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sábado, 6 de novembro de 2010

Centro Cultural inicia projeto 'Outras Falas' com duas peças

O Centro de Estudos e Programação Cultural da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (CPPC/UERN) inicia a temporada do Projeto Outras Falas com dois espetáculos de teatro. As apresentações ocorrerão no Teatro Municipal Dix-huit Rosado nos dias 13 e 14/10. A primeira peça a ser encenada é o infantil "A Era do Gelo", às 17h do sábado e domingo. O segundo espetáculo é para o público adulto. "Branca de Calvao" será apresentado às 20h. A entrada custa R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudante) - valores para ingressos antecipados. Na hora, os valores passam para R$ 12,00 e R$ 6,00 respectivamente.

O espetáculo "A Era do Gelo" é uma peça infantil que fala da diversão através de brincar de teatro, encenado pela Companhia Paraibana de Comédia. O espetáculo é baseado nos personagens Manny, um mamute protetor, Sid, uma preguiça atrapalhada que só pensa em brincar, Diego um tigre dente-de-sabre sinistro que faz amizade com Sid e Manny e outra criatura, Scrat, um esquilo e uma noz fujona - que neste espetáculo, terá vida própria, ações e atitudes de humano, salienta Edilson Alves, diretor.

Apesar de levar este personagens, para o palco, a idéia é deixa-los mais sensivéis, com atitudes e gestos mais humanos, transferindo responsabilidades até então dos humanos, como por exemplo, cuidados da higiene pessoal, valorização da escola, preocupando-se com os estudos, como também os cuidados com a natureza, com o meio ambiente e até mostrando o efeito etufa nas geleiras.
Reservado a todo público, a Era do Gelo, no teatro, tem duração de 55 minutos, destinado ao puro lazer, onde a criança e o adulto poderão também receber uma mensagem de cuidados com o planeta, sobre o efeito estufa, o descongelamento das geleiras e por fim a magia de brincar de teatro.
No elenco estão: Dinarte Silva ( a preguiça atrapalhada), Sergio Lucena ( Manny, o mamute) Adeilton Pereira ( o trigre), Alessandro Tchê( Scrat o esquilo) e José Maciel (a noz). Com músicas de Alberto Simoes e Chico, cenários, figurinos e adereços de Nelson Alexandre, Maquiagem de Sergio Lucena e Dinarte Silva, produção de divulgação Giovanna Gondim, Antonio Hino e Wagnner Nascimento,adaptação e direção geral de Edilson Alves, realização Companhia Paraibana de Comédia.

Adulto
A peça "Branca de Calvão e as sete nevinhas" é o mais novo espetáculo da companhia paraibana de comédia, escrita por Cristovan Tadeu ( ator integrante do elenco do Show do Tom da Tv Record) e dirigida por Edilson Alves. A referida cia. é responsável por sucesso de bilheteria e de público a exemplo de espetáculos como Pastoril Profano, as Coroas, As Fãs de Roberto Carlos, As Malditas e vários outros.

A peça trata do remake da fábula Branca de neve e os sete anões, onde uma madrasta ruim e malvada chamada dragolina manda matar a sua enteada Branca de Calvão, por pura inveja de sua beleza.Branca das Neves da Silva, mais conhecida popularmente como Branca de calvão, trabalha numa carvoaria na região norte da cidade e lá na carvoaria não tem água, devido problemas financeiros com a empresa de fornecimento de água, por isso ela ficou eternamente surja. Quando a Branca descobre o plano da sua madrasta em tentar mata-la,foge para a floresta e lá ela encontra seu refúgio, a casa das sete nevinhas, anãs que são funcionárias públicas de uma mina de pedras preciosas de um desses políticos corruptos do Brasil.

É com essa brincadeira e ao mesmo tempo que com situações cotiadianas do povo brasileiro que a Companhia Paraibana de Comédia irá fazer uma grande sátira ao mundo das fábulas e da realidade atual e social do Pais sempre com muito deboche, irreverência e interatividade com a platéia, elementos principais do segredo do suceso dessa companhia que usa esses elementos nos seus espetáculos.

Elenco: Adeilton Pereira ( Branca de calvão), Sergio Lucena (Madrasta Dragolina e Leonardo de caprio), Ribamar de Souza ( Espelho Mágico e Nevinha Risonha), Alessandro Barros ( Narradora e Nevinha Zangada) e Alessandro Tchê ( Narradora ,Motoboy e Nevinha Mestra).Na técnica Nelson Alexandre responsável pelos figurinos, cenários, adereços e iluminação. Sonoplastia de Wagner Nascimento, Direção Geral Edilson Alves realiazação Companhia Paraibana de Coméida. www.ciapbdecomedia.com.br (Edilson Damasceno)


Fonte: AGECOM-UERN

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ministério da Cultura lança novo Fundo Nacional da Cultura no Rio de Janeiro


Foto: Ivanaldo Xavier
   Henilton Menezes, secretário de fomento e Incentivo à cultura.

O Ministério da Cultura lança no próximo dia 30 de junho, o novo Fundo Nacional da Cultura que disponibilizará cerca de R$ 400 milhões para o financiamento de ações e projetos na área cultural. A informação é do promoter cearense que hoje é secretário de fomento e Incentivo à cultura daquele Ministério, Henilton Menezes, que nos recebeu em seu gabinete em Brasília. O lançamento desse incentivo à nossa cultura acontecerá no Rio de Janeiro.

Ele falou também da nova Lei Rouanet de incentivo à cultura que vai abrir muito mais oportunidades para os artistas brasileiros, incentivando a nossa cultura em todos os recantos do país. O secretário ressaltou que esse incentivo está recebendo, paralelamente, um novo ingrediente e citou os encontros que o Ministério da Cultura vem realizando pelo país, no qual escuta os artistas para saber dos seus anseios, desejos e novos projetos.

Mossoró - Na oportunidade foi indagado ao secretário se Mossoró poderia estar incluída no roteiro desses encontros e ele respondeu positivamente, sem contudo, precisar uma data, tendo em vista que dependerá da agenda dos profissionais do Ministério, especialmente do setor responsável que é a assessoria de imprensa, sob o comando da jornalista Caroline Borralho, que também acenou positivamente para essa possibilidade.  (Ivanaldo Xavier)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Comissão aprova projeto de Cristovam que torna obrigatória exibição de filmes nacionais nas escolas



A exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional deve ser obrigatória nas escolas de ensino básico por, no mínimo, duas horas mensais. É o que prevê projeto de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta terça-feira (26). A matéria foi aprovada pela comissão em decisão terminativa e ainda depende de exame da Câmara dos Deputados, antes de ser sancionada a lei.
A exibição de filmes brasileiros deve ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, estabelece a proposta (PLS 185/08). Na justificação do projeto, Cristovam Buarque argumentou que a ausência de arte na escola reduz a formação dos alunos e impede que sejam usuários de bens e serviços culturais na vida adulta. Para o autor, os jovens ficam privados de um dos objetivos fundamentais da educação, que, em sua avaliação, é "o deslumbramento com as coisas belas".
Ao explicar a escolha pela exibição de filmes, entre diferentes alternativas de manifestações artísticas, Cristovam afirmou que "o cinema é a arte que mais facilidade apresenta para ser levada aos alunos nas escolas". Além disso, disse que o país precisa ampliar a indústria cinematográfica, que hoje depende de financiamento público devido à baixa freqüência às salas de cinema.
O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) disse estar preocupado com os impactos financeiros da proposta e chegou a pedir adiamento da votação da proposta, do que desistiu. Ele observou que a obrigatoriedade poderia onerar o Poder Público, uma vez que o governo terá de adquirir os filmes que, muitas vezes, já são financiados com recursos públicos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - a chamada Lei Rouanet (Lei 8.313/91). Para resolver a questão, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) sugeriu a apresentação de projeto de lei para prever a doação, por parte da produtora, de filmes produzidos com incentivo da Lei Rouanet às escolas da educação básica.
Na opinião da relatora da matéria na CE, senador Rosalba Ciarlini (DEM-RN), a medida contribuirá para tornar a escola mais atrativa. Ela ressaltou que, apesar de as exibições terem de priorizar os filmes nacionais de caráter educativo, os estrangeiros também educativos poderão ser exibidos.
Homenagens
A CE também aprovou projeto de lei do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) que visa instituir a Medalha Sérgio Vieira de Mello, a ser concedida pelo ministro das Relações Exteriores às pessoas naturais ou jurídicas que tenham prestado serviços relevantes em proveito das relações exteriores ou do direito humanitário internacional.
Os autores informaram, na justificação da proposta (PLC 109/09), que o brasileiro homenageado atuava como representante da Organização das Nações Unidas no Iraque quando morreu em 2002, aos 55 anos, vítima de ataque terrorista a uma instalação da ONU, em Bagdá.
O relator da matéria na CE, senador José Nery (PSOL-PA), observou que Sérgio Vieira de Mello desempenhou funções em diversos países a serviço da ONU, em situações de guerra ou de reparação a graves ofensas aos direitos humanos. Nery ressaltou a atuação do diplomata no governo interino do Timor Leste, durante o processo de independência daquele país (1999-2002), bem como ações em Ruanda, de 1990 a 1991; na Albânia, em 1991; no Camboja, em 1991 e 1992; e na Bósnia- Herzegovina, em 1993.
- Sérgio Vieira de Mello é digno de ser reconhecido como uma personalidade que se dedicou à paz no mundo e que, de maneira brilhante, dignificou o nome do Brasil e sua tradição diplomática, ainda que seu vínculo não fosse com o Itamaraty, e sim com a ONU - disse José Nery.
Heróis da Pátria
A comissão aprovou ainda projetos de lei que homenageiam outros brasileiros. Por iniciativa do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), o ano de 2010 será o Ano Nacional Rachel de Queiroz, conforme o PLS 559/09, aprovado pelo colegiado. A CE também aprovou a inscrição no Livro dos Heróis da Pátria do nome do padre Roberto Landell de Moura (PLS 51/10), por iniciativa do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS); do padre José de Anchieta (PLC 254/09), de autoria do deputado Dr. Talmir (PV-SP); e do jornalista José Hipólito da Costa Furtado de Mendonça (PLS 202/09), de autoria da Presidência da República.
Ainda foram aprovados, em decisão terminativa da CE, o PLS 66/09, do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que Institui a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose; o PLC 155/09, do deputado Edinho Bez (PMDB-SC), que Confere ao Município de Imbituba (SC) o título de Capital Nacional da Baleia Franca; o PLC 258/09, do deputado Alex Canziani (PTB-PR), que confere ao município de Apucarana, no Paraná, o título de Capital Nacional do Boné.

Fonte: Agência Senado

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Amanhã, sábado, no Villa Oeste, Nó na garganta


...do diretor Neil Jordan.
Viagem alucinada e alucinante, comovente e chocante, de um garoto em busca de um lugar no mundo. No auge da guerra fria, num clima de fim-de-mundo, e em um mundo tomado pela histeria, transcorre a história do "incrível Francie Brady" que, abandonado por todos, tem como única salvação o amigo Joe Purcel. Resta, por ser o único em que ele pode confiar, ante a pressão social preconceituosa e discriminatória, que ameaça esmagá-lo, representada pela Sra. Nugent. Chocante e dolorosa é a reação de Francie ao cerco que lhe é movido, após ter feito muitas viagens e vivido agudas situações. Numa cidade tomada pela histeria religiosa e alucinada, à sombra do cogumelo nuclear Francie Brady realiza seu ato mais extraordinário.

Giovanni Rodrigues

quinta-feira, 18 de março de 2010

2ª Conferência Nacional de Cultura elege 32 prioridades gerais e 95 setoriais



Realizada em Brasília, de 11 a 13 de março, a 2ª Conferência Nacional de Cultura CNC) contou com a participação de mais de duas mil pessoas, entre delegados, observadores e convidados. Das 347 propostas apreciadas, os delegados elegeram 32 prioridades gerais, entre elas algumas referentes à comunicação social. E foram aprovadas por unanimidade 95 prioridades de 19 setores artístico-culturais.

A luta pela aprovação do marco regulatório da Cultura, que já tramita no Congresso Nacional, e é composto centralmente pelo Sistema Nacional de Cultura, Plano Nacional de Cultura e pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 150/2003, que vincula à Cultura 2% da receita federal, 1,5% das estaduais e 1% das municipais, foi a mais votada pelos delegados, que definiram as 32 prioridades através de cédulas. Entre elas estão, também, a regulamentação das profissões na área de cultura, a ampliação do acesso à internet e a reformulação da Lei de Direitos Autorais.

Quanto à comunicação social destacaram-se as propostas de regulamentação do artigo 223 da Constituição, que garante a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal, o fortalecimento das emissoras de radio e TV do campo público (comunitárias, educativas, universitárias e legislativas) e o incentivar a produção regional independente.

Presente em diversas conferências preparatórias à 2ª CNC, a proposta de controle social sobre os veículos de comunicação, fortemente atacada por empresários do setor que a classificam como cerceamento à liberdade de imprensa, também foi aprovada. Mas ao que parece, a pressão empresarial funcionou, pois ficou definida a prioridade de controle social sobre os veículos “do campo público de comunicação”.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Encontro de Mestres do Mundo, no Ceará



No próximo dia 25 será realizada, em Fortaleza (CE), uma ação cultural com o objetivo de apresentar a 5ª edição do Encontro Mestres do Mundo, cujo tema, este ano, será “Folias e Brincadeiras”.  O evento acontecerá entre 17 e 20 de março, no município de Limoeiro, localizado a 198 quilômetros da capital cearense. 

Nesses quatro dias, mestres das culturas populares do Brasil e de outros países da América Latina se encontrarão para apresentações e trocas de experiências, reunindo em um único local uma grande diversidade de tradições vindas de várias regiões brasileiras e de outros países. Estão programadas oficinas e seminários, além de apresentações artísticas. A iniciativa é da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Menos impostos para cultura

Produções cinematográficas, artísticas e culturais entraram definitivamente no regime de tributação para Micro e Pequenas Empresas. O projeto de lei foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Na prática, isso vai permitir que, a partir de 2010, trabalhadores do setor cultural passem a pagar uma alíquota mínima de 6%, em vez dos atuais 17,5%. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União (Seção 1, página 1), de 29 de dezembro.


Ao todo, o Simples da Cultura - como ficou conhecida a Lei Complementar nº 133/2009 - une quatro impostos federais, um estadual e um municipal. O texto sancionado altera a Lei Complementar nº 123/2006 (que instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte) para que trabalhadores do setor cultural possam ser enquadradas na tabela do chamado Simples Nacional.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Acesso à produção cultural é prioridade na nova Lei Rouanet

Entrevistado pelo Bom Dia Ministro na última quinta-feira (13), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, abordou temas como o Programa de Aceleração do Crescimento das cidades históricas e o Vale Cultura, um cartão magnético para que trabalhadores adquiram desde livros a ingressos para shows e cinema. Leia abaixo os principais trechos do programa produzido, ao vivo e transmitido via satélite para emissoras de todo Brasil, pela Secretaria de Imprensa e Porta Voz da Presidência da República.


Vale Cultura

O principal objetivo do Vale Cultura é incluir milhões de brasileiros. No cálculo da Receita Federal, serão 14 milhões de brasileiros que terão acesso a salas de cinema, aos espetáculos de teatro, de dança, a compra de livros e CDs. Infelizmente no Brasil o número de pessoas que participam do consumo cultural nunca chega a 20%. Só 13% dos brasileiros vão ao cinema, em média, uma vez por mês; menos de 10% entrou em um museu; só 17% compram livros. É preciso estimular o consumo. E, ao estimular, vamos irrigar em torno de R$ 17 bilhões por ano. É uma quantia nunca vista - nas bilheterias, nas livrarias, nas lojas de música. O Vale Cultura de R$ 50 é pouco. Mas isso vai significar para o governo, anualmente, R$ 2,7 bilhões. Pra começar está bom. Ter possibilidade de ir duas vezes ao cinema ou a possibilidade de irem duas pessoas, um casal, já é o início de um processo. Vai estimular abertura de novos cinemas, de novas casas de espetáculos, os livros vão baratear.

Adesão

O governo dá a maior parte do dinheiro através da renúncia fiscal, e a possibilidade de descontar como despesa operacional. Na medida em que os trabalhadores passem a comprar produtos e a freqüentar espaços culturais, as empresas irão qualificar o ambiente de trabalho. Precisamos que os brasileiros estejam preparados para o século XXI. As empresas não são obrigadas a aderir ao Vale Cultura. Na cultura tudo deve ser voluntário. No entanto, é atraente aderir. Além do mais, haverá uma pressão natural dos funcionários para que as empresas se associem e disponibilizem esse benefício.


Nova Lei Rouanet

Estamos descontentes com a lei. Por isso que é preciso mudar. A atual Lei Rouanet submete os artistas a bater de porta em porta de departamentos de marketing de empresas. E é dinheiro público. Nesses 18 anos, só 5% foi dinheiro privado, o restante é público. Ou diretamente do imposto devido, ou dinheiro das estatais. É preciso mudar, melhorar, desburocratizar, facilitar o trabalho do artista e permitir que eles tenham o máximo de liberdade para produzir arte e cultura. Hoje, 80% do dinheiro da Lei Rouanet ficam nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, sendo 83% dos proponentes ficam com mais da metade do dinheiro. O grande impacto da nova Lei Rouanet será que ela vai disponibilizar o acesso a esse recurso para toda produção cultural do Brasil, permitindo que o desenvolvimento cultural não se concentre apenas em duas cidades.


Política Cultural

Política pública de cultura não é apenas evento. Precisamos desenvolver processos estruturantes de acesso a técnicas, disponibilizar possibilidades de expressão, levar para a sala de aula, fazer parte do processo educativo, disponibilizar a biblioteca para que as pessoas leiam. Uma política pública de cultura tem que considerar todo o processo cultural. A população certamente apóia porque no Brasil inteiro, em todas as classes sociais, a cultura é o quarto item de consumo. Só não se consome mais porque o preço é muito alto no Brasil. O Ministério da Cultura já sente a necessidade de uma instituição que processe números, elabore informações para que as políticas públicas sejam cada vez mais precisas, dotadas de informação suficiente para que a gente acerte. O cartão magnético gera informações e produz uma possibilidade de se estudar as tendências, as demandas da população, onde estão concentradas as prioridades. Com isso a gente vai aprimorando a política pública. Outro efeito positivo é que estimula a legalidade. Por exemplo, uma vez funcionando o Vale Cultura, vai diminuir o CD pirata e aumentar o CD comprado em loja.


PAC das cidades históricas

O Ministério da Cultura teve a ideia de se associar ao PAC com o objetivo de gerar uma infraestrutura para que o Brasil possa se desenvolver de forma mais rápida. Cultura faz parte do desenvolvimento. E além de ser uma necessidade básica de todo brasileiro, é também uma economia importante e outras economias vivem dela. Um dos principais atrativos da economia turística ou é a natureza ou é o atrativo cultural. O PAC das cidades históricas vai ter como método estimular que os governos apresentem propostas para preservação de forma qualificada desses patrimônios. São mais de 100 cidades no Brasil tramitando em processo de tombamento.


Fundo pró-leitura

Os lucros aumentaram muito na área. Estamos fazendo uma política de desenvolvimento da leitura no Brasil que vem ampliando o número de leitores, ou seja, os negócios na área do livro estão florescentes. Não há motivo para não cumprir um acordo de 1% que fortalece o fundo do livro e leitura exatamente para desenvolver o hábito no Brasil desde as novas gerações até os adultos. O diálogo está no bom sentido, estamos avançando. Há um reconhecimento do setor de que é importante colaborar com essa política, inclusive porque desenvolve a economia deles. O governo tem sido muito sensível ao segmento. No Brasil, precisamos levar em consideração a palavra dada. Na medida em que houve o acordo, ele será cumprido.


Meia entrada

Todo jovem deveria ter direito a meia entrada. Porque se ele não está na escola, deveria estar. Não podemos punir duplamente o jovem que já foi excluído da escola e por isso não terá acesso também a cultura. Isso é uma visão limitada, é punitiva. E a carteira tem que ser controlada. Somente entidades idôneas devem emitir carteira com controle de governo. A Casa da Moeda já se ofereceu para produzir uma carteira de difícil falsificação. As entidades estudantis terão que compreender que quebra a indústria do espetáculo se ultrapassar um certo número de meias em cada espetáculo. Se tiver 80% de meia num espetáculo, o preço da meia deverá ser o preço da inteira. Isso é uma falsa conquista, porque se a meia é R$ 80, R$ 100, aquilo na verdade é uma inteira que está compensando uma quantidade excessiva de meia. As entidades estudantis não aceitam a ideia da cota. Muitos países adotaram a cota, é de fácil controle. Se o estudante duvidar de que a quantidade de meia já esgotou, ele pode pedir para visualizar na tela. O controle por parte dos órgãos é muito fácil.


Cultura Indígena

Cabe aos indígenas definir o que eles querem assimilar do processo cultural, do contato com o branco, à sociedade global. Os índios, os indígenas em geral, querem preservar suas tradições, seus valores. Mas querem ter acesso ao computador, à tecnologia digital. O Ministério já está trabalhando com mais de 80 nações indígenas, disponibilizando pontos de cultura, financiando suas atividades, disponibilizando computadores e banda larga.


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Noticias a cerca da cultura local – “Auto da Liberdade edição 2009 não se realizará”

*Viviana Mesquita

Talvez a mais nefasta notícia a cerca da cultura local, após a grande evidência nacional que foi dada a cidade de Mossoró (pânico na TV) na realização do recente evento da cidade intitulado; Mossoró Cidade Junina.

Não toquemos mais nesse assunto, alias assunto polêmico que deveríamos ter tratado com mais ênfase, refletindo o tipo e o nível de cultura que desejamos ter, o tipo de humor-artistico, e principalmente que tipo de arte o dinheiro público deve financiar. Mas como no Brasil são tantas as questões polêmicas envolvendo recursos públicos sem resolução concreta e retorno ético para a sociedade, que por força das circunstancias acabam evidenciando-se outras tantas questões polêmicas que não cessam e não se resolvem em curto prazo e em alguns casos nem em longo prazo.

Dessa forma passemos então a próxima questão polêmica. Inicio dizendo que penso os recursos públicos voltados à arte na cidade de Mossoró tem sido gerenciados de maneira pouco esclarecida. A arte nessa cidade parece justificar muitas coisas e muitos recursos.

A notícia da não realização da edição 2009 do Auto da Liberdade em primeira hora nos remete a pensar de como o evento, o maior evento cênico a ser realizado a céu aberto em todo nordeste, simplesmente não tem mais recurso. E pra onde foi o dinheiro? Onde foi parar os recursos orçados? Perguntas que nos remete no mínimo a uma prestação de contas, que certamente iniciará com a palavra Crise Mundial, crise financeira, crise, crise, crise...

Como afirmei anteriormente e como bem disse uma amiga, a arte historicamente tem justificado muitos erros e/ou muitos acertos mais no final acaba sendo sacrificada. A fomentação da arte e dos eventos culturais que ilustram a terra da liberdade, na capital da cultura do estado do Rio Grande do Norte, tem movimentado uns bons bocados de recursos financeiros nos últimos anos, mais, no entanto não foi suficiente para poupá-la do sacrifício do corte, afinal de contas alguma coisa tinha que cair.

No fundo toda essa questão só vem confirmar de como a arte para este município, não é prioridade, nem muito menos levada a sério. A arte aqui parece mais um jeito bom e confortável de resolver situações pendentes e/ou distorcidas e pouco claras a cerca do orçamento geral do município.

No campo da política cultural, da gestão democrática e cidadã dos recursos públicos, existe um Conselho municipal de cultura, com formação do poder público e sociedade civil. Conselho esse pouco informado sobre os r ecursos destinados a arte e cultura local, conselho esse que tem discutido o funcionamento da Lei Municipal de Cultura e tentado com bastante veemência implemanta-la, mais que também tem ficado fora das discussões e definições que se refere aos recursos destinados à fomentação da arte e da cultura no município.

Talvez esteja faltando um entendimento que deve ser uníssono a cerca do papel do conselho de cultura dentro da gestão publica municipal. Como conselheira sei que esse não tem sido um debate feito internamente, mais necessita urgentemente ser pauta do próprio conselho de cultura, bem como das articulações e mobilizações artísticas da cidade para citar o FAM – Fórum dos Artistas
Mossoroenses.

Por fim, penso que o não acontecimento do evento cultural Auto da Liberdade, deva servir para pensarmos não somente como anda e para onde anda o orçamento público da arte e da cultura do município, mais fundamentalmente sirva para podermos refle tir a cerca da qualidade da arte e principalmente a cerca da política cultual que queremos desenvolver e consumir, que mudanças a arte e a cultura são capazes de provocar numa sociedade capitalista e violenta.

Para não terminarmos essa leitura de maneira triste, até porque logo, logo surgirá outra questão polêmica e talvez nem precisemos nos deter tanto a essa cito um trecho de uma música conhecida por alguns “Então é festa....brindamos, bebamos, cantamos... é festa...ninguém vai poder nossa voz calar”.
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*Atriz, Especialista em Ensino de Teatro e Conselheira Municipal de Cultura.