quinta-feira, 24 de março de 2011

Governadores do Nordeste admitem rever construção de usinas nucleares na região


O acidente nuclear ocorrido há duas semanas na Usina de Fukushima, no Japão, voltou a colocar em pauta, em todo o mundo, a segurança das usinas nucleares. E, no Brasil, alguns governadores do Nordeste decidiram reavaliar se região deve receber uma das quatro novas usinas que o governo federal pretende construir no país até 2030.

"Quem é que vai, em meio à atual discussão, [dizer] "eu quero agora uma usina nuclear para o meu estado". Só se for idiota. E eu não sou idiota", disse o governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), à Agência Brasil, hoje (23). Martins fez questão de frisar que "não recuou" da disputa com outros estados nordestinos cotados para abrigar uma das usinas, mas deixou claro que o projeto a cargo do Ministério de Minas e Energia deve ser "repensado".

"Agora, mudou tudo. O mundo inteiro está repensando os investimentos em energia nuclear, até então considerada segura e limpa. E o Piauí, assim como o Brasil como um todo, não vai deixar de repensar também", afirmou o governador, alegando que a situação exige bom-senso.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), também já havia mencionado, em nota, a necessidade de o país rediscutir a expansão da matriz nuclear com segurança. "A pretensão do estado de Sergipe em disputar a instalação de uma usina no nosso território pressupõe garantias plenas de segurança das instalações. Sem essas garantias, não há como defender tais empreendimentos", afirmou o governador, cuja preocupação recebeu o apoio inclusive do setor produtivo sergipano.

"Apoiamos a decisão de que a instalação de uma usina nuclear em Sergipe deve ser precedida por uma reavaliação dos sistemas de segurança atualmente em vigor", manifestou o Fórum Empresarial de Sergipe em um documento redigido na reunião da última terça-feira (15). "Cabe-nos, porém, alertar que uma ação isolada de Sergipe não é eficaz, pois o risco para nossa população é semelhante se [uma usina for] instalada em regiões limítrofes, sendo assim sugerimos uma ação integrada com os demais estados nordestinos".

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também tem repetido que a população pode ficar tranquila pois qualquer decisão quanto à instalação de novas usinas deve demorar ao menos quatro anos, tempo suficiente para que os aspectos de segurança sejam discutidos. A cidade pernambucana de Itacuruba, a 460 quilômetros da capital, Recife, foi apontada pela Eletronuclear como uma das melhores opções para a instalação de uma usina nuclear no Nordeste.

"Entendemos as preocupações de muitos quando ocorrem eventos como os do Japão. De fato, é preciso avançar ainda mais nos estudos sobre a segurança das plantas, inclusive em situações extremas, como o recente terremoto. No caso brasileiro, porém, temos que entender que nosso programa nuclear é muito maior que uma usina nuclear e não pode ser estigmatizado. Visa, por exemplo, a desenvolver aplicativos para a área médica, propiciando diagnósticos e tratamentos de muitos males, como o câncer. No tocante à geração de energia, é preciso ter em mente que não há qualquer decisão para a construção de novas usinas no Brasil. É só olhar nosso planejamento plurianual para ver que não há previsão orçamentária nem decisão política tomada pelo governo", disse.

Na terça-feira (22), o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, assegurou que o Brasil não tem pressa para construir novas usinas e, quando isso ocorrer, será muito mais rigoroso na questão da segurança das novas instalações, em conformidade com os novos padrões adotados internacionalmente após a tragédia japonesa.

O Brasil tem duas usinas nucleares em operação, Angra 1 e 2, ambas administradas pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras. Angra 3 está em fase de construção. Ontem (23), quando perguntado se o governo pode desistir de construir as quatro novas usinas, o presidente da Eletrobras, João da Costa Carvalho Neto, disse apenas que a decisão cabe ao Conselho Nacional de Política Energética e à Presidência da República.

Fonte: Agência Brasil

Não há risco de acidente japonês se repetir no Brasil, diz Cnen


O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, disse ontem (23) na Câmara dos Deputados que o acidente nuclear no Japão não é razão para mudar nosso Programa Nuclear. Ele participou de audiência pública da Comissão de Minas e Energia. Gonçalves classificou de "precipitada" a decisão da Alemanha de fechar usinas e vinculou a medida ao período eleitoral daquele país. O Programa Brasileiro de Energia Nuclear prevê a construção de mais quatro usinas.

Na audiência, que discute os projetos de construção de usinas nucleares no Brasil e a situação das usinas que já estão em funcionamento (Angra 1 e 2), Gonçalves lembrou que o Brasil está sobre uma única placa tectônica e, por isso, um terremoto de nível 7 jamais ocorrerá no País.

Segundo ele, as usinas japonesas estariam preparadas para um terremoto de nível 8,4 e ondas de 10 metros, mas foram registradas ondas de 14 metros e um terremoto de 8,9 graus. Ele afirmou também que, mesmo diante de uma catástrofe, os prédios das usinas de Angra dos Reis são à prova de inundação.

Radiação - Gonçalves falou também sobre os riscos da radiação. Ele explicou que o nível máximo permitido para o público em geral numa usina é de uma unidade de medida, enquanto uma simples tomografia já expõe uma pessoa a quatro unidades de medida.

Ele acrescentou ainda que o acidente japonês não deve causar mortes ou câncer provocado por radiação, porque a exposição das pessoas não chegou a 100 unidades. De acordo com o presidente da Cnen, só a partir de 800 unidades de medida o dano ao homem seria certo, e acima de 4.500 a exposição seria com certeza letal.

Fonte: Agência Câmara

Deslizamentos de terra são a maior causa de mortes por desastres naturais


A afirmação foi feita pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, Carlos Nobre, no seminário Clima para Você, no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília. Embora as inundações ocorram com mais frequência, os deslizamentos são a principal causa das mortes, correspondendo a 60%. "De 2008 a 2011, cerca de 2.500 pessoas morreram devido a deslizamentos de terra. As inundações estão em segundo lugar como responsáveis pelas mortes e as descargas elétricas em terceiro", disse Nobre.

O seminário foi em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial e reuniu representantes de atividades relacionadas à meteorologia, aquecimento global e mudanças climáticas. O evento provocou uma reflexão da relação homem, natureza e clima.

Nobre, que também é presidente da Comissão de Coordenação das Atividades de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia (CMCH), mostrou os riscos do efeito estufa e das mudanças climáticas. Ele explicou que alguns "limites climáticos perigosos", se ultrapassados, causam colapso de subsistemas, como morte de corais, perda de gelo, extinção de espécies e esgotamento da floresta amazônica.

De acordo com o especialista, o aumento das ondas de calor é um problema para as próximas gerações, que ainda podem sofrer com inundações, ventos, epidemias relacionadas à água, deslizamento de terra, seca, ressaca costeira e transtornos na agricultura.

Nobre explicou como funcionará o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, previsto para funcionar até o final deste ano em Cachoeira Paulista (SP). O desafio, segundo ele, é converter alertas meteorológicos em alerta de desastres. "Nosso objetivo é ser um País que tenha a maioria das vidas salvas dos eventos e desastres naturais".

A ideia é reunir, no centro, meteorologistas, hidrólogos, geólogos e especialistas em defesa civil. "O Centro será multi-institucional e abrigará o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)], Inmet, Ministério das Cidades, IBGE, a Defesa Civil, Agência Nacional de Águas (ANA), Embrapa e Aeronáutica", explicou.

Hoje, as ações do governo federal estão focadas no levantamento das áreas de risco, integração das informações meteorológicas e cruzamento de informações para estabelecer parâmetros de chuva intensa, água do solo e riscos de deslizamentos geológicos.

Fonte: Ascom do MCT

Últimos dias para envio de resumo para 63ª Reunião da SBPC


Os interessados em apresentar trabalhos no evento deste ano têm até 7 de abril para efetuar sua inscrição para poder submeter o resumo. O evento, que ocorre em Goiânia (GO) de 10 a 15 de julho, conta com cinco sessões de pôsteres. A expectativa é que o número de trabalhos apresentados supere 2 mil.

Podem ser submetidos resumos de trabalhos científicos, de qualquer área do conhecimento, de estudantes ou professores de educação superior, pesquisadores; trabalhos de professores de educação básica ou técnica que versem sobre experiências ou práticas de ensino-aprendizagem, e trabalhos de alunos do ensino médio e/ou profissionalizante, de iniciação científica ou dos institutos federais de ensino.

Para submeter um resumo é necessário que pelo menos um dos autores se inscreva no site do evento e pague a taxa de inscrição até 7 de abril. Feito isso, o inscrito tem até o dia 11 de abril para enviar o resumo. No site do evento (www.sbpcnet.org.br/goiania), constam as normas de inscrição e de submissão de resumos.

Sobre a Reunião: A 63ª Reunião Anual da SBPC será realizada nas dependências da Universidade Federal de Goiás (UFGO) e tem centenas de atividades, tais como conferências, simpósios e mesas-redondas, com a participação de cientistas renomados de todas as regiões do País. Objetivo é discutir políticas públicas de educação, ciência, tecnologia, meio ambiente e saúde, além de mostrar os avanços da ciência nas mais diversas áreas do conhecimento. Boa parte dessas discussões versará sobre o tema central do evento: "Cerrado: água, alimento e energia".

Além dessas atividades, serão oferecidos diversos minicursos cujos temas serão de interesse tanto de universitários e pesquisadores como de professores da rede pública de ensino básico e técnico. O evento conta ainda com três programações paralelas: a SBPC Jovem, voltada para estudantes do ensino básico e técnico; a ExpoT&C, exposição de ciência e tecnologia; e a SBPC Cultural, mostra da cultura regional.

A 63ª Reunião é aberta ao público, que pode participar gratuitamente e sem inscrição prévia da maioria das atividades. A inscrição é necessária apenas para aqueles que pretendem apresentar trabalhos científicos, que queiram participar de um dos minicursos ou receber a programação impressa e o atestado de participação geral. 

Fonte: Ascom SBPC

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pepsi anuncia garrafa de origem 100% vegetal


As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal. A empresa PepsiCo anunciou o desenvolvimento da "primeira garrafa de plástico PET feita inteiramente de matérias-primas totalmente renováveis, à base de plantas."

Segundo nota divulgada pela empresa, a garrafa "verde" é 100% reciclável e "supera largamente as tecnologias disponíveis na indústria". A empresa não divulga informações ou artigos científicos fundamentando a descoberta, citando apenas que o avanço inclui "uma combinação de processos biológicos e químicos".

Esses processos biotecnológicos criam uma estrutura molecular que é idêntica à do PET (polietileno tereftalato) - um plástico à base de petróleo. A matéria-prima utilizada é a biomassa de milho, pinus e de uma gramínea conhecida como switch grass.

Cultivando garrafas 

As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal e com igual capacidade de proteção dos líquidos.

A empresa afirma que as pesquisas prosseguem para a inclusão de outros vegetais na produção da garrafa ecologicamente correta, incluindo cascas de laranja, batata e aveia.

As primeiras garrafas à base de plantas começarão a ser produzidas em escala piloto em 2012. Se os testes forem bem-sucedidos, a empresa planeja passar diretamente à produção em escala comercial.

Fonte: Inovação Tecnológica

Edital promove cooperação nas áreas de Matemática, Física e Biodiversidade


O CNPq selecionará propostas para apoio financeiro a projetos conjuntos no âmbito de convênio com a Agência Nacional de Pesquisa (ANR) da França.  O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) selecionará propostas para apoio financeiro a projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), nas áreas de Matemática, Física e Biodiversidade, no âmbito do Convênio CNPq/Agência Nacional de Pesquisa (ANR) da França.

A chamada objetiva fortalecer a colaboração entre as comunidades de pesquisa brasileira e francesa, visando à obtenção de resultados científicos e tecnológicos de nível mundial, que conduzam a tecnologias inovadoras. Será investido o montante de dois milhões de reais.

Os principais resultados esperados são: o aumento de publicações em revistas e periódicos nacionais e internacionais, advindas das parcerias apoiadas; o estímulo à formação de recursos humanos com participação de orientadores brasileiros e estrangeiros; a geração de produtos e processos; e registro de patentes .

O proponente deve ser brasileiro ou estrangeiro com visto permanente, residente no Brasil; ter o título de doutor e experiência em projetos de cooperação internacional e/ou qualificação preferencialmente equivalente à de pesquisador Categoria 1 do CNPq; ter currículo cadastrado na Plataforma Lattes; e vínculo formal com a instituição brasileira executora do projeto.

A ANR será responsável pelo financiamento das despesas de mobilidade e outros custos adicionais dos pesquisadores franceses envolvidos nos projetos conjuntos, de acordo com as suas normativas internas.

Os interessados já podem enviar seus projetos ao CNPq, exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas. A inscrição será aceita até 2 de maio. Os aprovados devem executar os projetos no prazo máximo de 36 meses.

Fonte: Ascom MCT