Mostrando postagens com marcador distribuidoras de energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador distribuidoras de energia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Aneel premia distribuidoras de energia melhor avaliadas pelos consumidores em 2009

O Prêmio Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (Iasc) foi concedido hoje (25/11) na sede da Aneel, em Brasília, às distribuidoras de energia elétrica melhor avaliadas por consumidores residenciais pelos serviços prestados nesse ano. As empresas vencedoras recebem troféu, certificado e o Selo Iasc, que identifica o reconhecimento dos consumidores pelo seu desempenho. O Prêmio é concedido anualmente, desde 2002, para incentivar a melhoria do serviço de distribuição no país.

A premiação é dividida em nove categorias: o Iasc Brasil, que premia a empresa com melhor desempenho do país; o Iasc de maior crescimento percentual em 2009, em comparação a 2008; e o Iasc regional, que abrange sete categorias separadas por região e por número de consumidores atendidos. Os critérios adotados pela metodologia permitem comparar as empresas com perfil semelhante.

As concessionárias vencedoras poderão aplicar o Selo Iasc nas contas de luz, no material institucional e nas demais peças de comunicação empresarial de acordo com regras previstas no regulamento da premiação.

O Índice médio nacional foi 66,74, o maior valor nos dez anos de pesquisa. É importante lembrar que a pesquisa é realizada desde 2000, entretanto, a premiação foi instituída dois anos depois. Confira a seguir a relação das vencedoras em cada categoria. Mais informações sobre o desempenho de cada uma das 63 concessionárias podem ser obtidas no relatório geral e nos relatórios individuais do Iasc 2009 que estarão disponíveis nos próximos dias na página eletrônica da Agência(www.aneel.gov.br), no perfil "Informações Técnicas", no link "distribuição de energia elétrica/IASC".

Prêmio Iasc Brasil 2009

A vencedora do Prêmio Iasc Brasil 2009 foi a concessionária Hidroelétrica Panambi S/A (Hidropan), que apresentou a melhor avaliação dos consumidores entre as 63 distribuidoras de todo o País. O Iasc 2009 da distribuidora foi de 84,46, acima da média nacional (66,74). A empresa atende cerca de 14,2 mil unidades consumidoras nos municípios Panambi e Condor, no Rio Grande do Sul. Com o resultado, a Hidropan torna-se a referência nacional (benchmark) até a realização de nova pesquisa Iasc.

Prêmio Empresa de Maior Crescimento Iasc

A vencedora desta categoria - que premiou a empresa que obteve em 2009 o maior crescimento de seu índice de satisfação em relação a 2008 foi a Companhia Energética do Maranhão (Cemar). O Iasc da empresa cresceu 43,32%, passando de 48,08, em 2008, para 68,91 em 2009. A concessionária atende cerca de 1,5 milhão de unidades consumidoras em 217 municípios maranhenses. Todas as distribuidoras do País concorreram neste grupo.

Prêmio Iasc Região Norte

A Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins (Celtins) foi a vencedora desta categoria com o índice de 63,37. O índice médio da região foi de 52,18. A distribuidora atende 395.4 mil unidades consumidoras 139 municípios de Tocantins. Concorrem nessa categoria oito empresas.

Prêmio Iasc Região Nordeste

A concessionária que obteve maior índice de satisfação na região Nordeste foi a Companhia Energética do Ceará(Coelce), com Iasc de 78,98. O índice médio regional foi de 66,89. A concessionária distribui energia elétrica para cerca de 2,6 milhões unidades consumidoras em 184 municípios do Ceará. A região Nordeste abrange 11 distribuidoras de energia.

Prêmio Iasc Região Centro-Oeste

(Acima de 30 mil unidades consumidoras)

A vencedora do prêmio Iasc na região Centro-Oeste foi a CEB Distribuição S/A, empresa responsável pelo atendimento de xx mil unidades consumidoras no Distrito Federal. O índice da empresa foi 70,33. O índice médio da região Centro-Oeste foi 64,25. O grupo é formado por quatro concessionárias que atendem unidades consumidoras na região.

Prêmio Iasc Região Sul

(Acima de 400 mil unidades consumidoras)

A empresa premiada nesta categoria foi Celesc Distribuição S/A (Celesc), com Iasc de 75,98. O índice médio regional foi de 71,27. A concessionária atende 2,2 milhões de unidades consumidoras em 260 municípios em Santa Catarina e um no Paraná. Esse grupo engloba cinco concessionárias que atendem mais de 400 mil unidades consumidoras na região Sul.

Prêmio Iasc Região Sudeste

(Acima de 400 mil unidades consumidoras)

A vencedora do Prêmio Iasc na Região Sudeste foi a Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A(Eletropaulo). A concessionária atende 5,8 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo. O Iasc da empresa ficou em 71,51. A média da Região nesta categoria foi de 67,54. Esse grupo engloba as nove concessionárias que atendem mais de 400 mil unidades consumidoras na Região.

Prêmio Iasc Regiões Sul/Sudeste/Centro-Oeste

(Até 30 mil unidades consumidoras)

A empresa Hidroelétrica Panambi S/A (Hidropan), a concessionária mais bem avaliada pelos consumidores em 2009, também levou o prêmio nesta categoria com índice de 84,46. A média do grupo foi 75,36. A empresa fornece energia para cerca de 14,2 mil unidades consumidoras nos municípios gaúchos Panambi e Condor. O grupo reúne as 12 distribuidoras dessas três regiões que atendem mercado de até 30 mil unidades consumidoras.

Prêmio Iasc Regiões Sul/Sudeste

(Acima de 30 mil e até 400 mil unidades consumidoras)

A vencedora deste grupo foi a distribuidora Companhia Luz e Força Mococa (CLFM), que atende 38,5 mil unidades consumidoras em um município em São Paulo (Mococa) e três municípios em Minas Gerais. A empresa obteve índice de 77,26. A média do grupo foi de 67,39. Este grupo abriga as 14 concessionárias com áreas de concessão localizadas nas duas regiões, e que atendem entre 30 mil e 400 mil unidades consumidoras.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Elétricas já veem ameaça à internet por fio de energia

As distribuidoras de energia estão descontentes com as novas regras da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que permitiu ontem a oferta de banda larga pelos fios elétricos.


Conhecida como PLC (Power Line Communication), essa tecnologia faz com que o sinal da internet transite com a energia pelos cabos elétricos até chegar às tomadas. Ali, um aparelho específico separa os dois sinais.


As companhias elétricas acusam a Aneel de ter cedido às pressões da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que quis favorecer as tecnologias de ADSL (principal tecnologia de banda larga das teles) e o cabo, prejudicando o PLC.


Isso porque, pelas novas regras da Aneel, as distribuidoras de energia serão obrigadas a abrir uma oferta pública, caso haja algum interessado em utilizar a sua rede elétrica para vender banda larga em PLC. Ganhará quem oferecer o maior preço. A decisão da Aneel determina ainda que 90% da receita gerada por esse "aluguel" de rede seja usada para abater o preço das tarifas. A concessionária elétrica ficaria com 10% da receita.


Prevendo a aprovação do PLC, diversas elétricas já tinham aberto subsidiárias de telecomunicações para escapar dessa regra e colocar no caixa toda a receita gerada.


Orlando Cesar de Oliveira, coordenador de PLC da Copel Telecom, acusa a Aneel de aprovar o PLC de uma forma perigosa. "Pelos fios vão transitar a energia e o sinal da internet", diz. "Qualquer deslize nessa rede cometido por terceiros pode prejudicar a oferta de energia da concessionária."


Para ele, a Aneel está obrigando que as redes das elétricas sejam compartilhadas, uma decisão que, segundo Oliveira, contraria os padrões internacionais. "Nenhum país do mundo adotou esse modelo por uma questão de segurança da rede", diz. "Além disso, nem a Anatel conseguiu promover o compartilhamento de redes entre as teles, e vamos começar fazendo logo no setor elétrico?"


Wanderley Maia, gerente de rede de energia da Infovias, a subsidiária de telecomunicações da Cemig, afirma que o repasse de 90% dos lucros poderá encarecer o PLC ao consumidor. "Não esperávamos que esse índice fosse tão alto", diz. "Além disso, ainda não sabemos como será esse compartilhamento. Se uma empresa não tem condições técnicas de ofertar o produto, a rigor, não deveria interferir na rede elétrica."


São esses os pontos que ameaçam o surgimento comercial da banda larga pela rede elétrica no país. "Essas limitações podem tornar o PLC menos competitivo que as demais tecnologias de banda larga disponíveis pelas operadoras de telecomunicações", diz Oliveira, da Copel Telecom.


Procurada, a Aneel não deu retorno até o fechamento desta edição.


Desde que a Anatel liberou o PLC, em abril, as elétricas começaram a entrar com pedidos na agência para abertura de empresas de telecomunicações. Pelo menos dez solicitações estão em andamento.


Para as teles, essa competição pode ser agressiva, já que o PLC permite a oferta de banda larga com pelo menos 10 Mbps garantidos (sem limite mínimo de 10% na velocidade) a um preço até 50% menor que o dos planos convencionais das teles.


Por outro lado, as teles poderiam alugar a rede das companhias elétricas e levar a internet a municípios sem cobertura. Pelas regras da Anatel, elas são obrigadas a levar a infraestrutura de banda larga a todos os municípios. O problema é que elas só têm interesse comercial em 62% deles. A rede elétrica seria uma alternativa porque está presente em 98% dos domicílios.


Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, considera que as teles não estão interessadas no PLC. "Elas cabearam a maior parte dos municípios e devem prestar seus serviços em sua própria rede." Para ele, a oferta de PLC será um negócio das companhias elétricas.


Testes - Cemig (MG), Copel (PR), AES Eletropaulo (SP) e Celg (GO) já realizaram testes do PLC e, neste momento, estudam modelos de negócios.


Em Minas, a Cemig está pronta para lançar seu produto nos municípios atendidos pela concessionária. Essa oferta será feita pelas Infovias, subsidiárias da Cemig, no início de 2010. Em Goiás, o serviço também começa no próximo ano a partir da capital Goiânia. Lá, o preço deverá ser 30% menor que o das teles convencionais.


Fonte: Édison Freitas Siqueira