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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Debate Finep aborda estratégias de comercialização de tecnologia


A palestra abordará o papel dos Núcleos de Inovação Tecnológica no apoio à política de inovação.

Amanhã (6), às 10h, acontece mais um evento da série Debate Finep, no Rio de Janeiro. O tema 'Estratégias de Comercialização de Tecnologia pelos NITs: A experiência da Inova Unicamp' será apresentado por Roberto Lotufo, professor titular da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas e diretor executivo da Agência de Inovação Inova Unicamp. A entrada é franca.

A palestra abordará o papel dos NITs - Núcleos de Inovação Tecnológica no apoio à política de inovação das ICTs - Instituições de Ciência e Tecnologia. Será discutida a importante mudança de postura das ICTs no cuidado de sua propriedade intelectual e os esforços de apropriação pela sociedade dos resultados da ciência. Alguns desafios serão mencionados e uma abordagem recente baseada no estímulo ao empreendedorismo tecnológico como forma de viabilizar a criação de empresas spin-off geradas a partir da propriedade intelectual dos resultados de pesquisa da ICT serão também discutidos. A estratégia da Inova Unicamp será relatada, juntamente com resultados recentes.

A debatedora será a socióloga Maria Celeste Emerick, coordenadora da Gestec/Fiocruz (Coordenação de Gestão Tecnológica).

Sobre o palestrante - Roberto A Lotufo possui graduação em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (1978) e doutorado em Engenharia Elétrica - University of Bristol (1990). Atualmente é professor titular da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de processamento e análise de imagens. É diretor executivo da Agência de Inovação Inova Unicamp desde março de 2004. Recebeu o Prêmio Personalidade da Tecnologia - Inovação 2008 pelo Sindicado dos Engenheiros do Estado de São Paulo.

Sobre a debatedora - Maria Celeste Emerick possui graduação em Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1971) , especialização em Realidade Nacional e Desenvolvimento pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (1972) e mestrado em Gestão de Ciência e Tecnologia em Saúde pelo Fundação Oswaldo Cruz (2004).

Mais informações: debate@finep.gov.br.

Fonte: Ascom da Finep

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Começa última etapa do edital do pré-sal no valor de R$ 100 milhões


O resultado está previsto para o fim de outubro.

Começa nesta segunda-feira (8) a última etapa de análise das 162 propostas selecionadas na primeira fase do edital do pré-sal no valor de R$ 100 milhões. A chamada vai apoiar o desenvolvimento de projetos realizados em sistema de cooperação entre empresas da cadeia do setor de Petróleo & Gás (P&G) e instituições de pesquisa científica e tecnológica que ofereçam soluções para os desafios gerados ou ampliados a partir das descobertas de reservas na camada do pré-sal.

Na fase inicial, as empresas interessadas em participar do edital tiveram de preencher uma carta de interesse com a descrição do(s) projeto(s), já que cada empreendimento tinha a opção de enviar mais de uma proposta. Ao todo, 268 empresas enviaram 295 projetos, o que representou uma demanda de cerca de R$ 700 milhões. Na primeira "peneira", 254 projetos foram classificados.

Já para a segunda etapa, foi a vez de as ICTs parceiras (escolhidas pelas empresas selecionadas) detalharem as propostas em formulários próprios. Devido ao não-cumprimento de pré-requisitos elencados no edital - em alguns casos a ausência da obrigatória cooperação das companhias com instituições de pesquisa científica e tecnológica - o número de projetos enviados caiu para 162. Esses, agora, serão analisados por cerca de 50 consultores e 20 analistas da FINEP no decorrer desta semana.

A ideia é atender a toda a cadeia produtiva do setor de P&G. A chamada priorizou seis segmentos: Válvulas, Conexões/Flanges, Umbilicais Submarinos, Caldeiraria, Construção Naval e Instrumentação/Automação. Entre as 162 propostas finais, a demanda financeira ficou em cerca de R$ 386 milhões, incluídos os valores dos projetos e bolsas.

Destaca-se a Região Sudeste, com 75 % da quantidade final de propostas e 72% dos recursos. Não houve projetos classificados de instituições da Região Norte. Em relação aos segmentos, houve grande número de propostas em Instrumentação e Controle, cerca de 30% dos recursos totais demandados. O grupo de projetos voltados para segmentos não priorizados na chamada também foi significativo, somando cerca de 22% do total. Esses tinham foco em setores como metal-mecânico, eletro-eletrônico, software e logística.

Confira o edital no link:

Fonte: Ascom da Finep

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Forças Armadas querem reforçar seu papel em Ciência & Tecnologia


Decreto do Ministério da Defesa poderá facilitar o poder da política militar para induzir o desenvolvimento de novas tecnologias
Em palestra nesta terça-feira, dia 27, durante a 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal (RN), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o ministério tem uma proposta de decreto para elevar o nível de capacitação de recursos humanos nas Forças Armadas, integrar iniciativas já existentes em diferentes instituições de ciência e tecnologia (ICTs), ampliar a infraestrutura de pesquisa, criar mecanismos de financiamento e incentivar a indústria nacional por meio da aquisição de equipamentos.
 
O ministro criticou, especificamente, a rigidez da Lei de Licitações (8.666/93), citando o exemplo do fornecimento de vestuário para as Forças Armadas, feito por empresa que usa fabricantes chineses.
 
Para Jobim, a estratégia de defesa deve ser planejada num sentido mais amplo, associada ao desenvolvimento nacional, num contexto em que ciência e tecnologia têm papel fundamental. Em termos tecnológicos, os principais desafios da Estratégia Nacional de Defesa (END) localizam-se nas áreas cibernética (sistema de informação e monitoramento), nuclear e espacial (satélites para monitoramento). Jobim lembrou do caráter dual (civil e militar) de todas essas áreas.
 
"O sistema espacial é um só e serve para diversas atividades. O sistema militar é um desses subsistemas", disse Jobim, lembrando da importância de satélites e veículos lançadores serem desenvolvidos nacionalmente.
 
Segundo Jobim, hoje há desarticulação entre as universidades e demais ICTs, a política de defesa e a indústria nacional da área. O ministro destacou, em sua fala, a necessidade de se criar mecanismos regulatórios capazes de fazer a política de defesa uma indutora da inovação tecnológica nas empresas e defendeu a centralização das decisões. "Nessa área, há muitos caciques e poucos índios", metaforizou.
 
Apresentador da conferência, o presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, lembrou da falta de marcos institucionais e legais que permitam uma melhor articulação entre as três esferas. "A legislação não contempla, não facilita esse tipo de relação", disse Raupp, ao final da palestra de Jobim.
 
Política externa
 
Segundo Jobim, a integração da política de defesa com ICTs e a indústria também deve estar atrelada a uma política internacional que aproxime o Brasil dos países da América do Sul. O ministro da defesa citou os esforços para a criação do conselho de defesa sul-americano, para dar "uma voz única" aos países vizinhos.
 
Na fase de perguntas da palestra, o vice-presidente da SBPC, Otávio Velho, questionou se essa mudança na política externa não se contrapunha a uma visão militar de cautela em relação a confrontos com os países vizinhos. Para Jobim, "mudar o eixo" da política externa é uma imposição da geopolítica mundial, na qual diminuem as possibilidades de conflitos convencionais entre Estados e surge a necessidade de se enfrentar organizações criminosas de atuação internacional.
Fonte: Vinicius Neder, do Jornal da Ciência