terça-feira, 22 de março de 2011

Água para Cidades: Respondendo ao Desafio Urbano


Tema marca o Dia Mundial da Água, comemorado hoje (22).

Comemora-se nesta terça-feira (22), o Dia Mundial da Água. O evento é celebrado anualmente na mesma data para chamar a atenção do mundo sobre a importância da água doce e defender seu manejo sustentável.

Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 22 de fevereiro de 1993, o evento aborda uma temática diferente, a cada ano, com o objetivo de promover várias ações sobre determinado assunto ao redor do mundo. O tema deste ano, "Água para cidades: respondendo ao desafio urbano" visa a incentivar governos, organizações, comunidades e indivíduos a participar ativamente na resposta ao desafio da gestão das águas urbanas.

O objetivo é alertar a população mundial sobre o impacto da rápida industrialização, do crescimento urbano, e as incertezas provocadas pelas mudanças climáticas, os conflitos e as catástrofes naturais em sistemas urbanos de água.

O coordenador de recursos hídricos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Sanderson Leitão, sustenta a importância da abordagem no País, pois embora o Brasil seja privilegiado em termos de disponibilidade hídrica, ainda há alguns obstáculos a serem superados para garantir o abastecimento desse bem à população e às atividades econômicas, com qualidade e sustentabilidade.

Leitão lembra ainda que 85% da população brasileira vive nas cidades e que o crescimento econômico demanda mais água para consumo doméstico e industrial. Para aprimorar e garantir, ainda mais, o atendimento dessas demandas decorrentes do acelerado desenvolvimento do País, ele ressalta que é preciso ter uma gestão integrada da água, inclusive utilizando tecnologias de ponta, como a dessalinização de água do mar e o emprego de nanotecnologias no setor de saneamento e abastecimento.

"Tivemos avanços significativos nos investimentos para a área e, assim, evoluímos muito nos últimos anos, no entanto, precisamos investir ainda mais em pesquisa e desenvolvimento para que tenhamos métodos de irrigação mais eficientes, para que possamos priorizar o uso da água para fins mais nobres, como o consumo humano e ter mais água disponível para outros usos", defende.

Investimento

As políticas e pesquisas direcionadas à área de Recursos Hídricos têm recebido maior apoio do governo nos últimos anos. Uma das estratégias de incentivo adotadas foi a utilização do Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro), um dos 15 fundos administrados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência ligada ao MCT.

O CT-Hidro financia a capacitação de recursos humanos, estudos e projetos na área para aperfeiçoar os diversos usos da água, de modo a assegurar o alto padrão de qualidade e a utilização racional e integrada.

Os recursos do fundo, no período de 2003 a 2010, chegaram a R$ 122 milhões das verbas destinadas a ações verticais, investidas em 685 projetos (38 editais e 23 encomendas). Outros R$ 179 milhões, dos recursos destinados a ações transversais, foram investidos em 325 projetos (39 editais e 30 encomendas), para formação de recursos humanos (principalmente técnicos, pesquisadores e gestores de recursos hídricos), apoio a grupos de pesquisa emergentes e em consolidação, apoio a eventos técnico-científicos e publicações, fortalecimento de laboratórios e fomento à pesquisa.

Fonte: MCT

Começa hoje (22) a maior feira de ciências e engenharia do País


Um sistema que paralisa o carro quando detecta que o motorista está alcoolizado; uma geladeira portátil movida à energia solar; um tapete que evita acidente com crianças; um guia eletrônico para cegos; uma cadeira de rodas acionada por voz. Esses são alguns dos projetos que estão à mostra na 9ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorre de hoje (22) a quinta-feira (24), das 14h às 19h, em uma tenda instalada no estacionamento da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, participa da cerimônia de abertura, e em seguida se realiza uma mesa-redonda para discutir o papel das feiras de ciências e engenharia na educação e na investigação científica. A mesa tem a participação do presidente do CNPq, Glaucius Oliva; do diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do MCT, Ildeu de Castro Moreira; do diretor de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e Tecnologias da Educação Básica do MEC, Marcelo Campos; e do diretor de Educação Básica Presencial da Capes, João Carlos Teatini.

Nesta edição da Febrace, estão em exposição mais de 300 projetos, desenvolvidos por 670 estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todas as regiões do País. São projetos de diversas áreas - engenharia, ciências exatas e da terra, humanas, sociais aplicadas, biológicas, saúde e agrárias -, que foram selecionados entre 1.427 trabalhos, submetidos diretamente pelos estudantes ou por meio das 42 feiras de ciências afiliadas.

Os estudantes que mais se destacarem na Febrace também se qualificam para participar da feira internacional Intel Isef (International Science Fair), a maior competição internacional de estudantes pré-universitários, realizada anualmente nos Estados Unidos e que, em 2011, ocorre de 8 a 13 de maio, em Los Angeles, Califórnia.

A Febrace tem patrocínio e apoio institucional do MCT, do Ministério da Educação (MEC), do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Serviço Nacional da Indústria (Sesi), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Intel do Brasil, do Sebrae Nacional, do Instituto Claro, do Instituto Votorantim e da Petrobras.

Fonte: Poli/MCT

Ministros abrem espaço para participação da SBPC


Reunidos com a Diretoria e o Conselho da SBPC, em Brasília, na sexta-feira (18), os ministros da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, da Educação, Fernando Haddad, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o secretário de C&T do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, que representou o ministro Alexandre Padilha, foram unânimes em afirmar haver o maior interesse para que a entidade se torne participante nas questões de política científica e tecnológica do governo. 

 A presença deles também é vista como uma demonstração da importância e da credibilidade da SBPC perante o governo federal e a sociedade. Mostra ainda que o Brasil vem sendo conduzido por projetos de Estado, e não apenas de governo, o que motiva a instituição a atuar como parceira dos ministérios que atuam direta ou proximamente na área de ciência e tecnologia.

A avaliação é da presidente da entidade, Helena Nader, expressa no término dos encontros, que ocorreram por iniciativa da SBPC e contemplaram ministérios com atuação diretamente relacionada à ciência e à tecnologia.

"Foi emocionante ver quatro ministérios virem à SBPC para colocar seus projetos, explicar como estão atuando e nos desafiar para parcerias", disse Helena Nader. Ela considerou que são desafios diferentes de cada ministério, mas que há convergências entre alguns deles, como a retomada da área de pesquisa no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). "Temos conhecimentos da atividade de pesquisa que nos habilitariam à interlocução com os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, com vistas a uma ação articulada para a realização de trabalhos científicos pelo Ibama", exemplificou.

A presidente da SBPC considerou como o principal resultado dos encontros a constatação de que os ministérios da C&T, Educação, Saúde e Meio Ambiente estão com uma agenda composta por projetos de Estado, e não apenas de governo. "O Brasil, finalmente, está sendo conduzido por projetos de Estado. Isso começou de forma embrionária no governo Fernando Henrique, avançou no governo Lula e agora indica que está ganhando plenitude no governo Dilma".

Diante dessa demonstração de maturidade política, concluiu Helena, "a SBPC se coloca como parceira" das pastas com os quais a entidade se reuniu. "Estamos num momento da vida nacional em que só espírito crítico na basta; precisamos também ser ativos na proposição de alternativas e meios para o Brasil crescer e toda sua população conquistar os requisitos para uma boa qualidade de vida"

Conselho indica seus candidatos

Na quinta-feira (17), também em Brasília, o Conselho da SBPC se reuniu com a Diretoria para indicar seus candidatos aos cargos da Diretoria e do Conselho para a eleição deste ano da entidade. O próximo passo é a confirmação e a aceitação dos candidatos indicados.

Na mesma ocasião, o Conselho reviu as atividades desenvolvidas pela Diretoria, e manifestou seu apoio à decisão de reintroduzir o "Programa Interlocução com o Congresso". Previsto para ser iniciado em junho próximo, o Programa consiste em ter um representante da entidade no Congresso Nacional para acompanhar as medidas de interesse da comunidade científica, e interceder sempre que for necessário.

O edital do Programa será lançado no próximo dia 25, pelo site da SBPC e pelo JC e-mail, para a seleção de um pesquisador que exercerá o cargo de representante.

Ainda na quarta (16) e quinta-feira (17), o Conselho da entidade e o Conselho Editorial (CE) do Jornal da Ciência debateram e analisaram o novo projeto gráfico para o JC.

Aprovada, a proposta gráfica passa agora por uma etapa de polimento e ajuste com base nas diversas sugestões apresentadas. Essa fase é tarefa do CE, que passa a ser integrado também por Sergio Bampi, da UFRGS, e Adalberto Val, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), ao lado dos já membros Alberto Passos Guimarães Filho, Ennio Candotti, Fernanda Sobral, José Roberto Ferreira e Lisbeth Cordani. O primeiro encontro do grupo está programado para o próximo dia 4 de abril.

Fonte: JC e-mail

segunda-feira, 21 de março de 2011

Novo presidente da AEB toma nesta segunda-feira (21)


Marco Antonio Raupp substitui Carlos Ganem, presidente da instituição desde março de 2008, que retorna para a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, dá posse ao novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, nesta segunda-feira (21), em Brasília.

Raupp é graduado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), PhD em Matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Ele exerceu as atividades de pesquisador titular, diretor e vice-diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), de professor da Universidade de Brasília (UnB), de pesquisador titular e diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e de professor associado no Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME). Também foi diretor geral do Instituto Politécnico (IPRJ) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Em diferentes momentos, foi presidente da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (Sbmac) e também conselheiro e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). É membro titular da Academia Internacional de Astronáutica (IAA), tendo sido membro do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e membro do Conselho Nacional da Ciência e Tecnologia (CCT).

Nos últimos anos, Raupp trabalhou como diretor-geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

Fonte: Ascom AEB

Decreto 7.446 invibializará a gestão das agências federais de fomento


A SBPC vê com temor e extrema preocupação o decreto de 1º de março, que estabelece limites de valores e novos procedimentos para o empenho de despesas com passagens, diárias e locomoção.

Pelo decreto, somente os ministros e, em alguns casos, secretários-executivos e dirigentes de entidades subordinadas, poderão autorizar esses gastos, sejam eles destinados a cobrir despesas de servidores ou de colaboradores eventuais (no Brasil ou exterior).

Da forma como foi redigido, qualquer pessoa que saia do País, com passagem paga pelo governo federal, inclusive bolsistas de pesquisa, deverá ter sua despesa autorizada previamente pelo ministro a que está subordinado. Atualmente, há cerca de 15 mil bolsistas no exterior, o que significaria que o ministro de Estado teria que dedicar boa parte de seu tempo concedendo autorizações para a renovação dessas bolsas.

Essa medida, para a SBPC, inviabiliza o trabalho das agências federais de fomento à pesquisa e de formação recursos humanos, como a Capes, do Ministério da Educação; o CNPq e a Finep, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Some-se a isso o fato de que boa parte do trabalho das agências de fomento é feita com a ajuda de consultores externos. Só o Sistema de Avaliação da Pós-Graduação da Capes requer cerca de 900 consultores, vinculados a instituições acadêmicas de todas as regiões do País. Para exercer sua função, eles precisam viajar constantemente a fim de avaliar os cursos novos e em andamento - algo essencial para garantir o padrão de qualidade alcançado pela educação superior e pela ciência brasileira.

O CNPq, por sua vez, nos seus 48 comitês, conta com um corpo de mais de 300 assessores externos que são responsáveis pelo julgamento, seleção e acompanhamento dos pedidos de apoio a projetos de pesquisa e de formação de recursos humanos. Sem a ajuda desses assessores, que são recrutados de acordo com sua área de atuação e conhecimento, seria impossível julgar os quase 75 mil pedidos de apoio que são submetidos anualmente para apreciação da agência.

Para a SBPC, o controle de gastos é importante e necessário, mas não pode afetar as agências de fomento em suas atividades-fim, uma vez que possuem características especiais. Os programas dessas agências serão seriamente prejudicados ou até interrompidos frente à adoção desse decreto. Por isso, a SBPC apela para a sensibilidade do governo Dilma no sentido de reverter essa decisão.

Helena B. Nader
Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Cada brasileiro irá pagar R$ 572,88 em tributos até esta segunda-feira


O Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) registrará a marca de R$ 300 bilhões de tributos pagos nesta segunda-feira (21). Isso significa, segundo o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike, que cada brasileiro irá pagar R$ 572,88 em tributos. 

"Infelizmente, a carga tributária continua num crescimento anual significativo e tende a aumentar ainda mais neste ano. Prevemos que até 31 de dezembro os brasileiros pagarão R$ 1,45 trilhão em impostos, 11% a mais do que em 2010, quando atingiu R$ 1,27 trilhão", afirmou Olenike.

Tributos

Em 2010, a marca de R$ 300 bilhões de tributos foi atingida oito dias depois, em 29 de março. Em 2009, o montante foi alcançado no dia 13 de abril e, em 2008, dia 14 de abril.

Com esse valor, é possível construir mais de 13,9 milhões de casas populares de 40 metros quadrados, pagar mais de 550,4 milhões de salários mínimos ou comprar mais de 1,3 bilhões de cestas básicas.

Impostômetro

O impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Além disso, pela internet (www.impostometro.com.br), qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios.

O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano.

Fonte: InfoMoney