terça-feira, 28 de junho de 2011

Estudantes da FEI criam sistema que controla cadeira de rodas com movimento da cabeça


Projeto é uma das atrações da 40ª Elexpo aberta hoje (28), em São Bernardo (SP).

Formandos do curso de Engenharia Elétrica do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) desenvolveram um sistema que permite controlar a cadeira de rodas apenas com movimento da cabeça. O dispositivo é bastante indicado para tetraplégicos.

Outro projeto, para terminais de embarque de passageiros, ajuda a evitar o extravio de malas nos aeroportos. Estes e mais 10 projetos estarão expostos hoje (28) no campus São Bernardo, na av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 3.972, bairro Assunção.

Controle por movimento sem fio - O projeto é composto por controle remoto que detecta e processa movimentos, e pode ser acoplado em uma tiara para a cabeça, colar ou segurado pela mão. O sistema transmite os movimentos processados em forma de comandos, via radiofrequência, para unidade receptora. A tecnologia permite o controle de movimento para cadeira de rodas, controle de cursor de mouse e detecção de quedas.

A cadeira de rodas é controlada pelo movimento da cabeça, já que o sensor acoplado na tiara segue os movimentos do usuário. Para a cadeira funcionar, basta inclinar a cabeça para baixo por dois segundos.

Sarb - Sistema Automático de Rastreamento de Bagagens para terminal de embarque de passageiros, evita o extravio de bagagem. No check-in, os dados do passageiro são cadastrados e a mala etiquetada com chip Rfid (identificação via rádio freqüência) de código único. Na esteira, outro leitor Rfid consulta o destino da bagagem. Assim, ao serem colocadas no avião todas as malas são analisadas pelo sistema, que dispara notificação via SMS para os proprietários. Caso haja erro de direcionamento da bagagem, a mesma irá para um centro de controle manual para envio ao destino correto.

Fonte: Ascom da FEI

Ministro apresentará nova política industrial em audiência na quarta

Proposta do governo deve fortalecer a produção nacional. Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos reclama que o faturamento do setor em 2010 diminuiu 12,1% em comparação com 2008.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, apresenta aos deputados amanhã (29) a nova política industrial brasileira, que será anunciada oficialmente pela presidente Dilma Rousseff na segunda quinzena de julho.

Segundo o ministro, o foco será a inovação "capaz de dar o fôlego necessário à indústria nacional". A audiência pública conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Trabalho, de Administração e de Serviço Público foi proposta pelo deputado Assis Melo (PCdoB-RS).

"A nova política vai apoiar o setor produtivo no enfrentamento da valorização cambial e da concorrência asiática", afirmou o ministro.

Além do estímulo à inovação, Pimentel também explicou que a nova política industrial - que irá substituir a atual Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) - possibilitará uma maior atração de investimento. "Vamos aumentar a busca por empresas estrangeiras que exportam manufaturados ao Brasil para que se associem ao capital nacional", disse. Segundo Pimentel, esse modelo está vinculado à necessidade de equilibrar a qualidade da balança comercial.

"A partir do segundo semestre, começaremos, de fato, a enfrentar problemas conjunturais da indústria brasileira. O governo pretende anunciar desonerações fiscais e um forte investimento em inovação industrial", adiantou o ministro.

"Estamos muito ansiosos para saber como vem a proposta do ministério", afirmou Assis Melo. Segundo ele, a indústria precisa ter produtos com maior valor agregado e mão-de-obra qualificada para competir com o mercado internacional. "Precisamos ter condições para termos uma indústria moderna não só do ponto de vista tecnológico, mas a partir do parque industrial atual."

Encolhimento da indústria Assis Melo reclamou da substituição de produtos nacionais por importados e o encolhimento da indústria nacional.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), citados por Melo, indicam que o faturamento do setor em 2010 diminuiu 12,1% em comparação com 2008. Em 2010, 60% das máquinas adquiridas para a indústria nacional foram importadas e 40% foram de produção nacional. Esse quadro é o inverso do que havia em 2005, quando seis em cada 10 máquinas compradas pela indústria brasileira era de fabricação nacional.

De acordo com o parlamentar, uma das soluções para fortalecer a indústria nacional é o crescimento do mercado interno. "Precisamos ter uma base produtiva ampla e olhar para o mercado interno que tem grande potencial de consumo. Se aumentarmos a renda da população, melhoramos o mercado interno", disse.

Melo defendeu a convocação da Comissão de Trabalho para a audiência com o ministro. "Ao discutir uma nova política industrial há que se pensar como estará inserido o trabalhador. Não podemos dissociar o desenvolvimento do trabalho."

A audiência será realizada no Plenário 5 a partir das 9h30.

Fonte: Agência Câmara

Consequências de Fukushima


Acidente deve causar uma parada nos programas nucleares de vários países, mas não decreta o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.

O acidente nuclear na usina de Fukushima, causado por um terremoto seguido de tsunami, que atingiram o Japão no dia 11 de março passado, deve causar uma parada acentuada nos programas nucleares de vários países, mas não decretará o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.

A opinião é do engenheiro civil e Ph. D. em Engenharia Nuclear, Odilon Antonio Marcuzzo do Canto, presidente da Secao Latino-Americana da Sociedade Americana de Energia Nuclear (LAS/ANS).

Ele fala sobre o assunto em sua conferência Olhando para o futuro após o acidente de Fukushima, que profere na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se realiza de 10 a 15 de julho, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO).

Marcuzzo do Canto vai discorrer sobre as iniciativas tomadas pelas autoridades japonesas e pelos organismos internacionais competentes e as possíveis consequências para as pessoas e o meio ambiente.

"A partir dessa visão, tentarei esclarecer as consequências que são esperadas para o setor nuclear no Brasil e no mundo", diz. "A intenção é repassar de forma ordenada uma grande quantidade de informações disponíveis em diversas fontes, como jornais especializados, revistas e internet", diz ele, acrescentando que também deverá fazer comentários sobre as conclusões da Conferencia Ministerial sobre Fukushima, realizada de 20 a 24 de junho, em Viena, da qual participou.

Marcuzzo do Canto baseia sua convicção de que o mundo não abandonará de todo a energia nuclear no fato de que muitos países precisam dela. "A demanda de energia mundial vai obrigar algumas nações a continuar com a produção nucleoelétrica, pois é a única fonte com densidade de energia suficiente para atender suas necessidades", explica. "As fontes ditas alternativas como eólica e solar certamente podem desempenhar um papel importante, mas não têm densidade energética capaz de atender grandes demandas."

No caso do Brasil, Marcuzzo do Canto diz que o País tem grandes possibilidades com a biomassa e, portanto, faz sentido imaginar que na matriz energética nacional a energia nuclear nunca terá papel preponderante. Apesar disso, ressalta que ela é importante para o Brasil. "Só existem três países no mundo que têm, ao mesmo tempo, a capacidade tecnológica de desenvolver o ciclo completo do combustível nuclear e reservas consideráveis de urânio", diz. "Esses países são Estados Unidos, Rússia e o nosso. Dessa forma, não faz sentido abrirmos mão de tamanha riqueza."

Há outra razão para que o País não despreze essa forma de energia. "Tecnologia nuclear não se compra, ou se desenvolve internamente ou se abre mão dela", explica. "Portanto, é importante que o Brasil dê continuidade ao seu programa nuclear. O desenvolvimento do projeto do reator multipropósito brasileiro é um passo importante nessa direção. O aumento da capacidade cientifica, tecnológica e industrial no setor nuclear é também fundamental para garantir o Brasil quanto a outras aplicações da energia nuclear, principalmente na indústria e na saúde."

Serviço: A palestra do presidente da LAS/ANS Odilon Antonio Marcuzzo do Canto será no dia 13 de julho, às 12h, no campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A 63ª Reunião Anual da SBPC tem 148 atividades, entre conferências, mesas-redondas, simpósios e encontros, além de 67 minicursos e cinco sessões de pôsteres. Boa parte dessas atividades abordará o tema principal do evento Cerrado: Água, Alimento e Energia. Haverá ainda uma exposição de ciência e tecnologia, entre outras atividades paralelas.

Veja a programação completa em: www.sbpcnet.org.br/goiania/home/

Fonte: Ascom da SBPC

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Seminário divulga pesquisa sobre impactos dos transgênicos na saúde



O Centro de Ciências Agrárias da UFSC sedia hoje (27), um seminário sobre a resposta imunológica do consumo de alimentos transgênicos com a toxina Bt.

Essa toxina é produzida por plantas transgênicas que têm inserido em seu genoma o transgene Cry1Ab, modificado da bactéria Bacillus thuringiensis. A resposta imunológica está relacionada aos mecanismos adotados por organismos na defesa contra invasores externos.

O encontro é no auditório do CCA, Bloco B, Bairro Itacorubi, a partir de 16h30. Pesquisas com transgênicos são desenvolvidas junto ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC há mais de 20 anos.

Os resultados do novo estudo serão apresentados pela pós-doutoranda italiana Elena Rocca, que faz um intercâmbio no Brasil. Sua pesquisa integra o Projeto de Pesquisa em Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados, executado em um convênio entre a UFSC e o Centre of Biosfety (Genok), vinculado à Universidade de Tromso, na Noruega.

O objetivo da pesquisadora da universidade norueguesa é verificar o impacto da toxina Bt na saúde. Para realizar o estudo, Elena Rocca alimentou 100 frangos com milho transgênico (Bt) e 100 frangos com milho orgânico no município de Campos Novos (SC).

Duas amostragens de sangue das aves foram analisadas nos laboratórios da UFSC. Posteriormente serão avaliados alguns órgãos do sistema digestivo das aves.

Esta é a primeira pesquisa realizada com o milho brasileiro. "Não existem estudos sobre o comportamento da proteína transgênica nas variedades de milhos cultivados no Brasil", ressalta a doutoranda Sarah Agapito, que também integra o projeto de biossegurança.

Toxina BT - A toxina Bt produzida por plantas transgênicas é oriunda de um gene modificado da bactéria Bacillus thuringiensis. Esse evento transgênico foi desenvolvido para ser mais tolerante ao ataque de lagartas (insetos da Ordem Lepidoptera). No entanto, alguns estudos comprovam o efeito da toxina também em organismos que não são alvos. Um estudo canadense realizado por Azziz Aris e Samuel Leblanc, da Universidade de Quebec, por exemplo, constatou a presença da toxina no sangue de mulheres e fetos, comprovando que a substancia não é quebrada no intestino, portanto pode ser prejudicial também a outros organismos.

Mais informações: Pós Graduação em Recursos Genéticos Vegetais (48) 3721-5333 / 8823-7793 (Sarah Agapito, doutoranda do Programa de Pos-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais)

Fonte: Ascom UFSC

Centro de Segurança Cibernética do Ceará ajudará governos no combate a hackers e cibercrimes


Dell inaugura hoje (27), às 16h, na reitoria da Uece, Laboratório de Segurança da Informação em Nuvens.

O maior ataque de hackers da história do Brasil a sites do governo, ocorrido neste mês, evidenciou a necessidade de precaução contra vulnerabilidade de dados oficiais e sigilosos na internet. Mas a defesa preventiva está a caminho.

Será inaugurado nesta segunda-feira (27) o Laboratório de Segurança da Informação em Nuvens, que integrará o Centro de Excelência em Segurança Cibernética (CESeC) na Universidade Estadual do Ceará (Uece), que pretende dar suporte ao governo na área de seguranças de sistemas e combate ao cybercrime.

Participam da inauguração o presidente da Dell no Brasil, Raimundo Peixoto - a empresa investe R$ 3 milhões nesta unidade de pesquisa e desenvolvimento -, o reitor Assis Araripe e o coordenador do laboratório, André Luiz Moura dos Santos. O Laboratório será instalado na Uece no grupo de pesquisa em segurança computacional - o Information Security Research Team (Insert), fundado em 2000 por André dos Santos, quando professor do Georgia Institute of Technology (Georgia Tech).

Desde 2007 Santos veio para a Uece. Esta base de conhecimento e laboratório serve como estrutura inicial para a criação do Centro de Excelência em Segurança Cibernética (CESeC), com orçamento de R$ 15 milhões para equipamentos básicos dos laboratórios. O CESeC será o único no Brasil neste campo, e atuará com formação, suporte a pesquisa de ponta em segurança de sistemas, área carente no Brasil e no mundo, em articulação com centros de conhecimento nacionais e internacionais, assinala o pesquisador.

A pesquisa no Laboratório de computação em nuvens tem a colaboração de pesquisadores do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Dell, da Universidade de Quebec e Monteral (UQAM) e Georgia Tech.

Outra pesquisa internacional desenvolvida pelo grupo é financiada em cerca de 2,5 milhões de Euros pela Comunidade Europeia, no estudo de segurança da Internet do Futuro.

A Uece receberá neste projeto professores e pesquisadores da Université Pierre et Marie Curie -LIP6, TU Munique, Universidade de Lisboa, Ecole Normale Supérieure, UFPE, UFRJ, UFAM, UFRGS, UFSC; e das empresas Infineon, Twinteq, EtherTrust, Telecom ParisTech, e Implementa. Nos Estados Unidos, virão professores e pesquisadores da Universidade da Califórnia, Florida Tech e Stanford.

O deputado Ariosto Holanda, que defende a colocação de emenda da bancada cearense para a implantação do Centro de Excelência em Segurança Cibernética na Uece, levou André dos Santos ao secretário Nacional de Política de Informática (Sepin), Virgílio Almeida, do MCT, para apresentar o projeto.

Segundo o parlamentar, a experiência internacional de André dos Santos, articulada com os centros de pesquisa de porte mundial dedicados ao estudo e desenvolvimento de ferramentas de combate ao crime na Internet, credencial o núcleo de pesquisadores a desenvolver na Uece um centro nacional de Segurança Cibernética. (Flamínio Araripe)

Fonte: JC E-Mail

Nature publica especial sobre biocombustíveis


A revista Nature lançou, em sua edição atual, um suplemento especial sobre biocombustíveis. 

A publicação tem apoio da Fapes, do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC) do Reino Unido, do BioEnergy Science Center (BESC), ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, e das empresas Ceres e BP.

Intitulado Semeando substitutos para combustíveis fósseis, o suplemento reúne artigos e reportagens que abordam os biocombustíveis sob diferentes perspectivas.

Moving forward with biofuels foi escrito por Carlos Henrique de Brito Cruz (diretor científico da Fapesp), Richard Flavell (cientista-chefe da Ceres), Martin Christie (diretor de comunicação e sustentabilidade da BP Biocombustíveis), Janet Allen (diretora de pesquisa da BBSRC), Douglas Kell (CEO da BBSRC), Martin Keller (diretor associado do Oak Ridge National Laboratory) e Paul Gilna (diretor do BESC).

No texto, os autores destacam que os biocombustíveis podem ser uma parte significativa da resposta à pergunta que se faz hoje sobre como a humanidade pode seguir em direção à mobilidade de baixo carbono assegurando, por um lado, o suprimento necessário de alimentos e serviços ambientais suficientes e, por outro, minimizando ou mesmo revertendo a produção de gases de efeito estufa, em um contexto no qual se prevê que o uso de energia deverá dobrar até 2050.

Segundo eles, os biocombustíveis podem substituir muitas aplicações do petróleo e, em particular, os combustíveis líquidos utilizados no transporte. Além disso, eles também podem servir como substitutos do petróleo nas indústrias petroquímicas, como, por exemplo, na produção de polímeros "verdes".

Em contrapartida, a produção de biocombustíveis de plantas tem gerado muita controvérsia e equívoco. O que, na opinião dos autores, justifica e torna oportuno o suplemento especial da revista sobre o tema.

"A produção em larga escala de biocombustíveis, como parte de uma agricultura global mais eficiente, não é somente vital para a suficiência, segurança e sustentabilidade energética, como também é um dos principais temas na agenda de debates política, regulatória e de sustentabilidade", afirmam.

De acordo com o texto, em 2010 os Estados Unidos produziram 13 bilhões de litros de etanol de milho, o que corresponde, aproximadamente, a 10% do total do combustível que utilizam e representa um aumento de 800% em relação a 2000.

Por sua vez, o Brasil também teve um aumento de sua produção, que chegou a, aproximadamente, 8 bilhões de litros de etanol de cana-de-açúcar, representando cerca de 50% do combustível utilizado no país. Mas esse aumento não foi obtido apenas com a expansão do uso da terra para plantio.

Houve também um considerável aumento de produtividade. "A produtividade da cana-de-açúcar aumentou no Brasil de 50 toneladas por hectare em 1975 para 80 toneladas por hectare em 2005", apontam os autores.

O texto também destaca a experiência bem-sucedida do Brasil na utilização do etanol de cana-de-açúcar como combustível, por meio de pequenas mudanças nos motores dos automóveis e na produção do chamado polietileno "verde" por companhias petroquímicas como a Braskem, além do farneseno (o diesel da cana), que deverá começar a ser produzido em breve no país pela empresa Amyris.

"Quanto mais informações forem reunidas de experimentos realizados em grande escala nos Estados Unidos, com o milho, e no Brasil, com a cana-de-açúcar, mais inovações e/ou melhorias serão possíveis em todas as etapas da cadeia de produção, assim como nos novos projetos de processos de produção e biorrefinarias", afirmam.

Lições do Brasil - No artigo Lessons from Brazil, a professora de economia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP), Marcia Azanha Ferraz Dias de Moraes, aborda lições que o Brasil pode oferecer para outros países com base em sua experiência de 35 anos como um dos maiores produtores mundiais de biocombustível.

Essas lições incluem a viabilidade de se substituir parte do combustível fóssil por uma alternativa renovável, a necessidade de regras claras sobre o funcionamento do mercado, a presença de uma economia de escala, a proteção ao meio ambiente e a atração ao investimento estrangeiro.

"Qualquer país que queira atrair investimento doméstico ou estrangeiro precisa ter regras claras sobre o funcionamento de seu mercado de etanol. É preciso que estabeleça, entre outras coisas, como será a formação de preços, a competição com a gasolina, uma política de financiamento de estoque e de criação de empregos", disse Moraes à Agência Fapesp.

Entre os outros artigos publicados no suplemento estão: A new hope for Africa, de Lee Lynd, da Thayer School of Engineering do Dartmouth College; Direct impacts on local climate of sugar-cane expansion in Brazil, de Scott Loarie, pesquisador do Departamento de Ecologia Global da Carnegie Institution for Science, e outros; e Microbial production of fatty-acid derived fuels and chemicals from plant biomass, de Eric Steen, do Departamento de Bioengenharia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e colegas.

O suplemento especial Nature Outlook sobre biocombustíveis pode ser acessado em www.nature.com/nature/outlook/biofuels.

Fonte: Agência Fapesp