quarta-feira, 20 de maio de 2009

Audiência aborda diretrizes curriculares de Jornalismo. FENAJ apresentará propostas

Nesta segunda-feira (18/05), realizou-se na sede da OAB/SP a terceira audiência pública programada pela Comissão de Especialistas do Ministério da Educação (MEC) sobre as diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Nela movimentos sociais expressaram sua visão de como deve ser a formação dos jornalistas. A FENAJ entregará à Comissão documento com propostas sobre o tema e reivindicará novo espaço de debate antes da entrega do relatório ao MEC. A exigência do diploma foi debatida em audiência na ALERJ.

Participaram da audiência em São Paulo com os especialistas do MEC representantes de entidades como a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), Agência Nacional sobre os Direitos da Infância (ANDI), Associação Brasileira da Propriedade Intelectual do Jornalista (APIJOR), Rede Nacional de Observatórios da Imprensa (RENOI), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Uma das propostas para inclusão nas diretrizes curriculares foi apresentada pela APIJOR, que considera fundamental esclarecer os futuros jornalistas sobre o direito autoral. Representantes da OAB-SP defenderam que outras categorias possam fazer uma especialização de dois anos em Jornalismo. Outros interlocutores se posicionaram contrários. A Comissão de Especialistas pretende finalizar em julho o relatório a ser encaminhado à Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC e ao Conselho Nacional de Educação (CNE).

No documento que a FENAJ apresentará com propostas de diretrizes foram incorporadas contribuições de diversos debates entre os Sindicatos de Jornalistas e os profissionais. Dentre elas constam a formação dos jornalistas voltada para a valorização da rede pública de comunicação,, a inclusão de conteúdos relativos à América Latina, políticas afirmativas de gênero e raça, entre outras.

A FENAJ reivindicará à Comissão de Especialistas do MEC um novo momento de debate. A Federação defende que o relatório da Comissão seja socializado com as entidades do campo do Jornalismo antes de sua entrega ao Ministério da Educação.

Indicação da Câmara para a Comissão Organizadora da 1ª Confecom provoca polêmica

A demora na indicação dos representantes do Legislativo é um dos fatores que atrasa a composição da Comissão Organizadora Nacional da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A possível indicação dos deputados Paulo Bornhausen (DEM/SC) e Milton Monti (PR/SP) para representar a Câmara dos Deputados provocou polêmica entre parlamentares e movimentos sociais. Independentemente dos trabalhos da Comissão, prossegue nos Estados o movimento de estímulo à participação da sociedade neste processo.

Circulou na Câmara dos Deputados e em veículos de comunicação, na semana passada, a informação de que o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), teria indicado os deputados Paulo Bornhausen (DEM-/C) e Milton Monti (PR/SP) para compor a Comissão Organizadora Nacional da 1ª Confecom. O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Luiz Couto (PT/PB) reagiu e pediu uma audiência com Temer para tratar da questão.

No entendimento do presidente da CDMH, as Comissões mais diretamente envolvidas com a Confecom – as Comissões de Legislação Participativa (CLP), Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) e de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) – devem ser consultadas para a definição dos representantes da Câmara na Comissão Organizadora Nacional. A CDHM defende a indicação da deputada Luiza Erundina (PSB/SP) e a CCTCI defende a indicação da deputada Cida Diogo (PT/RJ).

Entendimento semelhante têm as entidades que integram a Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação (CNPC). Argumentam que as duas aventadas indicações de Temer são de parlamentares que nunca tiveram compromisso com a convocação da Conferência Nacional de Comunicação e seriam expressões de fortalecimento dos interesses empresariais na Comissão Organizadora da Confecom. (Fonte: FENAJ)

Diesel mais limpo com nova mistura de biodiesel

   O diesel comercializado no Brasil ficará mais limpo a partir de 1º de julho por conta da determinação do governo federal de aumentar de 3% para 4% a adição de biodiesel — menos poluente — ao diesel derivado de petróleo. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e publicada no Diário Oficial de segunda-feira (18).

  O ganho ambiental se dá pelo fato de o biodiesel garantir um balanço muito mais sustentável na produção de combustíveis veiculares por conta da absorção de gases de efeito estufa na etapa agrícola, o que não ocorre com derivados de petróleo. Ou seja: o que o veículo emite na queima do combustível é anulado na fase do crescimento da planta quando há captura de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono e o metano.

   Com a mistura B4, a produção de biodiesel deverá subir para 1,8 bilhão de litros anuais. Em 2009, a produção foi 1,2 bilhão de litros. Cerca de 80% desse volume será fornecido por unidades produtoras detentoras do Selo Combustível Social, de acordo com as diretrizes do leilão de compra a ser realizado. O objetivo é aumentar ainda mais a participação da agricultura familiar, que hoje é de 100 mil famílias.

   Elevação - Em março de 2008, o CNPE já tinha aprovado uma elevação do percentual de mistura de 2% para 3%, que entrou em vigor em 1º de julho de 2008. Sob o aspecto social, a ampliação do uso do biodiesel aumentará a geração de emprego e renda, com destaque para a inclusão da agricultura familiar. No viés econômico, haverá maior agregação de valor às matérias-primas oleaginosas de origem nacional, além do desenvolvimento da indústria nacional de bens e serviços. 

   O aumento da mistura contribui para a redução da dependência brasileira de diesel importado. Em 2008, por exemplo, a adição de 3% de biodiesel representou uma economia de US$ 1 bilhão nas contas externas, quando o Brasil deixou de importar 1,2 bilhão de litros de diesel. 

Cinema, aspirinas e urubus, no Cine Clube Mossoró

Filme brasileiro de 2005, é o longa metragem de estréia do diretor Marcelo Gomes. Foi inteiramente  rodado no interior do Nordeste, mais precisamente  no interior da Paraíba, nas cidades de Patos, Picote, Pocinhos e Cabaceiras. Cinema, aspirinas e urubus foi indicado pelo Ministério da Cultura do Brasil para concorrer ao Oscar em sua edição de 2007, inclusive, ganhando  a indicação para o filme a Máquina, que era tido pelo crítica especializada, como o favorito a indicação. Justamente por ser um filme que poderia agregar valores que agradariam a Academia de Cinema dos EUA.


O filme se passa em 1942, no interior do Nordeste, quando um alemão, que fugindo da Segunda Mundial, vem trabalhar no Brasil como vendedor de aspirinas no próprio sertão nordestino. Ele conhece Ranulpho, que deseja ir para outra cidade  para tentar algum trabalho. Ambos, a partir, deste encontro, criam uma amizade forte, e acabam por trabalharem juntos, mas, por decorrência da Guerra que assolava o mundo, os objetivos  dos dois tiveram que ser mudados.


A sessão será realizada no sábado (23/05/09), às 19:00 horas, no Hotel no Villa Oeste, na sala Agreste. A entrada é franca, logo após o filme será realizado um debate sobre o mesmo. (Fonte: Jônatas Andrade)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Campanha de combate à violência infantil

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), em Recife (PE), a campanha “Faça Bonito. Proteja Nossas Crianças e Adolescentes”. O evento marca a mobilização pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – 18 de Maio.

O objetivo da mobilização é aproximar a população na luta contra esse tipo de violência. “A sociedade brasileira não tolera mais a violência sexual contra crianças e adolescentes, que era banalizada em nosso país. O silêncio começa a ser rompido, na medida em que todos se sentem como responsáveis por enfrentar essa situação”, ressalta a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da SEDH, Carmen Oliveira.

A campanha é uma ação da SEDH, do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, da Comissão Intersetorial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e de parceiros. Além de Recife, a programação é realizada em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Belém, onde será feito o lançamento do filme “Cinderelas, lobos e um príncipe encantado”, do cineasta Joel Zito Araújo.

O símbolo da campanha deste ano é uma flor, que lembra os desenhos da primeira infância e espera trazer essa identificação à sociedade. “A flor representa o cuidado que temos que ter com nossas crianças e adolescentes para que elas não sejam vítimas do abuso e da exploração sexual. Essa tem que ser uma missão de todos e todas, por isso, e um símbolo que toda a população pode adotar”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes da SEDH, Leila Paiva.

História – Há nove anos, o 18 de Maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida para lembrar um crime que chocou todo o País e ficou conhecido como o “Crime Araceli”, ocorrido em 1973, em Vitória (ES).
A motivação para criação de uma data como mais um elemento de reforço ao enfrentamento à violência sexual foi criar capacidade de mobilização dos diferentes setores da sociedade e dos governos e da mídia para formação de uma forte opinião pública contra esse tipo de violência.

A intenção também é estimular e encorajar as pessoas a denunciar, além de criar possibilidades e incentivos para implantação e implementação de ações e políticas públicas. Para o governo federal e o movimento civil organizado em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, a data é mais um elemento para a mobilização e o envolvimento dos poderes públicos e da sociedade na defesa dos direitos humanos.

Denúncia - As denúncias de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas no conselho tutelar mais próximo ou para o Disque Denúncia Nacional – Disque 100, um serviço de utilidade pública que recebe e encaminha denúncias desse tipo de violência.

domingo, 17 de maio de 2009

Internautas protestam contra a banda Forró dos Plays

Os membros da comunidade Mossoró, no Orkut, protestam contra a presença da banda no Mossoró Cidade Junina, depois que souberam que em show realizado neste final de semana na cidade de Serra Negra do Norte, no Seridó do RN, a vocalista Samira disse, após um fã pedir para ela dar um alô para a cidade de Mossoró: "Mossoró, cidade de idiota, de menino".

As pessoas de Mossoró, que estavam presentes, protestaram e trouxeram o ocorrido para a comunidade no Orkut. A reação foi imediata e até um abaixo assinado para o cancelamento do contrato da apresentação da banda no MCJ está correndo na internet fazendo essa exigência a prefeitura. Outros internautas mais "afoitos" prometem jogar ovos e tomates na banda caso o show não seja cancelado. Um internauta mais agressivo disse que a cidade já expulsou Lampião e saberá o que fazer com a banda Forró dos Plays. 

Um representante da empresa A3 Entretenimento, que não se identificou, respondeu às acusações contra a banda afirmando que o protesto não adiantará nada, tendo em vista que um dos donos da banda Forró dos Plays é o empresário mossoroense Richardson Maia, de família tradicional em Mossoró, e que a vocalista Samira Show sempre elogiou a cidade e que a sua melhor amiga é a mossoroense Hyaskara Fernandes que sempre leva a vocalista para a cidade.

A Banda Forró dos Plays consta na programação do Mossoró Cidade Junina para apresentação no dia 19 de junho, juntamente com Bartô Galeno - primeira atração, e Banda Calypso - terceira atração da noite. 

Com a palavra, a prefeitura de Mossoró, nas pessoas do  Chefe de Gabinete, Gustavo Rosado e da gerente da cultura, Clézia Barreto.