sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um bosque Pau-Brasil para comemorar os 155 anos da SPU

Para encerrar as comemorações do 155º aniversário da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), foi realizado na última sexta-feira, no Jardim Botânico de Brasília, o plantio do bosque Patrimônio da Todos. Em uma clareira em meio às árvores típicas do cerrado, foram plantadas 155 mudas de pau-brasil que, desta forma, trarão de volta o verde a uma área até então desmatada. 

Para a secretária do Patrimônio da União, Alexandra Reschke, “esta ação é nossa maneira de honrar o passado, com a recuperação do pau-brasil, dizimado já no primeiro século da nossa colonização, e é também uma celebração do futuro, com a preservação do meio ambiente e da biodiversidade”. 

Durante as solenidades, a secretária, a superintendente do Patrimônio da União no Distrito Federal, Lúcia Helena de Carvalho, e o diretor do Jardim Botânico, Jeanito Gentilini, assinaram o ato que simbolizou a doação da área Cristo Redentor, de propriedade da União, ao Jardim Botânico. 

A doação teve sua importância ressaltada pelas palavras da secretária adjunta do Patrimônio da União, Louise Ritzel, para quem “a política nacional de gestão do patrimônio da União tem como diretriz principal o apoio às políticas socialmente includentes e ao desenvolvimento sustentável, promovendo ações que privilegiem a preservação da biodiversidade brasileira, a inclusão territorial e o desenvolvimento local”. 

Os parceiros da SPU foram homenageados com uma placa comemorativa. Estiveram presentes, entre outros, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Rocha Santos Padilha; o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo de Azevedo Bringel; a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Arlete Sampaio e o comandante do Exército Brasileiro, General-de-Exército Enzo Matins Peri. 

Marco Terena, diretor do Memorial dos Povos Ínidgenas; Rônei Alves da Silva, da Cooperativa dos Catadores do DF, e Evaniza Rodrigues, do Movimento Nacional de Moradia Popular, também receberam a placa comemorativa como parceiros da SPU.

Tecnologias Sociais recebem prêmio

A 5ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social entregou um total de R$ 400 mil para as oito propostas vencedoras. Para conseguir o certificado de Tecnologia Social, os premiados foram avaliados junto a outros 114 projetos. 

A avaliação foi feita levando em conta critérios como interação com a comunidade, possibilidade de reaplicação e, principalmente, a efetiva transformação social. 

Além do reconhecimento por uma atuação com diferencial na sociedade, as oito tecnologias vencedoras receberam R$ 50 mil cada, para serem aplicados nos projetos. A cerimônia de premiação aconteceu nesta terça-feira (24), em Brasília.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PEC dos jornalistas deverá ser votada dia 02/12 na CCJC do Senado


A PEC 33/2009, que restitui a exigência do diploma de jornalista, será o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na próxima quarta-feira (02/12). A garantia é do presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), segundo o autor da proposta, senador Antonio Carlos Valadares.


A Proposta de Emenda à Constituição foi, mais uma vez, adiada nesta quarta-feira (25/11), por causa da ausência de Valadares.

Outro compromisso o obrigou a se ausentar da CCJ. “O Senado marcou hoje uma solenidade especial em homenagem ao municipalismo brasileiro. E eu fui autor do requerimento. Não pude adiar porque já estava marcada”.

Segundo Valadares, ao terminar a solenidade, ele correu para a CCJ, mas havia poucos senadores. “Na hora em que compareci à comissão Demóstenes poderia botar em votação a PEC, mas havia o perigo de ter um movimento contrário, porque a sessão estava vazia”.

O senador garantiu que da próxima semana não passa. “[A PEC] será votada. Doa a quem doer”.

Fonte: Comunique-se

Encruzilhada Filmes, Ari Cândido Fernandes, Caio Vecchio e Toni Domigues apresentam Premiére do Curta Metragem:


“JARDIM BELELÉU”

Filmado na Cidade Tiradentes em 2009, com apoio e participação da comunidade, especialmente da Escola de Samba Príncipe Negro. Prêmio estímulo de curta metragem da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo tem no elenco José Wilker, Flavio Bauraqui, Thalma de Freitas, Laércio de Freitas, Adyel Silva, Misty, Nábia Vilela. Este filme é uma homenagem ao músico e compositor Itamar Assunpção. Através da intitulação do personagem interpretado por Bauraqui – com o nome de Itamar.

SINOPSE - ITAMAR, trabalhador da indústria metalúrgica, sua todo dia para sustentar ROSELI, sua esposa, e suas duas filhas. Um dia, voltando do trabalho após receber seu salário, é assaltado no ônibus, perdendo todo o seu dinheiro. No dia seguinte, após ser humilhado pelo sogro por pedir-lhe dinheiro emprestado, resolve vender um revólver que conservava para sua proteção. No trajeto, avista CORISCO SPUTNIK, o assaltante que havia lhe levado o salário que sustentaria a família. Furioso, resolve matar o assaltante, segue-o sem ser percebido até sua casa, quando se depara com uma cena chocante: as filhas do assaltante, duas meninas da idade da sua filha, saindo de casa para abraçar o pai. É quando Itamar terá sua chance de redenção.




Serviço:
Premiére do curta metragem Jardim Beleléu, lançamento do DVD 4 BLACK'S Films (For All Colours People) pela Original Vídeo especializada em cinema brasileiro e exibição dos 4 filmes
Cine Olido – Av. São João, 473 – Tel. 3397 0171 / 0158 – Centro – SP
Dia 30 de novembro de 2009, 19h30
Entrada Franca – Convites com uma hora de antecedência – Sujeito a Lotação – Acesso Universal
Maiores Informações: aricandido@yahoo.com.br
Apoio O Autor na Praça / Edson Lima – 3739 0208


JARDIM BEBELÉU é uma adaptação livre e autorizada, do pequeno conto - “Não Era Uma Vez“ – do escritor de vários livros consagrados – Cuti (pseudônimo de Luis Silva) – que nunca teve quaisquer de seus escritos adaptados ao cinema. A escolha desse conto entre as obras de Cuti foi pela atualidade de seu enredo. 


Ele o impregna, com mescla sincopadas de falas, sussurros, suores, tensões e situações inusitadas dos seus personagens, na atmosfera de uma cidade grande. Daí envolve-nos em identificações e sentimentos que muitos de nós vivemos ou ainda passaremos por tal. Até aqui normal, tudo bem... Mas, CUTI, através desse conto, nos induz a “vivenciar na pele“ os conflitos de seus personagens: o EU individual dos personagens, com que muitos de NÓS nos identificamos. E sem perceber, avançamos juntos, para a dilatação desse EU para um NÓS. Porque sutilmente, o enredo e esse roteiro nos colocam diante de vivências, palpitações, etc... E outros fragmentos reflexivos da vida e porque não dizer também diante da morte, “a morte hipotética do próprio assaltante“ – do operário ITAMAR, uma de suas vítimas de assalto, em um ônibus da periferia paulistana. 


Esse impacto instala-se revelador e instantâneo, não só para o assaltado, mas também para o assaltante, levando-nos à uma ou várias reflexões, que também serão compartilhadas, com todos os possíveis espectadores, sem nenhuma distinção. Assim, com certeza, a catarse será uma reflexão incessante e convite à um debate íntimo, sobre nossas possíveis atitudes e ações, que podemos tomar na vida (ou diante do filme), seja hoje ou no futuro.

Sobre o diretor ARI CÂNDIDO FERNANDES (Londrina, 1951) cursou cinema na Universidade de Brasília, tendo como professores Vladimir Carvalho, Geraldo dos Santos e Fernando Duarte. Em 1971, ameaçado pelo artigo 477 da Lei de Segurança Nacional, partiu para a Suécia. De Estocolmo foi para Paris, onde à partir de 1975, continuou sua formação em cinema na Nouvelle Sorbonne. Seu primeiro curta, MARTINHO DA VILA (Paris1977), capta a passagem do sambista carioca em Paris. Em 1978, foi para a África documentar o conflito entre eritreus e etíopes, um dos últimos capítulos da história de independência dos países africanos. Realiza POR QUÊ ERITRÉIA? , filmado em plena guerrilha, testemunho da luta pela independência do país. 


Ari Cândido também atuou como fotógrafo para diversas agências de notícias européias. No Brasil realizou mais três filmes: O RITO DE ISMAEL IVO (2003), retrato biográfico do bailarino negro; O MOLEQUE (2005), ficção baseada num conto do escritor Lima Barreto; e PACAEMBU TERRAS ALAGADAS (2006), documentário sobre o bairro paulistano. Reconhecido ativista da comunidade negra, Ari Cândido coordenou o Projeto Zumbi e foi um dos idealizadores do Dogma Feijoada – movimento cinematográfico disposto a questionar os estereótipos e o modelo perverso de representação do negro veiculados pelo cinema e pela TV.

Santo Hamilton Naki

Poucos já ouviram falar em um homem que participou decisivamente de um dos momentos mais importantes da História da medicina: Hamilton Naki. Um negro sul-africano que, como cirurgião, participou do primeiro transplante de coração do mundo, ocorrido no “Groote Schuur Hospital”, na África do Sul, em 1967.

Naki foi o cirurgião responsável pela retirada do coração do doador e Christiann Barnard, o chefe da equipe não podia se referir a sua participação porque ele fazia parte da equipe na condição de ‘clandestino’. Tampouco ganhava como médico naqueles tempos de “apartheihd”. Recebia salário como se fosse um técnico em enfermagem.

Na única foto que apareceu com a equipe de Barnard, por acaso, sua imagem foi justificada como sendo de um empregado da limpeza. Ele nasceu em 26 de junho de 1926 e morreu em 29 de maio de 2005, após ser aposentado como jardineiro, com um salário de U$ 275 dólares. 

Hamilton Naki jamais se formou ou estudou formalmente medicina, mas se tornou um dos mais conceituados cirurgiões cardiacos do mundo, tendo dado aulas de cirurgia durante 40 anos, sem o reconhecimento do governo Sul Africano. Morava num casebre sem água e luz na periferia da Cidade do Cabo e jamais reclamou por ser tratado dessa maneira, por ser negro.

Ele saiu de sua cidade, Ngcingane, quando tinha apenas 14 anos de idade, indo para a Cidade do Cabo, onde conseguiu um emprego de jardineiro na Universidade da Cidade do Cabo. Conseguiu terminar o ensino primário e depois foi promovido a trabalhar na faculdade de medicina da Universidade da Cidade do Cabo, nos laboratórios da clínica, cuidando das cobaias que eram operadas pelos médicos.

Com o tempo desenvolveu uma incomum habilidade para os procedimentos médicos, como suturas, analgésias e cuidados pós-operatórios. Sua técnica chamou a atenção e ele virou técnico, ajudando em cirurgias e em pesquisas em transplantes de rins, coração e fígado, até se tornar um cirurgião de renome, sem nunca ter sentado em um banco de faculdade de medicina.

A wikipedia registra: “Naki aposentou-se em 1991 como jardineiro. Com o fim do apartheid, recebeu, em 2002, como reconhecimento pelo seu trabalho, a Ordem Nacional de Mapungubwe. Em 2003 recebeu um diploma honorário em medicina pela Universidade da Cidade do Cabo. Aposentado, Naki continuou trabalhando como cirurgião em um ônibus adaptado como clínica móvel até morrer”.

Leonardo Sodré

Estudo sobre emissões na Amazônia será apresentado no lançamento do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas

Os resultados do estudo “Estimativa das Emissões de CO2 por Desmatamento na Amazônia Brasileira" serão apresentados nesta terça-feira (24/11), às 11 horas, no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, durante o lançamento do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, ocasião em que estarão presentes os ministros da Ciência e Tecnologia (MCT) e do MMA, respectivamente, Sérgio Rezende e Carlos Minc.

O desmatamento contribuiu consideravelmente para as emissões globais de dióxido de carbono (CO2), um dos gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global. Ter medidas confiáveis sobre a quantidade CO2 lançado à atmosfera pela retirada das florestas tropicais é um dos atuais desafios dos especialistas em mudanças climáticas no mundo todo. O estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) pode responder qual a contribuição do desmatamento na Amazônia Legal Brasileira para as emissões globais de CO2.

Para o cálculo das emissões de CO2, o INPE considerou os dados do seu sistema Prodes, que monitora por satélite e quantifica as áreas desmatadas na Amazônia. O estudo apresenta resultados até 2008 e projeções até 2020, sendo que um dos cenários considera a redução de 80% do desmatamento em relação aos níveis atuais, meta proposta pelo governo federal. Para subsidiar políticas de redução de desmatamento e emissões, os pesquisadores analisaram vários parâmetros de remoção florestal, como corte, queima, exploração seletiva de madeira, decomposição dos restos, regeneração, entre outros.

Painel - Iniciativa conjunta do MMA e do MCT, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas irá analisar e organizar a produção científica, técnica e socioeconômica relacionada ao tema. Inspirado no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, o Painel Brasileiro produzirá relatórios para a atualização completa das bases técnicas e científicas sobre a situação do Brasil frente às mudanças climáticas, seus riscos, efeitos e impactos ao desenvolvimento do País.

Na solenidade desta terça-feira, tomarão posse os presidentes do Conselho Diretor e do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. À frente do Comitê Científico, a Dra. Suzana Kahn Ribeiro. Já na presidência do Conselho Diretor estará o Dr. Carlos Nobre, do INPE.