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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Anvisa fixa critérios para importação de matérias-primas e alimentos do Japão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fixou critérios para a importação de matérias-primas e alimentos do Japão. A resolução foi publicada hoje (1º) no Diário Oficial da União.

De acordo com a resolução, a importação de toda e qualquer matéria-prima ou produto alimentício acabado, semielaborado ou a granel, originária ou proveniente do Japão, estará condicionada à apresentação de declaração das autoridades sanitárias do país de que os produtos não contêm níveis de radiação acima dos limites permitidos.

A medida anunciada ontem (31) consta da nota técnica elaborada conjuntamente pela Anvisa e pelo Ministério da Agricultura, e vale a partir de segunda-feira (4). O documento também prevê o monitoramento aleatório de amostras de produtos alimentícios que chegam ao Brasil.

Produtos que apresentarem níveis de radionuclídeos acima dos limites permitidos pelo Codex Alimentarius (fórum internacional de normalização sobre alimentos) serão descartados.

O governo brasileiro intensificará também a fiscalização de vôos provenientes do Japão, para garantir que viajantes não ingressem no Brasil portando alimentos provenientes daquele país. Avisos sonoros em aviões e nas salas de espera dos aeroportos reforçarão a orientação aos passageiros. (Christina Machado)

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 24 de março de 2011

Não há risco de acidente japonês se repetir no Brasil, diz Cnen


O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, disse ontem (23) na Câmara dos Deputados que o acidente nuclear no Japão não é razão para mudar nosso Programa Nuclear. Ele participou de audiência pública da Comissão de Minas e Energia. Gonçalves classificou de "precipitada" a decisão da Alemanha de fechar usinas e vinculou a medida ao período eleitoral daquele país. O Programa Brasileiro de Energia Nuclear prevê a construção de mais quatro usinas.

Na audiência, que discute os projetos de construção de usinas nucleares no Brasil e a situação das usinas que já estão em funcionamento (Angra 1 e 2), Gonçalves lembrou que o Brasil está sobre uma única placa tectônica e, por isso, um terremoto de nível 7 jamais ocorrerá no País.

Segundo ele, as usinas japonesas estariam preparadas para um terremoto de nível 8,4 e ondas de 10 metros, mas foram registradas ondas de 14 metros e um terremoto de 8,9 graus. Ele afirmou também que, mesmo diante de uma catástrofe, os prédios das usinas de Angra dos Reis são à prova de inundação.

Radiação - Gonçalves falou também sobre os riscos da radiação. Ele explicou que o nível máximo permitido para o público em geral numa usina é de uma unidade de medida, enquanto uma simples tomografia já expõe uma pessoa a quatro unidades de medida.

Ele acrescentou ainda que o acidente japonês não deve causar mortes ou câncer provocado por radiação, porque a exposição das pessoas não chegou a 100 unidades. De acordo com o presidente da Cnen, só a partir de 800 unidades de medida o dano ao homem seria certo, e acima de 4.500 a exposição seria com certeza letal.

Fonte: Agência Câmara