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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Parque científico da Unicamp entra em operação no 2º semestre de 2012, prevê diretor da Inova Unicamp


Fruto de uma parceria entre a Unicamp e o governo de São Paulo, o Parque Científico da Universidade Estadual de Campinas deve entrar em operação no segundo semestre do próximo ano. 

A estimativa é do professor Roberto Lotufo, diretor-executivo da Agência de Inovação Inova Unicamp, órgão responsável pela gestão do empreendimento.

Para ele, o projeto deve reforçar o pólo tecnológico de Campinas, onde já existem o parque tecnológico municipal e vários laboratórios de empresas de informática e de tecnologia da informação. Na região, há também uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e laboratórios farmacêuticos da área de produtos genéricos.

A Cameron do Brasil, uma das principais fornecedoras de equipamentos para exploração de óleo e gás da Petrobras, será a primeira empresa a se instalar no parque, segundo confirmações do professor Lotufo. Fechado em meados de agosto deste ano, o acordo prevê desembolsos de R$ 6 a R$ 7 milhões, por parte da Cameron, para a construção do centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e de compra de equipamentos.

O acordo da Cameron com a Unicamp é realizado em parceria com o grupo do Laboratório de Sistemas Marítimos e Risers (LabRiser), do Centro de Estudos de Petróleo Cepetro, órgão criado no fim da década de 1980, com apoio da Petrobras. De olho na exploração do petróleo na camada pré-sal, a proposta é desenvolver uma espécie de amortecedor para reduzir a vibração em risers (duto que leva a produção de petróleo do fundo do mar até a plataforma), para garantir a integridade do equipamento e a segurança da produção, especialmente em águas profundas e ultra-profundas (pré-sal).

O objetivo do professor Lotufo é atrair outras empresas para o local. "Toda vocação do parque cientifico é para o desenvolvimento de projetos em parceria com empresas. As empresas interessadas podem procurar a Unicamp", complementa. Segundo ele, o parque tecnológico da Unicamp tem espaço para abrigar a construção de até 20 centros empresariais de pesquisas e desenvolvimento.

Ao destacar a importância da Cameron no projeto, o diretor-executivo da Agência Inova Unicamp menciona que, além de ser fornecedora da Petrobras, a norte-americana tem acordos com universidades do Texas, o que estimula parcerias com a Unicamp e, paralelamente, mais a sua internacionalização.

"A Cameron identificou na Unicamp o potencial da unidade do Texas (na área de óleo e gás). E toda parceria com universidades internacionais vai no sentido de internacionalizar a Unicamp, que é uma meta da gestão da atual diretoria", disse.

Investimentos totais - Os investimentos aplicados no parque, que dispõe de uma extensão de área de 100 mil metros quadrados no campus de Campinas, totalizam cerca de R$ 20 milhões. Desse total, R$ 7,5 milhões são aplicações do governo do estado de São Paulo; cerca de R$ 10 milhões do orçamento da Unicamp; e mais de R$ 2 milhões do caixa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). No projeto, a Finep será a fonte financiadora do Laboratório de Inovação e Biocombustíveis (LIB), em fase de licitação.

Estímulos fiscais para o setor privado - O Parque Científico da Unicamp concede estímulos fiscais para empresas que estejam interessadas em investir no empreendimento. No pacote de estímulos, segundo Lotufo, consta, por exemplo, a retenção de ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias) que pode ser utilizada no abatimento de despesas, como na aquisição de equipamentos e na construção de laboratórios.

Dentre os projetos que compõem o Parque Científico da Unicamp destaca-se a ampliação do número de incubadoras de empresas de nove para 50 unidades, obra que deve consumir R$ 5,5 milhões. As obras do plano urbanístico do empreendimento são estimadas em R$ 416 mil. E os investimentos de R$ 10 milhões do caixa da Unicamp para obras de infraestrutura e de saneamento básico. (Viviane Monteiro)

Fonte: Jornal da Ciência

Imagens do Inpe são utilizadas para avaliar vazamento de petróleo na Bacia de Campos


Um conjunto de imagens do radar ASAR, a bordo do Envisat, e do sensor MODIS, dos satélites Aqua e Terra, foi entregue ao Ibama e à Petrobras pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

As imagens estão sendo utilizadas para avaliar o vazamento de petróleo no campo da empresa americana Chevron, situado na Bacia de Campos, no litoral norte do Rio de Janeiro. "A Petrobras recebeu as imagens 30 minutos após serem gravadas pelos satélites. São informações importantes para o contingenciamento do acidente", informa Ivan Barbosa, chefe da Divisão de Geração de Imagens do Inpe.

Desde 2009, o Inpe mantém em sua unidade de Cachoeira Paulista uma Estação de Sensoriamento Remoto Marinho que recebe imagens, em tempo quase real, para a detecção de poluentes na superfície do mar e outras aplicações, como o estudo de ecossistemas e recursos naturais marinhos e a medição da intensidade de correntes e campo de ventos, altura de ondas, entre outros parâmetros.

A estação, que recebe e processa as imagens do satélite Envisat, foi adquirida pelo Inpe em parceria com a Petrobras. Suas imagens são ideais para o monitoramento ambiental e identificação de derrames de óleo no mar.

"O fornecimento imediato e contínuo de imagens à Petrobras faz parte da nossa operação regular", explica Ivan Barbosa. Para acompanhar a situação na Bacia de Campos, enquanto necessário também o Ibama receberá as imagens dos satélites do Inpe.

As imagens da Bacia de Campos fornecidas pelo Inpe estão disponíveis no link:

Fonte: Ascom do Inpe

Etanol desembarca na Antártica


A Estação Antártica Comandante Ferraz vai substituir o diesel mineral por etanol hidratado na produção de eletricidade. A Petrobras fornecerá os 350 mil litros de álcool e validará seu uso em baixíssimas temperaturas. Se correr como o esperado, o Brasil será o primeiro país a gerar energia com biocombustível na Antártica. O gerador a etanol é produzido pela VSE, sociedade entre a Vale Mineradora e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que elaborou a tecnologia para que motores pesados possam gerar energia limpa, usando etanol sem aditivo.

De acordo com o diretor de etanol da Petrobras Biocombustível, Ricardo Castello Branco, é uma ótima oportunidade para a empresa e para o País demonstrarem sua capacidade tecnológica na área dos biocombustíveis. "A utilização do etanol para a produção de energia nas rigorosas condições climáticas da Antártica abre um novo campo para esse combustível renovável", destaca. Recentemente, a Petrobras realizou outro projeto similar, só que em Juiz de Fora, cuja usina termelétrica passou de operar com gás para funcionar também com etanol.

A Petrobras é parceira da Marinha há quase três décadas e desde a criação do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), em 1982, a empresa fornece combustíveis, atua na revitalização da estação e vem desenvolvendo um acordo de cooperação com foco na utilização de uma matriz energética mais limpa naquele continente. O Proantar tem entre suas prioridades garantir a qualidade ambiental das operações do Brasil na Antártica.

Controle por internet e tanque antivazamento - Por sua parte, a VSE produziu o gerador, que pesa 2,2 toneladas e tem capacidade de 250 quilowatts, volume suficiente para abastecer toda a estação de pesquisa. O sistema inclui um sofisticado equipamento de controle e comando via satélite e por internet. Após a montagem do equipamento, terá início um programa científico de avaliação para assegurar que todos os requisitos de segurança operacional estejam adequados às rigorosas condições impostas pelo clima antártico.

Os funcionários da Marinha receberam um treinamento no Centro de Desenvolvimento de Produtos da VSE, em São José dos Campos, e serão orientados na prática na Estação Antártica Comandante Ferraz para operar e executar a manutenção do motogerador. Por se tratar de uma manutenção simples, apenas uma pessoa é suficiente para fazê-la na Estação.

O contra-almirante Marcos José de Carvalho Ferreira, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), ressalta que o regime de operação prevê o funcionamento durante o período de um ano que coincidirá com a OPERANTAR XXX, - Brazilian Antarctic Program Planning (de novembro de 2011 a novembro de 2012). Ele lembra que outras estações no continente gelado já funcionam com energia limpa, mas que a Estação Comandante Ferraz será a primeira ter o etanol como gerador de energia.

Ferreira dá detalhes do projeto: "A VSE desenvolveu um projeto de tanque para estocagem e transporte de etanol adequado às condições de transporte no H-44 Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel, da Marinha do Brasil, e às condições e restrições de desembarque na Estação". Segundo o contra-almirante, são quatro tanques de 10.000 litros cada, especialmente desenvolvidos para a parceria. São construídos com aço carbono e têm o interior revestido com tinta apropriada para o etanol.

"São providos de um casco cilíndrico, encapsulado em uma bacia de contenção, que não permite vazamentos para o exterior. Sua estrutura permite que seja transportado por içamento ou arraste, pois sua base é provida de esqui", detalha. Estes tanques já levaram os primeiros quarenta mil litros de etanol no convés do navio antártico Ary Rongel no início do mês.

Sobre o risco de que o combustível se congele, Ferreira lembra que o ponto de congelamento do etanol é bastante baixo. "A VSE assegura que não haverá esse problema, uma vez que já testou o motor em câmara fria, mas isto é uma das coisas que desejamos constatar", explica. Por sua vez, a VSE informa que a temperatura de congelamento do etanol é de aproximadamente -124°C e na Antártica e a temperatura ambiente média é de -36°C, o que eliminaria o risco. A empresa desenvolveu também um sistema de aquecimento para o funcionamento adequado do motor nessas condições.

Para o presidente da VSE, James Pessoa, "é um privilégio ter desenvolvido uma tecnologia totalmente brasileira que permite viabilizar a utilização do mesmo etanol que abastece nossos carros sem quaisquer aditivos para a geração de energia limpa na Antártica. A Vale e o BNDES constituíram a VSE para que o Brasil possa desenvolver tecnologias próprias em geração de energia e sistemas de potência", destaca. A VSE também construiu geradores para a Amazonas Energia, da Eletrobras, para produzir energia elétrica na Amazônia de forma mais limpa e reduzir a utilização de diesel na região.

Impacto internacional - "É algo inovativo, vai ser a primeira vez que será feito na Antártica. E é mais uma maneira de reduzir o impacto ambiental no continente", opina o glaciologista Jefferson Simões, professor da UFRGS e líder da Expedição Criosfera, que vai levar pela primeira vez um módulo de pesquisa atmosférica brasileiro ao interior do continente. Simões acredita que a ação terá um impacto positivo entre as comunidades internacionais, como o Comitê de Proteção Ambiental do Tratado da Antártica (Committee for Environmental Protection, CEP).

"Uma ação dessas está dentro da linha que se está recomendando (aos países que estão na Antártica) e mostra a iniciativa do Brasil", completa. Porém, o cientista acredita que o impacto será menor em organizações como o SCAR (Scientific Committee on Antartical Ressearch), "que não está tão interessado diretamente na questão da preservação ambiental da Antártica".

O projeto é beneficiado pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que promove e incentiva o desenvolvimento de produtos e processos inovadores voltados para atividades de pesquisa.

Em 2012, se comemorarão 30 anos do Proantar e da presença brasileira na Antártica e a intenção é de que o etanol abasteça a cerimônia que será realizada. A Estação Antártica Comandante Ferraz, operada pela Marinha do Brasil, foi instalada na Baía do Almirantado, localizada na Ilha Rei George, no verão de 1984. A partir de 1986, passou a ser ocupada anualmente e guarnecida por militares da Marinha do Brasil e pesquisadores, podendo acomodar 30 pesquisadores, além do pessoal de apoio e manutenção. A estação possui laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e químicas.(Clarissa Vasconcellos)

Fonte: Jornal da Ciência

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tendências tecnológicas da Petrobras são destaque em novo evento do INT


Carlos Tadeu Fraga apresentou algumas das diretrizes das pesquisas tecnológicas e investimentos da empresa.

Inaugurando o novo ciclo de palestras Ideias & Tendências, que traz reflexões sobre temas estratégicos do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), na semana passada, o gerente executivo do Cenpes/Petrobras, Carlos Tadeu Fraga, apresentou algumas das diretrizes das pesquisas tecnológicas e investimentos da empresa.

Fraga destacou que o investimento em P&D da Petrobras atingiu média de U$ 872 milhões nos últimos três anos, impulsionando a atividade de instituições de pesquisa tecnológica como o INT, que tem liderado importantes projetos em parceria com o Cenpes. O gerente executivo também parabenizou o Instituto pela clareza na formulação da sua estratégia, que viabiliza a contribuição em muitas áreas comuns ao foco atual da Petrobras.

"Não se faz pesquisa sem investimento e bons laboratórios", afirmou Fraga, anunciando perspectivas de mais investimentos em novas redes de pesquisas e nos talentos, que precisam suprir novas demandas surgidas em função da exploração do Pré-Sal, ou mesmo na melhor recuperação do petróleo dos demais poços. Outros desafios incluem o investimento em biocombustíveis, nanotecnologia e pesquisas para dar novos usos para o petróleo.

Fraga destacou que a Petrobras foi uma das poucas empresas de energia do mundo a ter reservas de petróleo e gás natural aumentadas na última década, passando de 10,4 para 16 bilhões de barris equivalentes. O faturamento da companhia também foi vultuoso, crescendo 4,3 vezes no mesmo período. O impulso da empresa - frisou o gerente executivo - passou pela superação de barreiras tecnológicas, alavancadas pelo Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que estrategicamente desenvolveu sua infraestrura e competência ainda na década de 1960, antes das primeiras descobertas de petróleo na Bacia de Campos, em 1974.

Com a descoberta do Pré-Sal, em 2006, relatou Fraga, a Petrobras reformulou suas estratégias e passou a investir em patamares mais altos de infraestrutura e desenvolvimento tecnológico. Uma marca foi o investimento de US$ 700 milhões na nova unidade do Cenpes, inaugurada no final do ano passado. Com esse insumo e o desenvolvimento dos negócios, a empresa passou a exigir como contrapartida de seus grandes fornecedores que passassem também a criar seus centros de pesquisas no Brasil, fato inédito no hemisfério Sul. O resultado tem sido a criação de um novo parque tecnológico, que inclui algumas das principais empresas internacionais ligadas à atividade petroleira, como GE, Halliburton, Schlumberger e Baker-Hughes, FMC Technologies e Cameron.

Nesta nova era, o Cenpes também começa a articular 50 redes temáticas de tecnologia, incluindo uma segunda geração de pesquisas que incluem fatores humanos, como os estudos de ergonomia em postos de trabalho liderados pelo INT. Carlos Tadeu Fraga frisou que a empresa está ainda aberta a propostas para a criação de novos grupos voltados para a inovação. "Saimos da visão de que nosso mundo é o laboratório, e passamos a ver o mundo como nosso laboratório", concluiu o gerente executivo do Cenpes.

O diretor do INT, Domingos Naveiro, concluiu a palestra inaugural do ciclo Ideias & Tendências manifestando a importância da parceria com a área de inovação da Petrobras, e a disposição do Instituto em ampliar a agenda comum de objetivos e projetos.

O Ideias & Tendências trará convidados de setores diversos, incluindo empresas, universidades, institutos de pesquisa, governo, terceiro setor, imprensa, artistas e intelectuais, criando um fórum propício a novas ideias e à compreensão das tendências do mercado, da política, da sociedade e do conhecimento em geral. O foco principal do novo evento é subsidiar os objetivos do mapa estratégico institucional do INT.

Fonte: Ascom do INT

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Poço de pré-sal já é o mais produtivo do País

Pela primeira vez na história da Petrobras a produção de um poço da camada do pré-sal superou a de todos os outros poços explorados pela companhia no pós-sal no acumulado de um mês. A façanha coube ao poço 9-RJS-660, no Campo de Lula, o primeiro a produzir comercialmente no pré-sal da Bacia de Santos (litoral de São Paulo).

A produção recorde foi registrada em maio, em projeto-piloto, informou ontem a companhia. A produção média do poço, de acordo com a divulgação da Petrobras, alcançou 28.436 barris de petróleo por dia (bpd). Ainda conforme a companhia, em nota ao mercado, "esse resultado confirma o alto potencial dos reservatórios do pré-sal brasileiro". "E, se considerarmos a produção de petróleo mais gás natural, o volume alcançou 36.322 barris de petróleo equivalente por dia (boed)", acrescentou a Petrobras no comunicado oficial.

Ceticismo - O otimismo manifestado pela petroleira nacional não é compartilhado pelo especialista Eduardo Roche, analista de energia do Banco Modal. "Não é uma realidade por enquanto. Há outras áreas do pré-sal com um processo mais longo de prospecção. Não sei dizer se essa produção se manterá, se será mantida nesse ritmo. É um teste, um projeto-piloto ainda", afirmou Roche, referindo-se à produção recorde.

O Campo de Lula é o antigo Tupi, descoberto no final de 2007. Só ele produz óleo no pré-sal até agora.

Para a Petrobras, segundo sua Assessoria de Imprensa, a tendência é que a produção do poço recordista se mantenha nos próximos meses, com a possibilidade de crescimento ainda neste ano.

Navio-plataforma - O poço está interligado ao FPSO Cidade de Angra dos Reis. É o primeiro dos seis poços de produção no campo a serem conectados ao FPSO, navio-plataforma utilizada no pré-sal.

Também já está conectado ao Cidade de Angra dos Reis um poço injetor de gás que, desde o início de abril deste ano, reinjeta no reservatório gás produzido pelo 9-RJS-660. A Petrobras prevê ainda mais dois poços injetores - um de água e outro que alternará injeções de água e de gás.

A estatal divulgou a previsão de que o FPSO Cidade de Agra dos Reis estará produzindo cerca de 100 mil bpd ao longo de 2012.

Capacidade do poço. O consórcio que desenvolve a produção no bloco BMS-11, onde está localizado o Campo de Lula, é formado por Petrobrás (operadora com 65% de participação), BG Group (25%) e Galp Energia (10%).

Segundo divulgou a Petrobras quando da inauguração do FPSO, a capacidade máxima de 100 mil barris por dia será atingida em 2012. A companhia estima que existam em Lula 6,5 bilhões de barris de óleo equivalente (BOE) de volume recuperável total.

Em fato relevante enviado ao mercado no ano passado, a Petrobras anunciou que Lula "será o primeiro campo supergigante de petróleo do país", com volume recuperável acima de 5 bilhões de BOE. (Sergio Torres)

Fonte: O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Petrobras inicia produção de petróleo nos EUA até novembro

Até o final deste ano, a Petrobras (PETR3, PETR4) começará a produzir petróleo nos Estados Unidos, com quantidades estimadas de 8 mil barris de petróleo por dia, com três poços, dois em Cascade e um em Shinook.

A estatal agora está em fase de testes para conexão e desconexão dos cabos que vão transferir petróleo para a plataforma BW Pioneer.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta segunda-feira (20).


Fonte: InfoMoney

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tecnologia brasileira terá impulso com exploração do Pré-sal


Investimentos no setor devem atingir R$ 407 bilhões até 2014. Economistas do BNDES classificam o Brasil como a fronteira de expansão do petróleo no mundo.

As recentes descobertas de petróleo e gás na camada Pré-sal colocam o Brasil em destaque no mercado petrolífero mundial. Além de garantir um acréscimo de 60% nas reservas nacionais, a produção nos campos de Tupi e Iara movimentará diversos setores da economia, dará um impulso na tecnologia industrial brasileira.

Para começar a extração é preciso vencer uma série de dificuldades tecnológicas e logísticas. A camada Pré-sal está a mais de 6 mil metros de profundidade e a 300 quilômetros da costa sudeste. Além da alta pressão no fundo do mar que os equipamentos estarão expostos, é preciso perfurar 2 mil metros de crosta salina que protege o combustível.

Para a Petrobras, especialista em perfuração em águas profundas, a maior dificuldade é garantir a estabilidade das rochas da espessa camada de sal. Segundo o gerente do Programa de Capacitação em Águas Profundas (Procap) sobre desenvolvimento tecnológico, Orlando Ribeiro, estão em desenvolvimento técnicas e equipamentos para tornar a operação mais segura e viável financeiramente. "Perfurar uma camada como essa gera altas temperaturas que aliada à alta pressão faz com que o sal se comporte como um plástico que pode fluir e não permitir a continuidade da perfuração dos poços", explicou.

Investir em estudos para o desenvolvimento de técnicas e tecnologia aplicada é a solução para solucionar esses entraves. A primeira perfuração no Pré-Sal levou um ano para ser concluída ao custo de US$ 240 milhões. Os poços mais recentes que a Petrobras perfurou demoraram 60 dias e custaram, em média, US$ 66 milhões. O secretário de Desenvolvimento Tecnológico do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ronaldo Mota, acredita que o potencial de exploração e a legislação que permite a participação empresas estrangeiras são garantias de que todos os setores da economia serão beneficiados.

"Diversas multinacionais já anunciaram que montarão centro de pesquisa e desenvolvimento no País. Os benefícios decorrentes da instalação dessas unidades são muito positivos", afirmou Mota. "Temos a possibilidade de transferência de tecnologias, a oportunidade para jovens engenheiros e pesquisadores, o aumento do registro de patentes e cooperação na mudança de cultura no que diz respeito à promoção de inovação desenvolvida no Brasil", enumerou o secretário.

De acordo com Mota, o processo de inovação que surge implica, além de novas tecnologias, máquinas e equipamentos, em mudanças incrementais, novas funcionalidades, bem como melhorias na gestão, novos modelos de negócios, associados à conquista ou criação de novos mercados.

Segundo a gerência do Pré-sal da Área de Exploração e Produção da Petrobras, com as tecnologias a estatal será capaz de reduzir os custos em até 45% quando comparado com as primeiras perspectivas. Para isso, foi montado um laboratório dedicado ao desenvolvimento tecnológico para a extração e produção de petróleo e gás.

O Centro de Pesquisas (Cenpes) é formado por um grupo de técnicos agrupados no Programa Tecnológico para o Pré-sal - Prosal. O trabalho deles é desvendar as formações geológicas e buscar soluções para uma operação até agora sem referências na indústria do petróleo.

De acordo com a estatal, o Cenpes mantém um modelo de parcerias com universidades e instituições nacionais de ciência e tecnologia, em Redes Temáticas e Núcleos Regionais de Competência, investindo hoje cerca de R$ 400 milhões.

Mercado bilionário - Os investimentos no setor de petróleo e gás da camada Pré-sal entre 2011 e 2014, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), devem atingir R$ 378 bilhões, sendo a Petrobras a responsável por 80% desse valor. A demanda por máquinas, equipamentos e metalurgia aumentará.

O economista da Área de Pesquisas Econômicas (APE) do BNDES, André Sant'Anna, classificou o Brasil como a fronteira de expansão do petróleo no mundo. "Estimamos uma demanda adicional de R$ 265 bilhões. Se incluirmos os demais setores produtivos, o comércio e a prestação de serviços o total é de R$ 407 bilhões em quatro anos", afirmou o economista.

Dados da Petrobras mostram que o setor de materiais e equipamentos será um dos mais exigidos. Para explorar os campos do Pré-sal será preciso comprar 42 mil toneladas de tubos revestidos, quatro mil quilômetros de dutos flexíveis e 940 mil toneladas de aço estrutural.

O valor do mercado - Os testes preliminares, realizados pela Petrobras em quatro áreas do Pré-sal (três na Bacia de Santos e uma na Bacia de Campos) permitiram estimar volumes potencialmente recuperáveis entre 10,6 bilhões e 16,3 bilhões de barris de petróleo e gás. Essa capacidade, se confirmada, pode dobrar as reservas nacionais que hoje são de 15 bilhões de barris. Para o volume recuperável se transformar em reservas, será necessário terminar o processo de avaliação das descobertas e aprovar, na Agência Nacional de Petróleo (ANP), os planos de desenvolvimento da produção.

Quanto à estimativa de produção, conforme o Plano de Negócios 2010-2014 da Petrobras, a previsão de produção em 2014 será em torno de 241 mil barris por dia e em 2017 será superior a 1 milhão de barris diários. A produção total da Petrobras, de petróleo e gás em barris para 2020, incluindo os campos do pós e do pré-sal e a produção do exterior, é de 5,4 milhões de barris por dia. Hoje, a produção total da empresa é de 2,6 milhões de barris por dia.

Essas estimativas não incluem outras descobertas da Petrobras no Pré-sal de várias áreas da Bacia de Santos, conhecidas como Carioca, Júpiter, Parati, Bem-te-vi e Caramba. A Companhia ainda não tem estimativas de volumes recuperáveis dessas áreas.

Fonte: Ascom MCT

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sem Petrobras, Baleia Jubarte suspende pesquisas


O maior centro de conservação de baleias no Brasil, o Instituto Baleia Jubarte, demitiu metade de seus funcionários e suspendeu suas pesquisas. O motivo é a falta de repasse de verbas da Petrobras, principal patrocinadora de suas atividades.

Situação semelhante atravessam três outras organizações de pesquisa de animais marinhos: a Fundação Mamíferos Aquáticos, o Projeto Golfinho Rotador (ambos em Pernambuco) e o Projeto Tamar, também na Bahia.

Todos eles aguardam desde setembro a renovação de convênios com a Petrobras, que diz estar analisando os resultados obtidos pelos projetos entre 2007 e 2010 "para definir a melhor forma de continuidade das parcerias".

Os projetos foram "adotados" pela estatal por lidarem, desde os anos 1980, com a conservação de chamadas "espécies-bandeira", animais grandes e carismáticos, com os quais o público se identifica facilmente.

Dos quatro projetos, apenas o Tamar (de conservação de tartarugas-marinhas) tem uma parcela significativa de renda própria. Todos os outros tiram 50% ou mais de sua receita da Petrobras.

A situação mais crítica é a do Baleia Jubarte. Cerca de 60% da receita da ONG vem do convênio. Com o fim do repasse, 18 funcionários (de 42) foram demitidos e o centro de visitantes, na Praia do Forte, será fechado no dia 20. Apenas dois cientistas permanecem no instituto, na base de Caravelas, sul da Bahia.

"Demiti de faxineira a coordenador de pesquisa", diz a diretora-presidente do instituto, Márcia Engel. Ela não quis dar detalhes sobre os prejuízos para o projeto.

Segundo a Folha apurou, atividades como censo de baleias no litoral e um projeto de mestrado que avaliava o impacto de poluentes na água sobre os cetáceos.

O socorro a baleias encalhadas, como uma jubarte fêmea com filhote na praia de Itacimirim, norte da Bahia, também não poderá ser feito -o veterinário do instituto está cumprindo aviso prévio.

A FMA (Fundação Mamíferos Aquáticos), que tocava o Projeto Peixe-Boi Marinho em Itamaracá, Pernambuco, também demitiu funcionários devido ao atraso no repasse da Petrobras.
A fundação já vinha enfrentando problemas desde abril do ano passado, quando o ICMBio (Instituto Chico Mendes, do governo) rompeu uma parceria que tinha com ela -acusando a FMA de má gestão de recursos. Na época, 11 pessoas foram demitidas. Agora, mais sete.

A fundação depende da renovação do convênio para estender atividades de pesquisa do peixe-boi marinho aos litorais de Pará e Amapá.

Os coordenadores dos projetos Tamar e Golfinho Rotador não falaram à Folha até o fechamento desta edição.

A Petrobras afirmou que os quatro projetos compõem "um planejamento estratégico integrado", sujeito a revisão a cada três anos. A empresa disse estimular que os projetos possam se financiar sozinhos, "para garantir a continuidade dos benefícios gerados após o encerramento do contrato de patrocínio". (Claudio Angelo)

Fonte: Folha de SP

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Petrobras inicia no fim do mês exploração comercial do petróleo do pré-sal


A Petrobras irá iniciar, no final deste mês, a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. A informação foi dada nesta segunda-feira (18), pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, após a inauguração de novas unidades da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). 

Segundo ele, as operações comerciais no Campo de Tupi devem começar entre os dias 27 e 28. A exploração experimental de Tupi começou em maio. Atualmente, são extraídos do campo cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Com o início da exploração comercial, a extração pode chegar a 100 mil barris por dia. 

Em operação desde 24 de março de 1980, a Revap processa 14% dos derivados de petróleo do Brasil, o que representa 252 mil barris/dia. A refinaria é responsável pelo abastecimento integral de querosene de aviação no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) e atende a demanda dos demais derivados de petróleo no Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Litoral Norte de São Paulo, Sul Fluminense, Grande São Paulo e o Centro-Oeste do País. 

A modernização da Revap vai proporcionar a produção de combustíveis mais limpos, a redução das importações de derivados e o aumento das exportações de gasolina e maior arrecadação de impostos. Entre 2000 e 2009, foram investidos US$ 3,5 bilhões e, para o período de 2010 a 2014, será de US$ 1,97 bilhão.

Fonte: Blog do Planalto/Agência Brasil

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Brasil amplia a fronteira marítima da área do pré-sal


Mudança incorpora área de 960 mil km2 à zona de soberania nacional no mar, hoje de 3,5 milhões de km2. Medida, que não conta com aval da ONU, amplia direitos do Brasil para exploração de petróleo e gás.

O Brasil decidiu não esperar o aval da ONU (Organização das Nações Unidas) para expandir, além das 200 milhas náuticas, as fronteiras de sua soberania sobre recursos minerais como petróleo e gás no fundo do mar.

A partir de uma resolução interministerial publicada na última sexta-feira, qualquer nação ou empresa que queira prospectar recursos minerais na Plataforma Continental Brasileira terá de pedir autorização ao governo.

Segundo a Folha apurou, a decisão foi tomada após consulta da Petrobras, que poderá ter até 50% do capital nas mãos da União assim que for concluído o processo de capitalização em curso. Hoje, a União detém 39,8% da empresa.

A mudança incorpora 960 mil km2, quase quatro vezes o Estado de São Paulo, à zona de soberania nacional, hoje de cerca de 3,5 milhões de km2. É uma área cobiçada em razão da possível existência de novas reservas de petróleo na área do pré-sal.

Direito do mar

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, abre a brecha para que países reivindiquem direitos sobre o oceano a até 350 milhas náuticas de sua costa. Além, portanto, da Zona Econômica Exclusiva, de 200 milhas.

Para que essa incorporação ocorra, os países signatários da convenção precisam entregar à ONU um mapeamento de sua plataforma continental, espécie de extensão submarina do território soberano.

O Brasil encaminhou esse pedido à ONU em 2004, mas, três anos depois, a organização rejeitou a proposta, após questionamento dos EUA.

Depois, a ONU requisitou que o governo brasileiro reformulasse o pleito.

A ONU não aceitou incluir 190 mil km2 distribuídos desde o Amazonas até a região Sul do país. Segundo a Marinha, o Brasil discordou e pretende apresentar nova proposta até 2012.

Consultada pela Petrobras, porém, a Cirm (Comissão Interministerial para os Recursos do Mar) entendeu que o país não precisa esperar a chancela da ONU.

Agora, cabe à ANP (Agência Nacional de Petróleo) decidir sobre as pesquisas de recursos minerais na área. Procurada, a ANP não se manifestou.

Um decreto de 1988 e uma lei de 1993 já definiam que qualquer investigação científica na plataforma continental só poderia ser feita por outras nações com autorização do governo e acompanhamento da Marinha, e que o Brasil exerce direitos de soberania sobre ela para fins de exploração de recursos naturais.

Além disso, o país se ancora no fato de que a ONU não estabelece condições e limitações de soberania sobre a plataforma continental.

Geologia da confusão

Plataformas continentais são extensões planas ou quase planas do leito submarino, que terminam nos abismos oceânicos. Elas são formadas por rochas sedimentares - exatamente o tipo de rocha na qual se formam o petróleo e o gás natural. Daí o interesse estratégico da Petrobras nessas regiões.

O único país que concluiu o levantamento de sua plataforma antes do Brasil foi a Rússia.

O pleito da Rússia também foi questionado, uma vez que incluía porções do Ártico em disputa entre EUA, Canadá, Dinamarca e Noruega.

Em 2007, a Rússia mandou um minissubmarino ao Ártico para lançar no fundo do mar uma bandeira russa - simbolizando a suposta soberania do país sobre os recursos minerais da região.

A expedição causou um incidente diplomático com o Canadá, que chamou o feito de "impostura".

País quer elevar domínio na costa do NE

A área marítima que o governo brasileiro incorporou estende mar adentro boa parte das fronteiras de onde estão hoje os principais campos de petróleo descobertos pelo país na última década.

Os campos Tupi, Carioca, Guará e Júpiter, ao longo da costa Sudeste-Sul, estão situados bem no limite da zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas.

O país também está determinado a ampliar sua soberania da região do Cone do Amazonas, entre a costa do Nordeste e os limites com a Guiana Francesa.

(José Ernesto Credendio e Claudio Ângelo)

Fonte: Folha de SP

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sete novos navios para Petrobras

Sete contratos para construção de navios para afretamento, por um período de 15 anos, foram assinados na terça-feira (4) pela Petrobras, dentro do programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN), completando as 19 embarcações previstas nesta fase do programa. 

A empresa Kingfish do Brasil Navegação Ltda construirá três navios de 45 mil toneladas de porte bruto (TPB) para produtos escuros (petróleo, óleo combustível, entre outros) e a empresa Pancoast Navegação Ltda construirá quatro navios de 30 mil TPB, sendo dois para produtos claros (nafta, diesel, querosene, gasolina) e dois para produtos escuros. 

O programa EBN é parte de um conjunto de iniciativas da Petrobras para estimular a construção naval no Brasil. Essa ação pretende reduzir a dependência do mercado externo de fretes marítimos, gerar empregos e tem como referência parâmetros internacionais de custos e qualidade.


Fonte: Portal Brasil

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Marca da Petrobras é a mais valiosa do Brasil


A Petrobras tem a marca mais valiosa do Brasil, segundo pesquisa realizada este ano pela consultoria BrandAnalytics e pelo instituto Millward Brown. Com valor de marca de R$ 19,3 bilhões, a Petrobras lidera o ranking das mais valiosas, à frente de Bradesco (R$ 14,8 bi), Itaú (R$ 13,3 bi), Banco do Brasil (R$ 11 bi), Natura (R$ 6 bi), Skol (R$ 5 bi), Brahma (R$ 2,5), Perdigão (R$ 2 bi), Casas Bahia (R$ 1,8 bi) e Sadia (R$ 1,6 bi).

Para o gerente-executivo da Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa, esse reconhecimento mostra que a sociedade acredita na Petrobras. “Ao mesmo tempo, receber o prêmio de marca mais valiosa do Brasil aumenta nossa responsabilidade. A Petrobras está sempre buscando melhorar seus processos, produtos e investir em tecnologia e responsabilidade socioambiental, para atender as expectativas de todos os brasileiros”, afirmou o gerente-executivo que recebeu, em cerimônia realizada nesta sexta-feira (30), em São Paulo, o prêmio “A Marca Brasileira Mais Valiosa”, promovido pela revista Isto É Dinheiro.

Para chegar ao resultado, a pesquisa passou por quatro etapas. Na primeira, que mensurou a força da marca no Brasil, foram realizadas, nas principais cidades brasileiras, aproximadamente 12.500 entrevistas em 32 categorias de negócios, com a avaliação de 350 marcas de empresas que atuam no país. A etapa seguinte avaliou 147 companhias de capital aberto, que reúnem 200 marcas.

A terceira etapa da pesquisa levou em consideração os lucros das empresas e analisou a contribuição da marca para os consumidores e os investidores. Nesse último público, foram entrevistados consultores de investimentos norte-americanos, que apontaram a Petrobras em primeiro lugar no ranking das empresas mundiais de energia com maior potencial para futuras tecnologias (50% de lembrança contra 14% da segunda colocada), maiores reservas de petróleo (42% contra 23%); e boa parceria com governos locais (27% contra a 15%). A Petrobras aparece em destaque também como empresa que se esforça para ser ambientalmente responsável (em segundo lugar, com 6% de lembrança contra 9% da primeira). A última etapa da pesquisa consistiu na construção do ranking final das marcas mais valiosas do Brasil.

A marca da Petrobras também se destacou no ranking das marcas mais fortes do Brasil. A Companhia ocupa o terceiro lugar na lista, à frente da Coca-Cola e Microsoft. As duas primeiras posições ficaram com Omo e Mc Donald’s. Esta semana, também foram divulgados os resultados internacionais da pesquisa realizada pela Millward Brown Optimor e publicada pelo jornal Financial Times, que reúne as cem marcas mais valiosas do mundo. A Petrobras é a mais bem colocada entre as brasileiras, aparecendo em 73º lugar.

O Google lidera o levantamento, com valor estimado em US$ 114,2 bilhões, seguido da IBM (US$ 86,3 bilhões); Apple (US$ 83,1 bilhões), Microsoft (US$ 76,3 bilhões); e Coca-Cola (US$ 68 bilhões).
Fonte: 
Agência Petrobras

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Petrobras anuncia as regras para o seu programa de responsabilidade social

Foto: Ivanaldo Xavier

Funcionárias da Petrobras apresentaram no último dia 29 de abril (quinta-feira), as regras para o programa de responsabilidade social da empresa, na versão 2010, para um público composto de representantes de ONG's e gestores municipais. Projetos no valor de até R$ 1.450 mi poderão ser apresentados pelas ONG's, Oscips, prefeituras municipais e outros até as 18 horas do próximo dia 21 de maio.

Cada entidade poderá apresentar o máximo de três projetos, mas com a certeza de que existe a possibilidade de ser contemplado com apenas um. A apresentação do programa social da Petrobras aconteceu no Resort Pirâmide, na Via Costeira. O evento começou por volta das 08:30h e terminou apenas às 16 horas.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Comissão poderá debater irregularidades em obras da Petrobras


As irregularidades apontadas em obras da Petrobras pelo Tribunal de Contas da União poderão ser discutidas em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Na terça-feira (9), a CMA deve votar requerimento de Renato Casagrande (PSB-ES), que propõe debate sobre o tema, com a presença do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Ubiratan Aguiar, e do presidente da CMO, senador Almeida Lima (PMDB-SE).

Em foco, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dispositivo da Lei Orçamentária que impedia quatro obras da Petrobras de receberem recursos por terem apresentado indícios de irregularidades em auditorias do TCU. Esse veto está na pauta da sessão do Congresso, também prevista para a terça-feira.

No requerimento, Casagrande afirma ser necessário estabelecer "o debate institucional, com a oportunidade equitativa de manifestação das altas partes envolvidas."

A pauta da reunião da CMA, marcada para as 11h30, contém ainda 11 proposições, entre as quais projeto do senador Raimundo Colombo (DEM-SC) prevendo que postos revendedores de combustíveis apresentem, em local visível, informações sobre a composição dos preços de venda de cada combustível ofertado (PLS 195/09). Essa proposição receberá decisão terminativa na comissão.

Outro projeto que receberá decisão terminativa na CMA é o de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que trata da proteção aos depósitos fossilíferos existentes em território nacional e os fósseis neles coletados, considerados bens da União que se constituem em patrimônio cultural e natural brasileiro (PLS 57/05).

Também está na pauta projeto de lei do senador Jayme Campos (DEM-MT) que determina que os rótulos de refrigerantes, refrescos, xaropes, preparados para refresco ou para refrigerante e sucos com adição de açúcar especifiquem o teor calórico das bebidas e apresentem frase de advertência quanto aos riscos da obesidade infantil (PLS 196/07).

Outra matéria que poderá ser votada na terça-feira é o projeto de lei do senador João Vicente Claudino (PTB-PI) que concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a aparelhos de destilação e de osmose inversa, destinados à dessalinização de água (PLS 337/09).


Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Petrobras lança concurso para 30 anos do Tamar


A Petrobras acaba de lançar o concurso “Petrobras e os 30 anos do projeto Tamar”, que vai eleger a melhor estampa para a camiseta oficial do aniversário do projeto. O Tamar completa 30 anos de preservação das tartarugas marinhas no Brasil.

No site www.camiseteria.com.br/petrobrastamar, os interessados em participar do concurso podem encaminhar sugestões de estampa para a camiseta até o dia 5 de janeiro e votar em suas preferidas até o dia 15 de janeiro. O autor da estampa com mais votos ganhará uma viagem de 4 dias com acompanhante para conhecer a sede do Projeto Tamar na Praia do Forte (BA) e R$1,5 mil em dinheiro. O segundo colocado também ganhará a viagem à sede do Tamar e R 1 mil e o terceiro receberá R 1 mil. O resultado será divulgado até o dia 22 de janeiro.

O concurso aposta nas ações colaborativas na Internet para eleger a estampa. Por isso, a Petrobras conta com a parceria da Camiseteria, um portal na web que reúne estampas de designers amadores e profissionais e conta com a participação dos usuários para votar nas melhores.

Não faltam inspirações para a estampa. A cada nova temporada cerca de um milhão de filhotes são protegidos e, até março, o Tamar alcançará a meta de 10 milhões de filhotes de tartarugas soltos no mar. Além dos resultados, a data é marcante porque 30 anos é a idade em que a tartaruga chega à fase adulta e os filhotes soltos pelo Tamar estão voltando para desovar.

Há 28 anos, a Petrobras é parceira do projeto, que é coordenado pelo ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade em cooperação com a Fundação Pró-Tamar. Junto com os demais projetos de biodiversidade marinha patrocinados pela Petrobras, o Tamar se tornou um símbolo da atuação da Companhia na preservação marinha no Brasil.