domingo, 28 de fevereiro de 2010

Frio na Europa e EUA não desmente aquecimento global, dizem cientistas

O avanço do aquecimento global permanece incólume, disseram cientistas nesta quinta-feira (25), apesar das impressionantes imagens recentes da Europa e dos Estados Unidos paralisados pelo gelo.

O frio intenso no Hemisfério Norte - com previsão de se manter durante março em parte dos EUA - levou alguns a questionarem se o aquecimento global teria parado. Entender a tendência climática geral é crucial para as estimativas sobre consumo energético e produção agrícola, por exemplo.

"(O mundo) não está se aquecendo por igual em todo lugar, mas é realmente bastante desafiador encontrar lugares que não se aqueceram nos últimos 50 anos", disse o veterano climatologista australiano Neville Nichols numa entrevista coletiva online.

"Janeiro, segundo os satélites, foi o janeiro mais quente que já vimos", disse Nicholls, da Escola de Geografia e Ciência Ambiental da Universidade Monash, de Melbourne.

"O último novembro foi o novembro mais quente que já vimos, novembro-janeiro como um todo foi o novembro-janeiro mais quente que o mundo já viu", completou, citando dados registrados desde 1979 por satélites.

A Organização Meteorológica Mundial disse em dezembro que o período de 2000-2009 foi a década mais quente desde o início dos registros, em 1850, e que 2009 deve ser o quinto ano mais quente da história. Oito dos dez anos mais quentes ocorreram desde 2000.

O UK Met Office, departamento de meteorologia do governo britânico, disse que invernos rigorosos como o deste ano - um dos mais frios nas últimas três décadas - podem se tornar cada vez mais raros por causa da mudança climática global.

Cientistas dizem que o aquecimento global não é uniforme, e que os modelos climáticos preveem maiores extremos de frio e calor, secas e inundações.

"O aquecimento global é uma tendência superposta à variabilidade natural, à variabilidade que ainda existe apesar do aquecimento global", disse Kevin Walsh, professor de Meteorologia na Universidade de Melbourne.

"Seria muito mais surpreendente se a temperatura média global continuasse subindo, ano após ano, sem alguns anos de temperaturas ligeiramente mais frias," disse ele em resposta por escrito aos jornalistas. (Fonte: G1)


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Satélites vigiam criação de gado para conter desmatamento na Amazônia



Até o final do ano, 110 mil propriedades do Pará serão acompanhadas pelo Programa Boi Guardião, que monitora por satélite fazendas de gado do bioma amazônico para verificar se houve desmatamento. Em caso de danos ao ambiente, os produtores passam a sofrer limitações no comércio dos animais para os frigoríficos.

Analistas comparam imagens de satélite a novos retratos, feitos a cada seis meses, para ver se as áreas ocupadas pela pecuária permanecem as mesmas. Técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) cadastram as propriedades, munidos de GPS, e o acompanhamento é feito pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O coordenador do Laboratório de Tratamento de Imagens de Satélite (Latis), Divino Figueiredo, acredita que a visualização precisa, permitirá o controle seguro do desmatamento. 

Cerca de 15 mil propriedades incluídas no projeto piloto estão sob monitoração desde o ano passado e foi iniciado o georreferenciamento (registro da localização geográfica) de mais de 80 mil fazendas. 

Controle - A propriedade que derrubar árvores ilegalmente será identificada e poderá perder o direito à Guia de Trânsito Animal (GTA), fundamental para o transporte dos animais. “Sem esse documento, o pecuarista não pode movimentar os animais para outras fazendas ou para frigoríficos”, adverte o coordenador de Trânsito e Quarentena Animal do Ministério da Agricultura, Luiz Felipe Carvalho.

No futuro, com a introdução desse modelo on-line em todo o País, as informações sobre origem e destino do gado poderão ser consultadas em tempo real. Além disso, o sistema permitirá a atualização mais ágil do Cadastro Nacional de Explorações Pecuárias, que registra as propriedades brasileiras. 

Os municípios Água Azul do Norte, Eldorado dos Carajás, Marabá, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu e Tucumã no sudeste do Pará Integram o projeto piloto. Ao longo de 2010, o sistema incluirá mais 38 municípios do centro-sul do Pará, também classificados pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livres de febre aftosa. Na terceira etapa, que começa no final deste ano, o monitoramento alcançará 67 municípios do nordeste do estado, o Baixo Amazonas e a região da Ilha do Marajó, com 32 cidades, além da totalidade de Rondônia e Mato Grosso. A medida estará plenamente implantada até o final do primeiro semestre de 2011.

O programa foi lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com parceria do governo do Pará, Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os frigoríficos.

Adultos de 30 a 39 anos também serão vacinados contra a gripe A (H1N1)

Adultos, de 30 a 39 anos, também vão receber a vacina contra a gripe influenza A (H1N1). A campanha de imunização começa no dia 8 de março, e inclui ainda profissionais de saúde da rede de atenção básica, e envolvidos na resposta à pandemia, indígenas, gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos, jovens de 20 a 29 anos e pessoas com doenças crônicas (como diabetes, obesidade, asma e cardiopatias). O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde.

A ampliação do público-alvo a ser imunizado antes do início do próximo inverno, em junho, representa um aumento de 30 milhões de doses da vacina, totalizando 113 milhões. Para a compra das novas doses, foram destinados R$ 300 milhões, liberados por medida provisória. “Em novembro, quando fizemos a compra da vacina, houve um aumento de oferta no mercado internacional. Sobrou vacina e pudemos ter acesso a um número de doses maior”, explicou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Vamos ter estoque estratégico, monitorando o que vai acontecer durante o processo para tomar outras medidas”, acrescentou.

A definição da nova faixa etária considerou o grupo com maior número de hospitalizações e mortes, além dos que já haviam sido priorizados. A expectativa é imunizar 91 milhões de pessoas contra a doença. Parte das 113 milhões de doses será reservada para o caso de haver alterações epidemiológicas ao longo do inverno no País.

“Quero chamar a atenção que é muito importante a população acompanhar com atenção e seriedade a comunicação que o governo vai fazer de datas e prazos nesta campanha de vacinação”, recomendou Temporão. “E faço um apelo a estados e municípios que capilarizem a rede de vacinação e que tenham horários ampliados de vacinação, inclusive para os finais de semana, para que a população possa com facilidade e tranqüilidade se proteger”.

Serão 36 mil pontos de vacinação em todo o país. A logística de aplicação das vacinas, incluindo locais e horários, é de responsabilidade das Secretarias Estaduais de Saúde.

País está preparado para enfrentar a epidemia

A rede de laboratórios autorizados para diagnosticar casos de influenza A (H1N1) foi ampliada de sete unidades para 14 unidades. “É uma rede mais capilarizada e mais ampla, que vai dar maior suporte [ao processo de imunização], 2010 vai ser um ano importante para nós”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Temporão anunciou ainda a ampliação da quantidade de medicamentos disponíveis para o combate à doença. Segundo ele, 20 milhões de doses vão ser fornecidas por meio de receita médica com retenção.
Quase 600 unidades que integram o programa Farmácia Popular no país vão fazer a distribuição. Segundo o ministro, se o fabricante tiver condições de produzir o medicamento em quantidades maiores, haverá oferta também em drogarias privadas.

“O que aconteceu no ano passado foi que o laboratório colocou toda a sua capacidade produtiva para o governo e, por isso, o medicamento não foi comercializado”, explicou.
O ministério também anunciou a compra de monitores e respiradores, para ampliar leitos de unidades de Terapia Intensiva (UTI). A medida visa a atender casos de síndrome respiratória que evoluam com maior gravidade.

Professores podem incentivar a pesquisa com o Prêmio Jovem Cientista

Levar a pesquisa e a ciência até os bancos escolares. É o objetivo do Prêmio Jovem Cientista (PJC). Para isso a equipe visita escolas de Ensino Médio do País incentivando a participação de professores e diretores. Nesta quarta-feira (24), as principais instituições de Brasília, apontadas pelo ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), receberam a visita do grupo. Com inscrições abertas até 30 de junho, o XXIV PJC tem como tema Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro. 

Nesta edição, serão distribuídos R 145 mil entre cinco categorias, incluindo R 20 mil para o vencedor da categoria Graduado, R 10 mil para o ganhador da categoria Estudante do Ensino Superior, e R 30 mil para a instituição de ensino que tiver o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos, recurso que deverá ser aplicado no melhoramento de sua infra-estrutura (biblioteca e laboratórios), dos equipamentos e na área pedagógica. 

O kit pedagógico é composto por roteiros interdisciplinares, sugestões de exercícios e propostas de abordagens do tema deste ano, Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro. O material está disponível para download (www.jovemcientista.cnpq.br) e os kits impressos podem ser solicitados gratuitamente pelos professores. 

A ideia é oferecer subsídios que ajudem a provocar o debate sobre o tema dentro da sala de aula em diferentes disciplinas, atividade que pode despertar nos jovens o interesse pelo Prêmio. Gerente de Meio Ambiente do PJC, Andrea Margit lembra que a participação do estudante do Ensino Médio é simples: basta elaborar uma redação sobre algum dos temas propostos, desenvolvida com ajuda do professor. 

No kit encontrado na internet, são propostas diferentes abordagens ao tema desta edição do Prêmio, entre elas, o potencial do Brasil no que diz respeito ao uso da energia eólica e ao uso da energia solar, a utilização das hidrelétricas e o consumo energético do País. São apresentadas reflexões de como o próprio estudante pode efetuar mudanças em seu cotidiano de forma a contribuir para a redução do consumo enérgico. 

Prêmio - O Prêmio Jovem Cientista foi criado em 1981 e é reconhecido como o maior na América Latina. Tem por objetivo incentivar os jovens pesquisadores a buscarem soluções simples a problemas do dia-a-dia.

Fonte: Portal Brasil

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pesquisas sobre plantas medicinais são ampliadas



O desenvolvimento de remédios preparados a partir de plantas medicinais, conhecidos como fitoterápicos, obtidos nas reservas naturais da Caatinga e do Cerrado, e também de biopesticidas para a agricultura orgânica, é uma das metas do convênio firmado entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade do Mississipi (EUA). 

De acordo com o pesquisador Flávio Pimentel, da Embrapa Agroindústria Tropical, coordenadora das ações no Brasil, além da troca de experiências e do treinamento de pessoal, o convênio, que se estende até 2013, visa ao desenvolvimento de pesquisas conjuntas relativas à padronização das matérias-primas. Com a ampliação da base de conhecimentos para a produção de fitoterápicos, a expectativa é elevar a qualidade desses produtos no Brasil. 

“Ampliar a qualidade e a padronização, porque há muitos produtos que têm o mesmo nome e composições químicas diferentes, e são vendidos à população como uma espécie medicinal e, muitas vezes, não se trata da mesma espécie que tem aquele efeito farmacológico. Então, um dos objetivos dessa cooperação é a padronização: definir parâmetros de identificação dessas espécies para que a população não compre gato por lebre”. 

A padronização e o aumento da qualidade poderão levar à redução do custo de várias terapias usadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Pimentel destacou que existe uma lista extensa de plantas medicinais no SUS, envolvendo mais de 40 fitoterápicos. A partir do convênio, a expectativa é de diminuir a importação, com o aproveitamento da biodiversidade brasileira, com foco principalmente nas plantas que já estão na lista do SUS. O custo estimado do convênio é de US$ 2 milhões.

Programa de Inclusão Digital terá investimento de R$ 165 milhões




Três mil novos centros gratuitos de acesso à internet e outras cinco mil unidades já instaladas em todo País receberão R$ 165 milhões para a aquisição de equipamentos, mobiliários, oferecimento de conexão em banda larga, concessão de bolsas para formação de monitores e na implantação de uma Rede de Formação.

As entidades que participarem do Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas comunidades (Telecentros.BR) poderão receber kits com dez computadores novos e mobiliário com mais cinco ou dez computadores recondicionados. Além da conexão à internet banda larga e previsão de bolsas para jovens monitores de R$ 484,01 (o valor pode ser dividido em dois, caso tenham duas pessoas monitorando). Também está prevista a participação no curso oferecido pela Rede Nacional de Formação para Inclusão Digital. 

O Ministério do Planejamento, coordenador executivo do programa, fornecerá os computadores recondicionados, principalmente para a ampliação do acesso nos telecentros que já estão em funcionamento. A formação dos bolsistas também fica sob responsabilidade do Ministério. Segundo Cristina Mori, coordenadora executiva do Telecentros.Br, o programa deve oferecer acesso livre e gratuito a todo cidadão, funcionar, no mínimo 30 horas semanais, ter espaço adequado e arcar com sua manutenção. E devem também criar um conselho, com participação da comunidade, para acompanhamento das atividades, estabelecendo regras de uso. 

As aquisições e a distribuição dos bens e serviços aos telecentros aprovadas pela Coordenação serão feitas pelo governo federal, sem repassar recursos às entidades. As bolsas pagas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e a conexão ficará aos cuidados do Ministério das Comunicações, que também irá ofertar equipamentos de informática novos e mobiliário. 

As entidades públicas e privadas, sem fins lucrativos, interessadas em participar do programa têm 30 dias para apresentar suas propostas ao governo federal. O apoio aos telecentros será priorizado nas localidades das áreas de atuação de políticas federais prioritárias. 


Declaração de IR começa na segunda

A partir de segunda-feira (1º), estarão disponibilizados, na página da Receita Federal, os programas de preenchimento e de envio da declaração do Imposto de Renda 2010, ano-base 2009. O Fisco também aceitará as informações por disquete ou CD, que deverá ser entregue nas agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Outra opção é adquirir e entregar o formulário de papel (custo de R$ 5) nos Correios. O limite de envio das informações é 30 de abril e a pessoa que perder o prazo pagará multa de, no mínimo, R$ 165,74. A declaração deste ano está semelhante à do ano passado. Porém, são obrigados a declarar aqueles que receberam rendimentos tributáveis (salário, aluguéis, aposentadoria, superiores a R$ 17.215,08. 

Portais da Receita e Procuradoria da Fazenda são integrados

Os portais e-CAC, da Receita Federal do Brasil (RFB) e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), começaram a operar de forma integrada desde terça-feira (23). O objetivo da ação é simplificar o acesso aos serviços de consulta, pagamento e parcelamento de débitos inscritos na dívida ativa. 

A utilização da internet para esses tipos de prestação tem o potencial de trazer ganhos significativos para as duas instituições e os contribuintes. Isso acontece devido ao direcionamento de grande parte dos contribuintes, que antes buscavam atendimento presencial, à internet, reduzindo assim custos e aumentando a eficiência dos serviços da RFB e PGFN. 

Depois do acesso ao portal, na página da RFB (www.receita.fazenda.gov.br), com código de acesso ou certificado digital, o contribuinte não terá mais necessidade de fazer novo login no portal da PGFN para ter acesso aos serviços.