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sábado, 13 de agosto de 2011

R$ 1,1 bilhão em multas e apreensão de gado e motosseras contra desmatamento na Amazônia


Destruição da floresta recuou 44% em maio, em relação a abril. Foram embargados 32 serrarias e 72 mil hectares de terra

O desmatamento da Amazônia recuou 44% em maio na comparação com o mês anterior. Grande parte da redução é atribuída à uma ação de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 18 áreas prioritárias para o controle do desmatamento. De 31 de março até a última sexta-feira (12), o Ibama registrou R$ 1,1 bilhão em multas aplicadas contra desmatadores, embargou 32 serrarias e 72 mil hectares e apreendeu gado e outros materiais.

Com o aumento de 27% na área desmatada entre agosto de 2010 e abril de 2011, 400 fiscais foram a campo, num trabalho integrado com o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – que forneceu dados on line para orientar as ações, retirados do sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real – Deter. A força-tarefa integrou também policiais federais e rodoviários, a Força Nacional de Segurança e o Exército. 

Na última quinta-feira (11), saiu o primeiro caminhão com gado apreendido do município de Novo Progresso, que será doado a entidades que atendem pessoas de baixa renda. De acordo com o coordenador de Fiscalização do Ibama, Bruno Barbosa, a retirada do primeiro rebanho é um sinal forte para os desmatadores, pois a ampliação dos pastos é o principal motivo de derrubada das árvores. “O temor de perder o gado tem se demonstrado um fator de dissuasão crucial na Amazônia. Por isso, o Ibama está determinado a continuar apreendendo bois”, afirma. 

Operações - A reação contra o aumento do desmatamento verificado em abril implicou a intensificação de três operações permanentes de combate ao desmatamento ilegal: a Disparada, a Guardiões da Amazônia e Arco Verde. A Disparada visa a retirada de gado das áreas de proteção ambiental. A Guardiões da Amazônia tem como estratégia a descapitalização do infrator, por meio das multas e da apreensão dos bens envolvidos na atividade ilegal e no embargo da área. E a Arco Verde tem foco na regularização fundiária e no estímulo à produção sustentável.

Fonte: Secom

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Deter indica 135 km² de desmatamentos na Amazônia no último bimestre de 2010


Entre novembro e abril, que consiste na época de chuvas na Amazônia e se torna mais difícil a observação por satélites devido à intensidade de nuvens que cobrem a região, o Inpe divulga os resultados do Deter agrupados por bimestre. Entretanto, é importante salientar que o sistema mantém durante todo o período sua operação regular, com o envio de dados a cada quinzena ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Relatórios mensais completos estão disponíveis no site do Deter: www.obt.inpe.br/deter

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Deter não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da floresta amazônica. Por estes motivos o Inpe não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos.

O sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do Deter são enviados a cada quinzena ao Ibama, responsável por fiscalizar as áreas de alerta.

Como o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, é possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. O Inpe reitera que nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema, devido à cobertura de nuvens. Contudo, a menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Os números apontados pelo Deter são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o Inpe utiliza o Prodes (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial, capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta Deter, o Inpe apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao Deter, são públicos e podem ser consultados no site www.obt.inpe.br/deter

Fonte: Inpe

sábado, 26 de setembro de 2009

Desmatamento na Amazônia caiu 34% em agosto


Em relação ao mesmo mês de 2008, o desmatamento da Amazônia, em agosto de 2009, diminuiu 34%. A área desmatada no mês passado, apontada pelo Deter, foi de 498,1 km². E o estado que registrou maior índice de destruição da floresta foi o Pará, com 301,18 km², seguido do Mato Grosso (105,24 km²) e Rondônia (50,93 km²). Os dados foram divulgados na última quinta-feira (24) pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a pouca incidência de nuvens na área monitorada pelo Deter (Departamento de Transportes e Terminais) em agosto fez com que os dados coletados sejam muito próximos da realidade. Se considerado o período de janeiro a agosto, 2009 registrou uma queda de 57% em relação ao mesmo período de 2008. Quando comparado ao desmatamento do último mês de julho, a queda foi de 40%.

Segundo Minc, em 2009 será registrado o menor desmatamento das duas últimas décadas. “Pela primeira vez, em 20 anos o desmatamento será abaixo de 9 mil km²”. Ele destacou, ainda, que o menor desmatamento anteriormente notificado foi em 1991, quando foram registrados, 11.100 km² (de agosto a julho).

Apesar dos índices apontados pelo sistema de monitoramento, Minc disse que ainda não está satisfeito. “Não comemoro. Sempre acho que a queda no desmatamento não é satisfatória. Quero desmatamento zero”.

Ações conjuntas -  A queda no desmatamento se deve a atuação em áreas onde o MMA, o Ibama e a Polícia Federal têm realizado operações conjuntas de combate a crimes ambientais. Além disso, ações semelhantes às realizadas na Amazônia já começaram a ser feitas no Cerrado e, em breve, também ocorrerão na Caatinga. 

Deter - O sistema Deter é um levantamento mensal feito pelo Inpe desde maio de 2004. O sistema monitora, por satélite, o desmatamento na Floresta Amazônica.


P Preserve o meio ambiente: pense duas vezes antes de imprimir.