2010 coloca o País na terceira posição do ranking dos maiores crescimentos elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que inclui nações com economias relevantes que já tenham divulgado as contas nacionais do ano. Em primeiro e segundo lugares estão China e Índia, com respectivamente 10,3% e 8,6% de crescimento. O quarto e quinto colocados são Coreia do Sul (6,1%) e México (5,5%). O mundo cresceu 5% no ano passado.

Segundo Mantega, o Brasil teve o quinto maior crescimento do G-20 (grupo das 20 maiores economias), atrás de China, Índia, Argentina e Turquia.

Fonte: O Estado de São Paulo

Ministro da Ciência e Tecnologia anuncia Comissão do Futuro


Conheça os 21 membros do grupo presidido pelo neurocientista Miguel Nicolelis.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, anunciou nesta quinta-feira (3), em visita à Escola Alfredo Monteverde, no Instituto Internacional de Neurociências de Natal, a composição da Comissão do Futuro, que irá discutir os rumos da ciência brasileira no próximo ano.

O grupo tem o papel de discutir os rumos da ciência brasileira a longo prazo. São 21 membros (veja lista abaixo), entre cientistas brasileiros e internacionais, presididos pelo neurocientista Miguel Nicolelis. A professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Selma Jerônimo, que atua na área da saúde, está entre os convidados.

A seleção foi capitaneada pelo próprio Nicolelis, convidado há cerca de dois meses para presidir a Comissão pelo ministro. O critério utilizado foi o de cientistas de renome, participantes de diversas áreas como Filosofia, Matemática, Física, Biologia e até duas jornalistas, com disposição para discutir o Brasil e o futuro da ciência. "Queremos discutir o futuro antes que o futuro nos discuta, antes que sejamos ultrapassados por ele", explicou o cientista. "A intenção é fazer as pessoas discutirem ciência nesse País como discutem futebol", complementou Nicolelis.

A primeira reunião da Comissão do Futuro será em abril, mas apenas com os cientistas brasileiros. Entre os membros do grupo, há sete pesquisadores estrangeiros. "Temos uma comissão internacional de grande respeito, a exemplo do que acontece na Europa e nos Estados Unidos", encerra o ministro Aloízio Mercadante.

A primeira reunião da Comissão do Futuro será em abril, mas apenas com os cientistas brasileiros. Entre os 21 convidados, há sete pesquisadores estrangeiros. "Temos uma comissão internacional de grande respeito, a exemplo do que acontece na Europa e nos Estados Unidos", completa o ministro Aloizio Mercadante.

Lista de membros
Comissão do Futuro da Ciência Brasileira - Ministério da Ciência e Tecnologia
* Presidente: Miguel A. L. Nicolelis, Duke University e ELS-IINN

Membros efetivos
* Alan Rudolph, Biólogo, International Neuroscience Foundation, EUA
* Alexander Triebnigg, Médico, Presidente da Novartis, Brasil
* Conceição Lemes, Jornalista, Brasil
* Débora Calheiros, Pesquisadora, EMBRAPA, Brasil
* Jon H. Kaas, Neurocientista, Vanderbilt University, US National Academy of Science, EUA
* Luiz A. Baccalá, Engenheiro, Escola Politécnica, USP, Brasil
* Luiz Belluzzo, Economista, Professor Emérito UNICAMP, Brasil
* Mariano Sigman, Neurocientista, Universidade de Buenos Aires, Argentina
* Marilena Chauí, Filósofa e Professora, USP, Brasil
* Mariluce Moura, Jornalista, FAPESP, Brasil
* Mauro Copelli, Físico, UPFE, Brasil
* Patrick Aebischer, Neurocientista, Presidente da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suíça
* Ricardo Abramovay, Cientista Político, FEA-USP, Brasil
* Robert Bishop, Cientista Computacional, ex-CEO da Silicon Graphics, EUA
* Ronald Cicurel, Matemático e Filósofo, Suíça
* Selma Jeronimo, Médica-Pesquisadora, UFRN, Brasil
* Stevens Rehens, Biólogo, UFRJ, Brasil
* Thereza Brino, Educadora em Tecnologia da Informação, Brasil
* Victor Nussenzweig, Médico, New York University, Brasil/EUA
* William Feiereisen, Cientista Computacional, Intel, EUA

Fonte: Agência MCT

quarta-feira, 2 de março de 2011

Satélite para estudar aerossóis


Nasa informa que contagem para o lançamento deve começar na sexta-feira (4).
A nova missão científica objetiva oferecer informações que permitam uma melhor compreensão de como o Sol e os aerossóis influenciam o clima terrestre.

Aerossóis são minúsculas partículas líquidas ou sólidas suspensas na atmosfera que têm papel crítico no clima do planeta e estão presentes em praticamente todos os locais, do ar na superfície onde os humanos respiram até as mais elevadas camadas da atmosfera.

Os aerossóis medem de um centésimo de micrômetro, ou o tamanho das menores bactérias, a dezenas de micrômetros, ou o diâmetro de um fio de cabelo.

Dos equipamentos do Glory, o sensor de polarimetria (APS, na sigla em inglês) coletará dados sobre os aerossóis atmosféricos, tais como forma, composição e refletividade dos diferentes tipos de partículas. O monitor de irradiância total (TIM) medirá variações na atividade solar ao medir a quantidade de radiação que atinge o topo da atmosfera terrestre.

Os dados enviados pelo satélite de meia tonelada permitirão realizar medidas precisas da influência dos aerossóis e da energia solar no clima terrestre. Segundo os responsáveis pela missão, os dois fatores influenciam o balanço energético da Terra - relação entre a energia que entre e a que sai pela atmosfera - e seu conhecimento será importante para antecipar mudanças futuras no clima e como elas poderão afetar a vida no planeta.

O Glory se juntará a uma frota de satélites de observação terrestre conhecidos como Constelação A, ou Trem A, destinados ao estudo da biosfera e do clima do planeta.

Mais informações: www.nasa.gov/mission_pages/Glory/main/index.html

Fonte: Agência Fapesp