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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Universidade reforça laços entre Brasil e África


Até 2014, serão 5 mil estudantes, metade de brasileiros e os demais, africanos

Os brasileiros e africanos que compõem a primeira turma da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) participaram da aula inaugural da nova instituição de ensino superior nesta quarta-feira (25) em Redenção, no Ceará. São 43 jovens africanos selecionados pelas embaixadas do Brasil na Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Angola, Timor Leste e Cabo Verde. A seleção dos estudantes brasileiros teve como base o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, combinado com um bônus para estudantes de escolas públicas.

A Unilab funcionará provisoriamente em prédio cedido pela prefeitura e dispõe de 360 vagas nos cursos de administração pública, agronomia, enfermagem, engenharia de energias e licenciatura em ciências da natureza e matemática. Até 2014, o município sediará um campus universitário internacional com 5 mil estudantes, metade de brasileiros e os demais, africanos.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o projeto político-pedagógico da universidade tem na base a formação de jovens que, após formados, trabalharão no desenvolvimento de suas nações. “É também papel da Unilab promover o intercâmbio educacional do Brasil com países da África e, especialmente, entre instituições de educação superior”, disse o ministro. Ainda está em estudo a possibilidade de universitários brasileiros e africanos cumprirem parte da graduação no Brasil e parte na África.

Fonte: Secom

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Brasil vai instalar banco de leite humano em país africano

O projeto de bancos de leite humano, desenvolvido no Brasil para ajudar na redução da mortalidade infantil, será implantado pelo País em Moçambique. O objetivo é promover o aleitamento materno nos casos em que a própria mãe não possa alimentar o recém-nascido. A informação foi divulgada na terça-feira (9), pelo Ministério da Saúde. Pelo acordo a ser firmado, o Brasil investirá cerca de R$ 900 mil (US$ 519 mil) em dois anos de projeto, que prevê a instalação do banco de leite, aquisição de equipamentos, transferência de tecnologia e capacitação de profissionais.

A iniciativa brasileira de instalar bancos de leite é uma forma de contribuir com o plano moçambicano para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio 4 e 5, que visam a redução da mortalidade infantil e materna no país. A cada mil crianças que nascem em Moçambique, 48 morrem nos primeiros 28 dias. No Brasil, são 13,8 óbitos por cada mil nascidos vivos.

Os bancos de leite têm como missão incentivar, proteger e promover o aleitamento materno para diminuir os índices de mortalidade infantil e melhorar a qualidade de vida dos bebês, nos casos em que a própria mãe não pode amamentá-los. Em todo o mundo, o leite materno pode reduzir em 13% as mortes de crianças menores de cinco anos. No Brasil, um estudo feito em 14 municípios da Grande São Paulo, em 2003, apontou que a estimativa média de impacto da amamentação sobre o Coeficiente de Mortalidade Infantil foi de 9,3%.

Referência – O Brasil tem a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo, com mais de 190 bancos que atendem anualmente cerca de 100 mil recém-nascidos. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil repassa conhecimento sobre controle de qualidade e processamento de leite materno para 22 países da América Latina, Caribe, África e Europa.

Desde que o País passou a liderar a Rede Ibero-americana de Bancos de Leite Humano, foram coletados, fora do território brasileiro, 82.048 litros de leite materno, beneficiando 85.961 crianças. A Espanha, por exemplo, implantou seu banco de leite em Madri com ferramentas totalmente brasileiras.

A execução do projeto em Moçambique ficará a cargo do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela coordenação da rede brasileira. O banco de leite será instalado dentro do Hospital Central de Maputo.

Acordo - Ainda como forma de auxiliar o governo moçambicano a fortalecer as ações em saúde materno-infantil, também foi assinado na terça-feira, entre os dois países, um acordo de cooperação técnica para apoiar o Ministério da Saúde moçambicano a criar no país um instituto de excelência voltado à saúde materno-infantil. O Brasil doará cerca de R$ 260 mil (US$ 150 mil) para esta ação, que prevê apoio à implantação de um centro de telessaúde da mulher, da criança e do adolescente, de uma biblioteca virtual em saúde, e do programa de ensino à distância para capacitação de profissionais nesta área.

Tecnologia – Acordo de cooperação estratégica entre os dois países, firmado em 2008, vai permitir a instalação de fábrica de antirretrovirais em Moçambique. Esta será a primeira empresa de capital 100% público deste segmento em todo o continente africano. Para a primeira fase do projeto da fábrica em território moçambicano, o Ministério da Saúde já disponibilizou R$ 13,6 milhões para aquisição de equipamentos e formação da equipe de profissionais que trabalharão na futura Sociedade Moçambicana de Medicamentos S/A. O investimento total previsto é de R$ 31 milhões.

Fonte: Secom

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Formigas derrotam elefantes na África


Às vezes, até uma formiga é capaz de vencer um elefante. Não se trata de mais um refrão de autoajuda: é justamente isso que acontece quando certas espécies desses insetos vivem em acácias.

Pesquisadores notaram que elefantes (Loxodonta africana) das savanas da África ao sul do Saara, que devoram folhas e galhos de muitas espécies de árvores, não chegavam perto de um tipo de acácia (conhecida como Acacia drepanolobium).

Os cientistas descobriram que quatro espécies de formigas (Crematogaster mimosae, C. nigriceps, C. sjostedti e Tetraponera penzigi) protegem as árvores onde moram dos ataques dos elefantes.

A estratégia é simples: elas entram nas trombas e começam a picar e morder suas partes internas.

Ao contrário do couro do elefante, que é muito resistente, a tromba tem muitas terminações nervosas extremamente sensíveis.

Isso não acontece com as girafas. Devido à sua superlíngua, esses animais conseguem “varrer” as formigas das folhas para se alimentar.

Aparentemente, os elefantes são os únicos animais vulneráveis aos ataques.

SEM FORMIGAS

Os pesquisadores realizaram um experimento de 12 meses e verificaram que, sem formigas, os elefantes voltavam a se alimentar normalmente dessas acácias.

A densidade de árvores e a quantidade de elefantes está diretamente relacionada na África. Quando as populações dos animais aumentam, a quantidade de árvores diminui – o que significa redução de absorção de CO2.

“A cobertura das árvores regula o ecossistema como um todo, incluindo a absorção de carbono e a dinâmica da alimentação dos bichos”, diz Todd Palmer, da Universidade da Califórnia, um dos autores do estudo.

Por isso, os pesquisadores estão avaliando a possibilidade de usar as formigas como barreiras naturais para proteção das árvores.

O estudo foi publicado na revista “Current Biology”.

Fonte: Folha online

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Programa brasileiro de desenvolvimento agrário é expandido a países africanos



Foi anunciado que o programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), será expandido para os países africanos. O encontro, que reuniu em Brasília mais de 40 ministros africanos, começou no último dia 10 e terminou nessa quarta-feira (12)
Durante encontro Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural foi anunciado que o programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), será expandido para os países africanos. O encontro, que reuniu em Brasília mais de 40 ministros africanos, começou no último dia 10 e terminou nessa quarta-feira (12). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criará um fundo de US$ 250 milhões para financiar a compra de tratores e equipamentos no continente para fortalecer e modernizar a agricultura familiar naqueles países. 

O programa foi lançado no Brasil em junho de 2008 e já financiou a compra de 25 mil tratores e 10 mil resfriadores de leite para os agricultores familiares de todo o País. Aqui no Brasil, a linha de crédito tem juros de 2% ao ano, três anos de carência e um prazo de pagamento de 10 anos. Para a África, o BNDES vai utilizar uma taxa de juros internacional e o prazo para pagamento será de seis anos. A garantia será feita pelos bancos multilaterais africanos. A exigência é que os tratores deverão ter, pelo menos, 60% dos componentes fabricados no Brasil e potência de até 75 CV.

De acordo com o ministro do MDA, Guilherme Cassel, o volume de crédito deverá aumentar já que a demanda é grande. O Zimbábue, por exemplo, pretende comprar cerca de 50 mil tratores em quinze anos. “Brasil e Zimbábue têm muitas similaridades no meio rural e desafios em comum. Lá e aqui é determinante para a segurança alimentar, fortalecer a agricultura familiar e avançar com a reforma agrária”, afirmou. 

Sudão – Com a finalidade de promover o intercâmbio de materiais genéticos, capacitação de cientistas e especialistas, além da troca de informações e resultados de pesquisa na área de agricultura, foi assinado durante o evento um memorando de entendimento entre os ministérios da Agricultura do Brasil e do Sudão. O acordo, firmado na terça-feira (11), é o primeiro nessa área estabelecido pelos dois países. O documento prevê a troca de experiências em áreas como biocombustíveis, saúde animal e vegetal e sistemas de integração lavoura-pecuária. Também trata do treinamento em produção de cana-de-açúcar, manutenção de máquinas agrícolas, criação de animais, entre outros.

Fonte: SECOM