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terça-feira, 9 de março de 2010

Estudo conclui que era do gelo tinha baixa concentração de CO2


Como uma grande era do gelo aconteceu quando os níveis de dióxido de carbono eram altas?

Esta é uma questão que os céticos do aquecimento global frequentemente fazem. Mas algumas vezes a resposta correta é a mais simples: acontece que os níveis de CO2 não eram assim tão altos, afinal de contas.

A era do gelo do período geológico Ordoviciano, da era Paleozoica (cerca de entre 488 a 443 milhões de anos atrás) aconteceu há 444 milhões de anos, e registros sugeriam que os níveis de CO2 eram relativamente altos nessa época.

Mas quando Seth Young, da Universidade de Indiana, em Bloomington, realizou uma detalhada análise dos níveis de carbono-13 nas pedras formadas naquele tempo, o quadro que apareceu ficou muito diferente.

O cientista descobriu que as concentrações de dióxido de carbono (CO2) eram na verdade relativamente baixas quando a era do gelo começou.

Lee Kump, da Universidade do Estado da Pensilvânia, em University Park, disse que estudos anteriores perderam a precisão porque calcularam níveis a intervalos de 10 em 10 milhões de anos, e a era do gelo durou apenas meio milhão de anos.

O pesquisador diz que uma forte atividade vulcânica depositou novas pedras de silicato na época, que tragaram CO2 do ar enquanto erodiam.

Conforme o gelo se espalhava, no entanto, o gelo gradualmente cobria as pedras, fazendo com que a erosão ficasse mais lenta e assim permitisse que o CO2 se recuperasse na atmosfera mais uma vez. Isto teria acabado por esquentar a atmosfera o suficiente para fazer terminar a era do gelo, diz Kump. (
Fonte: Folha Online)

sábado, 19 de setembro de 2009

Consumidor tem nova opção para escolher carros menos poluentes

Na hora de decidir que carro comprar, agora será mais fácil optar pelo que emite menos poluentes e CO2 (dióxido de carbono). O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) colocaram à disposição do consumidor dois instrumentos que vão facilitar a opção pelo consumo consciente: a Nota Verde e o Indicador de CO2. Com os dados de marca, modelo e ano, é possível fazer consultas e comparações entre os veículos leves ano 2008. Os dados para os veículos 2009 estarão disponíveis até novembro.

O banco de dados utilizado é o da própria indústria automobilística e foi trabalhado para dar acessibilidade ao usuário.  “Agora, o consumidor vai poder tomar decisões de compra que levem em conta não só os critérios de economia ou desempenho, por exemplo, mas também o que é melhor para o meio ambiente, para a saúde e para o futuro”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A consulta lista cerca de 250 modelos e compara os níveis de emissões de CO2, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos, esses últimos responsáveis por 99% da poluição veicular. A lista, preparada pelo Ibama, obedece aos critérios da EPA, agência ambiental norte-americana, e do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, em inglês). Como os guias do IPCC 2006 consideram que o álcool tem emissão zero de CO2, não há o indicador para carros a álcool.

Nota - A Nota Verde varia de 0 a 10. Quanto maior a nota de um carro, menor a emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio. Já com o indicador de CO2, o consumidor obterá informações sobre emissão de gás carbônico por quilômetro rodado pelo carro. A escala vai de 5 a 10, com uma casa decimal de precisão. Aquele que emitir menos CO2 receberá nota 10.

Além dos dois indicadores, também será possível consultar os dados de consumo por litro de combustível dos veículos das montadoras que enviarem os dados, já que o fornecimento é voluntário. As novas ferramentas estão disponíveis nos sites do MMA (www.mma.gov.br) e do Ibama (www.ibama.gov.br).